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Fiat Idea: conheça todas as suas versões e detalhes, de 2005 a 2016

A Fiat Idea foi uma minivan muito interessante vendida no Brasil entre 2005 e 2016. Ela era um projeto europeu, mas adaptado para a realidade local.

Fiat Idea: conheça todas as suas versões e detalhes, de 2005 a 2016


A Fiat Idea chegou a ser vendida como Lancia Musa lá fora e aqui teve até versão aventureira. Monovolume, o modelo foi a opção da marca italiana para atender quem procurava mais espaço.

Este foi o Fiat Idea.

O projeto do Fiat Idea nasceu como um misto na Europa, por conta da associação da Fiat com a General Motors. Aqui, a redução de custo falou mais alto e a montadora de Betim teve que fazer mais uma tropicalização para ter margem melhor em seu produto.


Assim, a minivan Fiat Idea brasileira só parecia com a europeia.

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Fiat Idea: nascimento no Brasil

Em 2002, a Fiat apresentava na Europa a Fiat Idea, uma minivan compacta feita sobre a plataforma do Punto. Demorou três anos para que ela desembarcasse no Brasil.

Para isso, a empresa teve que inserir partes de carros nacionais na plataforma original da Fiat Idea, que tinha parentesco com a Opel Meriva no velho continente.

Aqui, a Meriva da Chevrolet não compartilhou quase nada com a Fiat Idea, exceto o fato de ambas terem utilizado o mesmo motor 1.8 8V da Família II da GM.

Lançada em 2005 como linha 2006, a familiar Fiat Idea era bem compacta e surpreendia por ser bem alta.

Ela media 3,931 m de comprimento, 1,698 m de largura, 1,680 m de altura e 2,510 m de entre-eixos, medida que se tornaria padrão em alguns carros da Fiat por aqui.

Apesar de não parecer, a Fiat Idea tinha um bom porta-malas, oferecendo 380 litros, tendo ainda mais 48 litros no tanque de combustível.

A impressão se dava exatamente por suas proporções compactas, que enganam bem, pois a ideia visual da Fiat Idea é dar ênfase plena aos ocupantes e menos importância à bagagem.

Na prática, isso mostrou ser diferente no segundo caso.

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Fiat Idea – design

A Fiat Idea tinha uma frente muito baixa, dotada de faróis duplos com repetidores de direção e lanternas na parte inferior da lente. A grade horizontal era pequena, enquanto o para-choque era simples e fluído, contendo dois faróis de neblina.

O para-brisa da Fiat Idea era bem grande, assim como o restante da área envidraçada, que dava ampla visão ao motorista e passageiros.

Isso seria ainda mais explorado com o teto solar panorâmico Skydome (opcional que cobria 70% do teto). Na traseira, a Fiat Idea não fugia da proposta e tinha vigia enorme.

As lanternas traseiras da Fiat Idea eram verticais e favoreciam a abertura plena da tampa do bagageiro.

O para-choque tinha certa proeminência e isso protegia mais a tampa contra pequenos impactos. Se já não bastasse o 1,68 m de altura, a Fiat Idea ainda tinha duas barras no teto.

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Fiat Idea – interior

Por dentro, o painel da Fiat Idea era harmonioso e vinha com instrumentação analógica, dotada de fundo branco na versão HLX.

Deve-se lembrar que a Fiat Idea chegou ao mercado também na versão ELX, mais simples. O console vertical tinha ar-condicionado, sistema de áudio com CD e difusores de ar. Havia opção de airbag duplo e airbags laterais.

O que chamava atenção era o desenho das portas e seus comandos.

A Fiat Idea tinha molduras do acabamento bem envolventes e inclinadas, onde as maçanetas para abertura das mesmas eram “deitadas” e próximas dos botões dos vidros elétricos.

O monovolume ainda tinha mesinhas com porta-copos nos encostos dos bancos dianteiros.

No teto, ela possuía um pequeno porta-objetos contínuo sobre a posição dos para-sois.

