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Fiat Chrysler desiste de fusão com Renault

Fiat Chrysler desiste de fusão com Renault

A Fiat Chrysler desistiu de fusão com Renault. Pelo menos seu plano de união com o fabricante francês foi por água abaixo por conta de uma indecisão da montadora em relação ao negócio, orçado em US$ 35 bilhões, de acordo com Bloomberg e Wall Street Journal.


A negociação teria sido frustrada por conta de dois membros do conselho de administração da Renault, que são representantes da Nissan. Eles estariam se recusando a votar em favor da fusão com a FCA, o que fez com que os representantes do estado francês no conselho, adiassem sua votação, pedido que foi aceito pelo grupo.

A reunião do conselho da Renault durou até tarde da noite desta terça (4) e sem chegar a um acordo. A montadora francesa emitiu uma nota dizendo que era “incapaz de tomar uma decisão devido ao pedido expresso pelos representantes do Estado francês para adiar a votação para um Conselho posterior”.

Fiat Chrysler desiste de fusão com Renault


A questão toda envolveu tempo. Segundo se conta, a Nissan foi avisada da proposta de US$ 35 bilhões da FCA, já melhorada em relação à proposta inicial, pouco antes da reunião e os dirigentes estavam indecisos sobre o negócio.

Como o estado da França não apoiará qualquer fusão da Renault sem aprovação da japonesa, visto que deseja manter a aliança, declinou de votar agora, o que não agradou a Fiat Chrysler.

Bruno Le Maire, ministro das Finanças da França, disse na TV: “Devemos ter o nosso tempo para garantir que as coisas sejam bem feitas”. Com esse adiamento aceito pela Renault, a FCA retirou sua oferta e saiu da mesa de negociação, colocando um fim na proposta de fusão que criaria a maior montadora de veículos do mundo.

Se tivesse sido aprovada, a união geraria uma empresa com volume anual de 15,6 milhões de unidades produzidas, bem mais que os 10,8 milhões da Volkswagen, que atualmente é a maior do setor.

[Fonte: Autoblog]

 

Fiat Chrysler desiste de fusão com Renault
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Rodrigo

    O Marchionne ficou Bravo, ou melhor, bem Punto, lá no outro plano…

    • zekinha71

      E no final o plano Mio.

    • Emanuel Schott

      Argo deu errado na reunião e o presidente ficou Tipo um Toro de Bravo.

    • Holandês Louco

      Oggy, depois de tudo isso, eles acreditam que merecem Uno Tipo de Premio por isso, acredita?
      Será que Tempra todo mundo?

    • 4lex5andro

      Prassômetro wins…

  • Raul Mafra

    Fon Fon Fonnnnnn

  • Murilo Soares de O. Filho

    Ao meu ver é ruim pra Renault, pois agora a Nissan cresce pra cima dela, exigindo um acordo melhor. Empresas com capital estatal é sempre osso.

    • Cesar

      A Nissan também tem parte do capital na mão do Governo Japonês.

    • oscar.fr

      Não é bem assim. A Renault continua a ter 41% da Nissan com direito a voto, enquanto a Nissan tem apenas 15% da Renault sem direito a voto. O estado francês foi contra o negócio, pois não queria a perda de empregos, centros de design, engenharia e produção na França, tanto mais se é para se fundir com um grupo que está mal das pernas, como a FCA.

      • Murilo Soares de O. Filho

        Ruim das pernas, certeza?

  • Adauto Vieira Dias Júnior

    Agora é a vez de tentar com a Peugeot. Daria uma fusão bem interessante,caso isso aconteça.

    • Murilo Soares de O. Filho

      A PSA é o mesmo problema, tem estado francês como socio e a Dongfeng, outro que pra mim, não passa de empresa de fachada do governo chinês.

      • R. Rover

        Ô Bolsolavete;
        Pare com esse papo bobo.
        O Estado chinês é muito eficiente e está dominando o Mundo.

        • Murilo Soares de O. Filho

          Socialismo é fraude!

        • Até a bolha estourar.

        • FocusmanBA

          O Estado Chines é capitalista. Vá morar lá na parte socialista e nos mande msg! Ah não vai poder né? A internet é bloqueado… sorry.

    • Ducar Carros

      Para mim, a união da FCA com a PSA faz mais sentido do que com a Renault.

