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Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

O Ford Mondeo nasceu como um modelo médio global que custou bem alto para a montadora americana e foi centrado na Europa. O modelo tardou algum tempo, mas chegou ao Brasil, tendo aqui duas de suas quatro gerações.


Nesse último caso, considerando o mexicano Fusion atual, pode-se dizer que o Mondeo esteve aqui em três de suas gerações, apesar disso não contar nesse artigo.

Com projeto ousado e revolucionário, ele nasceu para ser um carro mundial da Ford e para isso, adotou até o nome sugestivo para atingir diversos mercados.

Ele o fez assim nos EUA (Ford Contour) até com a extinta Mercury (Mystique), bem como atuou em mercados que estavam renascendo, como o Brasil. Aqui ele chegou da mesma forma que na Europa, em versões sedã, hatch e perua.


Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Trouxe consigo as inovações aplicadas lá fora e chegou até a ter motor V6 2.5 por aqui. Evoluiu em estilo, embora controverso, mudando então de geração.

Nesta, ficou mais luxuoso e ampliou sua posição de destaque no portfólio da Ford, mas o projeto do Fusion mexicano encerrou sua carreira por aqui, diferente da Argentina, que continuou vendendo o modelo com o mesmo nome até hoje.

Hoje, o Ford Mondeo europeu se mantém igual ao Fusion mexicano atual, assim como o chinês, que deve ir sozinho para a próxima geração.

Ford Mondeo

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Herdeiro do Sierra, o Ford Mondeo abrilhantou o lineup da marca americana na Europa, trazendo um projeto realmente moderno, onde a empresa depositou US$ 6 bilhões e centrou a produção em Genk, Bélgica.

Ele chegava com os novos motores Zetec e trazia inovações como suspensão traseira McPherson no sedã e hatch, enquanto a perua SW tinha multilink. Na Europa, chegou a ter amortecedores eletrônicos.

Foi lançado na Europa em 1993, mas só chegou ao Brasil em 1995. Com o fim da Autolatina em 1994, a Ford tinha pressa em se livrar da VW e por isso não pensou duas vezes em trazer o Mondeo da Bélgica.

Aqui ele chegou no começo do citado ano, trazendo variantes sedã, perua e hatch, nas versões CLX e GLX. Com o objetivo de acabar logo com o Versailles, o Ford Mondeo trouxe motores 1.8 e 2.0, sendo muito superior ao antigo de origem VW.

Estilo

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

O Ford Mondeo desembarcou no país com um visual igual ao do europeu, trazendo uma carroceria conservadora, tendo frente baixa e faróis duplos, ainda com piscas separados. Tinha teto solar e faróis de neblina na versão GLX.

Os para-choques eram limpos, sendo o dianteiro com grade inferior bem resolvida. Com linha de cintura baixa e grande área envidraçada, o modelo tinha retrovisores medianos e as colunas C da versão hatchback se destacavam.

A tampa traseira tinha vigia integrada na parte superior e ainda com limpador e lavador, além de desembaçador. As lanternas eram arredondadas. As laterais exibiam curvas que tornavam seu aspecto mais robusto.

Por dentro, o Ford Mondeo tinha um painel todo voltado para o condutor, com difusores de ar descrevendo um arco com a cobertura do cluster, que era analógico e bem completo.

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Com coluna de direção ajustável, o modelo tinha airbag do motorista e vinha com sistema de áudio com toca-fitas. Os espelhos externos eram ajustados próximo do ar condicionado (digital na GLX), enquanto os faróis no outro lado.

Estes tinham ajuste de altura e até luz de posição de inverno, comum na Europa. Os vidros elétricos ficavam nas portas, que eram revestidas com bom tecido aveludado, inclusive nos bancos, durando assim anos.

Muito confortável, o Ford Mondeo tinha um bom espaço interno e bom porta-malas em todas as variantes. O hatch media 4,481 m de comprimento, 1,747 m de largura, 1,412 m de altura e 2,704 m de entre eixos.