Mas, quando sem o Skydome, tinha um console multifuncional na parte dianteira, que apresentava um espelho convexo para se observar o banco traseiro, além de dois porta-objetos e luz interna.

Isso em si já ampliava a versatilidade da Fiat Idea, que ainda tinha banco traseiro bipartido.

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Com posição de dirigir bem elevada, a Fiat Idea não agradava a todos, por isso era sempre bom testa-la antes de comprar, pois as minivans ainda não estavam na ordem do dia de muitos clientes, acostumados com carros mais baixos na época.

Tudo era regulável, altura do banco e coluna de direção, assim como os cintos dianteiros.

Havia apoios de cabeça de série para todos, mas só pecava em não oferecer o cinto traseiro central com três pontos.

Aliás, a Fiat Idea faltava com o apreço ao cliente por não oferecer muitos itens básicos de fábrica, sempre gerando uma profusão de opcionais, como era e ainda é, infelizmente, comum à marca italiana.

Assim, ar-condicionado e rádio eram opcionais, mas da mesma forma, entretanto, tinha de série vidros dianteiros e traseiros elétricos, assim como travas.

Havia também na Fiat Idea comandos internos para porta-malas e bocal do tanque, esse sempre com a cordinha de emergência no bagageiro…

O bom espaço interno – com até 1.500 litros no rebate do banco traseiro – tinha um vão que chegava a 2,3 metros.

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Esse bom volume podia ser preenchido apoio de braço retrátil para o motorista (Fiat Idea HLX), revestimento em couro, retrovisores elétricos e outras coisas.

Sendo a Fiat Idea o primeiro carro nacional com vidros laterais laminados nas portas, a Fiat Idea tinha ainda freios ABS com opcional, assim como sensor de estacionamento, sensores de chuva e crepuscular, faróis de neblina e rodas de liga aro 15 polegadas.

Na mecânica, havia dois motores, sendo 1.4 disponível na Idea ELX, entregando 80 cavalos na gasolina e 81 cavalos no etanol, bem como 12,2/12,4 kgfm a 2.500 rpm. O câmbio nessa época ainda só era manual de cinco marchas.

Com esse motor e rodas aro 14, calçadas com pneus altos (175/70 R14) faziam o monovolume ir de 0 a 100 km/h em 14,6 segundos e atingir máxima de 161 km/h.

No caso da Idea HLX, o modelo tinha o motor GM 1.8 com 112 cavalos na gasolina e 114 cavalos no etanol. Nesse caso, o torque era de 17,8/18,5 kgfm a 2.800 rpm.

Dessa forma, o monovolume atingia 182 km/h e ia de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos. Assim era composta a gama da minivan em 2005.

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Fiat Idea Adventure

Em 2006, a Fiat Idea assumia outra tarefa, a missão de fazer parte da linha Adventure. P

ara começar a proeza de uma minivan aventureira, a marca italiana adicionou na Fiat Idea Adventure nada menos que 52 mm na altura da suspensão.

Além disso, inseriu-se um novo para-choque com molduras pretas, incluindo a grade. Havia duas barras proeminentes fazendo alusão a barras de impulsão.

A parte inferior do protetor era cinza, enquanto as laterais eram envolventes e apresentavam os obrigatórios faróis de milha e neblina.

Saias de rodas protegidas e grandes molduras laterais convertiam a Fiat Idea Adventure num pequeno tanque. Atrás, o para-choque era totalmente envolvente e preto, embora a parte inferior fosse cinza, onde ficava a placa e os sensores de estacionamento.

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Nesse protetor, a Fiat criou um sistema articulado para o estepe, que era semi-coberto. Este ficava no centro da porta, aliviando o espaço para o pneu sob o porta-malas.

As rodas de liga leve aro 15 polegadas da Fiat Idea Adventure eram exclusivas, assim como os pneus 205/70 R15, que eram de uso misto, tendo bom desempenho no fora de estrada.

