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Ford: trabalhadores temem fechamento do campo de provas de Tatuí-SP

Ford: trabalhadores temem fechamento do campo de provas de Tatuí-SP

Os trabalhadores da Ford em Tatuí, interior de São Paulo, estão apreensivos. De acordo com o sindicato local, a montadora americana tem intenção de fechar o campo de provas da marca, inaugurado em 1978.


O local de testes e desenvolvimento de produtos da Ford estaria passando por um processo de demissões, a fim de que a empresa possa terceirizar sua atividade, que assim ficaria aberta para outras montadoras, sob o nome de “Global Automotive”.

Em greve desde segunda (2), os 270 empregados da Ford em Tatuí reivindicam o pagamento de benefícios aos funcionários demitidos da empresa, tal como vem sendo feito nas unidades de Taboão, Taubaté e Camaçari. O temor do sindicato é que a unidade seja mesma fechada, conforme indica as ações locais da empresa.

A ideia de terceirizar as atividades do campo de provas só não teria sido concretizada até agora, porque a Ford testa por lá o Territory, SUV médio que chega importado da China em 2020. O sindicato diz ainda que a empresa teria até mesmo perdido um contrato com a Toyota por conta da instalação ainda pertencer à Ford.


Ford: trabalhadores temem fechamento do campo de provas de Tatuí-SP

No local, placas de acesso proibido já estão com a identificação da Ford coberta, indicando mesmo que há uma mudança de controle no campo de provas. As demissões estariam começando pelos mensalistas, depois passaria para horistas e o pessoal da área administrativa.

A Global Automotive não é uma empresa da Ford, mas de um ex-engenheiro da montadora, atuando como prestadora de serviços em Tatuí e com escritório em Camaçari, próximo da fábrica que faz os modelos Ka, Ka Sedan e EcoSport. A empresa teria dito que de seis a doze pessoas trabalham na unidade paulista, mas o sindicato fala em até 45.

Já a Ford diz que haverá um processo de reestruturação organizacional e mudança no modelo de negócio. Em Taboão, a CAOA confirmou intenção de compra da fábrica de caminhões, que fazia também o New Fiesta. Se tudo for confirmado, a Ford terá somente as unidades de Taubaté e Camaçari no Brasil.

[Fonte: UOL]

Ford: trabalhadores temem fechamento do campo de provas de Tatuí-SP
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Patrick

    A Ford Brasil está tomando um rumo que vai ser igual ao ditado…O ultimo que sair apaga a luz!

  • Quem diria que uma grande fabricante no Brasil estaria assim nessa situaçao. Mas culpa da administração da mesma. Estou vendo quetalvez não será essa a vez de eu ter o Focus.

    • Janduir

      Bem feito. Poderia ter lançado o New Fiesta como Fiesta comum e manter o preço. E essa transmissão automatizada tinham que ter testado melhor antes de lançarem… Enfim, peças que não são tão duráveis e quando quebram são caríssimas (minha esposa tem uma Eco 2011)…

      • Na verdade eu acho que deveriam ou ter segurado o lançamento ou ter feito a parceria com a Chevrolet como foi no passado para a transmissão de 6 marchas.

        Melhor do que ficar com um carro sob uma reclamação recorrente e que sujou o produto.

        • Janduir

          Bem lembrado, já que a Transmissão do Fusion 2012 é a mesma da Captiva… Poderiam usar a 6t30 que vai no Onix-Prisma-Cobalt-Spin entre outros.

  • 1945_DE

    A Ford podia melhorar o traçado e condições das pistas e transformar em um autódromo. Acho que ia dar mais lucro.

    • MarcosGojira

      Esse campo de provas é no meio do nada (já passei em frente algumas vezes), acho que a localização não permitiria um possível autódromo ser algo rentável.

      • Bruno Alves

        Não é tão no meio do nada assim, 140 km de São Paulo, 2 horinhas só… Eu acho que teria público pra isso. Mas só de pensar as centenas de milhões que deve custar pra comprar isso, acho difícil também.

