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Fiat Tipo: Fogo!

fiat_tipo_mpi-700x525 Fiat Tipo: Fogo!

Estávamos em 1995. A nova Constituição, dita cidadã, vigorava há poucos anos. A democracia, longamente perseguida e recém recuperada, dava provas de vigor ao sobreviver ao impedimento de um Presidente apenas três anos antes. A sociedade crescia em consciência e demandava novas relações, mais transparentes e equânimes, entre si e as grandes corporações.



No que diz respeito ao mercado automobilístico, encontrava-se o mais aberto que estivera desde pelo menos os anos 50 do século passado, e devido à enxurrada de importados, essa abertura logo seria fechada novamente. Lá estava eu, no olho desse furacão, na busca do primeiro carro que compraria com meu próprio dinheiro. Todos esses fatores conspiraram e me afastaram da compra de um daqueles carros que habitavam os sonhos daquele jovem.

Esse carro era o Fiat Tipo. Importado da Itália aos montes pela Fiat, que foi muito ágil em explorar as novas oportunidades, o Tipo foi muito bem sucedido, tanto é que chegou a liderar as vendas por alguns meses naquele ano. Essa foi a primeira e única vez que um importado conseguiu essa proeza.

O Tipo causou furor por seu desenho harmonioso, amplo espaço interno, farto conteúdo e uma dirigibilidade exemplar para a época, muito confortável nas versões básicas, e bastante esportiva na lendária versão Sedicivalvole. Talvez, e mais importante ainda para explicar o êxito alcançado, era ofertado por um preço bastante próximo dos carros menores em suas versões de topo, e era mais barato, por boa margem, daqueles que seriam seus competidores naturais. Era, de fato, o carro do momento. O Tipo reunia muito do que os brasileiros começam a valorizar e parecia destinado a ser o carro mais vendido em 1995 e talvez nos anos vindouros. Foi então que o desastre ocorreu. Vários começaram a pegar fogo, em aparente processo de autocombustão, por todo o Brasil.

Fazendo uso das novas possibilidades de ações coletivas trazidas pela nova Constituição e que o então recém publicado Código de Defesa e Proteção dos Consumidores potencializou, uma associação, a AVITIPO (Associação de Vítimas do Tipo), foi formada. A AVITIPO gerou grande interesse da mídia que cobriu suas atividades intensamente. Tal interesse se justificava pois a Associação intentaria uma ação coletiva demandando indenização baseado em responsabilidades civis de uma grande empresa. Devido a essa ação, qualquer proprietário de Tipo que pegasse fogo, ou mesmo quem de alguma forma sofresse dano devido ao incêndio, faria jus à reparação por danos materiais e morais caso a Fiat fosse condenada.

Com perdão do mau trocadilho, a Fiat jogou gasolina no incêndio ao combater nos tribunais essa ação. A Fiat não percebera que a sociedade brasileira havia mudado e exigia maior respeito, como evidenciado nas novas leis mencionadas. Não antecipou que a grande mídia faria dessa ação, uma espécie de teste sobre a eficácia desses novos instrumentos jurídicos, equacionando-os com o novo Brasil surgido do longo e doloroso processo de redemocratização.

A Fiat e seus dirigentes agiram de uma forma contrária à nova realidade. Num primeiro momento, fizeram de conta que o problema não era dela e negaram que o carro se auto-imolasse. Passados alguns meses, com a pressão crescente e as vendas do modelo em franca decadência, finalmente admitiram alguma responsabilidade. Mesmo assim, foram totalmente ineptos. Culparam os compradores do Tipo alegando que os incêndios eram resultado do hábito dos consumidores de usarem querosene para lavar seus motores. Isso afetaria o forro de papelão do tubo de convergência do ar quente, e com o tempo, o combustível atingiria o tubo levando à combustão.

A repercussão dessa alegação foi tremenda. Peritos da AVITIPO provaram nos tribunais, e certamente mais importante, frente à opinião pública, que a Fiat não havia dado a solução adequada ao problema. Provaram que os incêndios se deviam à incapacidade das mangueiras do sistema hidráulico da direção de lidar com a pressão que se acumulava ao esterçar o volante seguida e totalmente, como por exemplo, ao manobrar para entrar numa vaga apertada. Nesses casos, uma mangueira se soltava e o fluído volátil do sistema caia dentro do compartimento do motor, eventualmente atingindo o começo do sistema de escapamento debaixo do motor que quente, levava à combustão.

Os consumidores acompanhavam o espetáculo entre repelidos e admirados. Admirados que os preceitos constitucionais e do Código de Defesa do Consumidor estavam sendo efetivamente aplicados mesmo sobre uma empresa tão forte e poderosa. Repelidos pelo fato de que essa mesma empresa se mostrasse tão incapaz de resolver o problema tecnicamente e tão resistente às demandas da nova sociedade que surgia.

A Fiat demorou, mas enfim se deu por vencida e fez um recall dos Tipos para trocar as mangueiras defeituosas. Perdeu, no entanto, muito crédito junto aos brasileiros por sua resistência. Perdeu também nos tribunais, embora levassem a causa até os mais altos tribunais em Brasília. Os consumidores saíram fortalecidos do episódio, e também a imprensa que descobriu seu papel de protetora dos consumidores. Como conseqüência, novas regras facilitando e ampliando os casos passíveis de recall foram promulgadas. Algumas empresas, zelosas de sua imagem e cientes do fiasco em relações públicas sofrida pela Fiat, passaram a ser mais transparentes e justas em suas relações com os consumidores e a sociedade.

E eu? Não comprei o Tipo. Com medo dos incêndios, inseguro em relação às informações conflitantes, acabei comprando um Uno mesmo. Fui feliz com o Uno que me serviu bem por vários anos e nunca pegou fogo. Perdi, porém, a oportunidade de ter um dos carros com os quais sonhei, pois no fim, encontrou-se a solução, os incêndios cessaram, mais ou menos cem carros pegaram fogo e seus donos e vítimas foram indenizados. Quem se arriscou e comprou um Tipo, embora perdessem dinheiro durante a contenda, pela quase impossibilidade de vender seus carros num primeiro momento, e depois pela acentuada depreciação havida como conseqüência do caso, puderam desfrutar de um carro avançado, equipado e que provou estar bem adequado para os padrões à época.

Na sua breve carreira de quatros anos em nosso país, o Tipo foi do céu ao inferno. Vendeu aproximadamente 180.000 unidades, sendo 150 mil nos primeiros anos como importado, e apenas 30.000 do Tipo nacionalizado produzido em Betim. Vítima da confluência de fatores relatados neste artigo, o bom Tipo saiu do mercado sem muitas lamentações, a não ser a minha.

Por Marcelo Vasconcellos

  • Ronnie Petersohn

    Um bom carro, pena que devido à omissão da FIAT, o carro ficou com má fama, e seus sucessores herdaram esta maldição, tanto que nenhum medio da FIAT emplacou.