As maçanetas e os retrovisores eram cinzas, enquanto o rack de teto era personalizado com formas mais aerodinâmicas, dando ainda mais exclusividade à versão.

Por dentro, a Fiat Idea Adventure tinha painel em dois tons e vinha com instrumentos auxiliares, sendo estes inclinômetro lateral e longitudinal e bússola.

O cluster tinha fundo branco e os bancos tinham detalhes em cinza.

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Por conta das mudanças estéticas, a Fiat Idea Adventure media 4,142 m de comprimento, 1,713 m de largura e 1,814 m de altura. O peso era alto: 1.305 kg.

Com isso, o mesmo motor 1.8 GM de até 114 cavalos da versão HLX demorava 12,2 segundos para ir de 0 a 100 km/h, enquanto a máxima caía para 171 km/h.

Passados dois anos, a Fiat Idea Adventure passou a adotar o sistema de bloqueio eletrônico do diferencial, chamado Locker, que era parte do sistema ELD (Electronic Locker Differential).

Esse sistema da Fiat Idea Adventure permitia ao condutor selecionar manualmente essa função para que a tração de uma roda patinando passasse para a outra, em terra firme, o que ajudava a sair dos atoleiros.

Porém, o sistema era limitado a 20 km/h e não funcionava bem quando acima disso, sendo necessário seu desligamento.

É um recurso interessante, usado até hoje na Strada e Weekend, mas que diferia do XDS da Volkswagen, que é totalmente automático e mais eficaz na atuação, desligando quando não é mais necessário.

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Câmbio Dualogic chega na Fiat Idea

Em 2009, a Fiat Idea recebe o câmbio automatizado Dualogic, mas apenas na versão Adventure. O dispositivo permitiu que a minivan aventureira pudesse reproduzir em parte as funcionalidades do câmbio automático, algo que a marca italiana “desconhecia” no Brasil.

Com opção de mudanças manuais e modo Sport, esse tipo de câmbio não tinha a função “creeping” e por isso não deslocava o veículo quando em Drive, sem acelerar. Da mesma forma, numa rampa, devia-se pisar no freio para manter o carro, pois ele virtualmente voltava, mesmo engatado.

Essa funcionalidade só foi introduzida algum tempo depois, na segunda geração do sistema, chamado Dualogic Plus.

Fora isso, a linha 2009 ainda viu a Fiat Idea ELX também ganhar motor GM 1.8 Flex de até 114 cavalos.

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Fiat Idea renovada na linha 2011

Em 2010, como parte da linha 2011, a Fiat Idea recebeu uma importante atualização. Na frente, a minivan recebeu novos faróis com formato mais fluído e mantendo a dupla parábola.

A grade foi remodelada e ficou menor, assim como o capô recebeu novos cortes. O para-choque era integrado à grelha superior e tinha um aspecto mais moderno, além de faróis de neblina, quando disponível.

As maçanetas das portas eram novas, assim como os retrovisores com repetidores de direção. Na traseira, residia a maior (e mais cara) mudança da nova Fiat Idea, um novo conjunto de lanternas completamente em LED.

O visual com feixes de diodos emissores de luz realmente era vistoso e só comparável ao de carros caros e importados. Aliás, foi o primeiro carro nacional com lanternas em LED.

Fiat Idea: conheça todas as suas versões e detalhes, de 2005 a 2016

A tampa traseira era nova, limpa. Já o para-choque destacava os sensores de estacionamento.

As rodas aro 15 polegadas também refletiam as mudanças.

Na Fiat Idea Adventure 2011, a “blindagem” foi ampliada. Uma grade cromada e estilizada trazia o nome Adventure em baixo relevo, enquanto o para-choque assumia um aspecto mais agressivo, com extremidades bem proeminentes.

O conjunto de faróis de milha e neblina da Fiat Idea era bem vistoso, enquanto a grade inferior era treliçada e revestida na parte de baixo por um protetor central em cinza.

