Ford Governamental/Legal Montadoras/Fábricas

Ford: São Paulo ajudará na busca por comprador para fábrica do ABC

Ford: São Paulo ajudará na busca por comprador para fábrica do ABC

O fechamento da fábrica da Ford, no bairro de Taboão, em São Bernardo do Campo, virou uma questão de Estado em São Paulo. Procurado pelo prefeito da cidade da região metropolitana da capital, Orlando Morando, o governador João Doria Jr decidiu entrar na questão.


Em reunião, que teve ainda a presença de Lyle Watters, o presidente da Ford no Brasil, ficou decidido que o governo de São Paulo irá ajudar na manutenção de empregos e da estrutura fabril da empresa com a busca por um novo comprador para a fábrica.

Com o objetivo de manter empregos e fábrica, João Doria Jr não pode evitar o fechamento da unidade, já que a decisão veio de Dearborn, Michigan, onde fica a sede mundial da Ford. O processo de fechamento levará alguns meses e os empregos estão assegurados até pelo menos o fim do ano.

Assim, o governo estadual terá alguns meses para ajudar a Ford à encontrar um novo comprador para a fábrica. Coincidentemente, a mesma fábrica que hoje está sendo fechada pela montadora americana, pertencia à extinta Willys Overland do Brasil, que foi encerrada em 1967 e teve a planta de Taboão, assim como de Taubaté, vendida para a Ford.


Ford: São Paulo ajudará na busca por comprador para fábrica do ABC

Agora, é a vez da Ford passar a bola para frente, no caso desta unidade, já que garantiu à Doria que a planta do Vale do Paraíba, onde estão empregados 1,6 mil pessoas, assim como a pista de testes de Tatuí e o centro de distribuição de peças em Barueri, continuarão com a companhia. Estas duas últimas unidades empregam 440 pessoas. O centro administrativo da instalação continuará na cidade.

Para São Bernardo do Campo, além do impacto trabalhista com 2.800 funcionários em risco de desemprego, a cidade perderia em arrecadação, já que Taboão recolhe anualmente R$ 4 milhões em ISS e R$ 14 milhões em ICMS. Mas, eis que vem a pergunta: Quem vai comprar a Ford Taboão?

De acordo com Doria, poderão comprar empresas nacionais e internacionais. O complexo emprega 2.800 nas linhas de montagem e outros 2.000 de fornecedores e sistemistas. Os 1.200 da parte administrativa permanecerão na Ford. O governador, no entanto, salientou que não pode exigir do comprador, a manutenção de todos os postos de trabalho.

Mas, de qualquer forma, afirma que a venda da fábrica no atual panorama econômico e político do país é mais favorável do que no ano passado, quando a Ford secretamente tentou passar a planta para outro fabricante, mas não obteve sucesso. Na ocasião, imperava no país incertezas quanto ao futuro.

Com a definição da posição do Brasil, o mercado está novamente animado com a possibilidade de crescimento econômico e é aí que o governo de SP acredita que pode ser mais fácil achar uma empresa interessada em Taboão. Agora, quais fabricantes poderiam adquirir a unidade da Ford?

Chineses em alta

Ford: São Paulo ajudará na busca por comprador para fábrica do ABC

Pelo tamanho e foco na produção de caminhões, embora faça o New Fiesta, a fábrica paulista poderia ser adquirida por um grupo com olhos na expansão na região. Fabricantes já presentes por aqui, como Scania, Volvo, Mercedes-Benz e Iveco, já possuem suas plantas, assim como Agrale, MAN e DAF.

Nesse ambiente de fabricantes ocidentais de caminhões e ônibus já consolidados no país, os chineses aparecem como potenciais compradores, pois estão expandindo suas operações no mercado internacional, comprando empresas e fábricas.

A Foton seria exceção, já que tem um parque industrial no RS, enquanto a BYD apostou nos elétricos em Campinas. A Sinotruk iria construir uma fábrica em Lages-SC, mas seus planos agora estão no Paraguai. A Shacman é outra chinesa que não conseguiu erguer uma fábrica no Brasil, que seria em Tatuí.

Grupos maiores, como FAW e Dongfeng, por exemplo, possuem parques industriais gigantescos na China, assim como a JAC Motors, que também tentou fazer caminhões aqui.

Ford: São Paulo ajudará na busca por comprador para fábrica do ABC

No caso de automóveis, a situação se complica mais se vislumbrarmos os fabricantes globais já estabelecidos. Sabe-se que a Mazda tem interesse no Brasil, mas uma planta enorme como Taboão, seria um passo muito longo para a marca japonesa em retorno ao país.

A Hyundai, por exemplo, teria uma boa oportunidade na região, mas custos operacionais mais altos do que no interior do estado, poderiam afastar a sul-coreana do ABC. Piracicaba trabalha no limite da capacidade. Para a Kia Motors seria interessante também, mas dependeria de investimento pesado da Coreia do Sul e do grupo Gandini, seu representante local.

A Toyota está em processo de expansão em Sorocaba e modernização nas outras plantas, isso sem contar a unidade de SBC. A CAOA agora tem 2 fábricas para a Chery e não precisará de Taboão. De fora, além do interesse da Mazda, somente marcas chinesas em expansão global poderiam fazer a oferta, tais como Geely, Changan (que retorna no meio do ano e é sócia da Ford na China), SAIC e GAC.

No mais, antes de qualquer oferta, é o potencial de crescimento do mercado brasileiro nos próximos anos, que será o motivo entre investir ou não no país. A projeção é de que o mercado volte a ser como o de 2012, somente em 2022, por causa da crise. Por ora, o mercado ainda está muito abaixo do desejável para uma operação nova de tal tamanho. Agora é esperar para ver.

[Fonte: Folha]

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  • Tochio

    Acho que cairia bem pra Hyundai, desafogava piracicaba e ainda poderia entrar no mercado de caminhão pesado !

    • MauroRF

      E a fábrica é bem localizada, está na cara da Anchieta, no caminho para o Porto de Santos e o Rodoanel.

    • Matafuego

      Cairia bem para qquer montadora, mas existem “problemas”: o sindicato dos metalúrgicos e a mão-de-obra mais cara. É mais fácil a Hyundai fazer igual a Honda e abrir outra fábrica mais para o centro do estado de SP.

      • Ducar Carros

        Com o estado e o município dando isenção de impostos a perder de vista, e o sindicato abrindo mão de direitos e piso salarial, pode dar jogo.

        • Matafuego

          O prefeito da cidade está preocupado com a queda de arrecadação com a saída da fábrica. Dar isenção fiscal irá fazer com que haja queda de arrecadação. Além disso, outras empresas do município vão pedir isenção. Se o município ceder, perderá mais arrecadação. Se não ceder, vai haver chantagem (se não derem a isenção, sairemos do município).

          Vale lembrar que o sindicado dos metalúrgicos do ABC é conhecido por ser truculento.

