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Fiat Mobi Drive GSR 2018: Impressões ao dirigir

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Fiat Mobi Drive GSR é a maior novidade da linha 2018 do subcompacto da marca italiana. O modelo chega de forma geral com preços a partir de R$ 33.700, mas esta opção automatizada parte de R$ 44.780. Com recomposição de versões, conteúdo e preço, o urbano da FCA quer ampliar sua participação no mercado.

A meta da Fiat é passar das atuais 3.500 unidades, média mensal do Mobi, para 4.500. Com isso, o volume deve alcançar 50 mil unidades/ano. Desde o lançamento, o modelo já emplacou 38 mil exemplares no país. No caso da versão Drive com câmbio GSR, a proposta é ser um automatizado acessível, mas com uma performance diferenciada em comparação com o antigo Dualogic Plus, nunca oferecido no Mobi, mas já bem conhecido em outros modelos da marca.

O chamado Gear Smart Ride (GSR-Comfort) não vem fazer o trabalho sozinho, pois precisa do esperto motor 1.0 SGE Firefly com três cilindros e apenas 6 válvulas. Ele entrega 72/77 cv e 10,4/10,9 kgfm. Porém, apenas a versão Drive é contemplada com o propulsor, pois as demais versões do Mobi ainda vêm com o conhecido 1.0 Fire Flex de quatro cilindros e 8 válvulas.

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Porém, de acordo com a Fiat, este velho propulsor foi atualizado para a linha 2018 da marca, incluindo o sedã Grand Siena 1.0. O Uno usa somente o Firefly em suas versões. A montadora fala em atualização de pistões, cabeçote, anéis, entre outros itens internos, buscando assim mais eficiência energética e um desempenho melhor.

Mas, essas alterações no Fire Flex não foram testadas pela imprensa especializada, já que as atenções nesta semana estavam centradas no GSR-Comfort, que equipa do Mobi Drive 2018. O automatizado agora dispõe de um novo software de gerenciamento, que provê trocas de marchas com mais agilidade e menos “buracos” no processo, algo típico de transmissões como essa.

O objetivo é tornar o processo mais suave com redução de trancos e ausência de força na hora do acionamento da embreagem. Além da função Creeping – que mantém o veículo levemente em movimento com o câmbio engatado em inclinação de até 8%, como nos carros automáticos – já presente no Dualogic Plus, agora o GSR traz uma comunicação direta entre os módulos de comando do câmbio e do motor.

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Com isso, no modo Sport, o gerenciamento do GSR-Comfort não apenas favorece trocas de marcha em rotações mais altas, mas também altera o funcionamento do 1.0 Firefly para que este responda melhor às exigências do condutor. A Fiat introduziu também a função Auto-up Shift Abort, que monitora o movimento do acelerador e permite “saber” a intenção do condutor em fazer uma retomada, impedimento a entrada de uma marcha mais alta para que se explore giros mais altos do motor SGE. A ideia é ter acelerações mais vigorosas, inclusive em ultrapassagens.

Por fim, como não há Hill Holder ou assistente de partida em rampa, a Fiat adicionou ao GSR-Comfort um compensador para manter o veículo parado em aclives com mais de 8%. A saída da engenharia foi alterar a rotação do motor com o carro engatado. No momento em que o condutor tira o pé do freio para imprimir força no acelerador, o sistema eletrônico identifica o movimento e o ângulo de inclinação – graças ao acelerômetro incorporado – elevando o giro numa faixa entre 850 rpm e 1.580 rpm, evitando que o veículo se movimente no sentido contrário e possa até colidir com um veículo logo atrás.

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Fiat Mobi Drive GSR 2018 – Impressões ao dirigir

São Paulo/SP – A Fiat promoveu um test drive na capital paulista em um circuito exclusivamente urbano, já que a proposta do Mobi – especialmente com o GSR-Comfort – é atender ao consumidor que busca um veículo pequeno, ágil e econômico para o dia a dia nas cidades. A marca italiana fala que em 80% do tempo, os clientes do segmento de subcompactos usam o carro nas cidades, sendo apenas 20% restantes na estrada.

Como já se sabe, o Mobi Drive apresenta uma performance bem melhor com o novo motor Firefly 1.0 em comparação com o – antes da atualização deste, garante a Fiat – utilizando transmissão manual. De fato, o mesmo se verifica com o Uno equipado com este propulsor GSE, especialmente o 1.3 manual. Mas no caso – específico do Mobi – da comparação entre manual e automatizado, onde sempre houve uma discrepância enorme nas respostas, dessa vez a diferença entre as duas opções de câmbio ficou bastante reduzida.

