Fiat Peruas Sedãs

Fiat Marea: história, versões, modelos, motores (e a má fama)

Depois do Fiat Tempra, a marca italiana lançou no Brasil o Fiat Marea.

Com ele, ela tentou usar modernidade e um desempenho esportivo para cativar os consumidores de sedans médios e tentar finalmente emplacar um modelo de sua linha dentre os mais vendidos do país.


Fiat Marea: história, versões, modelos, motores (e a má fama)

Mas infelizmente sabemos que não foi com o Fiat Marea que a empresa chamou a atenção no segmento.

Infelizmente, o resultado não foi dos bons, e o modelo acabou sendo visto por muitos como uma verdadeira “bomba”. Vamos analisar a história do Fiat Marea, antes falando um pouco dos seus irmãos hatch.


Dois hatches que deram origem ao Fiat Marea

Antes de começar a falar do Fiat Marea e de sua irmã Marea Weekend, temos que voltar um tempinho antes e falar sobre o Brava e o Bravo.

A dupla de hatches originou o sedan e a perua.

Originalmente os dois modelos foram apresentados em 1995 e se tratavam basicamente do mesmo carro tanto entre si quanto com relação ao Fiat Marea, mas com nomes diferentes para explicar o por que um tinha quatro portas – Brava – e o outro apenas duas – Bravo.

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O motivo era simplesmente reforçar o estigma de esportividade do Bravo com suas duas portas e visual mais descolado e afastar ele um pouco do visual mais familiar que o Brava tinha por conta das suas duas portas extras.

A tradução para o português fica como “nervoso” para o bravo e “esportivo” para o Brava e também servem para dizer o quão bom ficou alguma coisa em italiano.

E curiosamente o Bravo vendido no Japão era vendido como Bravíssimo.

Fiat Marea: história, versões, modelos, motores (e a má fama)

No mercado europeu os dois modelos tinham versões a gasolina e a diesel como manda o figurino e tinham até versões turbo, como nosso Fiat Marea vendido no Brasil.

No quesito design, os modelos eram idênticos até a coluna B, sendo que dali para trás o modelo assumia uma forma totalmente diferente no caso do hatch de duas portas, com suas janelas laterais grandes e lanternas traseiras bem amendoadas, muito semelhantes ao que vimos nos Peugeot 307.

Já no Brava as duas portas a mais conferiam um visual mais familiar com uma leve ascendência de linha da coluna C.

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O maior destaque do Brava eram as lanternas separadas, que pareciam gotas, bem diferentes das lanternas traseiras do Fiat Marea.

As três divisões davam personalidade ao modelo, além de um bom espaço dentro do porta malas e no espaço interno para os ocupantes.

A dianteira de ambos era baixa e bem afiliada, com faróis horizontais e bem finos. O diminuto logo redondo da Fiat com fundo azul ficava quase perdido em tanta lataria do capô.

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No mercado nacional, o Brava veio apenas nas configurações SX e ELX com motor 1.6 litro de 16 válvulas que rendia 106 cavalos e tinha torque de 15,4 kgfm.

Já a versão mais potente era a HGT com motor 1.8 litro e 16 válvulas que rendia 132 cavalos e tinha 16,7 kgfm de torque, motor que depois de muitos anos acabaria sendo usado no Fiat Marea também. Ambas as versões tinham câmbio manual de 5 velocidades.

Por aqui o modelo ficou a venda até meados de 2003, quando foi substituído pelo Fiat Stilo.

Fiat Marea de 1996 a 2002 na Itália

Depois do sucesso das versões hatch, Bravo e Brava, era hora de trazer à tona um novo sucessor para o finado Fiat Tempra, que teve um sucesso relativo no mercado europeu.

As versões europeias do Fiat Marea e do Fiat Marea Weekend, foram produzidas em Cassino e Mirafiori na Itália.

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De início, a dupla de Fiat Marea vinha com sete opções de motores movidos a gasolina, três a diesel e uma versão turbo, que é a mais conhecida dos brasileiros a 2.0 litros de 20 válvulas.

O estilo do sedan era elegante e moderno, com um longo porta malas.

As lanternas tinham um visual interessante, para não dizer pouco comum num sedan.

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Já a perua Fiat Marea Weekend tinha um visual bastante equilibrado e muito familiar.

As lanternas traseiras eram montadas em uma moldura cinza e separadas por gomos.

A primeira parte era a luz de freio que era maior, o gomo do meio era a luz de indicação de seta e por fim vinha o gomo menor que continha a luz de indicação de ré.