As rodas de liga eram mais elaboradas, assim como as saias de rodas e o protetor lateral, que ficou menor. Na traseira, a tampa tinha um defletor de ar na parte superior.

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O suporte do estepe tinha um acabamento em “Y” invertido, bem como para-choque com parte inferior em cinza mais ampla e dotada de refletor e luz de neblina.

O rack de teto seguia o mesmo estilo do anterior.

No interior, foi introduzido um novo volante, assim como cluster com fundo preto (com aplique exclusivo no Adventure), além de novas tonalidades.

Com bancos em couro de cor cobre, a Fiat Idea Adventure chamava atenção pela boa aparência, mas ainda pecava em não ter cinto traseiro central de 3 pontos.

Os comandos do ar-condicionado da Fiat Idea mudaram, mas nunca foram digitalizados.

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Motor E.torQ

Como parte das mudanças da linha 2011, a Fiat Idea teve alterações na nomenclatura da gama, passando a adotar Attractive no lugar de ELX e Essence no lugar de HLX, permanecendo como sempre a Adventure.

Mas, a maior alteração foi mecânica. O motor 1.4 Fire foi mantido na versão de acesso, mas a Fiat Idea intermediária recebia o novo propulsor E.torQ.

Este motor era o antigo Tritec, desenvolvido em conjunto pela BMW e Chrysler para uso na MINI e PT Cruiser, respectivamente.

Feito no Paraná, o propulsor foi comprado junto com a fábrica e adaptado pela FPT (Fiat Powertrain Technologies), que criou o E.torQ. Mantido o cabeçote SOHC com 16V, o propulsor na versão 1.6 (Essence) tinha 115 cavalos na gasolina e 117 cavalos no etanol.

Os torques eram de 16,2 kgfm no derivado de petróleo e 16,8 kgfm no vegetal, obtidos a 4.500 rpm. Com câmbio manual, ia de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos e tinha máxima de 179 km/h.

Na Fiat Idea Adventure, o propulsor E.torQ era a versão 1.8, que nunca existiu na Tritec, entregando assim 130 cavalos na gasolina e 132 cavalos no etanol. O torque era de 18,4/18,9 kgfm, respectivamente.

Esta versão tinha opção do câmbio Dualogic, como anteriormente. Assim, a Fiat Idea Adventure ia de 0 a 100 km/h em 10,8 segundos e tinha máxima de 180 km/h.

O sistema Locker na versão aventureira passaria a ser opcional nessa época.

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Fiat Idea Sporting

Mas, se a Fiat Idea 2011 podia ser luxuosa e aventureira, também não pegava mal ser esportiva. Assim, com um apelo focado nisso, chegava a Fiat Idea Sporting.

Nesse caso, o visual mudava também, sendo adicionados faróis com máscara negra, grade preta, frisos cromados, detalhes em preto na parte inferior do para-choque e spoiler com pequenas entradas de ar.

A Fiat Idea Sporting tinha ainda novas rodas de liga leve aro 16 polegadas e acabamento preto, calçadas com pneus 195/55 R16. As lanternas traseiras também eram escurecidas e existia um defletor de ar no teto.

Estranhamente o rack de teto não era estiloso e aerodinâmico como no Adventure e não havia opção do teto solar panorâmico Skydome, exclusivo da Fiat Idea Essence.

Por dentro, o ambiente da Fiat Idea Sporting tinha revestimentos em dois tons, com bancos personalizados em couro com o nome Sporting costurado.

Na mecânica, a Fiat Idea Sporting vinha exclusivamente com motor E.torQ 1.8 de até 132 cavalos e havia opção do câmbio automatizado Dualogic.

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Mais requinte, com a Fiat Idea Sublime

A linha 2012 apresentou a Idea Essence com câmbio Dualogic no motor E.torQ 1.6. Novas rodas aro 15 foram introduzidas, assim como mudanças na padronagem dos bancos e cluster com grafismos diferenciado.

Sem maiores mudanças, a Fiat Idea passou por 2013 e chegou em 2014. Dessa vez, a marca promoveu mais alterações.