      • Vitor Meireles

        A PSA tem um overlapping muito grande com a FCA na Europa. Peugeot, Citroën, Opel e a Fiat (Lancia e Alfa, também) atuariam no mesmo segmento, nos mesmos países. A Renault está espalhada em mercados além da Europa ocidental. Era uma fusão muito melhor para a FCA.

        • Ducar Carros

          Discordo, a Lancia vai ser extinta (só vende na Itália), e a Fiat poderia ficar como a marca barata do grupo, de combate. A Alfa ficaria como marca premium (creio que tenha mais prestígio que a DS), e a Peugeot, Opel e Citroen com as características que já têm hoje. Com a Chrysler e RAM, a PSA entraria no mercado norte-americano, e a Jeep ficaria como marca global de SUV.

          A Renault já é bem grande, o ganho de escala com a FCA não é tão importante quanto é para a PSA, e já tem marcas com os apelos que viriam da FCA.

          • Vitor Meireles

            Dessa forma como você aponta, entre Fiat e Alfa você teria Peugeot, Opel, Citröen e DS. São marcas demais para poucos segmentos disponíveis. Pra abrir espaço você teria que matar marcas e isso significa jogar anos de investimentos fora. Ninguém quer isso. A única marca que poderia estar sujeita a isso com menos prejuízo é a Lancia, mas ela tem uma história muito grande e matar a marca tem um peso na Itália e no meio automotivo. A FCA tem que buscar parceiros que tragam vantagens geográficas (não é por esse motivo que a PSA queria se juntar à FCA?) e não apiloar marcas no mercado da Europa Ocidental. A única vantagem da PSA no momento é a plataforma do novo 208.

            Isso tudo explica porque a FCA foi mais generosa na negociação com a Renault do que com a PSA.

            • Ducar Carros

              Não entendi seu raciocínio, Peugeot, Opel e Citroen já são marcas da PSA, cada uma já tem seu perfil (Peugeot mais francesa, Opel mais alemã, fora a Vauxhall inglesa, a Lancia até poderia entrar nesse grupo como marca destinada à Itália) e Citroen como marca inovadora/descontraída, as marcas da FCA são complementares, com exceção da pouco expressiva DS que disputaria espaço com a Alfa.

              Na Aliança da Renault, teríamos muito mais sobreposição: DaciaxFiat, MitsubishixJeep, InfinitixAlfa, fora a RenaultxNissan que já existe. A Chrysler e RAM, tal como seria com a PSA, seriam para entrar no mercado norte-americano. Só que a Aliança já vende 10 milhões de carros anualmente, o ganho de escala com a FCA não seria tão grande como com a PSA, que só vende menos de 4 milhões. A PSA precisará de escala, se não acabará sendo engolida por outro grupo.

              Creio que a FCA percebeu que estava sendo usada pela Renault para barganhar com a Nissan, por isso ela desistiu. Para a Renault, é melhor consolidar a Aliança do que se juntar à FCA.

              • Vitor Meireles

                Ter perfil de consumidor é uma coisa. Toda marca tem. É o que se chama de “nicho”. Um segmento tem vários nichos. O problema é que essas marcas ocupam, na sua maior parte, o mesmo segmento no mesmo espaço geográfico. Se você avaliar por nicho, DS e Alfa são bem diferentes. Uma traz um ar de exclusividade e quase “upmarket”, enquanto a Alfa tem DNA esportivo e briga quase diretamente com as alemãs. A questão é que mesmo ocupando nichos diferentes as marcas disputam entre si porque existe algo determinante na compra de um veículo e que está mais relacionado ao segmento do que o nicho: seu custo. Vou pegar como referência o Reino Unido, onde várias dessas marcas atuam e podemos ter uma noção de valores.

                Peugeot 2008 – £17.735
                Citroën C4 Cactus – £19.070 (que é movido para cima devido a existência do C3 Aircross, no mesmo segmento, e por causa do Peugeot 2008)
                Vauxhall Crossland X – £17.715
                Fiat 500X – £17.310
                Jeep Renegade – £19.705 (que é movido para cima para evitar concorrência interna com o Fiat 500X).