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O painel do Fiat Marea era moderno e abusava de formas mais arredondadas e orgânicas.

O quadro de instrumentos era bem completo, e tinha iluminação verde, a peça do console central que abrigava os comandos do ar condicionado, do radio tinham formas bem arredondadas.

O conjunto todo era bastante harmônico e bem-acabado.

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A dupla teve sua produção encerrada no mercado europeu em 2002, quando a Fiat Marea Weekend foi substituída pelo Fiat Stilo Multiwagon e a versão sedan foi abandonada, por não fazer tanto sucesso no mercado do velho continente.

Coube ao Fiat Stilo suprir essa demanda.

Fiat Marea de 1998 a 2008 no Brasil

Se por um lado a dupla Fiat Marea teve vida curta na Europa e o sedan não era bem visto, por aqui ele foi uma salvação para a linha Fiat que precisava de um substituto acima da altura do finado Tempra.

Por aqui a linha Fiat Marea foi lançada em conjunto e tinham o mesmo visual que acabara de estrear no velho continente.

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Versões do Fiat Marea

Tanto o Fiat Marea quanto a Marea Weekend foram lançados em duas versões de início, sendo elas a ELX e HLX.

O motor para ambos era o mesmo, o 2.0 litros de 20 válvulas que rendia 142 cavalos e tinha torque de 18,1 kgfm. O modelo também teve um motor 2.4, com as mesmas 20 válvulas, com 160 cavalos e 21 kgfm de torque.

Pouco tempo depois a Fiat apresenta uma versão de entrada, o Fiat Marea SX com o motor 2.0 com uma potência menor, rendendo apenas 127 cavalos.

Uma versão esportiva foi apresentada utilizando o mesmo propulsor das versões ELX e HLX, mas com um auxílio do turbo, o motor agora rendia 182 cavalos e tinha torque máximo de 27 kgfm.

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Motores do Fiat Marea

Resumindo os motores, em ordem crescente de potência:

  • 1.6 16v de 106 cavalos e 15,4 kgfm de torque
  • 2.0 20v de 127 cavalos e 17,9 kgfm de torque
  • 1.8 16v de 132 cavalos e 16,7 kgfm de torque
  • 2.0 20v de 142 cavalos e 18,1 kgfm de torque
  • 2.4 20v de 160 cavalos e 21 kgfm de torque
  • 2.0 20v com turbo, 182 cavalos e 27 kgfm de torque

Daqui a pouco vamos falar dos motores 1.6 e 1.8.

Visual do Fiat Marea nacional e facelift

No quesito visual, todos os modelos do Fiat Marea eram idênticos aos modelos europeus até meados de 2002, quando o modelo saiu de linha na Itália.

Nessa época ele recebeu um discreto facelift no nosso mercado para aguentar até o final de sua vida em 2008. Saiam de cena os faróis com máscara negra, e entram no lugar um conjunto com lentes transparentes.

Os para choques do Fiat Marea também recebiam pequenas melhorias, assim como as lanternas traseiras e tampa do porta malas.

O detalhe curioso para esse facelift foi que a Fiat pegou a traseira do Lancia Lybra e praticamente a transplantou para o Fiat Marea sedan.

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O visual do “novo” Fiat Marea ficou moderno e elegante, mas faltou criatividade na hora de fazer um desenho novo, ou mesmo vontade de gastar mais com uma estamparia nova.

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A versão Fiat Marea Weekend era sem dúvidas o modelo que mais chamava atenção por conta das suas lanternas altas e com moldura cinza separando as luzes em gomos.

Já o sedan era discreto, mas cumpria bem seu papel de um familiar médio da Fiat no mercado nacional.

A versão turbo do Fiat Marea contava com freios novos, feitos especialmente para a versão. Além disso a suspensão foi revista para deixar o modelo mais firme e garantir maior aderência ao modelo na hora de fazer curvas mais fechadas.

Na versão turbo o Fiat Marea fazia o 0a100 em 8,1 segundos e atingia a velocidade máxima de 220 km/h, colocando-o entre os modelos mais rápidos de sua época.

Fiat Marea 1.6 e 1.8 de entrada

Antes de receber o facelift em 2002, o Fiat Marea recebia uma versão de entrada com o motor 1.8 litro que vinha emprestado do hatch Brava HGT, que vinha com 127 cavalos.

Em 2001, um ano antes das modificações estéticas o modelo passou a oferecer um câmbio automático de quatro velocidades e o motor 2.0 de 20 válvulas aspirado deixa de ser produzido.