Ele tinha 470 litros no porta-malas e outros 62 litros no tanque. Essa variante do Ford Mondeo durou até 1996, sendo raro nas ruas. Teve baixa aceitação no Brasil, assim como o motor 1.8 na versão CLX.

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Já o Ford Mondeo em configuração sedã tinha uma traseira mais proeminente e colunas C mais curtas, expondo mais a tampa do porta-malas, praticamente retilínea.

As lanternas eram estranhamente compactas e havia uma moldura preta entre elas. O bagageiro tinha 490 litros, mantendo o mesmo tanque. Foi a versão que sobreviveu por mais tempo aqui.

Com 4,631 m de comprimento, a Ford Mondeo SW era a maior variante do modelo belga, tendo ainda 1,441 m de altura e o mesmo entre eixos de 2,704 m. Seu destaque era o porta-malas com 650 litros.

Ela era bem elegante e chamava atenção pelas grandes vigias laterais. As lanternas compactas e coloridas estranhamente, mas não tanto, lembram as da picape Ford Courier e da irmã menor, a Ford Escort SW.

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

A tampa traseira era bem larga e possibilitava amplo acesso ao bagageiro, que tinha cobertura e um bom acabamento. Os bancos bipartidos facilitavam a ampliação do espaço útil.

A Ford Mondeo SW tinha uma suspensão multilink com molas e amortecedores separados para não invadir tanto o habitáculo, a fim de aumentar o porta-malas e conter o deslocamento de peso da carroceria, mais volumosa.

Assim como sedã e hatch, ela teve versão CLX 1.8 e GLX 2.0, sendo esta última com opção de câmbio automático. Ela tinha pneus 195/60 R14 na GLX, enquanto a CLX tinha pneus 185/65 R14. Ambos com rodas de liga leve.

Atualização

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

O Ford Mondeo foi atualizado em 1997, adotando o estilo New Edge da Ford, que trouxe uma formação visual incomum na frente, onde um carro pensado com formas retilíneas, carregaria contornos ovalizados.

A grade oval era fundida com os novos faróis bem arredondados, cortados em parte pelo capô, que seguia a mesma linha de estilo. O para-choque ia pelo mesmo caminho com abertura inferior ovalada.

Na traseira, as lanternas do sedã ficaram maiores e bem arredondadas, nas extremidades, deixando a tampa do porta-malas limpa e livre. Até o para-choque traseira vinha com parte inferior ovalizada.

O hatch saída de cena, assim como o motor 1.8, ficando somente o 2.0 atualizado. A Ford Mondeo SW manteve as lanternas traseiras originais, mas o para-choque foi devidamente atualizado.

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Por dentro, sedã e perua ganhavam rádio 2din integrados e mudanças na padronagem, mas preservando o bom acabamento da Ford, que morreria nos anos 2000 em diante…

O Ford Mondeo mantinha seus atributos, como boa direção hidráulica e freios adequados, tendo sistema ABS com discos na frente e tambores atrás.

Em 1999, a Ford decide elevar o moral do Mondeo com a versão Ghia, mas esta vinha com o motor Duratec V6 2.5. Esta versão trazia alguns diferenciais, entre eles as rodas de liga leve esportivas aro 16 polegadas.

Logo a Ford percebeu que elas não tinha nada a ver com a versão Ghia, apesar de belas. Assim, trocou sem avisar, por rodas aro 15 polegadas e de visual mais sóbrio.

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O Ford Mondeo Ghia tinha ainda aerofólio discreto sobre a tampa do bagageiro e escape cromado, sendo oferecido somente na versão sedã. O logo Ghia era destaque nas portas traseiras.

Essa versão tinha ainda bancos em couro, sendo que os dianteiros tinham ajustes elétricos e aquecimento. Por conta do V6, tinha controle de tração.

Deve-se lembrar que a versão GLX já era bem completa também, incluindo airbag duplo, bancos em couro opcional e assento do motorista elétrico. O Ford Mondeo também tinha carroceria deformável e cintos pré-tensionados.

