
A Fiat revelou o nome Argo X para o Grande Panda brasileiro e com ele, a proposta de oferecer o Argo com o novo produto ao mesmo tempo, numa estratégia que a marca italiana ainda apresentará ao público nos próximos meses.
Mas, a proposta de vender o novo Argo X ao lado do Argo atual pode nos dar uma luz sobre o que a marca italiana estaria preparando para os próximos anos, em especial com relação aos outros produtos.
A letra “X” seria a pista para seguirmos esse caminho, uma vez que Argo e Argo X não poderiam nos dar a mesma direção por serem produtos semelhantes em porte, ainda que duramente distintos em estilo.

Como dois produtos de mesmo porte, eles terão preços, conteúdos e propostas diferentes para atender consumidores variados, lembrando que o atual Argo aposta na entrada com os motores Firefly 1.0 e 1.3, além de opção CVT.
Bem, o Argo X pode chegar com motor GSE 1.0 Turbo com e/ou sem MHEV de 12V, além do CVT obrigatório. Seja como for, o destino do Argo parece certo, enquanto o Argo X terá muito mais tempo para provar seu valor.
No entanto, a proposta dual da Fiat na categoria de hatch compacto pode ser reproduzida nas demais categorias. Como assim? O “X” da questão que muitos podem estar se fazendo em relação a dois modelos recentemente “nascidos” na Itália, pode agora ser melhor explicado.
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Como se sabe, os Fiat Grizzly e Grizzly Fastback são maiores que o atual Fiat Fastback brasileiro, que mede 4,42 m de comprimento, com 4,50 m de comprimento.
Já com porte de SUV médio, o Grizzly não só funciona como nova geração do Fastback, mas também como um modelo “high”, em uma proposta similar de convivência com o atual.
Nesse caso, o Fastback atual poderia se limitar ao motor GSE 1.0 Turbo Flex, enquanto o “Fastback X” e o irmão SUV seriam equipados com motor 1.3 Turbo Flex MHEV, assim como 100% elétrico.

O nome do Grizzly SUV no Brasil não pode ser Fastback, por motivos óbvios, mas pode refletir o Pulse, atualmente com 4,09 m, numa interpretação que poderia soar como um “Grande Pulse”, um “pulso maior para o consumidor”. Um Pulse familiar…
Este, com sete lugares como opção, serviria para manter o Pulse em sua posição atual com o Grande Pulse compartilhando a mecânica com o Fastback X.
Seguindo essa lógica, a atual Strada poderia ser vendida ao lado da nova picape derivada do Grande Panda e já vista como conceito (foto abaixo).
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A estratégia da Fiat com Argo X e Argo mantendo versões ajuda na competição por valor diante dos chineses?
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Nesse caso, o tamanho maior buscaria diretamente a VW Tukan, assim como Chevrolet Montana e quem sabe a Renault Oroch ainda viva.
Da mesma forma, uma nova Fiat Strada X tomaria a posição das versões mais caras da atual, mas com motor 1.3 Turbo com MHEV, deixando a Strada de hoje com foco em opções intermediárias e de trabalho.
Assim, com esse portfólio dual, a Fiat poderia fazer uma transição suave e segura para uma linha de maior valor agregado, associada ao porte e mecânica eletrificada, algo importante diante do avanço dos chineses.