                O overlapping é desejável quando serve para complementar linhas, expandir nichos e reduzir custo, vide a relação Peugeot/Citroën, Fiat/Jeep nos segmentos inferiores e as não citadas aqui como Dodge/Chrysler e a oriental Hyundai/Kia, mas quando isso começa a se tornar excessivo modelos e marcas tem que morrer, porque você começa a elevar custos que se tornam desnecessários.

                Na fusão com a Renault tem as seguintes situações:

                1) Dacia vs. Fiat – A italiana passou anos investindo em modelos (e na compra da Chrysler) para se desvencilhar da imagem de baixo custo. A Dacia é fundamentalmente uma marca de baixo custo. Um Duster parte de £9,995 no Reino Unido. Bem abaixo dos £17.310 do Fiat 500X. Logo, da parte da FCA não existe nenhuma concorrência direta com a Dacia. A única marca que teria seria a Innocenti, que não existe desde 1996.

                2) Nissan vs. RAM – No mercado americano a Nissan vem deixando a desejar nas picapes. A Frontier deles ainda é a nossa de 2004. A Titan não vê nem a sombra das concorrentes. No entanto, lá a RAM está forte. Uma complementaria a outra. A RAM dando força para a Nissan nos EUA oferecendo suas bases novas para projetos futuros e a Nissan, que tem força no mercado oriental, abrindo espaço para a RAM que é muito dependente do mercado americano.

                3) Mitsubishi vs. Jeep – Exatamente o mesmo caso da Nissan vs. Jeep.

                E por aí vai. Se você observar, o overlapping nessa situação é sempre entre duas marcas, no máximo três, atuando em nichos diferentes e mercados diferentes. É em um nível aceitável. Com a PSA não, além de não trazer grandes vantagens em mercados como APAC, afinal é um grupo bem eurocêntrico, criaria uma sobreposição excessiva de modelos na Europa sem trazer benefícios fora dele. O caminho seria a extinção de marcas. Ninguém quer perder opções, né?

          • Murilo Soares de O. Filho

            Renault é grande se juntar com a Nissan, se não.

        • T1000

          Overlapping de c ú é rol a

          • Vitor Meireles

            Você deve ser o cara mais legal da terceira série

    • oscar.fr

      A FCA já procurou a PSA antes da Renault, mas recebeu um categórico não, pois a PSA não aceitaria a fusão com outra empresa, apenas a compra. A qual, claro, a PSA não pode ainda bancar e a FCA não está interessada. Se especula que nos próximos meses a PSA deverá comprar a Jaguar.

      • Vitor Meireles

        Oi? No caso da PSA foi diferente. Além da FCA, a PSA também vem buscando formalizar uma parceria ou fusão, principalmente, para adentrar no mercado norte-americano. Nesse caso, a FCA seria um trampolim perfeito. No final das contas quem rejeitou a fusão foi a FCA por não querer negociar com ações da PSA.

        Só no imaginário do brasileiro, terra de Fiat, onde a italiana recuou muito para dar espaço à Jeep, marca do mesmo grupo, que a italiana está falida e desesperada. Como grupo, a FCA vai caminhando bem (não como planejado, óbvio), mas marcas como Jeep e RAM tem segurado as pontas.

        • oscar.fr

          O Grupo FCA vai bem. Ok. Atraso colossal no desenvolvimento de carros elétricos, FIAT tem uma gama completamente ultrapassada na Europa, perdeu mercado no Brasil, Dodge e Chrysler não se sabe do que irão viver. Tá otimo, sim. Pode confiar. Pode comprar ações deles que será um bom investimento.

          • Vitor Meireles

            Eu falava financeiramente. O lucro aumentou 3% em 2018 e está na casa dos €3,63 bi. Isso com a Maserati sofrendo um impacto muito forte na China por razões macroeconômicas, mesmo com a retração na Europa e mesmo quando montadoras como Ford, Renault, Chevrolet, etc. apresentaram quedas.

            1) Obviamente que a FCA está segurando novos projetos (elétricos) afim de encontrar melhor viabilidade deles. Melhor uma parceria do que desenvolver do zero sozinha, mas a FCA não está mais atrás em elétricos do que a Ford está. Já viu alguém falando do atraso colossal da Ford nisso? Pois é.

