Finanças Governamental/Legal Mercado

Fim do IPI de 30% motiva importadores a dobrar vendas em 2018

Fim do IPI de 30% motiva importadores a dobrar vendas em 2018

Embora o Rota 2030, nova política automotiva brasileira para os próximos 15 anos, ainda não tenha sido anunciado oficialmente, já existe um consenso entre as empresas do setor, o IPI majorado de 30% e as cotas de importação irão acabar.


Esses dois pontos tornaram o Inovar-Auto alvo de críticas e acusações de protecionismo por parte de membros da OMC e colocou o Brasil em situação delicada no mercado internacional. Com o novo programa automotivo, os dois pontos serão extintos e representantes do setor já estão otimistas com relação a 2018.

Entre os importadores, a motivação é poder dobrar as vendas no próximo ano. Alguns já até contam os dias para o fim de 2017, já que o Inovar-Auto tem vigência até 31 de dezembro. Esse é o caso de José Luiz Gandini, que fala em “175 dias” para que seus problemas acabem. De fato, a imposição de cotas de 4.800 carros por ano e o IPI adicional de 30% para importados além desse volume, reduziu enormemente as vendas da marca sul-coreana, assim como de outras do mercado.

Em 2011, as marcas importadas venderam 199 mil carros, mas em 2017, a estimativa aponta para um volume de apenas 27 mil unidades, uma queda de 86% em seis anos. Com o fim do Inovar-Auto, os importadores já projetam vendas de 60 mil veículos em 2018. Além das vendas, as empresas também estão animadas com a retomada do crescimento das redes, que caíram de 750 para 450 no período.


O mesmo em relação a algumas marcas que saíram do país. A Geely, também representada por Gandini, já fala em voltar, por exemplo. A Kia já projeta fazer pedidos em setembro para sua produção ser efetuada em outubro e o transporte a partir de setembro. A marca pretende pular de 8 mil carros em 2017 para 20 mil no ano seguinte.

No caso da JAC Motors, que teve 450 por mês em 2011, prepara o terreno para 2018 com o crossover T40 e o caminhão leve (VUC) V260, estimando vender entre 800 e 1.000 unidades mensais no próximo ano. Apesar do otimismo dos importadores, o processo de criação do Rota 2030 ainda tem pontos que precisam ser resolvidos, de acordo com a Anfavea. A expectativa é que os trabalhos sejam encerrados em agosto, quando então o projeto será analisado pelo governo para que entre em vigor no mês de janeiro.

[Fonte: G1]

Agradecimentos ao Luiz Carlos.

Fim do IPI de 30% motiva importadores a dobrar vendas em 2018
Este texto lhe foi útil??

105 Comentários

Clique aqui para postar um comentário

    • Eu acho que o fim não teremos, mas podemos ter uma flexibilização da cota, para que empresas como a KIA não se limitem mais as unidades sem sobretaxação de IPI.

    • Do jeito que esses governantes são é bem capaz de querer criar outra coisa dps ou atualizar/modificar uma já existente.
      Ex: Acabaram com aquele assalto OBRIGATÓRIO sindical. Agora os Sindicalistas “Ohh raça” querem uma mudança na contribuição assistencial pois o STF decidiu que não é certo cobrar de quem não é sindicalizado “e não é mesmo”. Agora esses fdp querem uma mudança para cobrar.

      • Acho engraçado que ninguém comenta da contribuição sindical patronal que também era obrigatória. E que é proporcional ao faturamento. Ou seja, se você é uma empresa pequena, com poucos funcionários mas gera um faturamento grande, os caras te cravam e fazem o que com esse $$$? Negociar convenção coletiva? O sindicato patronal também é “raça”. Quero ver agora como eles vão fazer porque a receita deles também vai cair.

        • A sindical patronal é em cima do capital social da empresa, mas usam uma tabela que quem tem capital baixa paga a mesma coisa de quem tem capital mais alto.

          • E tem muito sindicato patronal que so existe no papel!!! alem disse ja vi sindicato patronal que cobra o valor minimo, tem um sisndicato que cobra quase 1500reais de empresa com capital social ate 3mil reais!!!! eheheh, sindicato e sindicalista nao da, espero que logo mudemos isso, produzir no brasil eh um grande risco, por isso tudo aqui eh tao caro!!!

    • É provável que subam de todos os carros, para não abrir mão da arrecadação. Mas pelo menos acaba com esta sacanagem que foi sobretaxar importaods, que nunca tiveram tanto peso na indústria, mas foram fundamentais para alavancar tecnologia com reudção de preço. capitalismo é concorrência.