    Se ela reconhecesse seu erro, e tentasse resolver o problema antes, talvez hoje a historia seria diferente.

    • CignusRJ

      Eu lembro de ver na TV, se não me engano no programa do Amaury Jr., o diretor de Marketing da FIAT dizendo que a contenda na justiça era causada por pessoas mal intencionadas que queriam ganhar dinheiro às custas da FIAT.
      E no Jornal do Brasil havia uma reportagem em que um diretor da FIAT dizia que tudo era mentira, a história dos carros flamejantes na verdade eram uns VIGARISTAS (este mesmo o termo usado) que tacavam fogo no carro tentando arrancar indenização da FIAT.
      Resumindo, a empresa preferia chamar os consumidores de vigaristas (o diretor de marketing chamando os consumidores na TV de mal intencionados que marketing é este???) do que resolver o problema
      Depois disso prometi a mim mesmo nunca comprar carros 0KM desta empresa. E mais, a VW com seus motores defeituosos seguiu o mesmo caminho, a culpa é dos consumidores que não sabem usar/conduzir um carro por isso os motores se fud*am.
      Então pergunto as cosias mudaram tanto assim???

      • Marcelo Vasconcellos

        Acione uma empresa estatal e compare com 30 nos atrás. Entre na justiça contra um grande empresa e compare com 30 anos atrás. No tribunal de pequenas causas um irmão conseguiu uma bela pequena indenização da Renault. As coisas mudaram, demandar seus direitos ainda exige trabalho, mas muito menos do que há 30 anos.

        • CignusRJ

          Eu sei, eu mesmo já processei cia telefônica, mas neste caso (da FIAT) não é o Juizado Especial Cível.

          • Marcelo Vasconcellos

            Com certeza! Mesmo assim, acho que hoje a situação mudou sim.

          • Ulisses

            às vezes é, visto que os JEC podem assumir causas cujo valor vá até 40 vezes o salário mínimo.

    • Lázaro Rosa

      E depois o Stilo teve alguns problemas por soltarem as rodas, foram poucos casos porém lembro até hoje de uma reportagem no Jornal Nacional falando do problema nos cubos da roda traseira e a FIAT também negou até o ultimo, como se não tivesse aprendido a lição com o Tipo. Depois de um tempo fez o Recall!!!

      Pra mim o Stilo emplacou sim, vendeu bem porém só o final dele que foi melancólico sendo aposentado no esquecimento.

  • EVsutil

    Os que pegavam fogo não eram os nacionais?

    • Não, foram os importados mesmo. Os nacionais pagaram pela má fama deixada com os incêndios.

      • Ubiratã Muniz Silva

        e eram só os importados 1.6. Os 2.0 (SLX 8v e Sedicivalvole 16v) não eram afetados pelo problema.

    • pedro rt

      eram todos italianos, os nacioniais nunca pegaram fogo

    • Marcelo Vasconcellos

      Quando os nacionais chegaram o problema já tinha sido corretamente identificado e corrigido.

      • EVsutil

        ah bom. só lembro que, depois de nacionalizado, não durou mais muito tempo. achei que tinha alguma relação.

      • Edson Fernandes

        E pensar que ter um Tipo 2.0 16v Sedici Valvole seria tudo de bom….

        um amigo meu que foi mecanico dos meus carros (e hoje trabalha para uma grande marca) tinha um…. que sonho de consumo era aquele carro!

        • Rodrigo

          O Tipo Sedicivalvole era realmente um canhão, mas meu sonho de consumo, na época, era o Alfa Spider!
          Muito raro, mas até hoje quando vejo um na rua meu coração bate forte.

  • pedro rt

    a sua saida de linha foi antecipada por causa desse caso tmb, durou so 1 ano o nacional de 1996 a 1997. no final de 99 chegou o brava q foi um carro belissimo mas q vendeu ate menos q o marea e saiu de linha em 2003, o q fez mais sucesso foi o stilo msm q durou 7 anos, de 2003 a 2010.

  • A Fiat paga até hoje pelo “caso Tipo”. Seus carros de linha dita “superior” vendem bem menos que suas potencialidades permitem até hoje. Alguns problemas de mecânica com os Tempra e Marea também ajudaram.

    • ViniciusVS

      O Brasileiro não é tão trouxa de comprar um carro “médio” com Dualogic de Pálio, a Fiat infelizmente só vende palio porque só sabe fazer fire 1.0, o dia que aprender a fazer carro decente ai quem sabe….

      • Ozirlei

        Ela sabe… É só lembrar que ela é dona de alfa e lancia, e alguns desses compartilharam com carros fiat por varios anos plataforma e motores. Mais ainda, lembre-se que tem a ferrari e a maserati no bolso.
        o problema é que se fizer algo bom fica caro, não vende, é o mesmo caso de vw, mesmo o passat sendo um otimo carro ele não “agrega” o status q alguem que paga mais de 100 mil num carro busca…
        Se fizer algo barato, colocando preço de premium, e uma propagandinha bem feita… Já sabe o resultado! É o resultado de sucesso no brasil.

        • ViniciusVS

          Sabe? não parece…. potencial ela tem e não faz porque não quer reduzir seus lucros o resultado é esse mico.

          • Ozirlei

            “Se fizer algo barato, colocando preço de premium, e uma propagandinha
            bem feita… Já sabe o resultado! É o resultado de sucesso no brasil.”
            Foi o que eu disse. Mas não é só ela, todas as outras fazem o mesmo, e mesmo as marcas de status fazem o mesmo aqui… os gringos vem pra cá e aprendem rápido: huehuehueBR.

      • A Fiat já teve modelos bem requintados entre os médios, como o Tempra e o Marea. Mas concordo que há um certo “despreparo” da montadora italiana para esta parcela do mercado. Seus carros nunca chegaram a convencer nesta faixa de preço, e mesmo quando tiveram bons números de venda (caso de Tempra e Tipo), acabaram frustrando seu público por motivos que iam de mecânica complexa e cara a problemas elétricos corriqueiros e reticentes. Isso sem falar do próprio caso dos incêndios de Tipo, claro.
        Bom, parece que depois do “fracasso” da linha Marea (do Brava então nem se fala, foi quase como se não tivesse existido), a Fiat deixou meio que de lado a sua linha de carros de preço mais elevado. A utilização de câmbio automatizado de embreagem única é um sinal forte disso. Não há outra montadora que ofereça este recurso em carros médios.

        • Edson Fernandes

          Eu já acho que a Fiat deveria para os médios lançar um produto que chame atenção sem que esse seja voltado a parte mecanica. Ele pode ter digamos… um motor em “cavalos” mais potente do mercado, mostrar o quão esse carro pode ser prazeroso mas também ideal para todos….

