
A próxima geração de uma das picapes médias mais importantes da Ford já começou a tomar forma na Austrália, mesmo que sua estreia ainda esteja distante.
A fabricante confirmou que o sucessor da Ranger está em desenvolvimento, com lançamento esperado apenas perto do fim desta década.
A geração atual chegou ao mercado no fim de 2021 e recebeu uma série de atualizações no fim de 2025 para continuar competitiva.
Mesmo mantendo vendas fortes diante de rivais como a Toyota Hilux, a picape já mobiliza uma ampla estrutura de engenharia para sua futura substituta.
Fadi Mawal, presidente e CEO da Ford Austrália, revelou que aproximadamente 1.500 engenheiros estão atualmente envolvidos no desenvolvimento da próxima Ranger.

Parte dessa equipe provavelmente também trabalhou na geração atual e no projeto T6 anterior, apresentado originalmente no fim de 2010.
A Austrália deverá continuar exercendo papel central tanto no programa da Ranger quanto no desenvolvimento do Everest, segundo o executivo responsável pela operação local.
Mawal descreveu a equipe australiana como capaz de desenvolver produtos de referência, embora tenha ressaltado que o projeto continuará avançando enquanto a companhia mantiver essa decisão.
A observação está relacionada às discussões sobre os elevados custos de manter uma grande operação de engenharia no país diante de alternativas asiáticas mais baratas.
Jim Farley, CEO global da Ford, afirmou durante visita à Austrália neste ano que o país está entre os locais mais caros do mundo para manter engenheiros.

A Ford Austrália mantém conversas com o governo local para buscar condições que permitam preservar a importância desse centro de desenvolvimento nos próximos anos.
Detalhes técnicos da futura Ranger ainda permanecem reservados, mas uma carroceria completamente redesenhada é esperada para marcar a mudança de geração.
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O interior também poderá receber alterações importantes, incluindo maior presença de comandos físicos, além de melhorias de conforto e refinamento diante da picape atual.
Outra questão ainda sem resposta envolve o chassi do tipo longarina, que poderá ser inteiramente novo ou evoluir da arquitetura atualmente compartilhada com o Bronco.
A eletrificação deverá ganhar espaço considerável na próxima geração, principalmente diante de normas de emissões cada vez mais rigorosas em alguns mercados internacionais.

Atualmente, a Ranger oferece opções a diesel, gasolina e híbrida plug-in, mas ainda não possui um diesel híbrido leve semelhante ao da Hilux.
Também não existe atualmente uma configuração híbrida convencional, deixando espaço para que a Ford amplie significativamente a variedade de sistemas eletrificados na próxima geração.
Uma Ranger totalmente elétrica poderá entrar nos estudos futuros, embora as informações atuais indiquem que essa configuração provavelmente não será prioridade inicial do projeto.
A Ford também deverá preservar a diversidade da gama, seguindo a estratégia que atualmente inclui a Ranger Raptor voltada ao desempenho e a Super Duty para trabalhos pesados.
Essas versões ajudaram a ampliar o alcance comercial da picape, permitindo atender desde usuários tradicionais até aplicações mais especializadas dentro da mesma família.
Como o desenvolvimento já está em andamento, veículos de testes e protótipos camuflados poderão começar a aparecer durante os próximos anos.
A própria Austrália surge como um dos locais mais prováveis para esses testes, considerando a participação histórica das equipes locais no desenvolvimento global da Ranger.
Mesmo ainda distante das concessionárias, a próxima geração começa a ser definida justamente enquanto a atual recebe atualizações para atravessar os últimos anos de seu ciclo.