  • Vamos ver se os carros vão ficar 30% mais barato, ou então o Governo vai continuar mamando dos capitalistas. É um mamando o outro e o brasileiro chupando o dedo pra não chorar!!! Paíszinho!!!

    • Duvido que esses 30% (IPI) serão abatidos integramente ao consumidor. De todo modo, os importados ficarão menos caros.
      Isso obrigará os nacionais a reverem, para baixo, os preços praticados.

      • Eu penso a mesma coisa. Se não reverem os preços para baixo ao menos o nível de segurança e lista de equipamentos bem como qualidade de construção/acabamento.

        • Improvável a redução de preços. Peças e acessórios importados são o grande problema na hora de manter a máquina. Audi, Mercedes e BMW produzem localmente o A3 Sedan, Classe C e Série 3 flex, porém nada de preços “razoáveis”: A3 partindo de 115 mil; Classe C e Série 3 de 160 mil. Com o fim das restrições das cotas e IPI dos importados do México: Fusion, Jetta, Sentra etc talvez favoreça preços mais agressivos.

            • Muita gente, pelo status da marca BMW. Peugeot no Brasil vai penar fazendo o mesmo que os rivais do Corolla fazem, oferecer mais qualidade, tecnologia e preços menores, só que o brasileiro não troca nada pela confiança na marca Toyota… Marcas valem mais que conteúdo, infelizmente…

        • Analisa o mercado em 2011, como um Cerato podia custar 49.900, ante 61 mil de um Civic nacional? São ambos concorrentes, mesmo assim o Cerato era mais barato que o City, a Kia tinha uma politica de preços agressiva, mesmo pagando os 35% de importação.

          • Acho que vale ponderar também que naquela época o real estava sobrevalorizado e, portanto, o dólar era mais barato que hoje. Isso ajudava a vender carros importados por um preço mais baixo.

            • Concordo, torçamos para que o Temer saia logo ate o fim do ano e entre um governo de transição. Mas a tendência é baixar, em 2018, com as eleições vindo ae. Possivelmente não atingiremos os mesmos patamares de 2011, mas só de vc pensar que a Chery mesmo fabricando no Brasil consegue vender o QQ por 25 mil nestas condições (em 2011 eles traziam da China um projeto pior por 19.990), dae vc ve que eles tem sim gordura pra queimar. Eu quero ver mesmo a disputa nos segmentos superiores, quando os Suvs chineses invadirem o país, na faixa que estão os hatches superfaturados e os sedans médios, entre 50 e 100 mil. Quero ver qual vai vender mais.

  • Não será os baixíssimos impostos cobrados nos países de primeiro mundo liberais, mas essa redução é melhor do que nada. Ao menos não haverá limite de entrada de carros sem IPI majorado e o novo 3008 pode ser importado a vontade para o Brasil.

  • Para as montadoras isso é muito bonito, quero ver é para quem sustenta as montadoras se vai ter um descontinho razoavel, claro que eles não vão abater integralmente os 30%, mas tem que ter uma boa queda, se não, não adiantará nada.

  • Chery, produzir aqui é caro e não paga os custos; importar e deixar a nacionalização de lado ? Ou tem algo neste novo acordo que possa diminuir ainda mais o índice de nacionalização dos modelos ? Quero vê também como ficará o mercado de autopeças, se abrirão ainda mais aos importados, matando de vez a fraca indústria nacional do setor.

    • Pelo que tenho lido o Rota 2030 também terá incentivo ao setor de auto peças, mas parece pouco tempo para formular tudo até setembro que se não me engano é o novo prazo para que dê tempo de entrar em vigor em Janeiro, to começando a achar que o mercado ficará um ou dois anos totalmente a deriva.

    • O Rota 2030 finalmente vai beneficiar quem faz carros econômicos e que não poluem
      Quanto à nacionalização está incerto
      Sugeriria também adicionar a segurança veicular junto para bonificar carros seguros

  • O fim não teremos mesmo, mas será que as importadoras baixaram os preços? fica a situação do governo ficar com valor do imposto ou a importadora ficar com os 30% a mais de lucro, a discussão vai ser longa.