Motores

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

O Ford Mondeo trouxe ao Brasil o motor Zetec 1.8 16V, o mesmo que equiparia do Escort algum tempo depois. Com 115 cavalos a 5.750 rpm e 16,1 kgfm a 3.750 rpm, o propulsor trabalhava apenas com câmbio manual de cinco marchas.

Com ele, o hatch ia de 0 a 100 km/h em 11 segundos e tinha máxima de 195 km/h. O consumo era de 9,4 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada.

O outro motor era o Zetec 2.0 16V de 136 cavalos a 6.000 rpm e 18,3 kgfm a 4.000 rpm, que na Ford Mondeo SW manual, fazia de 0 a 100 km/h em ótimos 9,6 segundos e com máxima de 204 km/h.

Em 1997, o Zetec 1.8 saiu de linha, ficando o 2.0 com redução de força, passando a ter 130 cavalos a 5.700 rpm e 17,9 kgfm a 3.700 rpm, fazendo o modelo perder performance, mas melhorando o consumo.

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Dois anos depois, aparecia o Duratec V6 2.5 24V de 170 cavalos a 6.250 rpm e 22,4 kgfm a 4.250 rpm, sendo equipado com câmbio manual ou automático.

No primeiro, o Ford Mondeo Ghia “voava” de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e alcançava 224 km/h. Isso com rodas aro 16 e pneus 205/55 R16, versão rara, pois, apenas os primeiros carros chegaram assim.

Contudo, em 2000, saía de cena junto com as duas versões abaixo, ficando uma configuração única para apenas o sedã.  A perua já não reagia mais às baixas vendas. O Ford Mondeo Ghia 2.5 foi a versão mais potente que ele viu aqui no Brasil.

Segundo Ford Mondeo era mais classudo

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Com o primeiro Ford Mondeo se arrastando até 2002, a marca lançou em 2003 a segunda geração. Nesse modelo, o global assume um novo porte, maior.

Agora apenas como sedã no Brasil (hatch e perua continuavam na Europa), o modelo vinha somente na versão Ghia e num corpo volumoso.

Com 4,731 m de comprimento, 1,812 m de largura, 1,429 m de altura e 2,754 m de entre eixos, o novo Mondeo tinha nada menos que 500 litros no tanque e outros 58 no compartimento de combustível.

Adotando a suspensão multilink atrás, o Ford Mondeo ganhava uma carroceria bem mais espaçosa internamente. Ainda assim, capô e porta-malas era curtos.

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A frente tinha faróis curvados e duplos, além de uma grade levemente arredondada, assim como o capô. O para-choque tinha linhas modernas e proteções adicionais, além de faróis de neblina circulares.

O Ford Mondeo dessa época tinha colunas C com portas cortadas, que lembravam o VW Bora. Na traseira, as lanternas eram grandes e triangulares. O para-choque com proteção preta contínua, reforçava a impressão de semelhança com o alemão.

Por dentro, o Mondeo II reforçava a tendência de mudança de médio para grande, introduzindo um painel com apliques imitando madeira, também nas portas, cluster vistoso, relógio analógico e sistema de som integrado de alta qualidade.

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Havia ainda volante multifuncional, além de bancos em couro com dianteiros elétricos, teto solar elétrico, piloto automático e uma série de itens de conforto e segurança.

Ele vinha com motor Duratec 2.0 16V de 143 cavalos a 6.000 rpm e 18,9 kgfm a 4.500 rpm, indo de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos com final de 213 km/h na versão manual, mas tinha também opção automática.

Com vendas em baixa, o Ford Mondeo II saiu de cena em 2006, dando lugar ao Fusion mexicano, que fez mais sucesso. Dessa forma, ele encerrou a carreira do global por aqui.

Terceiro Ford Mondeo parecia um Focus grandão

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Longe da “América”, o Ford Mondeo III definitivamente mergulhou no segmento D, crescendo para o porte próximo ao atual. Seu estilo foi compartilhado com o Ford Focus da época, vendido aqui a partir da Argentina.

A semelhança entre os dois é muito grande, especialmente na frente. A frente curvada com faróis puxados e grade diminuta, davam fluidez ao Ford Mondeo europeu.