Claro, o GSR-Comfort está longe de ser um automático puro, mas com as novidades introduzidas, soube aproveitar melhor a disposição do motor GSE 1.0 e formou um casamento muito mais interessante que qualquer proposta anterior, seja da Fiat ou não… Leve, o Fiat Mobi Drive GSR 2018 apresenta um movimento trepidante na partida, que parece indicar o contrário do que se espera. A impressão inicial é de certa hesitação na saída, mas logo isso muda com o passar das marchas e o ganho de velocidade.

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As trocas realmente ficaram bem mais suaves, reduzindo também as perdas de força com o acionamento da embreagem. Dá para notar seu funcionamento mais preciso, garantindo assim uma condução mais confortável e ágil. O tempo de resposta do motor Firefly é bem superior ao do Fire Flex e sua disposição segue no mesmo caminho, apresentando um bom torque em baixa e deixando o Mobi Drive bem mais gostoso de dirigir.

Mesmo no modo Drive, cujo objetivo é economia “ao extremo”, consegue-se imprimir uma condução muito melhor do que se espera de um automatizado, especialmente com motor 1.0. O funcionamento do propulsor com giros acima de 2.500 rpm, garante boas saídas para a proposta do carro, com o gerenciamento monitorando o comportamento do motorista para efetuar as mudanças no tempo certo.

A agilidade do novo conjunto é notada imediatamente nos primeiros metros e no comportamento em trânsito pesado. Com a direção elétrica com a função City facilitada bastante a vida e torna a condução muito menos cansativa no anda e para interminável do trânsito urbano em São Paulo. Porém, essa leveza traz uma sensação melhor quando se explora – em vias de trânsito rápido, é claro – a “nova” função Sport.

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Com ela acionada, o Fiat Mobi Drive GSR 2018 muda de comportamento de forma mais radical que no antigo Dualogic. Com marchas mais curtas e rotação na casa dos 5.000 rpm, o subcompacto urbano se anima de tal forma que torna a condução divertida. Graças às curvas de potência e torque bem mais acentuadas no GSE 1.0, o pequeno hatch apresenta uma excelente aceleração para seu porte e proposta.

O GSR-Comfort mantém o giro alto, mesmo com o pé fora do acelerador, mantendo o Firefly cheio e garantindo retomadas muito interessantes. O som do propulsor de três cilindros se torna bem mais graves e dá a impressão de ter ganho alguns cavalos a mais, mas essa resposta melhor vem mesmo de seu gerenciamento alterado no modo Sport, que funciona em parceria com o controle do câmbio. A Fiat fala em “casamento perfeito” entre os dois. Para nós, a dupla ficou em uma boa sintonia.

Com a direção elétrica no modo City, conduzir o Fiat Mobi Drive GSR 2018 no modo Sport foi bem divertido, uma sensação bem diferente daquela vista no lançamento do carrinho – na mesma São Paulo – com o velho Fire. Mas, além desse modo, há também a função manual nas trocas de marcha, acionadas pelos paddle shifts.

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Assim como verificado em Drive e Sport, as mudanças ficaram mais suaves e apresentam menor perda no acionamento da embreagem. Dá para explorar o GSR-Comfort com engates manuais e o modo esportivo, onde se consegue extrair ainda mais do pequeno três cilindros.

Apesar da melhora substancial em relação ao antigo Dualogic, o GSR-Comfort não é nem de longe um câmbio automático, mas reduz bastante a distância que o separa deste. Como uma alternativa mais barata, o novo dispositivo atenua bastante as características ruins que conhecemos dos automatizados, mas no caso do Mobi, isso se dá de forma mais clara também por conta do bom desempenho do Firefly 1.0. Mas, podemos esperar isso num Uno 1.3 GSR, por exemplo?

De acordo com a Fiat, ele já existe desde o lançamento mais recente do compacto. Sim, é o Dualogic Plus instalado com o GSE 1.3 Firefly. Segundo a marca, é o mesmo câmbio do Mobi Drive GSR, incluindo a função Sport com alteração do funcionamento do motor. Ele será renomeado em breve.

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Apesar disso, o comportamento apresentado é bem diferente do verificado no Fiat Mobi Drive GSR 2018. Existem muitos fatores, é claro, tais como peso do veículo e o motor de quatro cilindros, cuja curva é mais plana e o funcionamento acontece em um regime mais suave. Por isso não encontramos uma diferença grande na proposta. Ou seja, o GSR-Comfort casa melhor com o motor Firefly de três cilindros.

Em resumo, o Mobi Drive – que no manual já havia recebido vida nova – agora ficou também muito interessante na proposta automatizada, que sempre foi o calcanhar-de-aquiles de qualquer carro com opção semelhante. O bom casamento entre GSE e GSR trouxe uma disposição inesperada ao pequenino da Fiat.

Evento a convite da FCA.

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