  • Esses 30% as montadores irão colocar no bolso deles, irão inventar alguma desculpa para nao abaixar o preço dos carros e vamos tocando o barco né, pagando 50k para um mileta de entrada (HB20, Argo…etc)

    • Qual a justificativa pra vc comprar um importado se ele não for mais barato que o nacional (falando em produtos equivalentes)? Agora coloque ae no caso os chineses, que ja tem estigma. Ora, se ate os chineses feitos no Brasil pagando os mesmos impostos e salarios custam bem menos que os das outras marcas, imagina os importados. É obvio que serão mais baratos.

  • PTistas e seu populismo industrial. Em vez de incentivar, estimular e criar um ambiente para inovação e competição, criaram entraves, privilégio e protecionismo. Vimos no que deu…

    • Memória curta, hein amigo, não vou só o governo o “grande incentivador” tem mais uns que você precisa colocar na conta, alias são os mesmos que estão agora com esse novo “grande plano revolucionário”, que na prática parece um tanto quanto, eu já vi esse filme antes. Veremos os próximos capítulos.

    • Acho que se o Brasil um dia foi liberal, só se foi na época do Império, porque depois foi só protecionismo, populismo e socialismo, o brasil JAMAIS teve um governo de Direita liberal, e pelo jeito nunca terá infelizmente.

      • Será?
        No Brasil, as idéias liberais chegaram no início do século XIX, tendo maior influência a partir da Independência de 1822. Para Costa (1999), o liberalismo brasileiro só pode ser entendido com referência à realidade brasileira. Os principais adeptos foram homens interessados na economia de exportação e importação, muitos proprietários de grandes extensões de terra e escravos. Ansiavam por manter as estruturas tradicionais de produção, libertando-se do jugo de Portugal e ganhando espaço no livre-comércio. Esta elite tencionava manter as estruturas sociais e econômicas. Após a independência, os liberais tencionavam ampliar o poder legislativo em detrimento do poder real.
        Durante o período Imperial teremos a formação de dois grupos políticos distintos no Brasil: liberais e conservadores. Os primeiros defendiam um sistema de educação livre do controle religioso, uma legislação favorável à quebra do monopólio da terra e favoreciam a descentralização das províncias e municípios. Os conservadores opunham-se a essas idéias. Todo o período imperial foi marcado por tensões e conciliações entre os dois grupos. Vários conservadores passaram para o lado liberal e como também vários liberais foram responsáveis por fundar o Partido Republicano no final deste período.
        Ainda para Costa (1999), os liberais brasileiros foram incapazes de realizar os ideais do liberalismo pois estes transcendiam a política. Nenhuma das reformas que os liberais realizaram eliminou o conflito entre a retórica liberal e o sistema de patronagem. As reformas defendiam apenas os seus interesses comerciais e a manutenção da exploração do trabalho.
        COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República. 7a. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999.

        • Na história do Brasil, nunca tivemos um governo que pensasse na união como um “todo” se puxarmos todos os regimes e seus participantes, só tivemos disputa por poder e mais nada. Podem pesquisar e sempre vai encontrar os “fins que justificaram os meios”… Quase todos os dias eu lamento o fato de os ingleses não terem aportado aqui antes de Cabral…

      • O único que vi ate hoje foi o Collor, mas pelo pequeno período que existiu. JK talvez, quando atraiu as multinacionais de caminhões? Mas não vejo D. Pedro II como liberal, ele era mecenas, patrocinou muita coisa la fora, como o telefone de Graham Bell, mas o Brasil mesmo, se vc le sobre o Barão de Mauá, eles não viam como nação que pudesse ser liberal, industrializada e tecnologica. Apenas agrária. Várias falas dos irmãos Rebouças também constatam isso na época.

  • Fim deste IPI de 30% e impostos baseado na eficiência energética e não nesse sistema ultrapassado de litragem do motor já serão ganhos significativos em comparação ao que temos no momento. Eu só vejo as importações como forma de melhorar a qualidade do que compramos e pagar preços mais justos/adequados. Caso contrário, vamos continuar pagando R$80 mil em coisa que deveria valer 50 mil, no máximo…

    P.s: eu não pago, vou de seminovo rs
    P.s2: esse Kia Rio virou lenda já! rss

  • Seguinte: os preços dos importados só cairiam 30% se o IPI fosse o ÚNICO IMPOSTO incidente sobre a venda de veículos.
    O problema é que ALÉM dele deve haver mais uns 7 ou 8, incluindo impostos estaduais e municipais.
    Assim, acho bom não se animar muito. O governo dá com uma mão mas tira com a outra.
    Não descarto o governo aumentar impostos sobre o financiamento, outra ponta da corda que muita gente esquece, como forma de “compensar” a perda de arrecadação.
    Ou mesmo se estados e municípios aproveitarem o “embalo” e aumentarem seus impostos e taxas, como forma de participar da farra.
    Portanto, não se enganem: o que o nosso querido governo perder com o IPI, ele achará uma maneira de recuperar de outras formas, seja no seu bolsinho ou no seu rabinho..