          • Ducar Carros

            Você não entendeu: com o fechamento da fábrica, a arrecadação que vinha dela vai zerar. Dar isenção para frente evitaria a perda de arrecadação gerada nos fornecedores e no comércio, pela redução dos empregos diretos e indiretos.

            O sindicato está precocupado com a redução da contribuição dos filiados, com certeza, vai abrir mão de direitos para manter a contribuição.

            • Matafuego

              Se vc der isenção, vai zerar do mesmo jeito. Não há garantias de que a arrecadação indireta será a mesma. Se for uma montadora, talvez sim. Se for outro tipo de fábrica, com certeza não.

              • Ducar Carros

                Não sou eu que estou propondo: o estado, a prefeitura e o sindicato já afirmaram, na imprensa, QUE FARÃO ISSO.

                • Matafuego

                  Bom, temos muitos casos de “sucesso” de intervenção estatal no Brasil. Já sabemos que há grande chance de não funcionar. Ok, eles farão isso. Mas há garantias de que alguma empresa vai aceitar? O trouxa do prefeito já sugeriu que entrará na justiça para evitar que a Ford feche a fábrica!

                  Olha a declaração do animal: “Sequer sei se os prejuízos que eles [Ford] alegam são verdadeiros, não me cabe avaliar. Não se pode transferir esta responsabilidade exclusivamente para os trabalhadores e para São Bernardo”

                  Que empresa em sã consciência iria instalar uma fábrica em uma cidade cujo prefeito tem essa mentalidade socialista?

                  • Ducar Carros

                    Está desesperado: sem fábrica, ele não se elege mais nem síndico de prédio, rs.

                    • MauroRF

                      Pois é, pensa bem: imagina você, administrador, do nada, tem bem menos verba para tocar uma cidade, além do desgaste político da situação de perda de empregos etc.: é óbvio que o Morando se desesperou.

                    • Edson Fernandes

                      Mas ali é claro: Boa parte da verba de SBC é dessa fabrica. Se ela fechar, SBC se reduzirá bem em todos os sentidos.

      • “Mão de obra” cara. Desde quando média de R$ 2,500 virou fortuna. Vocês empresários e o pensamento tacanha de acreditar que trabalhador tem que ganhar miséria. Parece sonho de consumo de muitos de vocês ver um batalhão de gente ganhando apenas o salário minimo, sem nenhum outro tipo de benefício. Só vem o lado de vocês, nunca pensam em médio ou longo prazo. Vale lembar que se hoje a região do grande ABCD tem uma economia variada, uma classe média, trabalhadora ou tradicional forte, é justamente pelo período onde as empresas pagavam o justo sem pestanejar, época onde “apertador de parafusos” podia comprar casa, carro e por filho para estudar em faculdade boa. Aliás muitos desses novos ricos, filhos de “apertadores de parafuso” cospem no prato que comeram e esquecem o passado.

        • Matafuego

          Acho que antes de discutir na internet as pessoas deveriam ficar boas em interpretação de texto. Eu disse “mão-de-obra MAIS cara” e dei o exemplo da Honda que se instalou no interior, onde o custo de vida é menor e por consequência, os salários também são menores. Nem entrei no mérito se um metalúrgico ganha bem ou mal.

          Você me conhece para falar que sou empresário? Jamais abriria uma empresa nessa pocilga de país, muito por causa de gente como vc que acha que empreendedor é bandido. Quer ganhar muito? Se arrisque! Pegue suas economias, abra uma empresa, faça um empréstimo, pague os impostos pornográficos, aguente toda a burocracia estatal. O subdesenvolvimento do Brasil não é a toa. A mentalidade anti-capitalista (e pŕo funcionalismo público) é um câncer no país. Todo mundo gosta de falar em direitos e benefícios, mas nunca em deverese e responsabilidades.

          Engraçado, já vi aqui mesmo no NA gente falando que a economia do ABC não é mais a mesma de outrora. Que época é essa em que “apertador de parafuso” podia comprar casa, carro e por filho p/ estudar em faculdade boa? Se o “apertador de parafuso” tinha o salário melhor antes dos anos 2000 era pq o processo fabril não era automatizado como é hoje e demandava muito mais intervenção humana – e aí o “apertador de parafuso” não fazia só esta tarefa e isso justificaria o salário maior.

          • SDS SP

            Não faz muito tempo que um “apertador de parafusos” ganhava 4500 reais na Mercedes, em SBC. Salário suficiente para lhe inserir no grupo dos 10% mais ricos.
            Você tem toda razão quando se refere na mentalidade anticapitalista do brasileiro. Realmente isso faz qualquer um que tenha grana, deixar o dinheiro parado no banco e viver do “rentismo”…

          • Edson Fernandes

            Na realidade era bem o que vc disse no final e também porque era considerado especialista.

            Imagine que antes, o especialista era o cara que mexia com funilaria, o outro com parte mecanica e o outro com intercambio de peças. De repente, um robô (ou varios deles), passaram a fazer a mesma tarefa e com mais qualidade. Logo se viu, que os especialistas na verdade eram pessoas que faziam um trabalhoque não exigia um nivel de conhecimento grande. E isso foi lição para a propria VW que assistiu Ford e Chevrolet se atualizando e logo em seguida chegando uma player nova de mercado com esse mesmo perfil num parque fabril gigantesco e com otimização de custos.

            Ou seja, isso também contou. Outro ponto que ficou forte (e inclusive tem dedo de Lula no meio) foi a metalurgia que teve mtos direitos e beneficios ao trabalhador.

            A VW por exemplo, dava acesso de clube aos seus funcionarios gratuitamente e sua familia, que podiam acessar as dependencias do clube campestre e do clube social. Fora disso, tinha auxilio faculdade, creche, cesta basica, alimentação, transporte, combustivel(sim ela pagava combustivel para quem ia de carro, que com certeza era uma pequena parcela) além de subsidiar as compras internas. Era um incentivo a forma do cara se sentir satisfeito. E mais: Horarios diferenciados para evitar transito.

            Era um sonho de consumo do morador de SBC trabalhar numa fabricante de automoveis nessa epoca. Não a toa, quem foi mandado embora antes de 2000 (ou em 90 com a VW demitindo mais de 10500 funcionarios) ocorreram vários suicidios pq a pessoa viveu a vida dela “apertando parafuso” e não saberia outra função.

            E detalhe: A VW tentou estruturar uma forma dessas pessoas conseguirem emprego ou montarem uma empresa local. Aí junta com a epoca do Collor e o congelamento das contas… e vc ve no que deu em epoca…. SBC era sim mto forte e em epoca dava bastante subsidios para entrar, mas sempre foi abrupta com os entrantes.