            2) A Fiat perdeu mercado, mas introduziu a Jeep em vários deles. Aqui, por exemplo, Fiat+Jeep tem a maior fatia de mercado. Então a maior montadora do Brasil ainda é a “Fiat”, ou melhor, a FCA. Não sei se é ignorância ou esquecimento, mas o brasileiro é incapaz de notar isso. Talvez porque só estava acostumado a ver Fiat. Além disso, o grupo saiu de modelos com margens menores de lucro para aqueles que tem maiores margens. Menos volume de produção, menos market share, mas maior lucro. A Maserati saiu de 6 mil carros em 2012 para 51 mil em 2017. Somente com dois modelos novos a Alfa Romeo voltou aos níveis de produção de 15 anos atrás.

            3) A RAM 1500 passou a Silverado e é a segunda picape no mercado americano. De fato Dodge e Chrysler vem se arrastando no que tange a “modelos novos”, mas finalmente a Dodge achou uma luz no fim do túnel, porque apesar de ser a marca “barata” do grupo não crescia no mercado americano. Challenger e Charger ganharam mais do que uma sobrevida no mercado americano, eles ganharam vida com as versões Hellcat, Demon e Redeye.

            Você pode não saber, mas administrar uma empresa é muito mais que soltar modelos e mais modelos. Não só a FCA demonstra isso, como Ford e Chevrolet encerrando vários modelos também.

      • Murilo Soares de O. Filho

        Mas quem falou que a Exor quer vender a FCA?

  • Cesar

    Acho que a conta do NA está errada.
    A Aliança Renault Nissan Mitsubishi já é o maior grupo automotivo do mundo.

    Renault Nissan e Mitsubishi 10,76 milhões de unidades comercializadas;
    Volkswagen (10,6 milhões);
    Toyota (10,59 milhões);

    • Vitor Meireles

      Oficialmente não são um grupo. São uma aliança. O que a FCA tinha como proposta para a Renault era uma fusão, não uma aliança.

  • Cesar

    Até agora estou esperando alguém me dizer qual a vantagem de trocar o certo pelo duvidoso.

    • Murilo Soares de O. Filho

      Se algo já não ia bem entre Renault e Nissan, acho que agora racha de vez.

      • Cesar

        Será?
        A Renault não quis a fusão para não perder a Nissan se tivesse aceitado, aí concordo contigo.

        • Vitor Meireles

          A Renault queria a fusão. Quem fez exigências e segurou o negócio foi o governo francês e a Nissan. Como a FCA não queria abrir muitas concessões, pulou fora.

    • Ducar Carros

      Pode estar relacionado correlação de força europeusxjaponeses na aliança, que ficaria mais forte para o lado europeu, bem como à situação da Mitsubishi, que poderia ser deixada de lado caso a Jeep fizesse parte do grupo.

      • Cesar

        Os Europeus já são mais fortes na Aliança.
        A Renault tem 43% de ações da Nissan com direito a Voto.
        A Nissan 15% da Renault sem direito a voto.

        • Ducar Carros

          Os europeus ficariam bem mais fortes, a fusão FCA-Renault faria a Renault ficar bem maior que a Nissan, que seria diluída nessa nova Renault.

        • Vitor Meireles

          Em partes, sim. Em partes, não. A Nissan é muito mais sólida que a francesa e vende um volume de carros maior. A confusão atual entre Renault e Nissan era justamente porque a japonesa queria mais espaço na aliança.

  • Hodney Fortuna

    Nem terei mais o “orgulho” em dirigir meu Palio com logotipo “Nissan”! KKKKKKKKK

    • Cesar

      Dependendo de quanto você tenha, dá para importar uma Fulback que é uma Mitsubishi com logo da FIAT.

      • Hodney Fortuna

        Eu sei disso! Uma pickup baseada na L200 e por incrível que pareça achei a Fullback mais bonita que a L200.

    • th!nk.t4nk

      “Saudades do que a gente ainda não viveu ainda”

  • Murilo Soares de O. Filho

    Se não me engano é a segunda vez que falha uma tentativa de fusão entre as duas, nos anos 90 elas já haviam tentado, e acabou falhando, pelos mesmo motivos.

  • Esse é o típico problema de burocracia estatal. Sempre quando tem estado no meio, tudo é mais moroso e mais difícil.

