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Fiat não emplaca campeão de vendas após perder liderança

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A Fiat virou FCA no Brasil ao integrar as operações da Chrysler, mais notadamente a Jeep, que possui um complexo industrial em Goiana/PE. Com a planta de Betim/MG, a empresa reduziu os custos de produção e introduziu processos internacionais do grupo para melhorar a gestão e a fabricação, conseguindo inclusive exportar experiências para as demais unidades no exterior.



Além disso, a Fiat reduziu enormemente seu lineup para torna-lo mais enxuto e eficiente diante da mudança no panorama do mercado, em especial por conta da crise econômica do país, mas até o momento não emplacou um novo campeão de vendas. Até 2015, a Fiat era líder de mercado e tinha no Palio seu best seller, um popular que brigava bem com os rivais e até se tornou campeão, ganhando inclusive uma campanha de marketing específica para o feito.

Então, veio a GM e abocanhou a primeira posição e com ela veio o Onix, que atualmente vende tão bem que ainda coloca uma boa vantagem sobre o segundo colocado. De acordo com especialistas, a Fiat ficou para trás por não responder de forma imediata às mudanças ocorridas no mercado. Seu lineup também envelheceu.

Mesmo com Mobi e Toro, a marca italiana viu o perfil de seu cliente mudar. Antes, os populares 1.0 moviam a “macchina” em Minas Gerais, mas o cliente passou para um nível acima e carros mais completos e modernos entraram no jogo, ainda mais quando o número de consumidores caiu. A Fiat Chrysler “está num nível muito melhor do que há um ano e meio atrás”, de acordo com Stefan Ketter, presidente da empresa no país.

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Ketter se refere as mudanças citadas no começo do texto e reitera que “quando se está numa mudança assim, é natural que haja um certo vale, mas é planejado.” No entanto, especialistas não acreditam em perdas pensadas. De acordo com Letícia Costa, especialista em indústria automotiva e sócia da Prada Assessoria, a Fiat envelheceu assim como a GM na crise de 2008. No entanto, salienta que a FCA tem “menos músculos” que a gigante de Detroit, visto que a Fiat vai mal na Europa e a Chrysler não é igualmente grande nos EUA.

Apesar de a Toro liderar os comerciais leves, a Fiat não tem um campeão de vendas como um dia foi o Palio. Os lançamentos recentes foram pensados há quatro anos, quando a situação da empresa e do mercado eram outros. O Mobi teve a estratégia de lançamento errada ao focar em influenciadores digitais, de acordo com especialistas no assunto. O Argo chegou, mas ainda não engrenou como deveria, estando ainda no meio do segundo pelotão dos automóveis mais vendidos mensalmente.

A Toro, no entanto, já mostra uma direção acertada da estratégia da Fiat, que será copiada por outras marcas. O mesmo em relação ao Jeep Compass, que briga pela liderança entre os utilitários esportivos. Se a FCA se deu bem nesses dois segmentos, agora perde espaço entre os automóveis, justamente por não dispor mais de um best seller como o Palio, que ajudou a marca a ficar 14 anos na liderança.

A Fiat diz que a liderança por marca não é mais importante e que a FCA está mais sustentável atuando em diversos segmentos, mas especialistas discordam sobre a sustentabilidade a longo prazo, por causa exatamente da capacidade financeira do grupo, que influencia diretamente na agilidade para responder às mudanças, algo característico da marca nos bons tempos de liderança.

[Fonte: Estadão]

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