            • Matafuego

              Eu já acho o contrário, o especialista não era um mero apertador de parafusos, ainda mais quando o processo se aproximava do trabalho artesanal. Tome como exemplo o trabalho com madeira: um marceneiro que faz móveis com curvas nas chapas é mais especializado que outro que só consegue fazer as caixas de um armário de cozinha comum. Consigo fazer um paralelo entre um pintor automotivo e um encaixador de bancos. Hoje o pintor pode não ser mais necessário em uma linha de montagem.

              O que você chama de direitos e benefícios eu chamo de regalias, já que outro alguém pagava por isso – no caso, os consumidores. O mercado era fechado e as montadoras cobravam o quanto queriam nos carros (que naquela época eram muito menos acessíveis que hoje). Quando o Collor liberou as importações, as montadoras aqui instaladas tiveram que se adaptar à realidade do mundo.

              Não vejo muita diferença entre um trabalhador do ABC da década de 80 e um membro do judiciário. A diferença é que na década de 80 eu ainda poderia escolher não comprar o carro, já o judiciário eu sou obrigado a sustentar.

              • Edson Fernandes

                Seajm regalias ou não, era fato que os trabalhadores naquela epoca por te-las conseguiam destinar seu dinheiro para outras finalidades. E assim o cara tinha uma qualidade de vida e não tinha desejo algum de deixar de ser assalariado com isso.

                E o detalhe é que a maioria deles moravam no ABC (ou seja, mto perto de casa). Não a toa, ninguem queria ter um carro ou usar um carro apenas para a finalidade de ir trabalhar tendo fretados que se deslocavam para isso.

                O que aconteceu simplesmente éque houve uma mudança nas estrategias. Mas vc disse que tinham especialistas, sim tinha, mas é obvio que a grande maioria era chão de fabrica com atividades repetitivas e mais simples. Mas ainda assim era tido nesse mercado com bom apreço pelas fabricantes até as mesmas se atualizarem.

                Mas a realidadedo Collor também ajudou as fabricas: Antes vc praticamente não podia trazer ferramental de fora (e tinha que criar soluções locais) e com a abertura isso foi possível. Ou seja, isso já era desejado pq o contingente de profissionais em fabricas sempre foi excessivo no Brasil. Não a toa foram 10500 pessoas mandadas embora com a atualização da linha de montagem. E parte dos 30000 foram assegurados pela linha de montagem nova além de alguns se manterem na produção da Kombi.(que era da mesma linha de Fusca e Brasilia, obviamente com estampas e outros pontos distintos)

    • Nicolas

      Esquece, só um maluco utilizaria o espaço para montar uma fábrica em região dominada pelo PT, sindicatos, dentro do congestionamento da grande São Paulo e com mão de obra caríssima. Não é por acaso que foi a primeira a ser fechada.

      • R. Rover

        Acho que o problema é o Estado de São Paulo.
        O esvaziamento econômico é notável.

      • Fábio Guerreiro

        Nicolas, o estado de São Paulo é administrado pelo PSDB há bem mais de 20 anos, e nesse período a perda de participação da indústria na economia do Estado foi grande, principalmente na área metropolitana.

        • Edson Fernandes

          SBC em especifico liderou por muito tempo. Antes da entrada do Orlando era apenas PT (Luis Marinho) que comandava. Mas CUT e PT em SBC são extremamente fortes.

    • Junoba

      ´´A CAOA agora tem 2 fábricas para a Chery e não precisará de Taboão.´´ Esta no texto acima.

      • Itamar

        CAOA não tá mais com a Hyundai.

        • vinny

          Na verdade a CAOA está sim com a Hyundai. Em SUV’s, Caminhões e carros importados ela tem exclusividade para produção/importação/distribuição. A Hyundai (HMB), salvo engano, não poderia fazer caminhões, apenas a CAOA que não precisa de mais uma fábrica.

          • Ducar Carros

            A Hyundai produz o Creta, creio que a exclusividade é para comercializar importados, não veta a produção aqui. E se houver impedimento, nada que um acordo não resolva.

          • Edson Fernandes

            Lembrando que foi feito quebra de contrato e com isso o Sr. CAOA tem direito a receber multas por desacordo e por isso também ajudou na manutenção das fabricas.

            As fabricas são da CAOA, o que hoje não será mais permitida a manutenção e construção de carros Hyundai. Mas isso não impede da CAOA ter lojas Hyundai e vende-los.

    • Fábio Guerreiro

      O mercado sulamericano de automóveis e caminhões está em tendência de queda, torço para que se consiga alguém para assumir essa fábrica, mas creio ser pouco provável.

      • Adenilson707

        No final, alguma xing-xong de caminhões vai levar…

  • Cássio

    Queria saber quais os planos da Ford para a Troller.

    • Lucas MTB

      Ia fazer a mesma pergunta

      • Marcio Marques

        X3

      • Dafomg

        Eu acho que não muda nada porque ele usa a plataforma encurtada da Ranger 5 cil.,que continua em produção.

    • Zé Mundico

      A Troller deve seguir sozinha, pois é uma marca autônoma dentro do grupo Ford, com público definido e produção bem direcionada.

    • Nicolas

      Com a compra da Troller a Ford obteve incentivos fiscais na Bahia para os demais modelos, se mudar perde os incentivos, tiro no pé.

      • Ducar Carros

        A fábrica da Troller é no Ceará.

    • Munn Rá : O de Vida Eterna

      Troller seria muito interessante para a Great Wall ( conhecida e respeitada no mundo dos SUVs ! )

      Porém não sei se ela teria interesse de vender os seus modelos no Brasil ( o que seria uma pena )

      • vinny

        Eu sei que essa notícia me deixou preocupado. Eles (ford) estão batendo na tecla de que querem um negócio sustentável e lucrativo no Brasil. Não sei se a operção da Troller, de produção limitada e cara, é considerada lucrativa pela marca…

  • Cosi fan Tutti

    Com certeza será alguma chinesa, dependendo do preço da fábrica, as big four chinesas que também fazem caminhões, SAIC, FAW, Chang’an ou DongFeng. Esta última tem a DFCV, em parceria com a Volvo, e já é a quinta maior fabricante em vendas do mundo.

    • SDS SP

      O mais próximo de fazer sentido, realmente seria algum fabricante chinês, mas conhecendo bem aquela região, eu acho difícil alguém querer os espólios daquela fábrica.

      • Cosi fan Tutti

        A Lifan também fabrica motores e caminhões, e como não tem fábrica no Brasil, so no Uruguai, poderia aproveitar. A JAC é outra. Tem muitas empresas, é so articular.

        • SDS SP

          Duvido que alguém vai querer. ABC paulista é barca furada, todo mundo quer sair daquele lugar.

        • Adenilson707

          E a Lifan tá fechando a fábrica no Uruguai, vai ver tá de olho.

      • heliofig

        Chinês só entra lá se puder trazer a mão de obra da China rsrs

      • Adenilson707

        Não duvide da chinesada. Eles conseguem tirar leite de pedra.