    • R. Rover

      Não se preocupe com a burocracia estatal.
      Daqui a pouco, o Governo chinês vai comprar isso tudo.

    • Diego Lip

      O estado francês foi contra o negócio porque não queria a perda de empregos, centros de design, engenharia e produção na França, tanto mais se é para se fundir com um grupo que está mal das pernas, como a FCA.

      • T1000

        Visite a França antes que acabe.
        Não adianta manter empregos se a empresa não tem eficiência. Logo aparece outra empresa fazendo melhor mais barato e rápido, e os empregos vão embora do mesmo jeito.

        • Diego Lip

          A França vai bem, obrigado, quem deve se preocupar é o Brasil. Tenho amigos lá, se estivéssemos na “crise'” que dizem que o país vive, o Brasil seria bem melhor.

  • Samluzbh

    E agora a FCA vai correr atrás de quem??? kkkkkk

    • Cesar

      Tem Honda, Tata, Chery.

      Sei lá. Sei que ela está louca para dar um golpe da barriga. kkk

      • Samluzbh

        Num pode apelar pro Neymar, kkkk

        • Cesar

          Esse não. kkk

  • Marcus Vinicius

    Faltou paciência a italo- americana , agora fusão deve ser com chineses

    • Cesar

      Quis ir logo para o vamo que vamo.
      Os franceses são mais tradicionais. Queriam namoro, noivado e só depois o casamento.

      • T1000

        Franceses são muito frescos

    • Murilo Soares de O. Filho

      Na verdade, nunca sabemos qual é o jogo?

  • Rogério R.

    A Renault é como a torre Elffel para os franceses, é claro que eles teriam a maior cautela nesse negócio. E pelo visto a aliança Renault-Nissan ainda continua firme e forte.

  • globonãotemjapa

    Nissan vende pouco no BR

    • Diego Lip

      Ainda… Com o tempo a Nissan deverá crescer, o novo Versa que está para chegar poderá ajudar um pouco.

  • zekinha71

    Daqui a pouco a FCA vai se fundir com a Gurgel.

  • Natán Barreto

    Enquanto isso a Nissan começa a ir mal das pernas e FCA cada dia mais ferrada pra conseguir um parceiro, afinal não vai sobrar ninguém pra ela se fundir pq já tentou todos.

  • dallebu

    Ainda bem, não gosto da Renault, e acho que as duas marcas não combinam.
    Se fosse com a PSA eu dava minha benção a união.

  • konnyaro

    O interesse maior da fusão por parte da FCA seria a tecnologia de carros elétricos da Nissan e Mitsubishi. Como os japas parecem não querer a fusão, o negócio deixou de ser atraente para os italianos.
    Qual será o próximo alvo da FCA? Parece solteirona que passou dos 40 e fica se atirando para tudo quanto é lado…

    • Louis

      kkk daqui a pouco aparece uma feminazzi pra te apedrejar.

      • Veronica

        Feminazi, nem ia responder mas vc é um babaca

    • oscar.fr

      E os elétricos da Renault. O Zoe responde por 50% do mercado francês de elétricos e é o mais vendido da Europa. A FCA tem um atraso monstruoso nesse capítulo.

      • konnyaro

        O Zoe é baseado em tecnologia da Nissan, que recebe royalties da Renault pelo uso dessa tecnologia.

  • oscar.fr

    É um caso complexo para se colocar tudo nas costas do “socialismo”. Vamos lá:
    – A FCA está desesperada por alguma fusão, pois não vai bem e está muito atrasada em termos de carros elétricos. A única marca do grupo que vai bem hoje é a Jeep;
    – A Renault parecia ser favorável à fusão, para aumentar sua presença em mercados importantes (quem sabe, voltar aos EUA por meio do grupo FCA) e entrar em nichos de mercado onde não penetra (carros de luxo, motores grandes etc)
    – A Nissan é contra qualquer fusão e é favorável à manutenção de uma aliança com a Renault. No entanto, estão cansados da governança francesa na aliança (A Renault é dona de 41% da Nissan, enquanto a Nissan tem apenas 15% da Renault)
    – O Governo Francês não queria perder a principal indústria automobilística do país (perder centros de design e engenharia e usinas de montagem)
    – Há o caso Ghosn que atrita as relações entre França e Japão e Renault e Nissan

    No fim, o status quo venceu, pela impaciência dos italianos (que precisam de soluções rápidas). Renault e Nissan – que estão entre as mais evoluídas em carros elétricos – podem se dar esse luxo momentâneo de jogar paradas.