Já para 2005 uma nova versão de entrada era posta a venda e agora o modelo SX vinha com o motor 1.6 de 16 válvulas com 106 cavalos, que veio da versão de entrada do Brava.

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O fim do Fiat Marea e a má fama

Já próximo do fim de linha a linha Marea perde várias versões e passa a oferecer apenas a de entrada Fiat Marea SX para ambas as carrocerias que ficaram em vigor até 2008.

Depois de mais de 60 mil unidades vendidas de ambas as carrocerias, o Fiat Marea se despedia do mercado nacional, e deixava a passagem aberta para o Linea, o sedan derivado do Punto.

Fiat Marea: história, versões, modelos, motores (e a má fama)

Mesmo sendo um bom sedan com bom espaço interno e uma perua familiar bem moderna, o Fiat Marea pecou por ter manutenção cara para os padrões franciscanos (ou desleixados) dos brasileiros, principalmente para os motores com 20 válvulas e alguns até ganharam a má fama de carro bomba por conta das manutenções malfeitas que ocasionavam em grandes problemas

Muitos queriam usar óleo 20W50 em um motor que era moderno e não suportaria essa aberração.

Mesmo assim o Fiat Marea conseguiu vender razoavelmente bem, sem disputar a liderança do segmento, é claro.

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Foram quase 10 anos de vendas para uma dupla que se despediu de forma quase silenciosa, mas que se a marca tivesse investido em outras versões de motorizações no lançamento e capacitado melhor suas revendas, o resultado poderia ter sido completamente diferente do que conhecemos atualmente.

Fiat Linea

O sucessor natural do Fiat Marea na versão sedan foi o Linea tanto no mercado nacional em 2008, quanto em outros mercados onde era vendido.

(Veja nossa reportagem completa sobre o Fiat Linea.)

Fiat Marea: história, versões, modelos, motores (e a má fama)

A ideia inicial da Fiat era vender o Linea como um sedan médio, assim como era seu antecessor o Marea, que brigava com Chevrolet Vectra, Toyota Corolla e afins.

Mas infelizmente a marca errou um pouco no posicionamento e acabou por minguar algumas vendas até que ela reposicionasse o modelo na categoria correta. Assim como seu antecessor o Marea, o Linea também apostou numa versão turbinada, só que com menos válvulas dessa vez.

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Agora o motor era o mesmo do Fiat Punto Tjet, o 1.4 litro da gasolina que rendia bons 152 cavalos e 21,1 kgfm.

Para essa motorização o câmbio era sempre o manual de 5 marchas, dando foco na esportividade do conjunto.

A versão mais mansa por assim dizer era um inédito 1.9 litro 16 válvulas com 132 cavalos quando abastecido com etanol e 130 cavalos com gasolina e 18,6 kgfm de torque com etanol e 18,1 kgfm.

O modelo saiu de linha em meados de 2016 juntamente com o Fiat Idea e o Fiat Bravo, que não estavam nos seus melhores dias.

Ficha Técnica

Fiat Marea Turbo – 2.0 litros 20 válvulas – 2002

Motor: transversal, 5 cilindros,20V, duplo comando com variador de fase, injeção multiponto sequencial e turbo compressor

Cilindrada: 1997 cm3

Diâmetro x curso: 82×75,6mm

Taxa de compressão: 8,5:1

Potência: 182 cavalos a 6000 rpm

Torque: 27 kgfm a 2750 rpm

Câmbio:  manual de 5 marchas, tração dianteira

Dimensões: comprimento, 439,3 cm; largura, 254 cm; altura, 145 cm; entre eixos, 254 cm

Peso: 1310 kg

Porta-malas: 430 litros

Tanque: 63 litros

Suspensão dianteira: independente, McPherson

Suspensão traseira: braços oscilantes longitudinais

Freios: disco ventilado na frente e sólido atrás, com ABS

Pneus: 195/60 R15

Fiat Marea SX – 1.8 litro 16 válvulas – 2002

Motor: Dianteiro, transversal, 1.8 litros, 4 cilindros em linha, 16 válvulas

Número de válvulas por cilindro: 4

Eixo de comando de válvulas: Dois no cabeçote com variador de fase na admissão

Cilindrada: 1.746,96 cm3

Potência máxima (cavalos / rpm): 132 / 6.500

Torque máximo (kgfm / rpm): 16,7 / 4.000

Combustível: gasolina

Câmbio:  manual de 5 marchas; tração dianteira

Direção: Tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica

Embreagem: Monodisco a seco com mola a disco e comando mecânico

SUSPENSÃO

Dianteira: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais, com barra estabilizadora; amortecedores hidráulicos, telescópicos de duplo efeito; molas helicoidais