          Inclusive provocando tal interesse. O que ela não pode é hoje vir como se fosse algo mega moderno correndo o risco dos problemas do passado. Acho que isso tem feito a tal imagem da Fiat. Me lança o 1.4 turbo (Linea) mas não põe um cambio automatico / automatizado, fica dificil.

          • Marcelo Vasconcellos

            Mas à época do lançamento do Linea mencionado, “ninguém” oferecia câmbio automatizado/automático, ou se oferecia poucos compravam. O problema da Fiat é que vive no horizonte de 2015-16. Até lá pouco mudará e os rivais vão ganhando terreno.

            • Edson Fernandes

              hheehehe ainda bem que foi em aspas…rs

              Porque tinhamos Corolla, Civic, Vectra, Astra, Pallas, Megane, …… e a conta sobe…rs

              Isso que me impressiona, pois a fabricante parou no tempo literalmente. Foi legal ter colocado o start-stop no Uno, mas os demais carros da linha estão congelados no que podemos dizer sobre desenvolvimento ou evolução.

              Ao menos minha visão sobre os carros da Fiat é que só valem a pena com bom desconto, pois não tem diferenciais reais perante os atuais concorrentes e isso vale para uma boa parte da linha que eles possuem hoje.

              • Marcelo Vasconcellos

                Rsrsrsrsrs! É o que falei, 2015-16, capacidade da fábrica esgotada, de que adianta lançar algo que realmente venderia se a capacidade não está lá? Já fui grande fã da Fiat, ainda compraria seus carros mais por inércia do que outra coisa, up e Ka estão aí pra “acabar” com o Uno…Aliás, estou na mesma opinião que a sua, carro da Fiat, só com muito incentivo!

            • Edson Fernandes

              Que isso… todas tinham opção…

              Vectra 2.4 Elite, Civic LXS / EXS, Corolla XEi, C4 Pallas, 307 Sedan, Megane, Bora 2.0 ou Jetta 2.5, Focus 2.0, Astra 2.0…. entre muitos outros.

              Nessa mesma epoca meu cunhado comprou um Civic (estamos falando de um carro lançado em 2006 e do meu cunhado era 2008), tinha sim bastante carros já automaticos. E essa demanda tem crescido exponencialmente.

          • matheus

            Ela vende muito mais, diminuindo o valor de entrada na concessionária em associação com determinado banco pra tirar um veículo zero, do que investindo em qualidade do produto.

        • Ozirlei

          A fiat realmente de 2000 pra cá largou mão dos medios, mesmo em outros paises… Talvez seja realmente cultural da marca, o sucesso dela é nos compactos, nunca devia ter saido dele. O lançamento do Cinquecento é a prova disso, desse retorno das raizes perdidas na decada de 80 e 90. Ela deixa os medios e grandes pra outras marcas que ela possui.
          Quanto a lançar carros aqui, realmente ela sempre foi conservadora, já que não tivemos carros que foram grandes sucessos lá fora, como o X1/9, o 131, o Ritmo (antecessor ao tipo) e no caso dos sedans grandes o Croma, que é um alfa 164 com outra roupagem.
          Quanto a problemas eletricos: Se não tiver, não é carro italiano de verdade… hehehehe (Não lembro qual episodio do Top Gear, com eles dirigindo uma ferrari disseram algo parecido com isso, que todos carros italianos tem isso como problema cronico, hoje com a grobalização isso foi amenizado, mas infelizmente outros pontos fortes de cada marca tb foram)
          Quanto a complexidade mecanica, isso é verdade, mas não é assim com todo carro de segmento superior?
          O que afinal o povo brasileiro quer é um carro que custe o preço de um palio 1.0, tenha o tamanho e conforto de uma mercedes classe C, tenha o desempenho de um foirmula 1, que tenha mais coisas eletronicas que um camelo da 25 de março, seja confiavel mecanicamente como um carro japones, mas o mais dificil de todas… que seja facil e barato de manutenção como um fusca!!

          • Mas a manutenção de Tempra e Marea era cara com relação aos outros médios do mercado, e não com relação aos carros de outras categorias. O Marea tinha um tal de descer o motor pra trocar correia dentada que era de amargar. E o Tempra já era questão de frequência de visitas à oficina. Virou carro de “boyzinho” rapidinho.

            • Ozirlei

              Sim, é só ver que no caso do tempra ele tinha dois comandos (nos 8v e nos 16v), é o famoso motor “fiat twincam”. Pra muitos, desnecessario 2 comandos, mas mostrava um refinamento, e ainda abria possiblidades de preparação, tanto pela fabrica quanto por terceiros. Era um motor mais moderno que o cht, monzatech e o AP da época, acho que isso fica claro, e tudo que é mais moderno é mais cara e complexa a manutenção. É só ver que quando a ford entrou com o zetec-rocam as reclamações de custo de manutenção e dificuldade foram as mesmas.
              Quanto as idas em oficinas, é o despreparo mesmo, combustivel ruim, e até como no caso do tipo, algum problema que a fabrica deveria ter sanado e não sanou e hoje já esta resolvido… hoje não vejo muitos tempras e mareas em oficinas… E vejo muitos rodando por ai, impecaveis ou caindo aos pedaços.
              A verdade é q aqui tudo q é um pouquinho diferente mecanico já torce o nariz, e por não saber mexer ainda depois faz k-h-da. É só ver q a VW teve q adaptar um motor de fusca na frente do gol só pra agradar os mecanicos e os donos gerson q qriam o velho motor de manutenção barata e facil.
              Aqui, se dependesse dos mecanicos e do povo brasileiro, todas as marcas e carros usariam o motor VW AP até os fins dos tempos… O palio, celta, ka, classic… teria uma versão ap 1.0… uma mercedes, BMW teria o poderoso AP 2.1 3kilemei… E a Audi… Ah, a Audi já usa, manolo… heheheh

            • Marcelo Henrique

              Depende do motor, o 2.0 turbo não precisava descer o motor pois o câmbio era menor e assim tinha um pouco mais de espaço. Já o 2.4 e 2.0 aspirados eram bem apertados mesmo, mas o pessoal resolveu isso fazendo uma jogada de levantar um pouco o motor do lado do carona.
              Já as versões 1.8 e 1.6 não tem essas manobras pois os blocos são menores, com destaque para a versão 1.6 que era um motor muito simples de dar manutenção.

              O Stilo Abarth, 2.4 20v, não tem isso pois o cofre é grande.

              Mas já que tocou no assunto, o que matou a fama do fivetech foram duas coisas: peças caras (do nível de BMW e Mercedes Benz) e muita tecnologia embarcada para dar manutenção. Se caísse nas mãos de pessoas despreparadas é certeza que daria um problema maior.

    • Emanuel

      A má fama da mecânica Fiat dessa época veio do despreparo dos mecânicos que faziam muita cagada.

