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Ford comemora 100 anos de produção de picapes

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No dia 27 de julho de 1917, a Ford Motor Company iniciava a produção do primeiro veículo comercial que daria origem à picape, o Ford Modelo TT, um pequeno caminhão derivado do Modelo T. Custando US$ 600, pouco acima do preço pedido pelo T, o TT era vendido apenas com a cabine, deixando o chassi nu para que o cliente pudesse instalar a carroceria desejada, algo ainda comum nas picapes e caminhões hoje em dia.



Passados menos de 10 anos, o preço do Ford TT caiu para US$ 325, tornando o “truck” mais acessível. Com capacidade para quase 1 tonelada, o modelo foi um dos impulsionadores da economia americana e mundial, junto com o trator Fordson, lançado igualmente em 1917. No ano de 1928, o TT alcançou a marca de 1,3 milhão de unidades vendidas.

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Como o Ford T saiu de linha, o TT também seguiu o mesmo destino e em 1928, entrava no mercado o AA, derivado direto do Ford Modelo A. Esse novo caminhão leve tinha capacidade para 1,5 tonelada e rapidamente caiu nas graças do consumidor rural, que de acordo com pesquisas, podia “trabalhar na fazenda durante a semana e ir à igreja aos domingos”.

Feito até 1932, o Ford AA teve diversos implementos adicionados ao veículo original, incluindo modificações extensas no chassi. Em 1932, surge o Ford BB, que continua a carreira da marca americana no segmento de picapes e caminhões leves, mas dois anos depois, surgiu o Ford Modelo 50, que tinha o famoso V8 Flathead. Em 1941, enquanto a guerra destruía a Europa e a Ásia, a Ford alcançava a marca de 4 milhões de picapes vendidas.

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Em 1948, a Ford se aproveitou da experiência de ex-militares nos campos de combate da Segunda Guerra para melhorar as capacidades das picapes e também viu a oportunidade de vender um novo tipo de picape, quando os clientes rurais se deslocaram para as cidades, levando consigo suas picapes. Assim, surgiu a primeira Série F, batizada de ‘Bonus Built’.

Com um veículo que não precisava de maior capacidade de carga, a Ford lançou a Série F com a F-1 tendo apenas 500 kg de carga útil, indo até a F-8, que tinha porte bem maior. A segunda geração apareceu em 1953, quando nasceu a clássica F-100, que era sucessora da F-1. A F-250 substituía as F-2 e F-3, enquanto a F-4 virou F-350. Surgiram ainda as Séries C, H, L, N, T e W, derivadas dos modelos maiores de 1948.

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Apenas quatro anos depois, a Ford lançava a Ranchero, uma picape derivada de automóvel (Falcon), sendo esta a primeira do tipo em todo o mundo. Em 1961, a Série F chegava à quarta geração, que ficou conhecida aqui como “Raça Forte”, que utilizava a suspensão dianteira “twin-I-beam”. Seis anos depois, surgiu o pacote de luxo Ranger, que mais tarde daria nome à outra picape da Ford.

Com a sexta geração em 1975, a Ford substitui a designação F-100 – que continuou aqui – pela F-150. Na mesma época surgia as versões com cabine estendida. Dois anos depois, a marca alcança a liderança de mercado e somava 26 milhões de picapes vendidas. O conforto passou a se tornar o novo objetivo da montadora em relação às picapes, surgindo assim a versão Lariat em 1978, que trazia ar-condicionado, bancos em couro e vidros e travas elétricas.

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As picapes Série F foram crescendo e a Ford percebeu que precisava de um modelo menor, nascendo assim em 1982, a Ranger. Muitos anos depois, em 1998, a linha de trabalho pesado Super Duty. Logo após, mais luxo a bordo foi necessário com as versões King Ranch, Platinum e Limited. Sempre geralmente com motores grandes, movidos por gasolina, a F-150 viu surgir o V6 3.5 EcoBoost em 2011. O primeiro turbo a gasolina do modelo, que quebrou um novo paradigma no mercado de picapes em 2015, quando surgiu a recente geração.

Pela primeira vez na história (do modelo e das picapes), surgia um modelo que não utilizava aço em sua carroceria. A F-150 2015 apareceu toda feita em alumínio, algo impensável mesmo na atualidade. O esforço para sua produção exigiu pelo menos dois anos de ajustes antecipados nos fabricantes de alumínio, devido a alta demanda pela picape da Ford. Hoje, o suprassumo do best seller mundial é a F-150 Raptor com seu V6 EcoBoost de 450 cv e câmbio automático de 10 marchas. Fora dos EUA, a Ranger é a presença global da marca.

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No Brasil, a Ford vem montado ou produzindo picapes desde o início da era do automóvel e a Série F com as inesquecíveis F-100 e F-1000 rivalizavam com as Séries 10 e 20 da Chevrolet. Aqui, a empresa chegou a fazer a F-250, bem como a F-350 e o clássico F-4000. Nos anos 80, a picape Pampa, derivada do Corcel, tinha tração 4×4 e até dois tanques, na versão a álcool. Depois dessa surgiu a Courier, igualmente voltada para o trabalho. A Ranger veio e se mantém como a única picape da Ford no Brasil.

Ford 100 Anos de Picapes – Galeria de fotos

  • Ricardo Blume

    Uma pena que no Brasil parou na Ranger e ficou.

    • Luis Burro

      Mas o q ia adiantar,a Ranger já é cara sendo média,imagina a série F sendo grande!E depois ela ainda pode ser comprda aqui,só como caminhão semileve F350

  • Maycon Farias

    Belíssima história.

  • “Perguntador”

    Fala-se muito hoje em dia sobre carros que “fingem” ser de outra categoria, por exemplo, compacto que é vendido como SUV. Esse Ford Ranchero fazia pior já na década de 50, era um sedã “fingindo” ser picape… kkk

    • 4lex5andro

      Um tipo de picape diferente, que atendia um rodar confortável, usando monobloco em vez do sistema de chassis.

    • Luis Burro

      Ué,ela é uma picape derivada de carro de passeio,assim como segmento das pequenas no Brasil e assim como as australianas.

      • “Perguntador”

        Sim, mas pelos comentários de alguns em sites, parece que esses Suv compactos inovaram por misturar categorias. Isso sempre foi feito na indústria automobilística. Eu não tenho nada contra na verdade.

        • 4lex5andro

          O que é acontece é que se tem chamado de s.u.v., automóveis que são, na verdade, crossovers [modelos monobloco multi-uso, feitos sobre carros de passeio convencionais].

          Por exemplo: Troller é um s.u.v. compacto [projeto próprio que usa chassis e motorização da Ranger]; o Duster é um crossover [um “utilitário” multi-uso, estrada e urbano, feito a partir do sandero].

  • Luis Burro

    Olhando as fotos não sei exatamente se podemos considerar 13 gerações dela,tlvz só a metade.Algumas me parecem apenas reesilizações,com formato da carroceria igual e só a frente mudada.

  • Luis Burro

    Curioso é q leio q existia F250 antigamente,mas pelo q sabia ela só foi lançada em 98 como modelo 99.

  • Robinho

    bem que a Ford poderia ter uma substituta a Courrier.

  • Mr. Car

    Parabéns, Ford, se bem que minha preferida é a RAM 1500. E com o motor V8, que picape americana com outra coisa debaixo do capô chega a ser algo herético, he, he!!!

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