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Fiat Chrysler: Dodge Grand Caravan e Journey com os dias contados

Fiat Chrysler: Dodge Grand Caravan e Journey com os dias contados

A Fiat Chrysler anunciou nos EUA que os modelos Dodge Grand Caravan e Journey finalmente encontrarão seu fim após o ano/modelo 2020. Essa dupla sai para que a marca do carneiro montês siga para onde já deveria ter ido, ou seja, o caminho de performance.


A Dodge – que já foi popular no Brasil nos anos 70 – vai focar nos carros de alto desempenho no mercado americano, onde não há espaço para minivan e crossover médio. O Durango, por exemplo, deverá ser direcionado para as versões V8, assim como Challenger e Charger.

Lançada em 1984, a Grand Caravan foi um dos três modelos da Chrysler que revolucionaram o mercado americano nos anos 80 e vinha seguindo firma nos últimos anos, tendo gerado inclusive um modelo da Volkswagen.

Mesmo em um segmento que ainda resiste aos crossovers e SUVs, bem como tendo batido o recorde histórico de vendas em 2019, com 123 mil unidades, a Grand Caravan sai (estranhamente) de cena com queixo erguido.

Como a FCA decidiu pela mudança de direção da Dodge, ela teve que morrer. Outro ponto é que a geração em vigor existe desde 2008.

No portfólio, a empresa tem ainda a Chrysler Pacifica e a Voyager como representantes nesse segmento, mantendo ainda alguma resistência diante das rivais asiáticas, como Honda Odyssey, Kia Carnival e Toyota Sienna, por exemplo.

Fiat Chrysler: Dodge Grand Caravan e Journey com os dias contados

Já o Dodge Journey era esperado também. Lançado no mesmo ano em que a atual Grand Caravan, o crossover de sete lugares ficou perdido nas mudanças de rumo da FCA e não tinha mesmo um horizonte adiante.

Produzido sempre em Toluca, México, o crossover da Dodge vendeu 74.686 unidades em 2019, mas mesmo esse volume, não salva o produto no portfólio da marca, visto que as vendas na América Latina não sustentariam sua produção.

Dessa forma, perderemos aqui esse modelo e a própria Dodge, assim como a Chrysler. No primeiro caso, a FCA já deveria ter adicionado os modelos Charger e Challenger no mercado nacional, mas retirou até mesmo o Durango. Aqui, apenas Jeep e RAM têm futuro.

[Fonte: Top Speed]

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • André

    A Grand Caravan, um carro muito confortável mas uma usina de problemas, principalmente elétricos.

    • Edson Fernandes

      Curiosamente, a Kia Carnival a unica reclamação recorrente dela é o alto custo de manutenção. Tanto aqui como nos EUA. Interessante constatação de carro de levar filhos para a escola e fazer compras.

    • Guilherme Batista

      Realmente, faltou carinho com esse carro porque ele realmente é muito bom.
      O design apesar de ultrapassado, o torna o melhor no quesito de espaço e versatilidade.
      O carro tem lugar pra guardar objetos até embaixo do acento, é impressionante.

      Não é atoa que mesmo com os problemas ele continua vendendo bastante, principalmente pra locadoras e empresas.
      Aqui no Canada vejo vários sendo utilizados como veículos de trabalho e transporte de carga.

      Se consertassem os problemas de motor e os elétricos e um pequeno tapa no visual, já seria suficiente pra fazer esse carro voltar a fazer sucesso

  • Thiago

    O que a FCA está fazendo com a Chrysler é um crime! Você entra no site americano e chega a dar pena. Só existe dois carros: o velho 300C e a Pacifica (em três versões, sendo uma chamada de Voyager). Muito pouco para a outrora Big3 americana.

  • Na minha humilde opinião, acho que a Dodge teria espaço por aqui vendendo a linha de médios da Fiat, incluindo a Toro e sua versão SW. No México, ela já vendeu o Siena como Vision e ainda vende o Tipo sedan como Neon, além da linha das minivans e esportivos. Logo, algo parecido poderia ser feito por aqui, atuando na categoria acima dos populares da Fiat e sendo vendida na mesma rede Jeep e algumas lojas Fiat para baratear os custos.