    • Apenas para esclarecer, não são 7 ou 8, são 3 os que incidem nesse caso: II, IPI e ICMS. Os outros que se acrescentam não são impostos, mas contribuições sociais. O problema é que eles incidem uns sobre os outros.

      A União deve fazer uma conta sobre o quanto ganhará com o II e o IPI com o aumento do volume de vendas, em detrimento da diminuição da alíquota do IPI. Provavelmente será uma conta com saldo positivo.
      Os Estados, com maior volume de carros comprados, ele ganhará mais com o ICMS e o IPVA. Não há pq aumentar mais o IPVA. Além disso, o IPVA tem diminuído sua carga para certos tipos de carros.
      Os Municípios não têm nada a ver com isso. Eles apenas recebem 50% do IPVA cobrado dos carros licenciados em seus territórios.

      Sinceramente, eu acho sim que o governo está dando uma facilitada para o consumidor, porém vc apenas culpou o governo, e não citou em nenhum momento o lucro das empresas. Minha aposta é que elas é que abocanharão essa diferença.
      No final, acho que o preço não vai diminuir tanto assim.

      PS: não estou defendendo o governo, só estou explicando e tentando mostrar um pouco do que conheço a respeito de tributos.

      • Realmente confundi impostos com contribuições e taxas, embora o recolhimento seja compulsório.
        Quanto aos municípios, eles também abocanham alguma coisa. Vendo tudo como um processo abrangente , os municípios também arrecadarão ISS sobre os serviços prestados pelas concessionárias e prestadores de serviço agregados. Mesmo de forma residual, também sobra para eles.

    • Já viu aquela teoria básica que fala quanto menos se vende menos o governo arrecada? Então, o governo em um primeiro momento poderá ter menos impostos, mas a medida que o volume aumentar, vão ganhar mais. O povo hoje não troca tanto de carro por falta de opção a preços condizentes. Ninguem, das pessoas que eu converso, estão dispostas a pagar quase 100 mil em sedans medios que sao meros populares em países de primeiro mundo, ou suvinhos de shopping, ou 50 mil em populares pelados. Os importados vem pra balancear isso, geralmente oferecem mais opções por menos, no caso eu prevejo uma invasão de Suvs e Crossovers, principalmente chineses. Isso vai incentivar as outras marcas e tambem os compradores a trocar de carro. No fim o governo ganha sim.

  • Calma…
    Oi!
    Eu sou o Estado e quero “abusar sexualmente de vc financeiramente falando”, vc acha que vai escapar assim fácil dos 30%? nhão nhão!
    Então como eu posso te prejudicar hoje?

  • Maravilha! Lembro em 2011 quando o mercado foi inundado por Hyundai e Kia e isso fez todas as fabricantes se mexerem!! Mas agora o panorama é outro e já pode-se dizer que o mercado automotivo brasileiro está amadurecendo, prevejo ruas cada vez mais bonitas com “carrões” e se Deus quiser uma deflação nos preços ou pelo menos um congelamento (sonhar não custa nada)

      • Eu passei um Domingo sem internet e acabei comprando uma Auto Esporte. A revista é totalmente tendenciosa, além de ter muitas contradições. A verdade é que um J2 não deve nada pra um up/Mobi, assim como existem outros chineses equivalente a carros mais vendidos por aqui.

        • Com certeza. O UOL Carros fez uma matéria ridícula do novo QQ, metendo o pau. Porr*, um carro que custa 29.990 contra um Mobi que custa 35.000 (mínimo, com ar e dh), é produzido no Brasil, ainda assim eles só ressaltam as caracteristas negativas. É impressionante. QQ só perdo pro Mobi like em porta malas e rádio (que nem Bluetooth tem, mas o Mobi nesse preço, nem rádio traz).

        • Um J2 custa R$ 36000, com motor 1.4, é rapidinho. Um Up turbo, com desempenho similar, se não me falha a memória custa uns R$ 13000 a mais, e é mais feio. R$ 13000 é uma diferença muito grande.

