Ford encontrou uma saída incomum para proteger Maverick e Bronco Sport recém-pintados: um gavião patrulha fábrica no México

Gavião voando diante do logotipo oval da Ford em uma fachada de prédio.
Gavião voa diante do logotipo da Ford; na fábrica de Hermosillo, a empresa usa El Charro para afastar pombos das instalações.

Falta de componentes, problemas logísticos e outras dificuldades já viraram rotina para as fabricantes, mas uma fábrica da Ford encontrou um obstáculo bem diferente no México.

A unidade de Hermosillo passou a lidar com uma grande quantidade de pombos dentro de suas instalações, situação que trouxe preocupações para funcionários e para a produção.

A solução encontrada pela Ford Motor Co. não envolve máquinas sofisticadas, redes ou sistemas eletrônicos, mas um gavião-de-Harris de 2 pés de altura, cerca de 61 centímetros.

Chamado El Charro, o animal trabalha ao lado de um falcoeiro e se tornou responsável por afastar as aves que frequentavam a enorme fábrica mexicana.

Desde a adoção dessa estratégia, a atividade dos pombos dentro da unidade caiu 80%, segundo informações publicadas pelo The Wall Street Journal.

El Charro já realizou mais de 300 voos pelas instalações desde junho de 2025, acumulando mais de 1.170 horas nas chamadas missões de segurança aérea.

A presença do gavião ajuda a reduzir riscos sanitários aos trabalhadores, possíveis interrupções na operação e problemas envolvendo os veículos que deixam a linha de produção.

Entre os modelos montados em Hermosillo estão Ford Maverick e Bronco Sport, que precisavam ser limpos quando recebiam resíduos deixados pelos pombos após a pintura.

“Ter aves dentro cria muitos riscos”, explicou Jesus Teran, gerente central de manutenção da fábrica, em declaração concedida ao The Wall Street Journal.

El Charro, expressão utilizada para designar um cowboy mexicano, não foi o primeiro gavião escolhido pela Ford para assumir essa peculiar função na fábrica.

O posto anteriormente pertencia a Chalino, mas sua carreira dentro da unidade mexicana acabou durando pouco por um motivo bastante diferente de qualquer problema profissional.

Pouco depois de começar o serviço, Chalino encontrou uma parceira nas proximidades da fábrica e os dois acabaram deixando juntos a região onde ele deveria trabalhar.

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Seu sucessor parece mais comprometido com a rotina e normalmente entra em ação durante a tarde, realizando turnos que duram entre duas e três horas.

Cada período de trabalho de El Charro permite cobrir aproximadamente metade da área externa do complexo industrial, cuja dimensão chega a 12,1 milhões de pés quadrados.

Isso corresponde a aproximadamente 1,12 milhão de metros quadrados, dimensão que ajuda a mostrar a escala da tarefa realizada pelo gavião durante suas patrulhas.

A estratégia adotada em Hermosillo também representa uma alternativa pouco convencional diante da sequência de desafios enfrentada pela indústria automotiva nos últimos anos.

Fabricantes já precisaram administrar falta de componentes e diferentes obstáculos capazes de afetar seus volumes, enquanto a Ford encontrou nesse complexo mexicano um problema literalmente vindo do alto.

Para Mavericks e Bronco Sports recém-pintados, o benefício aparece de maneira bastante prática, já que menos pombos significam também menos trabalho de limpeza antes de os veículos seguirem adiante.

Depois de mais de mil horas de atuação e uma redução de 80% na presença das aves, El Charro acabou se tornando uma peça bastante incomum da rotina produtiva da Ford.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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