    • O portfólio da Dodge, Lanciaz Chrysler e Fiat está totalmente desequilibrado. A FCA conseguiu arrumar a Jeep e a RAM, mas já deveria ter dado um novo caminho a essas quatro marcas.

      Dodge realmente deveria se voltar a linha de performance, mesmo no México, repassando sua linha normal para a Fiat. Lancia deveria ser a linha acessível, como a Skoda é para a Volkswagen, a Fiat a generalista global, a Chrysler, ser elevada ao nível de Premium de entrada, cenário onde Alfa Romeo e Maserati não figuram.

  • Daniel dos Santos

    trambolhos

  • Edson Fernandes

    Eu acho a Jouney linda! Essa cor vermelha dela… mto legal! Pena que é um carro nada pratico. E pensar que lá em 2015 eu quase comprei um SXT pra mim. Talvez hoje estaria pobre em combustivel, mas seria um senhor carro.

    As vezes nem sempre o que desejamos é a melhor escolha. Mas gosto dele.

    • Zé Mundico

      Mês passado estive muito perto de comprar uma Journey RT 2014 completa, teto solar, revisada e com apenas 60 mil km rodados pela bagatela de 50 mil. Se eu chorasse o cara deixava por 45 ou 47, pois estava desesperado com o comércio fechado e dívidas batendo na canela. E eu tinha o dinheiro a vista.
      Sei que o consumo é alto, mas para mim que rodo pouco não é tanto problema assim. Ultimamente estou no home-0ffice e só pretendo usar carro para viajar com a família para uma praia ou uma serra.
      Aliás, o consumo da Journey nem é tão alto assim, fazendo 6 km/l na cidade e até 9 km/l na estrada. Claro que se atolar o pé o motor V6 mostra o apetite.
      Em relação a peças, não tem susto nem problema, pois aproveita tudo da Fiat Freemont, que tem concessionária em cada esquina e peças homologadas no paralelo. Lataria, suspensão, elétrica e hidráulica são absolutamente as mesmas da Freemont.
      O carro é uma nave, a essência da perfeição e praticidade, tudo está no seu devido lugar e não sobra nem falta nada. Passa aquela robustez com segurança para a família, você sente que não ficar na mão na subida de uma serra com 5 pessoas e malas. Se saiu, vai chegar lá e voltar sem problema. É carro para usar por mais 10, 12 anos até se aposentar.
      Desistí apenas por mêdo do que ainda pode vir pela frente. Resolví ficar mesmo na Outlander 2.4 2011.
      O cara vai ficando velho e vai ficando medroso…rsrsrs

      • Eduardo 1981

        Um amigo meu tinha a versão R/T, fazia 5km/l na cidade. Mas o acabamento era excelente e impecável, o motorzão V6 esbanjava saúde e o carro era silencioso e muito durável. Eu, se fosse tu, voltava lá e trocava tua (ótima) Outlander nessa Dodge. Tá dado pelo preço.

      • guima

        Consumo está bom, aqui temos uma captiva 2012 que também tem acabamento excelente e motor muito bom, faz entre 5.5 e 6.5 na cidade e 11 na estrada
        Motor 2,4 184cv
        Esse dodge aí tá tentador. Mas pela situação atual da economia eu também não arriscaria

      • Adriano

        Único problema crônica era o dos freios…

      • Edson Fernandes

        Sabe qual o problema? O problema é que vc sabe que é tranquilo Manter a Outlander e fica com receio do novo…rs

        Eu te falo por mim que não abri mão do Fluence por esse mesmo motivo…rs

        Por enquanto eu vou ficando na minha zona de conforto automotiva…rs

        Sobre o Journey só lamento te dizer que ele é um consumidor de freios e na cidade com boa vontade você fará 5,5km/l naquele dia sem transito numa tocada tranquila, deu uma acelerada mais animada é 5km/l para baixo viu…rs