    • Queria que fosse a DongFeng, para trazer o clone do 308 de volta.

      • Adenilson707

        Tenho pra mim que ela é forte candidata.

  • Cardoso (não aquele)

    Apesar de ser mais provável uma chinesa se interessar, eu preferiria ver a Mazda trazendo seus carros para o Brasil. Ah, o Mazda 3….

  • RicLuthor

    Na minha opinião, poderia ser adquirida pela Hyundai para aumentar sua linha de produtos incluindo aí uma picape cabine dupla ou pela CAOA-Chery. Nenhuma empresa sem vendas no Brasil ou sem nome forte no mercado faria tal investimento.

    O preço de aquisição certamente será abaixo do valor de mercado, mas a forma como atua o sindicato local poderá (ou não) impedir a compra.

    • V12 for life

      CAOA já tem duas plantas com a da Cherry extremamente ociosa, não tem motivos para querer uma terceira.

      • Carroceiro

        A CAOA é a maior distribuidora de caminhões da Ford no país. A aquisição da planta em conjunto com a Hyundai poderia até ser um bom negócio para ambas. De um lado, a CAOA mantinha os caminhões da Ford e de outro os coreanos podem expandir a capacidade produtiva gradualmente.

      • RicLuthor

        Basta as vendas dos suvs dela engrenarem, ou caso opte por fabricar um modelo de volume (hatch ou sedã de entrada).

        • Tosca16

          Mesmo assim, a fábrica de Jacareí é modular e pode chegar a 150 mil unidades ano.

    • SDS SP

      Acho difícil à Hyundai, não faz muito tempo que perdemos uma fábrica de motores para o México por conta de competitvidade.
      Conhecendo bem a região de Taboão em SBC, é mais barato ela ampliar a fábrica de Piracicaba

      • vinny

        E além disso, provavelmente apenas a CAOA tem permissão de produzir caminhões da Hyundai no Brasil, e pelo que me consta após comprar a Chery ela não precisa de mais uma planta. O mais provável é que uma chinesa compre, mas não aposto na JAC (Grupo SHC em recuperação judicial), nem na LIFAN (mais barato fazer tudo no Uruguay)… Chuto que a FOTON, que recentemente anunciou que irá entrar diretamente no Brasil seja interessada, pq ela usa as instalações da Agrale atualmente

        • heliofig

          Eu acho que ninguém compra. Chinês que vier vai querer ir para onde tem incentivo fiscal e sindicato fraco…

        • Adenilson707

          Lifan tá fechando a fábrica no Uruguai, eu não duvido que ela tá de olho na unidade fabril da Ford.

  • Rogério R.

    Qdo li essa notícia na hora me veio a cabeça a Dongfeng e pra mim é a única que produz cavalos-mecânicos(o caminhão que realmente está dando lucro para as montadoras de caminhões no Brasil) capaz de peitar as poderosas montadoras de origem europeias já consolidadas aqui. Apostaria tbém na Sinotruk, mas isso antes da Volvo deixar sua parceria com a marca chinesa, agora a parceria é com a MAN e acho que a Traton não irá querer um “MAN chinês” mais barato que o MAN puro sangue sendo oferecido no Brasil. Pra mim é uma grande oportunidade para a Dongfeng Trucks. A meu ver essa deixaria as europeias de orelha em pé.

    • V12 for life

      Mais fácil a Mercedes adquirir, é só derrubar alguns muros e fechar a de Juiz de Fora.

      • Rogério R.

        Depois do dinheirão que a Mercedes investiu em Juiz de Fora readequando a fábrica que era de carros para fabricar caminhões, acho pouco provável.

      • SDS SP

        Fábrica da Mercedes está ociosa. Aliás, mercado de caminhões no Brasil está uma draga daquelas.

      • TchauQueridos

        Muito improvável.
        Até porque a MB preferiu Iracemápolis a pouco tempo…

    • jorge

      Amigo a dongfeng e da volvo ,trabalho na volvo a 8 anos e posso lhe garantir a dongfeng nao vem para o brasil

      • Rogério R.

        Eu sei, é uma aliança, a Volvo tem 45% da Dongfeng. Como já citei acima acho muito difícil uma fábrica de carros de passeio comprar a fábrica. Aposto mais na vinda de uma montadora de veículos comerciais, acreditava na Dongfeng, pois acho que é a marca chinesa de veículos comerciais com mais cacife para vir pra cá e enfrentar as marcas europeias. As marcas europeias praticamente todas já estão presentes aqui. Americanas? Sem cogitação, pois Kenworth e Peterbilt são da Paccar dona da DAF, a Freightliner é da Mercedes, a International não obteve sucesso aqui e voltou pra trás, a Mack Trucks é da Volvo…e outra coisa que dificulta as marcas americanas de caminhões a virem para o Brasil é que aqui é utilizado o modelo europeu de transportes, assim como em grande parte do mundo.

        O que restou… a FAW na minha opinião não tem um cavalo-mecânico com potencial para enfrentar os “cavalos” europeus vendidos aqui A JAC, essa sim tem “cavalos” que talvez possam dar trabalho para os “cavalos” europeus, mas sinceramente depois que a JAC não teve uma boa experiência aqui com automóveis acho pouco provável que ela queira comprar essa fábrica para produzir caminhões. Pra mim a Dongfeng é a que teria mais potencial. Mas se a Volvo não quer, fazer o que. O Doria está com uma baita batata quente nas mãos.

  • Marcio Oliveira

    Estava vendo no Google maps, essa planta é gigantesca.
    Provavelmente não haverá nenhum interessado, as montadoras que estão na capital querem sair, ninguém quer entrar.

    • Rogério R.

      Pois é, eu acho pouco provável que uma montadora de veículos de passeio queira. Acho mais provável que uma de veículos comerciais se interesse mais. Eu me arriscaria em apostar na Dongfeng Trucks.

      • edujgcruz

        Concordo com você. O governo de São Paulo teria que focar nesse segmento para viabilizar novamente a unidade fabril.

    • MauroRF

      Dá uma olhada no Google Maps no tamanho da planta da VW na Anchieta, vai tomar um susto. Aqui no ABC, desde os anos 90, perdemos muitas empresas para o interior do estado de SP e outros estados. E aí as fábricas abandonadas viram shoppings ou prédios.

      • Vitor

        A diminuição do pesa da indústria na economia do ABC é natural e até esperada. O pior é não encontrar outro caminho.
        Philips, Toshiba, Yoki, Kharman Ghia, Rolls Royce, Bacardi, Trorion, Brastemp são algumas das empresas que eu me lembro que não existem mais. Veja que não são apenas do setor automotivo.
        O Brasil hoje tem concorrentes que não tinha até os anos 90, China, India, Tailândia… Se o país não se tornar mais competitivo vai ter que repensar a questão da industrialização e se focar em indústria de base, agricultura, comércio e serviços.