Uma nova grade frontal com friso interno e mais frisos cromados foram adicionados, melhorando muito o aspecto visual da minivan, que ganhou ares mais luxuosos nessa última atualização.

Tanto é que surgiu a Fiat Idea Sublime, ainda mais requintada que a Essence. Mas, como parte das mudanças, vieram novas rodas para todas as versões, incluindo a Attractive.

O painel adicionou uma moldura diferenciada no lado do passageiro, novos comandos de climatização e padronagem interna mais sóbria. A moldura central também foi alterada, adotando um formato suavizado.

Fiat Idea: conheça todas as suas versões e detalhes, de 2005 a 2016

A Fiat Idea Sublime vinha até com detalhes metalizados, especialmente a base do para-choque traseiro e maior quantidade de cromados.

A impressão tinha de ser de luxo e isso incluía pintura perolizada, especialmente o branco. Por dentro, o interior era em dois tons bem contrastantes, o que incluía o volante em couro.

Os bancos em couro da Fiat Idea Sublime tinham faixas brancas no revestimento e até a alavanca do câmbio Dualogic acompanhava a tonalidade do ambiente e um novo volante trazia paddle shifts integrados, que fariam parte das versões mais completas. A Sublime era bem completa e tinha motor E.torQ 1.6 com até 117 cavalos, com opção manual.

Na linha 2015, a versão Adventure chamava atenção para o acabamento em cobre. Para fechar com chave de ouro, em 2016, surgiu a Idea Adventure Extreme, que tinha rodas de liga leve em preto fosco, assim como grade e outros detalhes.

Na base das portas, a soleira era cinza, assim como o defletor de ar no teto. Internamente, poucos detalhes eram diferenciados, mas a versão podia vir com multimídia e navegador com GPS. Realmente, foi uma versão para encerrar a história da Idea.

No ano seguinte, a Fiat encerraria a produção da minivan após 12 anos e somente uma única geração.

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29 Comentários

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  • Tive uma Adventure Dualogic 2013. Gostei do carro, especialmente da posição alta de dirigir, espaço interno e visibilidade. Os bancos são excelentes(depois tive uma Spin que parecia ter bancos herdados de Celta). Problemas: necessidade de usar as 2 mãos para poder abrir a tampa do porta-malas(problema exclusivo da Adventure) em função do péssimo sistema usado para deslocar o estepe e raio de giro muito grande, o que dificultava retornos. O Câmbio Dualogic da minha não era a versão Plus ainda e era ruim mesmo, já as versões com Dualogic Plus são bem melhores. É um veículo bem interessante para quem tem família, especialmente com bebês pois a colocação da criança em sua cadeirinha é facilitada pela altura.

  • Sem dúvidas um excelente carro. Tivemos uma 1.4 ELX na família e até hoje sentimos saudades, apesar de ter sido trocada por Honda Fit que também é um excelente carro e um projeto mais moderno. Já as versões com câmbio dualogic eu particularmente gosto muito mas hoje em dia é casamento devido o preconceito do mercado de usados.

  • O legal desse carrinho é que ele foi um dos responsáveis por criar o segmento improvável das “micro-vans”, junto com o Honda Fit. E apesar de serem na realidade apenas hatches monovolumes altinhos, sempre tiveram aproveitamento de espaço excelente. É realmente incrível o quanto o Idea era pequeno por fora (era mais curto que um Corsa!), mas oferecia espaço interno surpreendente. Uma pena que esse segmento não tenha vingado. Pro trânsito urbano acho uma baita sacada, em vários aspectos.

  • A Idea adventure poderia ter continuado tranquilamente com o AT da Toro/Renegade. Fazia o papel de um suvinho compacto enquanto não surgir o Argo Way ou o que quer que a Fiat tenha na manga.

    • A Livina é outra “minivan” que tem uma excelente dirigibilidade. O pessoal acha que só os carros mais baixinhos são bons de curva, mas muitas vezes o projeto, o tipo de suspensão, influencia muito.