  • Tudo bem. Ao meu humilde ver… o que puxa do IPI ou qualquer outro imposto para cima ou para baixo é a capacidade do consumidor de aceitar o ritmo de vendas que as montadoras e governo esperam.

    Logo então, se o mercado retrae resultado de um encolhimento económico e/ou pelo fato da população ficar mais consciente e ponderada na hora de onde gastar dinheiro… garanto que as ajudas e discontos irão chegar. O povo ainda não se tocou da força que tem para mexer com as taxas e valores do mercado.
    Quanto mais individualista e sem noção que o povo se torna… melhor para um tipo de governo (folgado) e montadoras (ganhanciosas) e pelo contrário… quanto mais consciente… mais competitivo que o mercado fica.

    Pensando no BEM do país, população e até do mercado… direi que eu sou a FAVOR de facilitar a entrada de importados. Ela é uma janela de tecnologia e competitividade que permite ao pais ter que se mexer e virar para atualizar seu parque tecnológico e competitividade. Afinal… se os importados entram no pais com preços mais competitivos, o volume das vendas de importados sobe (deveria representar um 1/6 ou 1/7 do total das vendas anuais do país), “”forçando”” ao mercado nacional a aumentar e melhorar o nível de acabamento interno, segurança, tecnologia-motores, garantia, etc…

    Afinal… o futuro do Brasil “não deve envolver re-inventar” um novo patamar de preços que o resto do mundo desconhece.. Muito pelo contrário… o Brasil deve se adequar para apresentar o MESMO portifolio de produtos oferecidos no exterior com os mesmos preços do exterior (taxa de variação 10-15% acima-abaixo… jamais um 30-60% de valores praticados em solo brasileiro acima do que acontece lá fora). Exemplo: SE uma BMW 320i custa lá fora 32mil eur (taxa de cambio Eur-REal de 3,7 -> 120mil reais… a mesma 320i fabricada em SC-Brasil deveria custar 115-130mil reais, não mais do que isso. Em paralelo… os juros e inflação do pais devem baixar para permitir taxas de 5-7% a.a. e por aí que vai pessoal.

    Isso que é ir para frente e ajudar ao pais (fábricas, capacitação e mão de obra, tecnologia, segurança, etc…), jamais teimar de separar nosso mercado dos mercados globais estruturados, evoluidos e sustentáveis.

  • Ainda que o IPI seja reduzido, duvido que a maioria das marcas reduza os preços praticados. A unica que acho que poderá fazer isto é a KIA, pois ela foi praticamente dizimada após a vigência do INOVAR AUTO. Mesmo assim, tenho lá minhas dúvidas…

      • Eu estava me referindo como um todo. A KIA, por exemplo, talvez reduza valores para trazer o novo Picanto e RIO, para ganhar volume de vendas, mas mantenha intacto o preço dos SUVS (Sportage, Sorento, Mohave e futuro Stonic). Não duvido nada que a montadora sul coreana faça isto.

  • Torço para que isso de fato traga alguma melhora para nós, CONSUMIDORES, e não apenas para as marcas importadas.
    Maior competitividade sempre será algo bom. Mesmo que não repassem integralmente esses 30% do IPI para nós, alguma coisa deve melhorar, forçando pelo menos que as montadoras nacionais parem com esse aumento mensal de preços, para não perderem mercado novamente.

      • As marcas que trazem veículos importados dizem que com a cota atual, não conseguem trazer o tanto de veículos que gostariam, tendo que escolherem se importam o modelo X ou Y.
        Portanto não necessariamente isso tem relação com a redução de preços. Elas podem dobrar o número de carros vendidos, porque vão conseguir importar duas vezes mais.

  • Interessante é que mais uma vez a historia mostrou pra quem quiser ver que protecionismo não funciona em nenhum canto do planeta… Tivemos isso no regime militar (com mais ênfase, diga-se) e esse tal de inovar auto, que apenas fez com que as montadoras instaladas aqui, sentassem em cima de seus rabos e ficassem contando seus lucros. Fizeram apenas algumas maquiagens em seus produtos para justificar essa palhaçada.
    Eu costumo dizer que essa ANFAVEA é um câncer, e o governo faz questão de alimentá-la.

      • Aposto não em redução, mas em lançamento estrategicos, por ex. Suvs a preços que pagamos hoje em hatches. Os chineses tem potencial pra trazer uma enxurrada destes modelos e vender na faixa dos 60 até 80 mil. Sedans médios também nessa faixa. Sem contar os populares que podem vir assim como os Chery e JAC da vida e vender abaixo dos 40 mil completos.