Traseira:  Com rodas independentes, braços oscilantes longitudinais, barra estabilizadora; amortecedores hidráulicos, telescópicos de duplo efeito; molas helicoidais

DESEMPENHO

Velocidade máxima: 210 km/h

Aceleração de 0 a 100 km/h: 8,6 s

CONSUMO

Cidade: 9,2 km/l

Estrada: 13,8 km/l

Tanque de combustível: 63 litros

DIMENSÕES EXTERNAS

Comprimento: 4.393 mm

Largura: 1.741 mm

Altura: 1.434 mm

Distância entre eixos: 2.540 mm

Peso: 1.300 kg

Carga Útil (Com Condutor): 480 kg

Rodas / Pneus: 6,5J x 15 / 195/60 R 15

Capacidade do porta-malas: 430 litros

Fiat Marea

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Nota média 4 de 6 votos

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Kleber Silva

  • Rodrigo Ultramari

    que matéria fraca, ein! nem cita a existência do 2.4

    • Tagor Bini Rocha

      Poisé, cadê a 2.4??

      • millemiglia

        Terceira linha quando fala sobre versões do Fiat Marea: “O modelo também teve um motor 2.4, com as mesmas 20 válvulas, com 160 cavalos e 21 kgfm de torque.”.

    • Mr. Pennybags

      O ronco desse motor era uma sinfonia! Lindo demais.

      • millemiglia

        Tive duas Weekend: uma 2.0 ELX 1998 e uma 2.4 HLX 2002 e, sim, o ronco era muito legal.

  • marcosCAR

    O carro foi injustiçado pela má manutenção de alguns proprietários… Temos que levar em conta que muitos consumidores não tiveram problemas e depois migraram para o Linea sem preocupações maiores.

    • Navaman

      Minha esposa teve um Brava SX 1.6 e era bem problemático o motor, que mesmo com uma manutenção adequada (era eu que cuidava) dava muita dor de cabeça. O pior era a carbonização das válvulas.
      Meu sogro, que queria economizar no óleo da perua 2.4, teve problemas bem mais sérios, mas nesse caso a manutenção foi ruim. De qualquer forma, foi o carro que lhe deu mais problemas, considerando que todos estavam nas mesmas CNTPs.

      • Filipe Augustus

        Acho que esses carros da Fiat não saiam com um controle muito rigoroso da fabrica, porque conheço gente que tinha o Tempra nacional e só teve problemas com coisa besta, meu pai teve uma SW italiana 95 e rodou até quase 300 mil km sem problema algum, apenas fazendo manutenção apesar de ser mais cara que o Tempra nacional, o Tipo a mesma coisa, alguns eram um verdadeiro lixo que se desmanchavam outros funcionavam como um relógio! Acredito que no caso do Marea seja a mesma coisa!

  • Eng Turbo

    Gostaria de deixar aqui uma sugestão:

    Antes de criar uma materia a respeito de algum modelo em especial, coloque a opção de algo do tipo:

    – Gostaria de ser um revisor de “tal matéria”?
    Assim quem tem conhecimento profundo do assunto, certamente estará interessado em contribuir, fornecendo dados técnicos e um histórico já de causa, sem a necessidade de garimpar isso. Eu aplico isso no trabalho, antes de divulgar algo sempre disponibilizo para outros engenheiro da área para revisão, e SEMPRE tem novidade.

    • EDU

      Bem pensado

  • Paulino Lino

    Na época eu fui apaixonado pelo Marea Weekend e pelo Brava!

    • Eu tb. E fui fazer o test drive do Brava HGT, acabou o combustível no meio do caminho. Tiveram que ligar pra CSS levar. Um relaxo total! E, nunca tive Fiat. Quase comprei um Bravo em 2012, mas era automatizado. Sorte que desisti kkkk

      • Paulino Lino

        haha eu tb fui fazer teste drive com meu pai na época num Marea mas o coroa não quis andar rsrs e só ficamos namorando mesmo os carros. Outro que eu sempre fui apaixonado (até hoje) é o Doblò Adventure (sei que tenho gosto estranho pra carros) mas penso que algum dia ainda terei um Doblò Adventure acima de 2013 na minha garagem como segundo carro.