      • Mas ela ficou restrita aos carros da linha superior. Nos carros de linha compacta a fama ruim dos primeiros anos de mercado no Brasil (em especial anos 80) se dissipou ao longo dos anos 90. Os carros da Fiat até 1988 tinham um problema terrível de controle de qualidade nos câmbios. Muito tinha a ver com o sistema de embreagem utilizado, que detonava com rapidez as engrenagens da caixa.
        Se a marca italiana conseguisse mudar o rumo de seus modelos médios como fez com os compactos sumiria na frente das outras em vendas. Mas vendendo médios com câmbio automatizado de uma embreagem é que não vai conseguir isso.

        • Ozirlei

          Na verdade, ate essa epoca o que se tinha era o 147, panorama, uno, city, elba e premio. Todos eles muito parecidos na mecanica, (mudava motor: fiasa ou sevel) e muito semelhante nas caixas de cambio. O problema q perdurou dos primeiros fiats, eram em relacao ao sincronizado da primeira e segunda marcha do tipo porsche (aço) que foi trocado nessa epoca de meados de 80 pelos Borg-warner (bronze). Entao o cambio nao destruia, ja vinha raspando de fabrica por caracteristica do projeto.
          Na verdade a adocao dos aneis de bronze so amenizou, porque todos os fiats dessa leva ou que usam motor-cambio semelhantes a esses, so foi sanado de verdade em 1997, quando se passou a usar a caixa “brasileira” (pra quem conhece, uma das caracteristicas eh que nao usa mais o varao e sim cabos de aço), em outras o problema poderia ate ser resolvido, conforme manuais tecnicos da epoca nas caixas “italianas”.

          • Tinha um pai de um amigo meu que tinha um Prêmio 88. Nós, ainda moleques, andávamos muito no danado. O carro veio de fábrica horrível para engatar as marchas ímpares. Mas a 5ª era um caso a parte. Era tão ruim de entrar que por vezes meu amigo só usava até a 4ª. Certa época a quinta começou a entrar com facilidade. Lembro do pai do meu amigo dizer: “acho que essa porcaria vai quebrar”…. kkkk. Dito e feito. Foi pouco tempo depois o câmbio travou e teve que ir para uma grande manutenção. Eu me lembro da 4rodas na época alertar que o problema só seria resolvido quando trouxessem uma embreagem nova (se não me engano, hidráulica) de que a Fiat já dispunha em outros mercados. Nunca me aprofundei no assunto, por isso nem posso dialogar contigo com qualquer precisão. Só sei que o danado do câmbio Fiat atrapalhou muito a vida da montadora italiana em terras tupiniquins em suas primeiras duas décadas por aqui.

            • Ozirlei

              A embreagem hidraulica so deixa o pedal mais mole, nao ia ajudar nisso nao. Seria bem vinda, mas se aqui ate hj tem mecanico se debatendo com correia dentada, imagina em 88 com embreagem hidraulica, nao ia rolar.
              A primeira dizem que nao eh sincronizada, a 3 pela mudanca de arvore, se nao me engano, e a 5 sabe-se Deus la porque, mas pra quem tem minha dica eh, engate a quarta em porto morto antes, depois jogue a quinta, e a primeira, engate a segunda antes… ja a terceira, eh uma desgraca mesmo. Ja dirigi muito fiat, vw, gm de cada um tem suas particularidades, mas esses cambios fiat “italianos” pegando o jeito (ou seja, aprendendo a engatar “no tempo”) te tornam um motorista melhor, por mais absurdo que possa parecer. Hoje os carros sao “perfeitos” e os motoristas cada vez mais imperfeitos (o carro tem q fazer o q ele nao tem habilidade pra fazer). Da um fusca na mao dessa molecadinha de hj, q ja sai guiando de celta pra cima, num vai nem saber o que eh folga na direcao, afogador, afogar, engatar no tempo, traseirar e ainda ficar esperto que a porta a qualquer momento vai abrir… uhahuahuauhahuauha
              Mesmo com todos os defeitos, sinto saudade das virtudes dos carros ate 90, e a principal virtude eh q vc nao era conduzido, vc conduzia.

              • kkkkk. Fui “fusqueiro” por mais de uma década. É isso aí mesmo que tu falou. Meu fuscão chegou a ter 1/4 de volta de folga na caixa, até tu buscar aquela traseira com essa folga…
                O lance da quinta do Fiat, tu disse exatamente do jeito que meu amigo fazia: puxava na quarta e empurrava pra quinta na sequência.
                Rapaz, esse papo deu até saudade da época. Meu fuscão tinha rodas ferrari (com pneus 185/60 14″, era o máximo na época), faróis de neblina e milha, anteninha no teto, bancos recaro reclináveis, encosto de cabeça vazado e uns baixinhos nos bancos traseiros, lanterninha fumê, som CD player (na época era uma raridade)… era uma graça. É o único carro meu do qual realmente sinto saudades, foi muita história pra contar… rs.
                Abraço, companheiro. Ótimo papo.

                • Ozirlei

                  Aprendi a dirigir num fusca, andei por uns 4 anos com ele. O “nosso” estava com snowflakes 14″ (roda semelhante do gol gt, mas com furação 4 furos de fusca), suspensão dianteira do 73 (se não me engano) e trem de força de brasilia (1600, cambio longo e bitola larga na traseira), bancos procar. A folga não era tanta, estava com uns 3 dedos, mas já era suficiente pra vc ficar esperto o tempo todo…
                  Ainda vejo ele pelo minha cidade (ficamos com ele ate 2002), esta completamente diferente (assim como o nosso estava equipado com a moda dos 80, agora ele esta estilo rat-hod, entrou as rodas de aço com calotas, bagageiro quadradinho, e partes de latas expostas – da um pouco de dó… 45 anos de historia.
                  E já que falou de lembranças e de fusca, lembrei desse comercial.
                  Se não viu ainda, vale a pena: http://youtu.be/XbF0ntOaY6s
                  Abraço, vlw a conversa. :)

                  • O meu era 1974. Quando comprei (89) já estava remodelado como as lanternas “Fafá” e com painel do fusca 86, só que com os números todos em vermelho. Depois de um ano com ele coloquei um motor zero km, comprado na concessionária completinho, com embreagem, carburador… tudinho, foi só tirar um e colocar outro. Era de um carburador só. Aí coloquei um câmbio de Puma, troquei a caixa de direção (ninguém merece 1/4 de volta de folga, rs). Ficamos com ele na família até 1999. O motor já estava com quase 200 mil km rodados quando passamos para frente. A única coisa que fiz foi arrumar as vedações dos tuchos lá em baixo por conta de um pouco de vazamento quando ele estava com uns 120 mil km rodados.
                    Tenho umas fotos dele aqui que guardo com carinho. Só que sou ruim pra caramba nesse lance de linkar foto aqui nos posts. Senão te mandava pra você ver.