  • Fanjos

    a FCA é uma bomba a médio prazo, nenhuma empresa que esta bem vai aceitar uma bucha dessas.
    Talvez alguma chinesa aceite

    • Murilo Soares de O. Filho

      Pelo contrário, eles recusaram, se estivessem no desespero como você disse, não iriam se retirar. Como sempre a mão do estado ferrando com tudo.

    • Tibúrcio

      Esse médio prazo tá tão longo… há quanto tempo falam que vai dar bucha e… continuam firmes no negócio.

  • Vitor Meireles

    Eu não declararia, hoje, o fim da “FCA-Renault”. Ambas as empresas estavam interessadas no negócio, que foi frustrado por “terceiros”: Representantes da Nissan e, por tabela, do governo francês. A aliança Renault-Nissan vem balançando desde o estouro do caso Ghosn. Um rearranjo interno dessa aliança franco-nipônica pode reaproximar a Renault da FCA.

  • lucas de jesus

    Bem, deixa eu ver se eu entendi, então a Nissan tinha falado antes que não tinha problemas com a fusão, chegou a data da reunião e os representantes da Japonesa recusaram, deixaram o governo francês morrendo de medo de perder a aliança com a Nissan e Mitsubishi e por isso arregou de aceitar a fusão e pediu mais tempo, a FCA não teve paciência e acabou com o acordo se fusão. Entendi isso, mas achei estranho a FCA culpar o governo francês por isso, claro que eles tem uma pequena culpa da fusão não ter dado certo, mas o principal culpado pra fusão não ter dado certo foi a Nissan ter recusado na hora, ainda mais após ter dito que não teria problemas com a fusão.

    • Lauro Agrizzi

      Ora meu amigo, se a Renault tem 43% da Nissan ele deveria ter voto para convencer a Nissan a votar pelo acordo e não se omitir, como aconteceu. O governo Francês entrou com novas exigência políticas exigindo da FCA sede em Paris, Garantias d emprego e não fechamento de fábricas e etc e tal. Qual vantagem teria a FCA:? Ela viu que não poderia confiar no estado Francês. Se A renault aceitasse o acordo a Nissan se ferraria. A FCA foi esperta em tirar a oferta. Tanto é que as ações da Renault e Nissan despencaram. Investidores não são bobos. Vão ficar a vert navios as duas.

      • lucas de jesus

        Não estava sabendo dessa exigência da sede em Paris, mas que eu me lembre, a FCA tinha sugerido um sede nem na Itália, nem na França (acho que pra não gerar problemas), isso do governo francês poderia gerar brigas políticas por causa que o governo Italiano queria participar nessa fusão, então deve ser por isso que a FCA rejeitou, agora sobre garantia de emprego e o não fechamentos de fabricas, ao que me lembre a FCA tinha dito que não iria fechar nenhuma fábrica ou despedir ninguém, mas não sei se isso mudou. Eu não sei quais foram os acordos impostos nessa reunião, mas ao meu ver tem algo mal contado nessa história, talvez não tenha visto tudo sobre a reunião, mas pelo visto tem certos detalhes que nenhuma das duas empresas estavam esperando pelo visto no meio da reunião.

        • Ducar Carros

          O governo francês estava barganhando com a FCA e com a Nissan (contrária à fusão porque seria diluída na nova Renault e porque a FCA traria marcas que competiriam com as suas, como a JeepxMitsubishi, AlfaxInfiniti e, nos EUA, talvez ChryslerxNissan), vendo de quem conseguiria mais concessões. A FCA percebeu e caiu fora.

          • lucas de jesus

            Faz sentido, realmente tentar fazer um leilão em concessões com duas empresas no meio de uma fusão foi uma ação mesquinha e sem pensamento prévio do governo francês, e agr a ações de ambas as 3 acabaram caindo, mas a queda acabou sendo pior pro lado dos franceses por causa do governo.

  • Ricardo Gasparino

    Ótima decisão: assim as duas vão falir e deixarão de inundar nossas ruas com seus carros horrendos!

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