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Fiat Chrysler confirma fim do Alfa Romeo Giulietta para fim de 2020

Fiat Chrysler confirma fim do Alfa Romeo Giulietta para fim de 2020

Em fevereiro, rumores já davam conta de que o Alfa Romeo Giulietta não iria muito longe, mas agora veio a confirmação oficial da Fiat Chrysler. O hatch médio italiano será mesmo extinto até o final do ano.


Sem sucessor, o Giulietta terá um destino óbvio, ser substituído por um SUV, que no caso será o Tonale, modelo que ficará abaixo do Stelvio, utilizando a plataforma do Jeep Compass para atingir um porte menor e assim um preço mais acessível.

Não podendo mais contar com o MiTo adiante, a Alfa Romeo deverá acelerar o processo de mudança de seu portfólio para uma direção mais focada em SUVs e racional. Nesse processo, a marca de Milão excluirá duas propostas de cupês esportivos e ainda o 4C não deve ir muito longe.

Fiat Chrysler confirma fim do Alfa Romeo Giulietta para fim de 2020

Cortando GTV e 8C, a Alfa Romeo se concentrará mais nos “Giorgio” Giulia e Stelvio, além do Tonale e outras propostas menos exclusivas, deixando assim margem maior para a Maserati explorar no segmento de luxo. A marca não espera ter que cortar o Giulietta ainda esse ano, visto que buscava um aprimoramento das características do SUV que chega.

Para a Alfa Romeo, a dinâmica de condução do Tonale é um ponto importante, pois precisa ser de um carro ágil e notadamente com características de esportivo, justamente para mante-lo distante da proposta do Jeep Compass. O novo SUV, no entanto, deverá tomar emprestado o conjunto híbrido plug-in do irmão americano.

Fiat Chrysler confirma fim do Alfa Romeo Giulietta para fim de 2020

A Alfa Romeo enfatiza que, embora o Tonale compartilhe a mesma base, sua performance e condução será de um autêntico produto da marca milanesa.

Isto será muito bom para os clientes da marca, que perderão um belo hatch de linhas elegantes que, infelizmente, nunca foi vendido no Brasil. Lançado em 2010, o Alfa Romeo Giulietta ainda é vendido na Argentina, onde  marca tem forte presença.

[Fonte: Autocar]

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Cleidson

    Sempre que vejo um carro saindo de linha na Europa, penso que podiam mandar o ferramental pra cá e fabrica-lo aqui. Ja fazem tanta coisa defasada aqui, uma a mais, uma a menos não faz diferença.

    • zekinha71

      O problema que em vez de vir as coisas boas, poderá vir só as carroças e bagaças.

    • Aristênio Catanduva

      esse carro é um Bravo, se não fizeram isso na época que produziam o bravo aqui não vai ser agora que vão fazer

    • Bruno Alves

      Foi o que a CAOA fez com o Tucson antigo quando ele deixou de ser feito na Coreia do Sul, não foi? Acho meio difícil uma divisão local da marca fazer algo assim, mais fácil um importador que pensa de forma regional fazer, como no caso da CAOA.

  • Osni Duarte

    Bota a badge da Alfa no Bravo HGT e cobra o dobro. Vai vender horrores…

  • Guilherme Gimenes

    infelizmente mais um carro que nasceu, morreu, e nunca deu as caras aqui … uma coisa que nao entendo, sinceramente.. o mercado argentino em termo de valores, variedade de veiculos, eh mto similar ao nosso..entao pq diabos a alfa é vendida la e nao aqui? 1 mês de vendas no Brasil seria maior que as vendas do ano todo lá…
    vai entender…

    • oscar.fr

      Deve ser o custo de trazer a marca para um país gigantesco como o Brasil. Não é simples montar uma rede de vendas e assistência em um país com estas dimensões. Provavelmente, o cálculo de custo-benefício não deva valer a pena. A marca não conseguiria se firmar tendo apenas uma loja no Rio e outra em Sao Paulo.

      • Acho que no caso da FIAT isso poderia ser contornado, compartilhando concessionárias. Não todas, teria uma FIAT “Premium” por capital, dividindo com a Alfa.

        • Guilherme Gimenes

          exatamente isso que ia comentar.. a fiat já é estruturada aqui…entao seria so vender os carros da alfa nas concessionarias fiat.. assim como a toyota faz com a lexus por exemplo… garanto que o pior cenario, venderia mais que na Argentina.. gostaria muito de ver por aqui rodando o Stelvio aqui.. vi alguns em viagens e achei lindo

        • LL

          Era bem novo, mas lembro de ter um pedaço Alfa na fiat sinal em SP.
          Eles basicamente fizeram isso com a Jeep…

        • oscar.fr

          No passado já deu errada esta estratégia, o mesmo com a SEAT no caso da VW. Não é simples lançar uma marca no Brasil. Ter bons produtos é um dos fatores que parece menos importar, como demonstra a situação da PSA. Por essas e outras que acredito que eles nao se arrisquem.

    • Gran RS 78

      Acho que tem a muito a ver que no Brasil, a nossa gasolina tem 27% de etanol, o que dificultaria uma adaptação desses modelos por aqui, enquanto na Argentina, eles usam gasolina pura.

    • Jean Lehn

      Só como exemplo a Fiat Argentina eles tem a Nova Doblò que já é velha e nós não , Tipo , 500 x , Renault Megane Hatch , Peugeot Novo 308 , Ford Kuga só alguns exemplos , o descaso com o Brasil é uma vergonha !

  • Dado

    “o Alfa Romeo Giulietta ainda é vendido na Argentina, onde marca tem forte presença.”
    Os carros da Alfa Romeo constam do catálogo pra serem vendidos na Argentina, mas nunca se vê nas ruas pois as vendas são´pífias.

  • HENRY ME

    Um belo Hatch.

  • Penso que a Alfa venderia bem mais se oferecesse versões mais acessíveis de seus modelos, assim como fazem as marcas de luxo alemãs. Hoje, basicamente ela só disponibiliza versões caras e exclusivas. Daí fica difícil crescer e ganhar com o aumento da escala de produção.

  • th!nk.t4nk

    Micaço. Esse carro vende meras 1000 unidades/mês na Europa, mesmo sendo um modelo acessível (custa o mesmo que um Golf). Ninguém quer Alfa-Romeo mais, a marca só cai ano-a-ano. A marca fechou 2019 com o pior volume de vendas de sua história.

    • Murilo Soares de O. Filho

      Eu quero…rs. Acho que a marca tem chance sim, porém é preciso investimentos sérios. Giulia e Stelvio são excelentes, porém o mercado mudou muito, e houve um espaço muito longo entre uma geração e outra, desejo mais sorte daqui para frente.

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