        • MauroRF

          Sim, a desindustrialização aqui foi em todos os setores. A Brastemp foi uma das primeiras, já no final dos anos 80 abriu a fábrica em Rio Claro, aí para fechar a de São Bernardo foi questão de tempo. Meu pai trabalhou a vida inteira na Pirelli, que (ainda) mantém suas atividades na cidade de Santo André.

          • Edson Fernandes

            A Braskem só saiu pq encontrou dificuldades qto ao pagamento de ICMS. Houve uma mudança na legislação do transporte em meados de 2000 que se cobrava impostos por divisa. imagina que beleza que antes tinha um unico imposto interno de SP e agora passou a ser por municipio . (o valor é o mesmo da tributação entre esses municipios mas começou a existir guerra com outros), enfim… o ICMSque é um imposto estadual começou a ter benesses municipais que acabaram por fazer ela desistir de ter a manutenção do local.

      • Ernesto

        Fala aí Mauro, tudo bem? Visitei a fábrica da VW de SBC em algumas oportunidades. É realmente gigantesca! Dá para se perder fácil lá dentro!

        • MauroRF

          Fala, Ernesto, tudo joia, como você está? Sim, a da VW é enorme. Não sei precisar agora quantos funcionários tinha ali antigamente, mas dizem que, nos anos 70 e 80, aquilo era uma “cidade” de tanta gente.

          • Alexandro Vieira Lopes

            anos 80 , entre 30-40mil , agora entre 8-10mil.

            • Edson Fernandes

              Isso mesmo. Tanto que antes, era comum rodar com varios onibus dentro da fabrica. Hoje quem precisa se deslocar de um ponto para outro faz com vans ou carros.

    • TchauQueridos

      É maior que muita cidade do interior…

  • octavio cesar godoy

    Isso é o que sindicatos esquerdistas fazem. Agora manda o presidente do sindicato ir tocar a fabrica

  • FREDRED

    Infelizmente isso não vai acontecer, quem morou ou tem parentes que morou por lá sabe que a situação vai de mau a pior, desvalorização (absurda) de imóveis, fechamento de empresas e comércio em geral, trânsito caótico, crimes, assaltos, desemprego altíssimo, péssima gestão das prefeituras.

    Não vejo nem escuto falar de pessoas que tem Interesse de se mudar para o Grande ABC, pelo contrário, só vejo pessoas saido de lá.

    Quem conheceu a região nos anos 70/80/90 e for pra lá agora, esta irreconhecível, lamentável.

    • Zé Mundico

      Vejo como um ciclo que começou, atingiu seu ápice e chegou ao fim como, aliás, tudo na vida.

    • MauroRF

      Moro em Santo André. A cidade atrai investimentos apenas de pequenas empresas ou empreendimentos comerciais, que não pagam nunca o que as grandes indústrias pagam ou pagavam. Aqui em Santo André (e no ABC como um todo) foi bom até os anos 90, agora o forte é o setor terciário. O problema é o que você disse acima. Se bem que imóveis aqui não estão tão ruins assim porque muita gente que morava na capital paulista veio morar aqui em busca de preços menores. Como a infraestrutura das cidades (mais Santo André, São Bernardo e Santo Caetano) é boa, tem boas escolas, bons serviços, hospitais etc., o morador da capital tem aqui tudo o que tem em Sampa, mas pagando menos nos imóveis e em alguns serviços. Só aqui no meu prédio, temos 5 famílias que vieram da capital. Aqui perto mesmo de onde moro, tem um grande shopping, boas escolas e bons hospitais (um deles é o Hospital Brasil, que é da Rede Dor, que administra o São Luiz, e o Hospital Brasil já está ficando no nível do São Luiz da capital). Apesar da grande desindustrialização e dos problemas, ainda considero um lugar bom para se viver, com infraestrutura e bons serviços.

      Já faz uns bons anos que Santo André (e acredito que as outras cidades também) estão se tornando cada vez mais cidades-dormitório. Muita gente que conheço trabalha na capital. Acho que o que ajuda a sustentar o padrão da cidade é essa grana que as pessoas “trazem” da capital, pois muita gente bem de vida por aqui ganha seus altos salários na capital.

      Já morei no interior de SP, mas em uma cidade de 150 mil habitantes pouco desenvolvida. Aí resolvi voltar para cá (voltei, também, por motivos profissionais). Morando lá, eu descobri que gosto de ter bons serviços e infraestrutura, então morar em cidade média ou pequena de interior não me serve. Uma cidade de que gosto muito é Sorocaba: está se industrializando cada vez mais, tem o mesmo tamanho daqui e é bem mais organizada (pelo menos nos bairros centrais). É uma cidade que consideraria em caso de futura mudança, mas, por enquanto, vou ficar aqui em Santo André mesmo, onde vivi praticamente a vida toda.

      • CharlesAle

        Também nasci aqui em SBC, e sempre vivi por aqui. Mas já morei por 8 meses em Sete Lagoas(MG), por volta de 1998( a trabalho, montagem da Fabrica da Iveco)..A trabalho também, conheci demais Atibaia, mas minha mãe adoeceu na época e tive que trabalhar por lá e vir embora todo santo dia!!! E realmente prefiro viver aqui em SBCampo, mesmo com todos os problemas, estou “enraizado” aqui,rsrsrs..

        • MauroRF

          Fala, Charles! É, o “problema” é que quem é do ABC de raiz custa a largar o osso, rsrs. Do meu círculo de amizades aqui, poucos deixaram Santo André, a maioria vive aqui até hoje. Apesar dos problemas, ainda acho que é um lugar bom para se viver.

      • Tony

        Sorocaba tem a Toyota e a cidade como a empresa tem uma simbiose muito grande.Basta ver os programas de integração entre a prefeitura escolas e a Toyota.A propósito a fábrica trabalha em regime de 3 turnos.

        • MauroRF

          Exatamente, Tony. E tem outra: Sorocaba atraiu e vem atraindo muita empresa. Isso traz renda e emprego para a região. Conheço Sorocaba desde moleque e posso afirmar que a cidade se desenvolveu demais nos últimos 15 a 20 anos. Um primo meu que morava em Sampa se mudou para lá faz 4 anos, e outra prima se mudou a trabalho em 2001. Pergunta pros dois se querem sair de lá, rs. Eles não saem.

          Minha esposa tem vontade de morar em casa de condomínio fechado, eu estou começando a achar a ideia legal. Se a gente fechar mesmo nessa ideia, eu escolheria a cidade de Sorocaba tranquilamente, pois lá tem muitos desses condomínios.