        • Leandro Balmant

          Quando eu era mais novo o que eu mais queria que meu pai comprasse era uma Doblo Adventure ou a Zafira. Pra mim eram carrões.

  • Raphael Pereira

    Ta ai, carro ainda bonito, envelheceu muito bem e elegante, porém, os consumidores acostumados com AP e Família II não souberam lidar com os motores maiores do Marea. Penso se a Fiat nao desse uma modernizada no motor do Tempra ja que era um motor em uso e e conhecido, ter usado o motor GM nas versões baratas assim que ele começou a ser usado pela marca, talvez a má fama não existiria.

    • Lucas Fernando

      Ai não seria o Marea. O motor Fivetech é um espetáculo, pra um motor com mais de 20 anos, tem recursos de motores modernos, rende muito bem, forte, um ronco maravilhoso, típico de motores 5c. O Marea Turbo é um espetáculo a parte, anda muito, cola o motorista no banco, um carro muito a frente do seu tempo aqui no BR. Era inevitável criar a má fama, isso não é exclusivo do Marea, qualquer carro melhorzinho nessa epoca é considerado “bomba”, Passat V6, Audi A3 T até mesmo o consagrado Vectra, em suas versões 2.0 e 2.2 16v sofrem preconceito no mercado.
      O que estraga qualquer carro são os donos, hoje tem vários exemplares abaixo de 10k, geralmente quem compra é quem não tem $$, quando vai fazer manutenção vê que não vai dar conta de pagar… Algo que esses motores não aceitam é negligência de manutenção, como por exemplo, alguns outros motores simples “toleram”, Familia 1, Familia 2, AP e etc rodam muito mesmo com falta de manutenção.

      • Danilo

        Concordo totalmente com você Lucas Fernando. É exatamente isso!

  • leitor

    À mesma época o Brasil tinha Vectra, Civic e Corolla que tinham bom conceito. Andei num Marea e achei muito bom. Ótimo espaço e conforto. Qual foi o problema? Manutenção cara e alto consumo. Se o problema fosse somente do motorista brasileiro esses outros carros também teriam o mesmo destino.

    • Good Doctor

      Nessa sua lista um Corolla ainda vai muito bem na minha garagem

  • Luis Burro

    Ah bom ñ tinha me esclarecido se o problema era o desleixo dos donos ou o motor ñ ter confiabilidade,mas agora acho q era mais descaso dos donos!
    Em relação aos hatches eu prefiro muito mais o Brava com suas lanternas tripartidas e seu formato mais cupê.
    Na reestilização traseira do Marea o design veio do Lancia Lybre q era versão do médio da subsidiária do grupo.

  • Murilo Soares de O. Filho

    O 2.0 de 127 CV, não tinha o variador do comando de admissão e escape, mas mantinha o mesmo número de válvulas. Tive uma Marea Weekend 2.0 SX, da primeira fornada, 1998/1999, ótimo carro, algumas peças eram caras, mas até condizente com o carro, referente ao motor tido era caro por ser importado, talvez aí o maior problema. A Fiat Teve seus erros, no inicio, referente a troca de óleo no manual, muito longa, mas nunca troquei no prazo especificado no manual. Tanto o Motor 2.0, 2.4 e 1.8, colocar óleo vagabundo e fora da especificação era perder o motor com o tempo…Não era igual e Monzatec e APzão que ia até óleo de cozinha (exagerando lógico). Mas resumindo, foi um carro fantástico, mas não para qualquer dono. O que eu vi no início, quando o dono deixava de fazer as revisões nas concessionárias e partiam para mecânicas independentes, a maioria dos mecânicos não sabiam e não tinham ferramentas específicas para o modelo.

  • Phantasma

    Tivemos um 2.0 1999, comprado semi-novo com um ano e meio de uso, deu tanta dor de cabeça que não ficou nem 2 anos com a vaga na garagem, quando o comum aqui são 4 ou 5 anos. Andava bem e era muito confortável, uma pena.

  • Artur Cavalcanti

    Tive um Turbo ultimo ano, 2006/2007, já com o ultimo facelift e kit “connect”, branco, esperei 6 meses pro carro chegar depois de encomendado, não me arrependo nem um pouco e é o carro que até hoje mais tenho saudades. Esse é até um dado que sempre tive curiosidade pra saber, quantos marea turbo modelo 2007 saíram de fábrica, sempre me falaram que foi um número ínfimo.