        • Uma hipótese que contemple somente chineses? Como ficam outros players? Vão manter preços em vez de aumentar vendas, participação e, consequentemente lucros? Se disser que não repassarão integralmente a redução de custos eu até posso concordar…

          • De início o maior interesse que vejo é das chinesas, e da Kia, aliás os importadores principais que são o SHC da JAC e o kra da Abeifa que tem Kia e tinha Geely, ja falam isso. É provavel que a CAOA volte com Subaru forte e talvez Ssangyong e alguma chinesa, como GWM Haval ou LandWind. É esperar pra ver quais grupos vão trazer quem.

      • O que você chama de redução? Hoje os importados são pouca coisa mais caros que seus equivalentes nacionais, se equiparar em preço aos nacionais não dá nem pra chamar de redução. E outra, dobrar as vendas nem de longe significa vender muito. O que a Kia vende hoje, por exemplo? Vender 300 carros mês e pular pra 600 vai mudar o mercado? Vai incomodar significativamente os ditos nacionais?

        • Uma das mudanças por ex. a Kia poderá trazer a família Rio hatch e sedan a preços proximos ou menores que Hb20 e ONix/Prisma, e sabemos que o Rio é um projeto mundial feito no México para os Eua. Baixar os valores do Picanto que já são bons (custa menos que um Up! por ex.. sendo o Picanto importado e automatico).

              • Ok, entendi, você quer ganhar a discussão. Parabéns, você ganhou!

                Depois me conta sobre os preços ultra competitivos que vai encontrar no ano que vem, que quero comprar 3, um pra cada ocasião.

                • Não precisarei te contar, vc vera. E outra, eles já sao competitivos, compara Kia Picanto x concorrencia, compara os chineses de hoje, são ultra baratos mesmo com os entraves e os altos impostos. Eles sempre amortizam o valor pra ser competitivos, se assim vendem pouco, imagina se não fizessem isso? É uma questão simples da livre concorrencia, e outra, vc esquece que China,Coreia do Sul e Mexico, so pra citar uns, tem muito mais eficiencia do que o Brasil, então pra eles mandarem carros pra ca e cobrar menos é simples. Tanto é vdd que os carros daqui que vão pro Mexico la custam metade do que aqui.

  • Me fala, com essa enxurrada de modelos importados de todas as partes, tem alguma possibilidade dos preços não estagnarem ou cairem? Livre concorrencia é a melhor coisa pra reajustar o mercado. Os preços irão cair, ou alguns modelos vão sumir, principalmente estes hatches superfaturados, e até mesmo os sedans médios ae batendo 100 mil, alguns devem sair do mercado.

  • Não acredito na extinção pura e simples do super IPI dos importados. Renúncia fiscal em meio ao esforço para reduzir o déficit é incoerente. O que pode haver é uma substituição da fonte de receita. Não há almoço grátis.

    • O Inovar Auto como programa só existiu pra justificar o IPI majorado, pois é considerado ilegal pela OMC, apenas como imposto, mas se dentro de um programa industrial até passa. Se eles não tem nada pra por no lugar a tempo e o tal Rota 2030 não fala em manter estes percentuais, com o fim do Inovar Auto, acaba também IPI majorado. Lembrando que o governo deixou de arrecadar com a queda nas vendas motivadas pelos preços altos depois que os importados foram embora.

  • Vai tarde este inovar auto foi prejudicialmente ao nosso bolso. Ao conversar com um vendedor da JAC ele falava que não adiantava colocar propaganda ou vendedor se empenhar se meta passa era prejuízo nos lucros.Um dos motivos para nunca a fabrica ser montada. O Estado colocando seu dedo podre…quem será que ganhou realmente com isso?

  • Para proteger o emprego do brasileiro o governo tem que facilitar é a profissionalização das pessoas, da infra-estrutura de produção e fatores que aumentam nossa produtividade. Na canetada o emprego só é protegido no papel e a curto prazo. A longo prazo nossos concorrentes (países) que conseguem se profissionalizar levam as marcas, fábricas, tecnologia e desenvolvimento.

    O governo tem que trabalhar para resultados a médio e longo prazo. Atualmente só pensam em curtíssimo prazo, se segurarem na cadeira!

  • O fim do ipi majorado so vai acontecer porque o brasil se deu mau na omc e pra evitar uma retaliacao que pode vir em forma de multa ou ate mesmo de uma sancao comercial eles vao remover

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 12 anos. Saiba mais.

Notícias por email