  • Nao so foi o 1 carro nacional a ter lanternas em led como o 1 a ter vidros laminados laterais . Ambos os modelos acho bonito , essa ultima versao sublime tem o desenho bem acertado . Mais um carro que sucumbiu ao Suv.

    • O lance dos vidros laminados laterais foi bem à frente de seu tempo. Nessa época mesmo muitos modelos de luxo não tinham (hoje em dia é padrão nos premium, mas praticamente inexistente abaixo deles). O uso pioneiro de LEDs também foi legal. Um erro na minha opinião foi o excesso de plástico na versão Adventure. A meu ver isso desvalorizou a imagem do carro, mas enfim.

  • Noticias automotivas errando como sempre e dessa vez colocou 1,88v F2 sendo que o 1,8 F2 foi usado no Astra GL monza e Kadett e o 1,8 F1 em vários fiat Corsa C e Meriva…

  • Tai um carrinho que sempre tive vontade de ter… mas na época era alem das minhas possibilidades e depois houve opções mais interessantes, pois a FIAT não soube “evoluir” o carro.
    A época reclamava-se do parco desempenho do motor 1.4 e do alto consumo do 1.8 ( a solução foi o equilíbrio do motor 1.6). O câmbio dualogic também foi um banho de água fria no modelo. O ar condicionado era fraco devido a posição das ventoinhas e do volume interno cabine, bem maior que os hatchs e sedãs da marca.
    Obviamente, teria sucesso, se retornasse numa plataforma mais moderna como a do Argo, bem como numa eventual versão 1.3 e adotando equipamentos como ESP/TCS ar digital e direção elétrica, seria uma ótima opção no mercado atual.

    • E pensar que um par de anos antes a FIAT tinha o ótimo 1.3 16v, mas preferiu descontinuá-lo (ao invés de atualizar pro 1.4 16v, como ocorreu fora do país), com a justificativa de que era a “preferência do consumidor” (na verdade queriam é economia ao usar um cabeçote mais simples/barato). A partir daí foram só ladeira abaixo na qualidade dos motores de todo o lineup. Nao me surpreendo que tenham perdido tanta participaçao de mercado nos últimos 15 anos, foi uma série de decisoes ruins dos diretores.

  • Tive uma Idea 2007 e tenho saudades, era um carro espaçoso, com boa visibilidade e bom acabamento interno.
    vendi ela com 3 anos de uso e acima de preço de tabela Fipe.

  • Já tive a chance de dirigir uma Adventure e gostei bastante do carro. É bem espaçoso, confortável e ágil, mas peca no consumo elevado do motor GM. Não sei se seria uma boa opção por esse motivo. Alguém que já teve essa versão indica a compra?

  • Tive um longo contato com uma Idea Adventure Dualogic Plus, que não era minha. Não quero parecer soberbo, mas foi o pior carro que dirigi na vida. Da grossura do aro do volante aos parafusos aparentes na cabine, é tudo muito pitoresco. Achei a dirigibilidade péssima; calibração do acelerador, aspereza do motor, pneus horríveis e nem vou entrar no mérito do câmbio, que faz com que o carro te dirija e não o contrário. Gostei da calibração da suspensão, mas ainda assim deveu muito no que considero um carro “na mão”. Entendo que ela atenda necessidades que eu talvez não tenha, mas definitivamente é um carro sem alma aos meus olhos. Ahhh, acho ela a mais bonita das minivans.

  • Sempre gostei do carro, tive o EXL (2007) e depois o Adventure (2014). Aliás, no ELX o VE traseiro era apenas opcional e o LOCKER do Adventure tem sim desligamento automático, se não me engano aos 40km/h, muito bom já usei alguma vezes. Sinto falta de um botão “Alagamento” pois numa situação de agua alta, onde seria preciso Giro Alto+Baixa Velocidade, é impossível sem o pedal da embreagem (Duallogic).

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