                    • Ozirlei

                      É uma época que personalização era mais do que adesivo ou rodona. Hoje o pessoal vê com outros olhos esse negocio dos upgrades, mas só quem viveu essa época entende.
                      Pelo que descreveu estava bacana mesmo.

      • Ozirlei

        E eu concordo.

  • pedro rt

    o bravo e mais um caso q desde qdo foi lançado se arrasta nas vendas, vende menos q o linea apesar de ser mais carro q a versao sedan alongada do punto. sempre esta nas ultimas posicoes de vendas de hatches medios.

  • pedro rt

    acho q esse pouco caso da fiat e dos consumidores com os carros medios da marca so vai mudar qdo chegar os novos tempra e ottimo em 2016.

    • Alvaro Guatura

      Depende.
      Eu considero que o Stilo foi um sucesso de vendas…

      • Lázaro Rosa

        Gostava do Stilo, até hoje acho bonito principalmente os Sporting Vermelho. Porém também teve aquele probleminha de soltar a roda e foi aposentado nas escuras.

      • Mazembe 2X0

        Era adolescente quando lançaram o Stilo.O carro transpirava modernidade, tinha itens inéditos em carros brasileiros como o teto panorâmico Sky Window e bluetooth.Até lembro da frase na propaganda do modelo: Ou você tem ou você não tem.

        • Edson Fernandes

          Ele fez sucesso e além disso, ele tinha ar bizone e em outras versões teve até 6 air bags, ESP, entre outros detalhes. Chegou a custar R$120000 (Abbarth)!!!

          • Marcelo Vasconcellos

            Demais! Depois perguntam por quê a sub-marca Abarth não deslanchou no Brasil….

            • Edson Fernandes

              Mas é aí que mora o problema: O Stilo foi uma clinica de testes para a Fiat.

              Ele foi o que introduziu grande parte dos aparatos tecnologicos e eletronicos para a marca.

              Tem um pessoal que acha que quando falamos do modelo Abbarth, podemos transplantar os itens dele para outros carro da linha Fiat e as coisas não são assim.

              Mesmo o motor de Marea para ser adaptado para o Stilo foi de grande desenvolvimento.

              Ele passou por diversas alterações para aceitar a nova central eletronica que inseriu um novo patamar de check control para a marca. Qual foi o problema nesse caso? O carro desligar com mensagens de erro em rodagem!

              E coloque então que o Stilo custava preço de A3 1.8 turbo e principalmente a fama que o A3 pegou justamente da confiabilidade do turbo nesse modelo. Foi sucesso imediato na epoca.

              A Fiat trouxe um player muito forte, mas novamente por ter introduzido novas tecnologias que a marca local não tinha conhecimento, fez culminar toda a aura pela linha Abbarth.

              O Stilo Abbarth era um carro com uma eletronica embarcada, assim como sua segurança que não devia para os demais carros e ainda, super confiavel de se rodar e a Fiat não errou no uso do motor 2.4 e muito menos na sua mecanica. Entretanto, é um carro com alguns problemas que durante a comercialização não foram resolvidos e novamente causou a historia de carro problematico.

              Hoje, um com teto solar, subwoofer, rodas aro 17″ (que inclusive eram opcionais até no Abbarth!) , 6 air bags, ESP, ar bizone (esse opcional!), é bem dificil de achar e quando encontra, está bem surrado. Alias, tem o teto solar que como bem sabe é chatinho de cuidar e caro se estiver com problemas.

              É um carro feito para o primeiro mundo em que a marca não conseguiu exito nos ajustes para torna-lo referencia de mercado mesmo caro.

              • Marcelo Vasconcellos

                Com certeza, de novo! Pode ter certeza que conheço esses e outros detalhes sobejamente. O único que posso dizer é que, quem o tenha, em boas condições, segure. Sendo a Fiat a potência que é no Brasil, esse carro é candidato a clássico e valerá uma pequena fortuna. De alguma forma foi uma loucura da Fiat, quem dera ela ainda tivera a mesma coragem de repetir tais loucuras. Andam precisando disso no Brasil, mas sob o Marchionne (muito bom em outros aspectos), difícil….

  • Louis

    Apesar de ter vendido muito, nunca tive interesse por este carro.
    Nos anos 90 eu era adolescente, e meus sonhos eram os Omega, Santana GLS e Tempra.

    • pedro rt

      me lembro q nessa epoca era criança e sempre gostei do tipo, qria ate q minha mae comprasse um SLX 2.0 95 q tava a venda em 98 mas ela nao quis pq preferia o mille por ser 0km ,acabamos nao comprando nem um nem outro so em 2002 e q compramos um gol special 1.0 2000

    • Marcelo Vasconcellos

      Nos anos 90, entrei na casa dos 20, então o Tipo era aquele sonho possível. Os que você mencionam eram carrões, mas muito além das minha capacidade. Mesmo o Tipo 2.0 era demais para mim, imagina então o Sedicivalvole….

    • Minerius Valioso

      Pois é… cada pessoa com um carro em que sonha…

      E eu sonho com Focus, Golf ou A3… Outros sedãs como Fusion, Passat e Jetta…

      Embora eu tenha uma idade diferente da sua, eu tenho a curiosidade de andar em um Monza e Opala.

      Meu tio já teve um Omega. O carro é MUITO silencioso. É incrível aquilo. Inclusive fomos a praia a bordo do bichão. Infelizmente tenho poucas memórias de como foi o passeio.

      • Marcelo Vasconcellos

        Em comparação a Omega, certamente o Monza e o Opala vão te decepcionar muito. Lembro que quando o Tempra saiu, o Monza envelheceu uns 20 anos do dia para a noite. O Opala, bem como tantos outros no nosso país, sobreviveu demais e eu que lembro dos últimos, tenho-o só como um carro ultrapassado e símbolo de um país que não queríamos mais. Dito isso, tenho certez que em seu tempo foi o tal!

        • Minerius Valioso

          Especificamente, nasci no fim do século XX.

          • Marcelo Vasconcellos

            Rsrsrs, “seu tempo” era menção ao Opala,não você! Mesmo assim, acho que você se decepcionaria. Um Escort XR3. 1.6. CHT (hemi!). Álcool. 90 cavalos num dia bom. Eu tive um! Aquela alavanquinha para puxar para enriquecer a mistura e tornar possível a partida. Em dias frios, aqui em BH, que nem é tão fria assim, só após 3 ou 4 tentativas. Como nos maravilhamos quando saiu o Uno com injeção! O Escort, com seu painel multicolorido com luzinhas que acendiam e apagavam sem razão alguma…Bons tempos! Só que não. Nós velhacos é que falamos com saudades dos velhos tempos. Pode ter certeza que os carros que você dirige, está acostumado, dão de 10 ou mais nos antigos. Nostalgia é bom. Daqui a umas décadas você também a sentirá pelo Uno Sporting, motor 1.4 quadrado e tudo..