Na traseira, as lanternas triangulares eram compartilhadas por sedã e hatch, mas a perua não ficava longe em estilo, embora com formato alongado.

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Grande, o Ford Mondeo “MK3” tinha interior bem mais sofisticado, com cluster amplo e dotado de display TFT, multimídia SYNC e sistema de som Sony. Tinha ainda difusores circulares de aparência simples.

O hatch, agora fastback, media 4,778 m de comprimento, enquanto o sedã tinha 4,844 m e a perua Tourer 4,830 m. Todos tinham plataforma com 2,850 m de entre eixos.

Na motorização, o Ford Mondeo III teve 18 motorizações, sendo que 40% era diesel, indo do Sigma 1.6 de 110 cavalos ao Duratec V6 2.5 de 220 cavalos. Teve boa parte da gama de origem Mazda.

Mondeo = Fusion

Ford Mondeo: história das gerações, motores, equipamentos e estilo

Em 2014, a Ford decide unificar os modelos Fusion e Mondeo num só, mantendo os nomes em separado nos EUA e na Europa, respectivamente. O modelo manteve seu porte grande e ficou bem agressivo.

Sucesso aqui como Fusion, importado do México com motores 2.5 Flex, 2.0 EcoBoost e híbrido 2.0, como o Fusion de origem Mazda. Na Europa, o Ford Mondeo resumiu os motores ao EcoBoost e diesel Duratorq.

Fiel às três carrocerias, diferente do Fusion (apenas sedã), o europeu feito na Espanha, tem motores 1.0 de 125 cavalos, 1.5 de 160/165 cavalos, 2.0 de 203 ou 240 cavalos.

Nos diesel, o 1.6 tinha 115 cavalos, mas foi trocado pelo 1.5 de 120 cavalos, tendo ainda 2.0 com 150, 180 ou 210 cavalos. O híbrido comum é o mesmo do Fusion, um 2.0 Atkinson com elétrico e 187 cavalos.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • fschulz84

    Eu sempre achei o Mondeo MK2 muito belo. Já cogitei muitas vezes no passado a compra de um, mas o seguro sempre me afastava.

    E os Ghia 2.5 também me instigavam demais.

  • 4lex5andro

    Mondeo ll (vendido aqui só na versão Ghia 2,0 de luxo) e o mklll (ou Focus grande) foram os mais bonitos.

    O referido Ghia rivalizava com o Omega v6 da Holden, que também vendeu pouco no BR.

  • Aristênio Catanduva

    Mondeo facelift 1997 tinha os mesmos problemas do Escort Zetec, os para-choques casca de ovo que se desmanchavam só de olhar para ele e estofamento de teto e portas que se descolavam com uma facilidade absurda como estivessem sido colados com cola tenaz

  • dallebu

    Me lembro da época que o Eber tinha um Mondeo prata, e fez uma matéria criticando os Pneus Pirelli P6000 que fizeram ele rodar na chuva heheh

    • Piston head

      Bem lembrado bem lembrado

  • th!nk.t4nk

    O Fusion/Mondeo é um carro que a Ford deixou morrer no mundo todo (ele vende atualmente apenas 15% do volume que tinha nos anos 90, só pra dar uma ideia). O modelo que se vê nas concessionárias hoje dá até uma dor no coração, é peça de museu de tão desatualizado em relação aos concorrentes.

    • Aristênio Catanduva

      sem falar o preço na Europa um Fusion Vignale com todos opcionais custa mais de 50k Euros, por esse preço já da para pega sedam médio executivo de entrada

  • G. de F.

    Bons tempos, em especial na primeira e segunda geração, aonde o acabamento dos Ford, principalmente os importados, fazia do interior dele uma bela opção… Pena que, como todo Ford importado, a desvalorização e a falta de preparo da rede, fora das grandes capitais, fazia da manutenção quase um pesadelo!

