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Ford encerra definitivamente a produção na Austrália após 91 anos

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A Ford Austrália encerrou a produção em definitivo após 91 anos de atividades no país. A montadora americana entregou os últimos exemplares dos modelos Falcon e Territory, mas anunciou que continuará com suas demais atividades locais.

A Ford deverá substituir seus clássicos modelos australianos pela dupla Mondeo/Mustang, enquanto a Territory dará lugar a Everest de forma provisória até a chegada do Edge. Para marcar o momento, a empresa vai leiloar os quatro últimos exemplares produzidos no país.

São eles um Territory prata, um Falcon XR6 azul, uma Ute XR6 Turbo cinza e um Falcon XR6 Turbo Sprint branco. Os interessados deverão entrar no site da Ford Austrália para participar do leilão.

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Quanto às operações na Austrália, a Ford diz que vai abrir um centro de desenvolvimento de produtos para a região Ásia-Pacífico, que funcionará por “um longo tempo”, garantiu a empresa em nota.

Com as plantas de Broadmeadows e Geelong fechadas, em torno de 600 empregados serão demitidos. A Ford deverá vender as duas fábricas, mas não disse onde será o novo centro de pesquisa e desenvolvimento.

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História

Seis anos após a Ford iniciar a montagem de veículos no Brasil, a marca americana chegava ao continente australiano com a primeira fábrica em Geelong, estado de Victoria. A operação inicialmente era uma extensão da Ford Canadá, que na época era uma empresa separada da Ford Motor Company.

Henry Ford concedera os direitos ao Império Britânico através de investidores canadenses. Mesmo assim, no Reino Unido, a operação era totalmente ligada à Dearborn, Michigan. O primeiro produto foi naturalmente o Ford T, embora já em 1928, o modelo A começou a fazer parte da linha de montagem australiana.

Em 1932, o Ford V8 passou a ser fabricado no país. Dois anos depois, a Ford introduziu uma mudança local no modelo A, convertendo-o em um pequeno caminhão. A aquisição de veículos de trabalho foi essencial para muitos fazendeiros, que decidiram trocar seus carros de passeio por picapes e pequenos caminhões na era pós-Grande Depressão.

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No ano de 1956, a Ford Austrália compra uma área perto de Melbourne e cinco anos depois inaugura uma nova fábrica. Broadmeadows foi construída para ser a principal planta da empresa, de onde saiu o primeiro Falcon australiano, ainda baseado na versão americana.

Após 10 anos, o Falcon seguiu outro caminho e passou a ter desenvolvimento local, gerando uma infinidade de modelos e versões que chegaram até os dias atuais, após várias gerações. Essa mudança marcou para sempre as atividades da Ford na Austrália, que passou a ter um lineup de sedãs, peruas e picapes (Ute) exclusivo.

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O objetivo era brigar com a GM, cuja Holden também fazia somente carros cujo projeto original americano acabou evoluindo longe do mercado dos EUA. Essa competição manteve a Ford ocupada durante décadas até que a pressão dos custos após a crise econômica de 2008-2009 ter levado a GM à falência.

Com os custos já enormes e pretendendo uma reestruturação, a GM anunciou sua saída alegando a falta de incentivos fiscais por parte do governo australiano. Após a confirmação, a Ford decidiu também fechar as portas de suas duas fábricas, pois a cadeia de fornecedores seria comprometida com a saída de um dos grandes fabricantes do país. A Toyota ainda persistiu, mas da mesma forma anunciou sua saída.







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