        Eu tenho um amigo proximo que possui e ele cita apenas esses dois pontos dela. (ele tbm tem uma Santa Fé V6 e cita que o consumo dela na estrada é 2km/l a mais e na cidade faz sim seus 6km/l se andar na boa).

        sobre o carro em sí, é bem robusto, confortavel e bem acabado (principalmente para um carro da marca que não costuma ser tao assim não). A atualização que fizeram qdo substituiram o motor de 170cv pelo mais potente, deram uma repaginada no interior bem interessante(já do modelo que vc viu).

        Esse momento para quem vai comprar um usado assim é interessante, mas preferi me resguardar para meu futuro e minhas viagens…rs

        • Zé Mundico

          É bem por aí mesmo. Questão de prioridade e foco. Eu já trabalhava em casa e num escritório no centro mas agora com a onda do skolvirus montei meu escritório definitivamente em casa e resolvo tudo com a clientela pela internet. Quando muito, mando um motoboy levar e trazer documentos e para pequenos trajetos vou de Uber mesmo.
          Essa pandemia desgraçada (inclusive com perda de parentes e amigos) me fez rever conceitos e prioridades e agora adotei o estilo minimalista…rsrsrsr..não quero mais problema na vida, só usufruir e gozar com a família….rsrsrs
          A Journey estava impecável mas aí eu fiquei pensando se eu precisava mesma daquela eletrônica toda cheia de sensores… aí eu resolví ficar mesmo na Outlander, que nada mais é que um jipão pé-duro fantasiado de premium….kkkkkkkkk

          • Edson Fernandes

            Então eu tbm perdi parente e colegas.

            Fico chateado qdo alguem me diz que esse virus é uma mentira. (e agora o presidente finalmente assume ser positivo para o virus)

            Qto a meu caso, eu moro numa cidade do interior. Então uso meu carro mesmo. Tudo que eu faço “demora” entre 5 a 10 minutos…rs

            No meu caso eu sempre me cuidei quanto a doenças. Ainda que antes nao tivesse adotado um estilo de vida mais saudavel que adoto faz alguns meses. No meu caso me divorciei, mas não sou o da “curtição”, prefiro uma boa compania mesmo.

            No meu caso a Journey seria num momento que eu precisava de um carro automatico… mas considerei assim como para o Azera e Fusion que seria um exagero de carros para minha necessidade. Eu poderia ter um carro inferior porém bem equipado e espaçoso. E no final, é um carro até barato de manter para o perfil…rs

            Tenho vontade de ter um turbinado? Sim, mas ele irá esperar um pouquinho…rs

    • Thiago

      Qual será que é mais negócio, Edson? Uma journey dessas V6 a partir de 2012 ou uma sorento 2013? Sabe dizer?

      • Edson Fernandes

        Thiago, eu sugiro que vc ande em ambas.

        A Sorento tem um console central mais moderno com porta copos nele. O que a Journey trás de recursos? Ele tem ar trizone, é bem espaçoso e tem ajuste de distancia dos bancos traseiros (da fileira do meio).

        A Sorento salvo engano tem opção 4×4 e central multimidia de fabrica. Ela é simples, tem camera de video e ambos são potentes.

        Eu entre os dois ficaria na duvida a depender da versão, a Sorento tem versões com teto solar panoramico também. Mas vc precisa avaliar o rodar de ambos, sentir como ambos respondem e ver aquele que vc mais se sente melhor.

        A manutenção de ambos não é baixa e o consumo parecido. Pelo Journey ser mais quadradão, ele te dará mais espaço interno principalmente para ombros e cabeça.

        Mas esse tipo de compra, vc teria que testar para ter sua opinião formada. E o legal de ambos: São dois produtos bem robustos.

        • Thiago

          Obrigado pela gentileza em compartilhar suas impressões, Edson. Já me ajudou, valeu mesmo!! :)

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