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Fiat apostará em carros elétricos na Europa e SUVs no Brasil

Fiat apostará em carros elétricos na Europa e SUVs no Brasil

Sérgio Marchionne divulgou os planos da FCA para até 2022, mas não deu muitos detalhes sobre a Fiat, porém, o chefão do grupo ítalo-americano, que já está se despedindo, apontou que a saída para a marca sediada em Turim é a eletrificação, mas isso será somente na cenário europeu, já que os planos da empresa para a América Latina são outros, mas igualmente interessantes.


Nos últimos meses, rumores sobre a redução do portfólio da Fiat e mesmo do fim da produção de carros na Itália ganhou força. Porém, para focar mais nas americanas e nas luxuosas italianas, a FCA direcionará sua marca fundadora para o mercado de carros elétricos. Num arquivo dos planos estratégicos do grupo para suas marcas internacionais, a Fiat ganhará cinco novidades até 2022.

No âmbito europeu, a eletrificação é a saída para manter a Fiat forte. Assim, a FCA focará em carros compactos e elétricos para sua marca mais popular na Europa. Dois modelos em específico serão lançados até 2022, sendo eles a próxima geração do Fiat 500 e o chamado Fiat 500 Giardiniera, que provavelmente será a versão de quatro portas do clássico europeu, segundo rumores.

Há algum tempo, boatos falavam de um Fiat 500 de quatro portas e parece que isso será executado finalmente. Outro ponto é que os modelos Fiat 500X e 500L serão eletrificados, mas híbridos. A conectividade e a automação também serão disponibilizadas para estes dois modelos. Mas, além da Europa, a Fiat também reforçará sua posição no Brasil, onde perdeu a liderança após 14 anos.


Fiat apostará em carros elétricos na Europa e SUVs no Brasil

Por aqui, nada de elétrico. O foco será no segmento de utilitários esportivos. Nesse segmento, que cresceu muito no Brasil, a Fiat terá três produtos. Dois deles serão compactos para os segmentos A e B, enquanto o terceiro será do segmento D. Este último terá sete lugares, ocupando assim o lugar que um dia foi do Fiat Freemont. Mas e os outros dois?

Como a Jeep é a marca principal da FCA em termos de SUVs e vendas, a Fiat deve focar em nichos que a americana não atua, visto que a estratégia até o momento era de centralizar esse tipo de veículo em uma marca apenas. Como é muito popular, a italiana tem um potencial enorme de vendas ainda por ser explorado através de utilitários esportivos.

No caso do segmento A, a Fiat deverá dispor de um produto para enfrentar JAC T40, Chery Tiggo 2 e Honda WR-V, por exemplo. A base do Argo pode servir bem para se criar um crossover. Se for uma variante do hatch, não passará de um aventureiro mais consistente e talvez não atinja o que se espera. Agora, com uma carroceria ligeiramente alterada, mas com comprimento e entre-eixos do compacto da Fiat, seria mais viável como um produto diferenciado.

No segmento B, a mesma plataforma pode sustentar um modelo mais específico, que ficaria um pouco abaixo do Renegade mas, ao contrário deste, seria mais focado na família com espaço interno maior e porta-malas generoso. Nesse caso, um SUV com algo em torno de 4,30 m e com plataforma BSUW (a mesma da dupla da Jeep) poderia ter 2,60 m mais ou menos, podendo assim bater de frente com Nissan Kicks, Honda HR-V e Hyundai Creta, entre outros.

Por fim, no segmento D, o utilitário esportivo de sete lugares da Fiat é uma incógnita, mas a plataforma BSUW pode ser usada de forma alongada a partir do Compass, criando assim um SUV familiar menor que as propostas de Cherokee e Grand Cherokee com mais assentos. Um acréscimo nos 2,64 m de entre-eixos e os 4,41 m de comprimento do Jeep, o SUV pode surgir como o menor dos modelos de sete assentos da FCA.

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