      • Louis

        Eu considero o Omega o melhor carro já produzido em terras nacionais. Na época, o bixão era realmente absoluto, revolucionário.

      • Janduir

        O Monza se achar um bem cuidado, é muito confortável, suspensão bem ajustada. Opala, se dirigir um 6cc original, de preferencia Diplomata, voce se apaixona. Suspensão muito macia, não se sente buracos, e o ronco do 6cc é lindo. Meu cunhado sempre falava de Caravan e comprou 1, no dia que dei uma volta nela, acabei endoidando e comprei 1 seis meses depois, mas 4cc alcool. Rodei 100.000km e a vendi a 8 anos atrás. Hoje estou a procura de outra mas 6cc, preferencia ano 88 a 90 e vinho. Se achar um Opala, acho mais bonito na cor preta e anos 88 a 90. Os 91-92 não sou muito fã do visual…

  • Renato Barbosa

    Sou o feliz mais nem tanto dono de um tipo, lendo a materia ví que meu carro faz parte dos 150 importados, no documento consta a origem italiana.

    De fato não é um carro ruim e o episodio dos incendios foi lamentavel, para os dias de hoje continua sendo um carro que me agrada, quando o carro foi lançado eu tinha 5 anos e já sonhava com esse carro, hoje tenho 25

    Tenho muita dificuldade em encontrar peças seja de lataria quanto de mecanica, eis que sou mecanico e cuido da manutenção do meu carro então tive que aprender com o carro e hoje consigo ser feliz.

    • Janduir

      Sem contar que é muito agradável de dirigir… Lembro que na época com 20 anos de idade, meu patrão comprou 1 e depois seu sócio acabou comprando também de tanto que gostou do carro, felizmente não pegaram fogo… mas na época eu acostumado com Uno e Gol que eram duríssimos, ao dirigir o Tipo tinha um orgasmo…

  • Vattt

    Um carro que já tinha ar-condicionado, travas, vidros elétricos entre outros mimos e um dos únicos opcionais que causavam a diferença era o teto solar!!! Pra ser sincero, aquele Fiat que era um carro honesto, boa qualidade construtiva (apesar do incidente), bom acabamento, espaçoso e o melhor de tudo era o preço, quase todo mundo podia comprar um Fiat Tipo na época.

  • poleta

    Parabéns pelo belo texto!

    • Marcelo Vasconcellos

      Obrigado!

  • Peraldiano

    Essa latinha também ficou famosa pela “trilha sonora” repleta de grilos, estalos e batidas no painel, portas e forramentos.
    Sem falar que a tampa traseira era de plástico, uma inovação para a época. O problema é que dentro de pouco tempo a coisa afrouxava e começava a vibrar e bater forte, mais parecendo funk do James Brown.
    Parece que o ranço da Fiat de brigar com a realidade já vem de longe……

    • Marcelo Vasconcellos

      Verdade! O tempo se encarrega de amenizar essas más lembranças, rsrsrsrsrs! No entanto, a Fiat não é de toda má! Lembro que o Marea brasileiro pesava 100-120kg a mais que o italiano para tentar justamente acabar com esses “grilinhos”. Trocaram clips de plástico por ferro por exemplo e mais material fono-absorvente. Alguma coisa aprendem!

    • Emanuel

      O que minha família tinha fazia barulho apenas na porta do porta malas mas foi resolvido.

  • Roger Bersch

    Por essas e outras que fiat só emplaca com uno e a linha palio.

  • Fanjos

    Tive um Fiat como primeiro carro em 2000 e não sei se compraria outro, talvez o Fiat 500, de resto eu passo.

    • Chronosky

      Nem te recomendo o 500 porque é muito complicado achar peças pra ele, principalmente as da suspensão…

      • Marcelo Vasconcellos

        Verdade? Tenho alguns amigos que os têm. Adoram. E são um dos carros que habitam os sonhos deste homem agora de meia idade.

        • Chronosky

          É bem complicado sim viu… O carro é legal, não agrado tanto do estilo interno e externo dele mas não posso negar que é super bem acabado e tudo funciona muito bem, o carro alem de confortável(para os ocupantes da frente) responde bem por ser leve.

          • Marcelo Vasconcellos

            Mais uma opinião a ser levada em conta quando da aquisição de meu próximo carro. Como a história do artigo ilustra, muitas vezes lamentamos o que poderia ter sido. talvez por minha idade (43), tá na hora de comprar o que quero, mais além do que necessito, :). Gratíssimo, porém, pela resposta!

            • Chronosky

              hehehe… como sempre digo para as pessoas que me perguntam que carro comprar: “compre aquele que você quer desde que tenha condições de cuidar dele”… hoje tenho um Palio mesmo tendo condições de comprar um Civic ou um Golf… mas do que adianta ter um Golf se não vou poder andar com ele por não sobrar grana pra pagar o seguro revisões e por gasolina… Então se o 500 é sua meta e mesmo sabendo que a manutenção dele não é das mais baratas vc acredita ter condições de mante-lo porque não comprar? :D

  • Carol Vieira

    Em 1995, minha mãe comprou um Tipo SLX 2.0. Ele era um carro muito bom. Nós adorávamos o Tipo.

    Minha mãe vendeu ele em 2001, e neste mesmo ano, comprou o Focus Hatch, na versão GLX.

    Enfim, eu considero o Tipo um carro inovador para seu tempo, assim como a dupla Tempra Sedan e Tempra SW. Pena que a má fama o afetou.

    • Alvaro Guatura

      O que me encanta e impressiona no tipo sao as alavancas de seta que acendem… talvez tenha isso em algum Audi, BMW, Mercedes, mas nunca vi em outro carro alem do Tipo!

      • Minerius Valioso

        Alvaro, poderia me mostrar que jeito são essas alavancas? Tem alguma imagem ou vídeo que demonstra?

        • Marcelo Vasconcellos

          Eu me lembro bem. Meu irmão teve um Tipo. Lembro que eram complicadas e reuniam muitas funções. Lembro também que foi caro pra caramba quando uma quebrou. Tenho certeza que ele preferiria menos luzes e controles na ocasião, rsrsrsrsrs.

        • Jackson

          Contava com detalhes bem pensados: segunda chave “de manobrista” (não abria porta-luvas e porta-malas), dobradiças pantográficas no capô, banco do passageiro dianteiro com memória de posição (após afastado para o acesso – no caso do três-portas – retornava ao ajuste anterior de distância), tampa do porta-malas em plástico injetado de alta resistência e um bom volante de quatro raios, muito preciso e de relação direta.
          Trazia também duas luzes traseiras de neblina (esquerda e direita), em lugar de apenas uma no lado esquerdo, como é na maioria dos carros. O limpador de pára-brisa não possuía seleção de velocidades. Funcionava em velocidade maior que a de outros veículos, porém com intervalos selecionáveis: pausa longa, pausa média, pausa breve e contínuo. As alavancas de acionamento dos limpadores, faróis e luzes direcionais eram iluminadas, para melhor visualização à noite.
          Para ver as alavancas entra no google e coloca “fiat tipo painel a noite” imagens

  • Castle_Bravo

    Tivemos um “gostinho” do que era um carro vendido num país desenvolvido por um preço decente e logo depois FHC tacou-lhe 70% de IPI acabando com a brisa de liberdade que houve em nosso mercado.