    • Luan

      Esse seu era com teto solar?
      Branco 2007 e turbo, se tiver teto solar dever ser uma mosca branca!
      Realmente carro para poucos donos, motor fivetech sem dúvidas era uma sinfonia para os ouvidos, não tive, na minha família tiveram alguns.
      Meu sonho era um modelo derradeiro como este que o amigo citou, turbo e com teto solar!

      • Artur Cavalcanti

        Não tinha teto e quando fui comprar, se não me falha a memória, os 2007 não tinham teto nem como opcional e também não tinha mais os airbags laterais (mas ai não é certeza absoluta).

  • Debraido

    Ficaram com preguiça até de colocar fotos melhores. Sobre o conteúdo eu nem comento.

  • Samluzbh

    A matéria não relata quantos explodiram!

  • Andre Coelho

    Tive uma 2002/03 1.8 16v por um pouco mais de 5 anos e foi só alegria! Mas o meu, diferente do apresentado na matéria, fazia algo em torno de 12 a 13,5 km/l na cidade, detalhe que moro em Brasília. De tanto ouvir dos “problemas do motor”, assim que adquiri, com vinte e poucos mil km, trocava o óleo e filtros a cada cinco mil km rodados e água com paraflu todo final de ano, já na revisão para viajar… Só teve uma epoca que troquei umas 5 bieletas, uma seguida da outra, mas também foi um período que andava em uma área sem asfalto e um relevo nada favoravel, mas peça barata e aprendi a trocar sozinho. No mais, não tenho do que reclamar da que tive.

  • mariostefa

    Vou narrar minha experiência com Marea :
    Em 1999,comprei uma Weekend ELX 2.0, 0km, num tive nenhuma reclamação.Quando vendi estava com + – 100 mil km.
    Em 2002, troquei por uma sedan HLX 2.4 0km,
    Em 2006, troquei por uma Wekeend Turbo, ano 2002, que estou com ela até hoje. Simplesmente,um avião.
    Ou seja, senão fosse um excelente carro, nao teria tido 3
    O problema não é o carro, muito menos o motor, e sim, falta de manutenção preventiva,por exemplo: troca de oleo e filtro com 7mkm, e utilizar oleo de acordo com especificado pelo fabricante.
    Uma pena ter saído de linha.

  • afonso200

    cade o 2.4,,,, materia RUIM heim, poxa vida…….

  • FearWRX

    É um carro que não mereceu o chupim que é o brasileiro acostumado com Gol, Palio e derivados. Era um projeto moderníssimo que demandava atenção e carinho, infelizmente poucos sobraram e os que sobraram estão valorizando.

    É um carro que você tem que conviver pra ver o quanto é espetacular, anda muito e é confortável (falando dos 5 cilindros, que é a graça do carro), as peças não são caras mas sim a mão de obra, e seu habitat não é fazendo curvas e sim chinelando nas estradas, que carro, que carro.

    Se você tem preconceito com, não é um carro que você deva arriscar ter, virou um carro que busca donos que saibam o valor que o Marea (5 cilindros) tem e valorizem isso.

  • Vitor Santos

    Com Bolsonaro sendo eleito, era o tempo que o pobre andava de marea turbo e enchia o tanque toda semana! Agora, vamos regredir 30 anos, onde o pobre vai poder comprar no máximo um uno quadrado duas portas.

    • leitor

      Já é uma evolução porque o Marea não teve sucesso e o uno está aí até hoje.

  • Rafael Guerra

    Bom resumo, mas esse carro merece uma matéria mais completa. O Turbo só existiu aqui no Brasil, pegava o motor emprestado do Coupé de 220cv amansado para 182cv de forma a não exigir modificações mais profundas nos sistemas de freios e suspensões. E o 1.9 do Linea era o mesmo 1.6 16v Torque, porém era uma mistura do pistão do Step A com o virabrequim do corsa lunga. Carro a frente do seu tempo, pena a FIAT ter abandonado o projeto, tinha grande potencial.

  • mjprio

    Lembro quando saiu esse carro…era adolescente. Babava no 2.4 AT. Achava super elegante..

  • Danilo

    Muito boa a matéria, fez um bom resumo da história desse modelo maravilhoso que é o Marea. Tenho uma Marea Weekend 2.4 automática 2003, que está com pouco menos de 90 mil km, e não vendo por nada. Ótimo carro, potente e confortável, além de ter um desenho fantástico, na minha opinião. E detalhe: nunca quebrou, nunca me deixou na mão. Se você pegar um desses realmente conservado (o que é difícil, eu sei, infelizmente…) e cuidar bem dele, da maneira correta, vai ter um carro excelente por muito tempo!!

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