      • FREDRED

        Recentemente vendi um imóvel por lá, semi nova, a casa tinha sido construída em 2007, vendi pela Misericórdia de Deus, foi difícil, demorei 10 meses com preço abaixo do mercado, muitas visitas e quase nada de proposta. Quem conhece sabe que um imóvel em bom estado, bem localizado e com preço atraente vende rápido, e eu tinha tudo isso, mas…
        Concordo plenamente em relação a comércio e serviços, tem de tudo por lá e tudo fácil, muitas vezes fazendo tudo a pé.

        • MauroRF

          Onde você tinha imóvel, era em SBC mesmo?

          Então, pelo que vi, o mercado tava meio parado mesmo, agora que está recuperando. Aqui no prédio, venderam um apto semana passada pelo valor que se vendia até 2015 (na prática, desvalorizou, se considerarmos a inflação).

          Agora, uma pessoa, do nada, escolher o ABC para morar, isso eu não vi acontecer. O que vi e acontece é o que eu disse acima: um povo que vem da capital em busca de preços menores nos imóveis, aí tem bastante.

          Então eu moro na Vila Assunção (Santo André) e aqui tem tudo perto, eu faço tudo a pé mesmo.

    • R. Rover

      O esvaziamento industrial do Brasil é notável e em SP mais ainda.

  • Domenico Monteleone

    A Ford que não fique tentando viver do Ka, se der uma daquelas viradas de mercado como aconteceu com o Uno, que derrepente despencou nas vendas, ela vai se afogar.

    • RicLuthor

      Ela vai variar, lançará o Ekasport, a Kanger (picape média), Kourier ou Kampa (picape pequena), Kocus (hatch e sedã médio), Kusion (sedã grande), Kargo (linha de caminhões)…, todos baseados no Ka. Rsrsrs…

      Essas empresas preferem fechar as portas do que reduzirem margens, aumentarem o volume de vendas e ganhar participação no mercado. Durante anos ouço muita gente reclamar da Ford, talvez só perca em reclamações para a Peugeot e Citroën, nunca vi a empresa se movimentar para melhorar sua imagem perante o mercado.

      • zekinha71

        Eu iria de Kanger, agora Kusion nem pensar kkkkkkkkkkkkkk.

        • Munn Rá : O de Vida Eterna

          Isso seria uma ” KAgada ” atrás da outra

      • Munn Rá : O de Vida Eterna

        ” KA KA KA KA KA KA “

  • Joãozinho

    Só que se vier uma dessas chinesas aí, os empregados vão ver o que é bom pra tosse, he, he, he, he!

  • vicegag

    Sonhar não custa, quem sabe a Mazda.

  • Zé Mundico

    Não sou vidente mas acho difícil alguma montadora ainda ter a coragem de se mudar para o ABC. Claro que o governo do estado pode oferecer algumas condições, incentivos, isenções e coisa e tal……mas acho difícil mexer nisso, pois se abrir para uma, as outras vão cair matando atrás do mesmo tratamento.

    • Vitor

      Realmente não é uma situação simples.
      Uma opção poderia ser um planejamento para trazer indústrias de outros segmentos, metalúrgicas, plásticos etc. Lógico que teria que haver uma readequação do local, mas é melhor que nada.

  • RPM

    Podiam oferecer pro Elon Musk…..pra fazer caminhões elétricos….rs

    • zekinha71

      Ele só ia aproveitar o teto e as paredes, o resto tudo é sucata.

      • RPM

        Mas vc falou o óbvio,não?

  • edujgcruz

    O grande problema é que a fabrica não recebe investimentos a mais de 4 anos, ou seja, está obsoleta e demandará altos investimentos. Tomare que consigam um comprador, pois 3mil pais de família desempregados não será fácil.

    • MauroRF

      Um desses é um vizinho do prédio onde moro. Ele tem duas filhas adolescentes, pensa num cara preocupado com essa notícia. Eu realmente fiquei triste com isso, pois a gente acaba se colocando no lugar da pessoa e imaginando “e se fosse comigo?”. Ele tem 25 anos de Ford.

      • Junoba

        Infelizmente agora é assim. As empresas agora fazem contrato de 45 dias ou 6 meses, pois não podem manter os funcionários por muito tempo. Aqui em Ipatinga/MG tem um Shopping de dois andares, e o segundo andar está praticamente vazio, as lojas estão todas fechadas. Ninguém mais tem dinheiro, e também não iremos mais se aposentar. Não consigo me imaginar trabalhando com 65 anos.

        • Zé Mundico

          Dependendo da atividade, trabalhar até 65 anos é perfeitamente plausível em qualquer país do mundo.

          • MauroRF

            No meu caso, sou tradutor (e autônomo/freelance), e na minha profissão, 95% são autônomos com CNPJ para prestar serviço. Praticamente todos trabalhando em casa, e até meados dos anos 2000, trabalhávamos dentro de empresa, primeiro como CLT, depois como CNPJ. Com o advento da tecnologia, as empresas descobriram que nos deixar remotos e prestando serviço com CNPJ era muito lucrativo, e assim fizeram. Sei lá, as coisas mudam, e eu não resisto às mudanças, pelo contrário, eu as sigo, corro atrás, aprendo o que tiver que aprender e bola pra frente. Procuro usar essas mudanças sempre a meu favor. Essa turma da Ford, infelizmente, vai ter que se virar nos novos tempos. É o que sempre digo, empresa quer lucrar e vai sempre procurar a melhor forma de lucrar o que puder.

            Na minha área, é algo inusitado: quanto mais velho (experiente), mais ganha. Talvez por isso muitos não param após os 65, pelo contrário, muitos colegas se mantêm na ativa. Eu mesmo não pretendo parar aos 65, pretendo no máximo diminuir. A gente mantém a cabeça ativa, é bom. E tem colegas que não param porque precisam pagar suas contas, claro. Ser autônomo requer planejamento para não depender tanto do trabalho mais pra frente, e por isso que eu mesmo já vou fazendo minha aposentadoria, pois não tenho nenhum dos direitos que um trabalhador comum tem.

            • Zé Mundico

              Concordo com cada vírgula. Infelizmente poucas pessoas tem esse entendimento de que trabalhar é uma regra da vida e não uma exceção com prazo marcado. Difícil mudar uma cultura adquirida.

          • Junoba

            Mas ai você olha para a realidade do Brasil. Imagina um lixeiro, pedreiro, que trabalha no sol, carregando peso !? Acorda, você esta no Brasil !

            ´´trabalhar até 65 anos é perfeitamente plausível em qualquer país do mundo. ´´
            Engano seu, existem países africanos que a média de vida das pessoas é um pouco mais de 40 anos. Você não conhece a realidade do mundo.

            • Zé Mundico

              Mas não estamos falando da África e nem podemos tirar média apenas por profissões braçais. Brasileiro tem essa mania de colocar os “pobres” na frente para desviar o foco e mudar de assunto…

              • Junoba

                Mas os pobre são maioria no Brasil. Se a maioria fosse médico, advogado, juiz, estaria tudo bem. E eu falei da África porque você disse ´´qualquer país do mundo ´´.