  • Diego Lip

    O início do motor Fire.

  • zeh

    …sem esquecer dos acidentes do Stilo que soltavam as rodas traseiras..

  • Danilo Fernandes

    Fui dono de um Fiat Tipo 1997 nacional. Aliás, foi o meu primeiro carro. O fato do dono anterior ter sambado com carro, aliado a toda a minha inexperiência de novato me proporcionou uma série de situações desastrosas incluindo a melhor de todas, onde eu, no meio de uma serra fiquei com o carro sem freio (pois o fluido estava vazando na roda traseira) e sem aceleração (pois o carro estava com problema na injeção). Como de um lado era morro e do outro precipício eu optei (obviamente) por jogar o carro da direção do morro e deixar ele ir raspando até parar.

    Mas mesmo com todos os poréns, putz! Que carro!! Enorme de largo, com um ar elegante e moderno que estava anos luz da concorrência aqui. Só o Golf pra enfrentá-lo. Foi uma pena o que a FIAT fez no episódio dos incêndios. Não fosse ele e o problema dos Mareas a história da FIAT nos médios certamente seria outra.

    • Marcelo Vasconcellos

      Poxa vida! Que aperto, hein? Ainda bem que tudo deu certo e que isso não mudou sua opinião do carro que é, aliás, coincidente com a minha…

  • Minerius Valioso

    E hoje a Fiat tem uma das piores linhas do mercado. Em resumo, são esses aí:

    – Fiat Palio: remendo velho, manco e bebedor.
    – Fiat Uno: remendo menos velho, motor 1,4 que tem variador de tempo de válvulas que vergonhosamente a linha e-TorQ em carros bem mais caros não têm nem a pau.
    – Fiat Palio: remendo menos velho, passa a ficar mais aceitável a partir das versões com motor 1,4 litro. Onde está a opção de câmbio automático?
    – Fiat Punto: merece um motor mais forte, mais itens de segurança e reformas na linha e-TorQ. Onde está a opção de câmbio automático?
    – Fiat 500: quase R$50 mil em um carro com motor de Uno é uma piada sem graça. Está faltando mais bolsas infláveis. Onde está a opção de câmbio automático?
    – Fiat Grand Siena: esse não sei se é um remendo. Bonito, mas sua linha de motores também merece uma reforma, assim como mais itens de segurança. Onde está a opção de câmbio automático?
    – Fiat Bravo: muito bonito. Merece reformas na sua linha de motores e mais itens de segurança. Onde está a opção de câmbio automático?
    – Fiat Linea: muito bonito. Merece reformas na sua linha de motores e mais itens de segurança. Onde está a opção de câmbio automático?

    ATENÇÃO: Essa opinião foi baseada após várias análises e leituras de testes e avaliações da imprensa especializada.

    • Marcelo Vasconcellos

      Concordo com você em boa parte, embora discorde em alguns pontos. Concordo que os Fires mostram a idade e devem se aposentar e os e-TorQ precisam de reforma. Tem sido prometido para 2015-16. Talvez estejam guardando os MultiAir para o futuro City e 500X que sairão depois de pronta a fábrica pernambucana. Dito isso, ainda lideram o mercado com alguma margem e vão se defendendo e ajustando conforme o caso (novo Uno em resposta a Ka e Up). Aliás, nem querem mexer muito, pois o mercado não está em crescimento e a capacidade da fábrica em Betim está sendo aumentada, e a capacidade atual está quase esgotada. Essa relativa estagnação do nosso mercado este ano está até beneficiando a Fiat, pois não teriam condições de produzir mais e certamente perderiam mercado. Quanto ao câmbio automático, não sei, não tenho informações, mas penso que só saberemos no horizonte de 2015-16 quando o que a Fiat pretende para frente, ficará mais claro.

    • Chronosky

      realmente o E-Torq ser um 16V SOHC é de doer… tenho um o bicho é valente em comparação aos anciões das outras montadoras mas perto dos mais modernos fica devendo

  • Filipo

    Fiat Tipo Botafogo Edition!

    • Marcelo Vasconcellos

      Brilhante oportunidade de marketing perdida pela Fiat, rsrsrsr!

  • Sam86

    “Talvez, e mais importante ainda para explicar o êxito alcançado, era
    ofertado por um preço bastante próximo dos carros menores em suas
    versões de topo, e era mais barato, por boa margem, daqueles que seriam
    seus competidores naturais.”

    Ou seja, abre a porteira e a indústria nacional que lasque!

    O que eu quero é carro bom, bonito e barato.

  • Clayton Martins

    O FIAT tempo era tão bem quisto que nenhuma seguradora aceitava fazer seguro desse modelo, uma vez que inúmeras pessoas estavam pagando para dar um sumiço em seus Tipos para receber o valor do seguro.
    Conheci um sujeito que, após meses tentando vender o carro, passou a deixá-lo aberto para ver se alguém roubava. Nunca obteve exito.

    • Marcelo Vasconcellos

      Como mencionado no artigo, foi quase impossível vender o carro durante um bom período e houve tremenda desvalorização. De alguma forma porém lembro que lá por 98-99 o mercado se normalizou. Sim, houve esse aspecto, se me recordo bem, mais forte em 95 e 96, outra consequência triste dessa história.

  • Jackson

    Eu tive um importado 1994 branco (terceiro dono) que durante os dois anos que esteve comigo, nunca me deu trabalho. Tive gastos normais como freio de mão, escapamento, pneus e válvula termostática mas foi um carro que boas lembranças. Tive que vender porque fui morar em um apartamento onde a garagem era muito pequena e de muitas manobras. Troquei por um KA. Tinha uma coisa que me chamava atenção no Tipo, eram as hastes da direita (limpadores) e da esquerda (faróis e indicadores de direção) iluminadas. Isso mesmo! A noite a gente via aqueles comandos iluminados em um tom claro. Vergonha é ver hoje muitos carros nem possuírem os comandos dos vidros elétricos iluminados, a gente tem que tatear para procurar. Para finalizar, o Tipo me deu menos problemas que o Gol G5 2009 zero, este sim agradeci por me livrar.

  • Emanuel

    Minha mãe tinha um elx, completíssimo, 2.0, ‘computador de bordo’, ótimos bancos, retrovisores elétricos, ar condicionado e aquecedor. Pegou fogo também. Estava parado desde as 15h e pegou fogo pouco depois das 0h

    • Marcelo Vasconcellos

      Cidade de clima quente? Na pesquisa para o artigo li relatos de casos em que o fogo demorou a acontecer, mas só em cidades mais quentes nas quais a dissipação do calor é mais difícil.

