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Fiat Argo HGT 1.8: impressões do primeiro mês de uso

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Prezados colegas do Notícias Automotivas, estamos compartilhando com vocês as impressões que tivemos neste primeiro mês da aquisição, e bem como os motivos pelo qual adquirimos o veículo. Trata-se de um Fiat Argo, modelo HGT 1.8, com todos os opcionais possíveis exceto o câmbio automático.



A pintura na cor branco Alaska realçou muito bem as formas do carro bem como as enormes rodas 17 polegadas. Veículo para mim (e provavelmente para todos os leitores daqui) é um assunto no qual podemos ser tendenciosos e fugir das tediosas caracteristicas técnicas, mas diabos, não compramos motores e chassis com rodas, então confesso, sem nenhuma vergonha que ao chegarmos na concessionária eu e minha esposa (também uma apaixonada por carros) vimos o veículo no meio do salão, em destaque.

O carro nos olhava, e não o contrário. Vimos ele, abrimos suas portas e capô, vimos o painel e seus difusores de ar adornados por uma faixa vermelha (que coincidentemente nos lembrava do carro no qual chegamos na concessionária, um Fiat 500 vermelho, que tem a mesma característica). Tecnologias como ESC, hill holder, sensor crepuscular, câmera de ré, limpador automático nos impressionaram (pois algumas delas só existiam em carros topo de linha de outras marcas).

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Decidimos pedir para fazer um teste drive e o vendedor, com a sabedoria dos melhores profissionais do ramo, tirou o próprio carro que estávamos admirando. Após negociações de praxe (inclusive com visita a outra concessionária) fechamos o carro. Esquecemos inclusive as outras marcas e modelos de carros que analisamos (não entrarei nesses detalhes). Bônus acumulado de cartão de crédito e três primeiras revisões grátis dadas de presente pela Fiat também pesaram na decisão. O Argo HGT tem um porte diferenciado e a sua frente alta passa a sensação de um carro de porte superior.

O design de Peter Fassbender remete a um quê dos modelos Alpha nas lanternas traseiras, com a dianteira musculosa obviamente buscando inspiração nas tendências do Fiat Tipo e Mobi. O modelo HGT tem a sua suspensão com uma calibragem mais dura que a versão Precision, mas compartilhando com o seu irmão discreto o motor 1.8 (ou 1,75 litro) e caixa manual. As rodas 17 polegadas com pneus 205/50 R17 infelizmente diminuem o raio de manobra por necessidade de geometria, mas sinceramente, agora quando vejo um Argo HGT equipado “só” com as rodas 16 polegadas fica a sensação de que falta algo.

O motor 1.8 16V recebeu a denominação EVO e casou muito bem com o veículo. Apesar de ser um multi válvulas achei o comportamento em baixa rotação bom. A engenharia da Fiat o modernizou produzindo resultados notáveis (mais 7 cv) e também start stop e um coletor de admissão novo. Ao acelerarmos o veículo notamos esse admissão variável funcionando facilmente com o motor “enchendo” fácil e rápido.

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O desempenho poderia ser melhor? Lógico que sim, mas a proposta do carro provavelmente não iria caber no meu espancado orçamento (no cofre do motor caberia tranquilamente um 2.0 ou 2.4 da família Tigershark). Estamos no Brasil e carro novo acima dessa faixa de potência (139cv) facilmente superam os cem mil reais. Lembrando que o custo total de aquisição de um veículo no Brasil engloba o amaldiçoado IPVA, seguro e revisões em garantia (três anos no caso). A proposta é clara. Ele é um carro familiar com uma vestimenta esporte e nada a mais.

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O cluster de instrumentos do Argo é notável, com informações inclusive pouco usuais, como pressão de pneus, temperatura de óleo e nível energético da bateria. Esse ítem do carro é um membro genúino da família Chrysler/Jeep, sendo usado nos modelo Challenger e Renegade. A lista de modos de menus dele é extensa com inclusive capacidade de escolha de temas de fundo (cinza/vermelho/azul), mas o menu que sempre fica em evidência no meu carro é o de economia de combustível, que funciona junto com o seu melhor amigo, o start-stop.

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Estes dois itens tecnologicos ajudam o consumo de combustivel na cidade a ficar entre aceitáveis 11 Km a até 12 Km/l, e se tratando de um motor com essa cilindrada é bastante razoável. Se você pisar fundo (e chamar a “cavalaria”) o motor realmente produz um ruído instigante e ele por volta de 3.200 rpm está na sua faixa máxima de potência, mas tudo tem o seu preço, o consumo desce pela metade.

É importante a comparação de consumo em Km/l juntamente com a média de Km/h. Só assim evitamos comparar grandezas diferentes. Fizemos uma viagem do Rio de Janeiro (Capital) para Vitória (Espírito Santo). A média da ida foi de 14,3 Km/l e o retorno foi a 14.6/l. O trabalho da Fiat do Brasil na suspensão do carro foi notável e na estrada, carregado com três adultos (e bastante malas) o veículo transmitiu segurança e deu conforto aos ocupantes. Importante ressaltar que viajo obedecendo as leis de transito do país e não busco fazer manobras criativas.

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O câmbio tem engates precisos e não tive problemas de adaptação ou erros com ele. Ele é escalonado perfeitamente e a quinta marcha segue engatada quase todo o tempo.
A parte de infotenimento do carro está muito bem feita, com a central do carro espelhando aparelhos Android e Apple, sendo que no caso dos celulares da maçã não é possível mapas ou Waze por limitações da Apple, e não da Fiat. A segunda porta USB colocada em posição privilegiada para os passageiros do banco traseiro garante abastecimento para vários dispositivos como: tablets, mobiles ou mesmo videogames portáteis. A câmera de ré aparece automaticamente ao engatar a marcha, com setas indicadoras que mudam de direção ao virarmos o volante.

O ar condicionado digital (com as suas três saídas centrais) consegue climatizar até o banco traseiro, com a ventilação possuindo excelente potência, embora uma saída para o banco traseiro sendo desejável. Não é dual zone mas possui modo automatico, bastando selecionar a temperatura desejada. O alarme de fábrica funciona de modo integrado na chave presencial, possuindo ainda as úteis funções de abaixar ou levantar os quatro vidros elétricos do veículo. A tampa da mala também possui um segundo botão para trancar o veículo ao ser fechada.

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Sensor crepuscular é um ítem de conforto que depois que nos acostumamos com ele, nunca mais é desligado, o mesmo vale para o retrovisor eletrocrômico. O sensor de chuva às vezes eu desligo visto que ao começar a chover ele funciona perfeitamente, mas eu fico tentando esperar quando ele vai funcionar e essa expectativa me tira um pouco da concentração em dirigir.

Para não ficar só nos elogios, aqui vão três críticas: A inexplicável ausência de DRL; O controlador automático de velocidade ser um ítem somente vendido junto com câmbio automático; Freios a tambor nas rodas traseiras. Achei que um veículo topo de sua linha merecia ter isso.

Agradeço ao espaço concedido aqui pelos editores do NA e responderei aos comentários sempre que perguntarem diretamente.

Abraços.
Por Basil Sandhurst (nick no Disqus)

4.0

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