      • CharlesAle

        Triste realmente, já passei por isso muitas vezes..Mas o fato é que a Ford cometeu erros demais nos últimos anos. Tanto no setor de veículos pequenos, como nos caminhões( para ter uma idéia, a Ford mal tem um cavalo mecânico, justo o que sai mais hoje em dia, devido aos bitrens/rodotrens e ser um caminhão mais lucrativo). Quer dizer, foi uma planta que estava fadada ao fechamento mesmo..

      • zekinha71

        Todo mês fecho empresas fechando, e ninguém se preocupa com os desempregados, mas quando é uma gigante sugadora de recursos e benefícios do governo, vira notícia.

        • MauroRF

          É porque, também, chama a atenção pelo número de desempregados e pela empresa que é.

          • zekinha71

            Pra mim o que chocou, foi quando a Pan Am fechou, era um ícone do mundo inteiro e do nada virou pó.

    • Adenilson707

      Eu digo que alguma chinesa compra, e ainda eles modernizam num tapa. Dinheiro a rodo, meter as caras, isso eles tem

  • Tosca16

    Eu não tiraria a marca FORD do mercado de caminhões, e com essa eminente fusão a VW pra linha de comerciais é algo de se repensar bastante se a mesma não voltará a ter linhas mais competitivas no mercado, especialmente em vans e veículos leves. Agora se uma chinesa comprar a fábrica, ao meu ver, seria muito bom se a mesma pudesse usar da rede e nome FORD no Brasil; querendo ou não o nome pesa no mercado, e todas praticamente compartilharão de fornecedores. Uma chinesa que usar do nome Ford e continuar com motores Cummins e transmissões Eaton/ZF já poderia entrar no mercado sem ser uma mera coadjuvante.

    • Hodney Fortuna

      A TPV chinesa comprou a Philips de produtos para consumidor final no ramo de eletrodomésticos e uso do lar como a Walita. Pensando bem a atual Philips está deixando a desejar na qualidade dos seus produtos.

  • SDS SP

    Não quero nem pensar o que pode acontecer com São Caetano se a GM fechar sua fábrica ali instalada. É algo bem plausível.

    • zekinha71

      A fábrica fechada as porta e o município vai junto, igual está acontecendo em Minas, se a Vale for fechada leva mais de 500 municípios parasitas.

    • Ernesto

      Não creio que a GM sairá de São Caetano. Um dos maiores problemas é como o sindicato da cidade se porta e acredito que o de São Caetano seja bem mais maleável que o de SBC.

  • Hodney Fortuna

    Atualmente uma decisão como essa da Ford alarma muitas outras empresas e principalmente as novas que desejam investir por aqui. Elas já contariam com uma fábrica inteiramente já montada, com todo o corpo de trabalhadores e licenças de funcionamento. O que ainda assusta essas empresas é a tributação predadora estatal que incide sobre suas vendas e principalmente o sindicato com suas ideologias anti capital. Isso assusta e muito qualquer potencial comprador para essa fábrica.

    • Junoba

      Assusta também os preços dos veículos.

    • DinhoRoxxx

      Duvido que alguém compre com esse sindicato.

      • Hodney Fortuna

        Falou certo! Ninguém vai querer comprar uma unidade fabril atrelado a um sindicato que visa odiar o proprietário da fábrica.

    • zekinha71

      Firma nova, novas licenças, mesmo sendo do mesmo ramo, a burocracia vai ser a mesma.
      Alterou o CNPJ tem que fazer tudo de novo, já aconteceu com clientes meus.

  • É uma pena que o Brasil não tem a força que a UE teve para fazer a GM dar os pulos dela e dar um jeito de vender a Opel para alguém antes de pensar em fechar fábricas, mas a gente é muito bonzinho.

  • Gorlami

    tomara q feche

    • Robinho

      aff

  • Roxxton

    Se a Ford está entregando os pontos com essa fábrica, ela cria uma situação preocupante, não só para ela, mas também para o consumidor brasileiro. Passa muita insegurança.
    Aqui em casa, por exemplo, temos 3 carros Ford. Mas diante desse panorama não acho que compraremos mais nenhum, pois não sabemos qual será a postura da empresa em tempos vindouros. Fica aquela sensação de que ela pode sair do país a qualquer momento.
    Uma pena!

    • Vitor

      A Ford está no Brasil acho que a quase 100 anos. Entendo a preocupação do consumidor, mas se a empresa se tornar inviável o fechamento faz parte do contexto, temos que encarar como algo possível e normal dentro do contexto empresarial.
      A questão no caso é que peças e serviços de manutenção deem com dos veículos em circulação.
      Porém a chegada e saída de empresas faz parte.

  • jfontes

    Com a carga de impostos e a forte pressão sindical que existe no ABC, acho difícil alguma montadora querer se instalar.

    • Louis

      Realmente, ninho do sindicalismo, onde ganhou força o Demônio-9-dedos. Mais seguro erguer uma planta do zero em outra localidade.

  • zekinha71

    Patrocinado querendo ajudar o patrocinador, agora se fosse outro tipo de empresa o governador ia querer ajudar?
    Mês passado dois clientes meus fecharam, gerou mais 50 desempregados, eu não vi o Doriana se manifestar.

    • Ernesto

      Duas empresas empregando 50 funcionários e a outra empregando 2.800 funcionários. Qual seria a sua prioridade?
      Não quero dizer que estas duas empresas, que foram seus clientes, não merecem atenção, mas deve-se considerar a prioridade.

      • zekinha71

        Mas quantas empresas de 20/30 funcionários estão fechando semanalmente, e governo não está nem aí, na região do Brás existem quarteirões que só tem imóveis fechados, e eram tudo empresas, quantos empregos foram extintos e ninguém nem notou.
        Depois da “greve” dos caminhoneiros foi divulgado que o setor de serviços representa mais de 70% do PIB, depois vem o agro negócios, a indústria representa pouco e é todo tipo de indústria e não só automobilística, mas na hora de levar dinheiro e benefícios do governo quem é sempre a primeira.
        E pra pedir proteção tipo Inova auto, quem sempre leva.

        • Ernesto

          Entendo sua revolta zekinha71. No Brás eu creio que esteja existem alguns fatores para que tantas lojas tenham fechado:
          – mudança de perfil de consumidores por lá;
          – concorrência;
          – alto valor do aluguel
          – violência
          Um amigo tinha loja de tecidos próximo à 25 de Março. Pagava uma fortuna de aluguel, algo em torno de R$40.000,00. Acabou saindo de lá e indo para uma rua conhecida na ZL por ter lojas de tecidos, cortinas, a Guilherme Giorge. Lá ele não paga R$10.000,00 de aluguel.
          Eu mesmo já fui sócio de uma importadora de pisos (porcelanato). Pagávamos na época (6 anos atrás) R$3.000,00 e a dona quis aumentar para R$12.000,00 na renovação do aluguel. Buscamos outro galpão por R$8.000,00, muito caro considerando o que pagávamos, mas abaixo do que pagaríamos se permanecêssemos no mesmo galpão.