      • Emanuel

        Curvelo – MG, lugar quentíssimo mas o incêndio foi recente. Acho que foi em 2008, por isso acreditamos que foi incêndio criminoso. Deu perda total infelizmente. Minha mãe continuou na Fiat comprando um Mille Way 1.0. Que diferença absurda, dava até tristeza entrar no Mille. Atualmente não usa mais carro (cidade pequena, dá pra fazer tudo a pé).

        • Marcelo Vasconcellos

          Ah tá, obrigado! Então certamente a razão foi outra. Verdade a comparação entre Uno e Tipo. É por isso que escrevi ter lamentado não comprar o Tipo à época e ter comprado um Mille ELX mesmo, básico de tudo (mas guardei um puco de dinheiro com a opção). Quanta diferença!

          • Emanuel

            Eu tenho muita vontade de presentear minha mãe com o carro que ela tão gostava ou até mesmo um Golf usado (sonho de consumo dela), quem sabe um dia, né? No mais, ótimo texto. Parabéns.

            • Marcelo Vasconcellos

              Obrigado! Se um dia ganhar na loteria, certamente um Tipo fará parte de minha coleção de 10 a 12 carros brasileiros de tempos idos que tanto gostaria de ter tido e que me dariam muito prazer de ter e dirigir.

  • Rodrigo

    O Tipo 1.6 i.e. foi meu primeiro carro, em 1998. Comprei-o usado de uma senhora amiga da minha mãe, que ficou com medo dele pegar fogo e resolveu vender… Rodei com ele aproximadamente 160 mil km e ele nunca pegou fogo. Rezava por isso todos os dias, pois o carro era tudo isso que o autor escreveu, mas também era uma bomba de problemas, misturado com a bateria da Salgueiro.
    Dei graças a Deus quando, em 2001, um buraco consumiu seu câmbio e algumas partes da frente do carro e o seguro achou melhor dar perda total, pois só a caixa de câmbio custava 75% do valor do carro.

  • Rodrigo

    Uma coisa que o autor do (ótimo) texto não citou foi que em 1995, com a entrada do plano Real, o dólar custava menos que a moeda brasileira, o que ajudou na popularização dos importados (Golfs e Citroëns ZX também dominavam as ruas), mas em pouco tempo a moeda americana começou a se valorizar, chegando a custar mais de R$3,00 em 1998 (se não estou enganado). Nessa época, a Fiat resolveu montar o Tipo no Brasil em regime de CKD (a carroceria continuava vindo da Itália, mas o motor era Argentino).
    Obviamente que a má fama dos incêndios derrubou as vendas, mas do ponto de vista econômico o modelo encareceu e deixou de ser competitivo também.
    A mãe de um colega meu comprou o Tipo nacional em 1997, por cerca de R$22 mil o que, na época, era o preço de um Santana GL.

    • Marcelo Vasconcellos

      Sim, sim. Uma das razões pelas quais gosto de acompanhar a indústria automobilística é a de que ela é, como o texto sugere, um microcosmo da sociedade no geral. Aliás, como algumas das reclamações quanto à manutenção sugerem, o dólar em paridade com o real era uma maravilha. Uma vez superada essa falácia, o Tipo encareceu e o maior preço do Tipo made in Betim foi a pá de cal no Tipo, pois por essa época o caso dos incêndios, bem ou mal, ia sendo equacionado.
      Obrigado pelas gentis palavras!

      • Rodrigo

        Exatamente, ainda mais que aqui no BR muitas pessoas ainda observam o automóvel como artigo de luxo.
        Imagina! Ótimo texto, palavras muito bem colocadas e gramática perfeita! Parabéns!

  • CharlesAle

    Um dos piores carros que já tive.O meu,não sei como,soltou a roda dianteira direita com cubo e tudo.amassou o mesmo para lama.Nunca mais sequer entrei em um depois que o vendi!!!!!

    • Marcelo Vasconcellos

      Que m…! Nunca ouvi isso antes!

  • ultimate_rr

    Como o brasileiro se vingou da Fiat? Tornando-a líder de mercado.

  • Ubiratã Muniz Silva

    Claro que consideradas as épocas em que tive cada carro (pros padrões de hoje não seria, mas considerando a época em que esteve em minhas mãos, sim), o Tipo foi um dos melhores carros que eu tive.

    O meu era um 1.6 i.e. preto 4 portas, ano 1995, comprado em 1998 (com 20 mil km e já atendido pelo recall das mangueiras) por 9 mil reais e vendido pelo mesmo valor no final de 2000, depois de 65 mil km de ótimos serviços.

    Espaçoso (mesma plataforma do Tempra) , MUITO econômico na estrada (nem tanto na cidade), confortável, estabilidade excelente, delicioso de dirigir mesmo com o manco motor de 82cv.

    O carro só tinha duas falhas a meu ver: a primeira, de adaptação ao Brasil, a frente dele era muito baixa e o pára-choques dianteiro raspava muito facilmente; a segunda, pelo fato de ser importado e com alto índice de furtos para desmanches, o seguro era MUITO caro.

    Tenho muitas saudades desse carrinho, com o qual passei bons momentos dos meus tempos de solteiro, com muitas viagens, sozinho e com os amigos, altas lembranças…

    Saudades dessa caranga… putz.

    http://i91.photobucket.com/albums/k316/ubiratamuniz/carros/tipo-1995/tipo_bira_4.jpg

    http://i91.photobucket.com/albums/k316/ubiratamuniz/carros/tipo-1995/tipo_bira_15.jpg

    http://i91.photobucket.com/albums/k316/ubiratamuniz/carros/tipo-1995/tipo_bira_12.jpg

  • ALEX_BHZ

    Realmente me vi ao ler seu texto, tirei CNH com 19 anos e com 20 comprei meu primeiro carro, Fiat Tipo 1.6 i.e. 1995/95 Completo importado, para época era mesmo o carro mais procurado, hoje em dia quem tem um inteiro, top acho que nem vende… mas o mercado sem a qualificação correta para dar manutenção acabou com a reputação do carro, o mesmo aconteceu com os motores 1.0 16V. Saudades, hoje em dia se eu achar um Tipo conservado de lata e estofado eu compraria.

  • rcostaramos

    Meu primeiro carro em 1997 foi um Tipo 1.4 IE completaço, com teto até… só tenho elogios… espaçoso, ágil e economico…

  • lucas

    FIAT, ultimo bom sedã de qualidade foi o Marea e o ultimo carro bom foi o estilo. Depois disso só veio merlin, só porcariada, carro lixos, pobres e ridículos. Tive um Tempra 1997, vendi com 150mil km e nunca tive problemas sérios. Depois do tempra, carro herdado do meu pai, nunca tive coragem de passar perto de um FIAT.

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