Fiat Brava – Defeitos e Problemas

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Após a tentativa da Fiat emplacar o Tipo falhar, a montadora italiana trouxe para o Brasil a Brava, mais moderna e com design arrojado

Com mecânica moderna, teve a difícil missão de concorrer com Golf, Astra e Escort.

Será que hoje vale a pena comprar uma Brava? Vamos elencar os principais problemas pra você decidir.

A Brava começou a ser vendida em 1999, com motor 1.6 de 99 cv (passaram a 106 cv no mesmo ano) que rendia aceleração de 0 a 100 km/h em 10,5 s e velocidade máxima de 186 km/h.

Um ano depois foi lançado o motor 1.8 HGT que tinha potência de 132 cv e 0 a 100 km/h em 9,5 s, com velocidade máxima de 200 km/h.

Dentre os opcionais teve Airbags, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, rodas de liga leve, toca CDs, ABS e mais.

Abaixo os principais problemas do modelo:

Suspensão frágil

A suspensão sofre nas ruas brasileiras e não parece ter sido bem adaptada para nossa realidade, sendo bem frágil e um pouco barulhenta.

Antes da compra, teste em ruas esburacadas e, se possível, leve para uma avaliação profissional do conjunto.

As bieletas costumam ser os itens que mais apresentam defeitos, seguidas pelos batentes.

Teste bem as funções elétricas

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É comum que a Brava apresente alguns problemas elétricos em diferentes sistemas.

Na dúvida teste tudo com atenção, vidros, travas, faróis, sistema de som e o painel.

Visibilidade traseira ruim

A visibilidade traseira é muito ruim, e não tem muito o que fazer, é relacionado ao design do carro.

O tamanho dos retrovisores externos também não colabora para a boa visibilidade.

Teto baixo

Em função do design do carro, assim como a visibilidade, o teto é um pouco baixo para os passageiros que andam no banco de trás.

Revenda complicada

O preço de revenda é baixo, e o carro não tem mais muito mercado então raramente será aceito na troca.

Por um lado é bom, caso esteja comprando, mas quando quiser vender saiba que provavelmente terá dificuldades.

Carro negligenciado

Infelizmente está cada vez mais raro encontrar ele bem cuidado, por se tratar de um carro antigo, mas que não adquiriu status de clássico.

Em especial o 1.8 foi um motor tecnológico para a época e tem uma manutenção mais cara, principalmente se for corretiva, pegar um carro barato com o motor destruído pode sair bem caro.

Dificuldade em encontrar peças

Devido ao pouco tempo de mercado e baixo número de unidades vendidas, algumas de reposição são difíceis de encontrar, em especial as de acabamento e lataria.

As peças usadas estão disponíveis, porém nem sempre em bom estado, a maior dificuldade são as peças novas e de qualidade.

Manutenção cara e não muito amigável

A manutenção pode ser barata, quando comparada com carros modernos, porém levando em consideração o preço baixo do carro, o valor é um pouco elevado.

O carro tem preço de popular, porém a manutenção é realmente um pouco mais cara que de um Uno, por exemplo.

O motor 1.6 tem peças compartilhadas com alguns modelos da montadora e o 1.8 tem peças compartilhadas com o Marea (o que não ajudou muito na reputação dela).

Outra reclamação (agora dos mecânicos) é a posição de alguns componentes que dificultam o reparo e a troca deles.

Conclusão

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No quesito mecânico Fiat Brava foi um carro injustiçado no mercado, pois teve fama de frágil e problemático, mas se mostrou bem robusto.

Nos dias de hoje é bem difícil encontrar uma unidade bem cuidada, as peças originais são caras e as paralelas muitas vezes deixam a desejar no quesito qualidade.

Quando negligenciado pode sair sim bem caro para arrumar e fazer valer a fama de problemático.

Se comprar uma unidade bem cuidada e continuar cuidando dela, não terá grandes problemas.

Atenção especial aos acabamentos e peças plásticas, que são difíceis de encontrar em bom estado.

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Autor: Luca Magnani

Engenheiro mecânico na indústria automotiva, pós graduado pela Universidade da Indústria do Paraná em Engenharia de veículos elétricos e híbridos.