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Ford chama trabalhadores para produzir peças, mas ninguém volta

Ford chama trabalhadores para produzir peças, mas ninguém volta

Mandou embora, mas chamou de volta. Contudo, o retorno não é definitivo. Resultado? Ninguém foi. A Ford convocou os futuros ex-funcionários da planta de Camaçari-BA e da unidade de motores em Taubaté-SP, para retornarem ao trabalho.


O motivo é que a produção de peças de reposição dos modelos que eram produzidos no país, no caso Ka, Ka Sedan e EcoSport. Como se sabe, a Troller continua operando e pode ser a única a transitar para um novo dono sem interrupção da produção.

De acordo com o sindicato de Camaçari, a adesão na unidade foi zero. Por falta de pessoal, a Ford foi obrigada a contratar um galpão em Simões Filho-BA para descarregar componentes de 90 carretas, que não conseguiram desembarcar a carga na fábrica.

O sindicato diz que o fechamento da fábrica foi um “tapa na cara” dos trabalhadores, por isso eles não devem retornar. A Ford não sentou na mesa de negociação com a entidade para acordar a demissão dos funcionários.

Enquanto os trabalhadores ficam de braços cruzados, sindicato e o governo da Bahia visitaram também as embaixadas da Índia, Japão e Coreia do Sul. A busca continua sendo por interessados em adquirir a planta da Ford.

Tata, Mahindra, Hyundai ou Mazda?

Ford chama trabalhadores para produzir peças, mas ninguém volta

Nesse caso, temos alguns fabricantes importantes nessas regiões. Uma delas é a Tata Motors, que teria um bom potencial no país. Outra indiana seria a Mahindra, que já esteve aqui e quase retornou. Ela controla a sul-coreana SsangYong e já foi parceira da Ford.

Na península asiática, o maior interessado em Camaçari potencialmente seria a Hyundai, visto que sua fábrica de Piracicaba tem volume limitado e a marca, mesmo com a CAOA, já mostrou que pode ir muito além do que realmente produz.

A questão da Kia Motors no caso Asia Motors ainda é um imbróglio jurídico que deve estar em mais de R$ 2 bilhões. Dificilmente o atual governo, assim como os anteriores, abriria mão desse montante.

Já o Japão, apenas a Mazda parece um potencial investidor, uma vez que a Toyota trabalha enxuta no país e a Daihatsu não teria como utilizar completamente o volume desta planta, muito menos a Subaru…

[Fonte: Exame]

 

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Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

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