  • Eng Turbo

    Não será adquirida por outra montadora por inúmeros motivos, mas o principal é a existência do SINDICATO.
    Além disso a especulação imobiliária ja irá fazer a sua parte, pois o terreno vale uma fortuna.

    • DinhoRoxxx

      Mesmo se todos os outros motivos tivessem bons este sindicato provavelmente inviabilizaria o negocio, acredito que qualquer comprador iria esperar alguns anos para o sindicato sumir antes de comprar a fabrica

  • CanalhaRS

    Mazda e Geely (Volvo) seriam muito bem vindas. Mas acho que as mais beneficiadas com uma hipotética compra desta unidade seriam Hyundai e Kia. Uma pena que os altos impostos e os sindicatos esquerdistas (anti-empresa) são barreiras que desestimulam essas e qualquer outra montadora a vir pra essa unidade.

    • vinny

      A Fábrica é demasiadamente grande para a Volvo Cars (carros de luxo, baixo volume. Fazer tudo na china e distribuir pro mundo é mais barato). Já a Mazda, não sei se eles tem bala-na-agulha e coragem para tentar um investimento desses no Brasil, o que acha?

  • Sr.sousa2017

    A venda desta fábrica só é viável se passar os direitos de produzir os caminhões Ford, e assim mantendo sua rede de conssecionarios ativa. Fora isto qualquer um que pegar vai levar muito tempo para adequar seus produtos e assim continuará com as demissões.

  • EDER ANGELO Soares

    Todos já sabem o que dá concentração de empresas gigantes perto uma das outras, mão de obra cara, energia elétrica cara, possibilidades de greves, isso foi o ingrediente que fez nascer lula…
    Hoje, é fácil montar sistemas de captação de energia, a Honda Fez isso, a energia elétrica é aproximado de 5 a 10% de um carro, ou seja, compensa mudar de cidade, indo para uma mediana, receber incentivos fiscais, treinar todos funcionários, recontratar pessoal de sangue novo do que manter uma fábrica desse tipo.
    Sem falar que montar uma fabrica nova, pode usar tudo que é mais moderno e redesenhando tudo do zero.
    Acredito que se fizeram isso que estão vislumbrando lucro em outro canto.a
    Tem prefeitura no Brasil que aceitaria a ford com apenas 5% daquilo que ela paga hoje para as prefeituras.
    Acho muito difícil outra montadora colocar seu dinheiro num local com esse currículo.
    Acredito que a Igreja Universal arremata esse prédio, acredito que essa região esta precisando ora ao Senhor !
    Desculpe falar dessa maneira, mas se der uma diminuida na energia elétrica, informatizar a produção, e diminuir os impostos… os carros da Ford podem ficar até 10% mais baratos, acredito que isso seja totalmente irreversível.

  • Munn Rá : O de Vida Eterna

    Se o mercado de elétricos fosse algo real no Brasil seria um ” cheio ” para a BYD !

    Poderia fabricar vários modelos elétricos e híbridos ( no caso caminhões e carros )

  • Fábio Cézar

    CAOA pode produzir os Fords sob licença e mudar o nome da marca de Ford para CAOA caminhões, OLIVEIRA ou ANDRADE.

    • vinny

      Se a CAOA ainda tiver dinheiro, seria muito interessante. Ela poderia mudar a marca para CAOA,, mas mantendo a atual linha de caminhões e a rede.

  • Alvarenga

    A tentativa é valida ja que a incompetência da direção da Ford não foi capaz de administrar isso sozinha, então o governo vai ter que pegar na mãozinha e ajudar.
    Acho uma missão quase impossivel pois a instalação de SBC é um Dinossauro daqueles bem grandes e desajeitados. Equipamentos obsoletos, linha antiga, área enorme e mal aproveitada, que pra piorar é atravessada por um rio e cercada por piscinões que transbordam e alagam o patio de carros novos quando chove muito, enfim, mesmo que algum chines maluco queira assumir a parte de caminhões ainda resta saber o que fazer com a metade que produz o finado Fiesta.
    Bota abacaxi nisso !

  • Diego G. de Lima

    Os rumores que a Ford está saindo de lá já datam de anos, mas eu vejo de uma perspectiva totalmente diferente, na minha opinião existe toda uma movimentação das grandes montadoras em fazer um alarde, vide Ford e Chev, objetivando alguma coisa, talvez queiram que o governo abra mais as pernas, do que já abre, para eles.
    A Ford até justifica a saída, há muito tempo não é a marca preferida pelos brasileiros, culpa única e exclusiva deles, mas a Chevrolet ficar de história…. ah vá.

  • Wendel Cerutti

    Uma boa chance para a DAF entrar no segmento de chassis rigidos .

  • 1945_DE

    Se eu tivesse dinheiro, comprava essa fábrica só para manter a linha de caminhões F-350 e F-4000 em produção. Ressuscitava a F-250 e lançaria a versão com cabine estendida, cabine dupla e uma Blazer. Aposto que essa fábrica não fechava. É só dar uma modernizada na linha F da Ford que ela dura mais uns 15 anos sem fazer força.

  • heliofig

    Na minha opinião, a Mazda não entra nessa nem podendo! Já cair de paraquedas no colo do sindicato mais forte do país?
    Iria virar outra Chery, mais parada brigando do que produzindo…

  • FrankTesl

    vai que nesse meio tempo a “bancada diarreia solta tudo do STF” descola uma liminar marota as 4:00 da manhã para soltar o çupremu deuz moluszko e ele volta a se encastelar no predio do sindicato de sao bernardo. aí que ninguem vai querer sentar nesse formigueiro

    • FrankTesl

      Bingo…o SoltaTudoF#&@-se aprovou um saidão geral da Lava Jato…

  • Marcio Souza

    Mesmo com a venda da planta não significa manutenção de todos os postos de trabalho e com o mesmo salário. Apesar antes isso do que nada.

  • Geraldo Gomes

    Bye-bye americanos.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Eu acho que o máximo que poderia acontecer é a CAOA licenciar o Cargo junto à Ford mas para produzi-lo Anápolis (GO) ao lado do HR. Já a fábrica deverá virar condomínio residencial. E a saída da Ford poderá comprometer a viabilidade de diversos fornecedores da região e motivar outras empresas do ramo a sairem de SBC.

  • Adenilson707

    No final, alguma fabricante chinesa vai acabar comprando a unidade toda, eu já estava desconfiado, que já devem estar trocando idéia com o Doria.

    E canto a pedra que alguma fabricante de caminhões(quem não quer abrir uma fabrica em SP) chinesa leve o parque fabril da Ford.

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