  • João Senff

    Tive um Mondeo 94 tava anunciado a 7 mil ofereci 4 pro cara ele aceitou achei que não iria aceitar mas já que aceitou paguei e sai feliz com o carro. Foi uma compra de impulso zuando os amigos . Falei pra eles vou comprar uma lasanha hj e saímos procurando pela cidade. Kkkkk

  • Lembro que o primeiro Mondeo era mais barato que um Versailles Royale Ghia kkkk Se ele fosse um pouco mais parrudo como o seu primo-irmão Mazda Capella 626 seria mais atraente, mas com grana do Mondeo muita gente preferia o Passat “ressuscitado” no Brasil, que era outro senhor carro… O SW naquela fantástica cor marrom-conhaque era a evolução perfeita da Belina Scala. Tive uma boa quantidade delas aqui no Paraná.

    • Nunca ouvi falar de um suposto “parentesco” entre o Mondeo e o Mazda 626. Ambos têm alguma semelhança nas versões hatch, mas não são “primos-irmãos”.

      • O 626 redondinho veio antes feito na plataforma GE, base sobre a qual a Ford desenvolveu a CDW do Mondeo.

  • Andre Cupertino

    Tem uma informação errada no texto: o Mondeo MK1 5p vendeu bem mais que o sedan, não o contrario. Tanto que sempre foi difícil ver o sedan dessa geração rodando por aqui, ao contrário do Hatch e da Perua. Tanto tempo depois, é quase impossível ver o sedan, ao contrário das outras duas variantes.

  • Rodrigo Cherigatto

    O Mondeo nunca fez sucesso por aqui vendia muito pouco!mas eu curtia muito o carro,lembro que me amarrava na sw 1997 reestilizada e na cor roxa e com grades e frisos cromados era um luxo só!

  • Denis

    Há algo muito curioso sobre o Ford Mondeo. A primeira geração importada no Brasil em 1995 trouxe as três variantes de carroceria: Hatch 5 portas (com porta-malas saliente), Sedã 4 portas e por ultimo, a perua SW. Dos três que citei, apenas o sedã da primeira safra é considerável o mais raro, mas o por que? A resposta é simples: Quando a Ford importou o Mondeo no Brasil no inicio de 1995, o modelo já era oferecido no mercado em três versões de carrocerias. Porém por decisão da Ford brasileira, a configuração sedã saiu do catalogo rapidamente alegando que o modelo hatch 5 portas obtinha a mesmas finalidades e praticidades a bordo como a versão sedã que obtinha um preço equivalente. Outro argumento encontrado é a permanência do Versailles na linha nacional que também ajudou na estratégia da Ford de deixar de importar o Mondeo Sedan, investindo apenas no Hatch e na SW que seguiam firme até o facelift do carro ocorrido no final de 1996. A partir daí, a linha Mondeo 1997 voltava a ser sedã, já que o Versailles deixou de ser fabricado, terminando o ciclo da era Auto Latina. Não entanto, a carroceria hatch 5 portas do Mondeo nunca mais veio desde de então, e a perua SW só permaneceu em linha até o fim da importação brasileira em 1999 devido a baixa procura. A partir daí, o Mondeo seguia sozinho como sedã, até ganhar a segunda geração no Brasil no inicio de 2002 até ser substituído pelo Fusion em meados de 2006 que era importado do México.

    • Andre Cupertino

      Eu acho q foi um tiro no pé parar de trazer o 5p. Vendeu muito bem por aqui.

  • Tommy

    Nunca teve chance porque a Ford, lenta como sempre, não investiu na fabricação dele aqui.

    Foi graças a Ford e a VW terem escolhido importar Passat e Mondeo que esses modelos médios-grande pararam de vender e o consumidor foi pra carros menores como o Corolla.

    • th!nk.t4nk

      E hoje o povo considera o compacto Corolla um “médio de luxo”. Triste o downgrade com o passar dos anos.

      • Aristênio Catanduva

        vi que os Europeus estão entrando com tudo nessa nova geração do Corolla

  • Paulo Lustosa

    “Com o fim da Autolatina em 1994, a Ford tinha pressa em se livrar da VW e por isso não pensou duas vezes em trazer o Mondeo da Bélgica”.

    Não gosto de pegar no pé, mas a Autolatina terminou em 1996.

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