    • Mindingo

      Autódromo nunca deu lucro.
      Só funciona quando há os ditos “entusiastas´´ playboys com carros de luxo que sustentam do bolso parte do funcionamento.

      OU então (hipótese mais provável) quando funciona para lavagem de dinheiro. Mas como o cerco da PF vem se intensificando nos últimos anos…

    • Sino Weibo

      Alguma montadora de carros elétricos pode pegar pra testar seus modelos, quem sabe a BYD ou a NIO, que na China tem parceria com a JAC, pode vir pra cá testar seus supercarros ae pra serem lançados por aqui?

  • Alvarenga

    E o seguinte: Os trabalhadores estão fritos de qualquer modo porque se fechar perdem o emprego e se terceirizar o salario cai pela metade e so aproveita alguns, então os tempos doces acabaram.
    E não é so na Ford. Pra quem não sabe a GM tambem demitiu um monte de gente em seu campo de provas e engenharia no mes passado.
    Ou seja: o país esta perdendo suas engenharias automobilisticas e entregando o grosso do desenvolvimento para paises asiáticos.

    • Fanjos

      Mais um motivo para acabar com os impostos de importação e colocar concorrência de verdade aqui

      • É complicado. O parque industrial brasileiro vem se degenerando ano a ano já a um bom par de décadas. O custo da falta de infraestrutura, da justiça caótica (sem nenhuma segurança), dos impostos e leis sociais pesados, o custo do capital, dentre várias outras mazelas, deixam a indústria brasileira (não só a automotiva) sem nenhuma condição de competir com produtos estrangeiros.
        Sabe-se que nenhuma nação chega ao progresso sem um parque industrial pujante e diversificado. Aí é que entre o “complicado”: difícil abrir mão do nosso parque industrial, abrindo por completo o mercado para importações.
        No caso automotivo mesmo, já há anos que as montadoras aqui instaladas vem caminhando para a produção apenas de produtos mais básicos, com a grande maioria dos modelos mais sofisticados tendo origem de outras praças.
        Essa situação joga totalmente por terra aquele mantra repetido por muitos de que “o lucro das montadoras no Brasil é estratosférico”. Assim fosse, como explicar a cada vez menor gama de produtos produzidos aqui? Não seria esperado o contrário, que com lucro exorbitante cada vez mais modelos viessem a ser produzidos no Brasil?

        • Brutus

          Abrir totalmente para importações é a mentalidade dos deslumbrados.

          Geralmente funcionário público (também sou um, e conheço a mentalidade doentia de muitos colegas meus), que tem salário garantido e não sabe de onde vem a riqueza que lhe remunera.

          Esse tipo de peão é totalmente indivdualista e só pensa no barateamento dos produtos para poder consumir mais, sem levar em conta que se a produção acabar, isso aqui vira um país de miseráveis.

          As pessoas acham que o dinheiro cai do céu, que não há uma produção de riqueza sustentando todos os serviços que temos aqui.

          A falta de leitura, que acomete grande parte dos brasileiros, também é um problema. Estudar o básico do básico da economia (Adam Smith – o Karl Marx dos liberais) já ensina qualquer sujeito que a riqueza das nações vem das exportações.

        • Mindingo

          Ignorância e pensamento individualista do outro comentário.
          Ele só está preocupado em consumir (como num passe de mágica) produtos a preço de Paraguai ou Miami, mas não faz a menor ideia de que existe uma PRODUTIVIDADE (leia-se, gente que acorda cedo e trabalha) pra sustentar o consumo.
          É só mais um liberaleco meia-pataca de internet. Provavelmente tem o diploma do curso “Mestres do Capitalismo´´ e “investe´´ em pirâmides financeiras.
          A realidade é que se os brasileiros lessem — e aqui ninguém lê nada a não ser uat zapi –, teríam conhecimento da obra básica do capitalismo, de Adam Smith, onde explica de onde vem a riqueza das nações.
          E, definitivamente, das importações é que não é.

        • Danilo Pelucio

          A tal industria brasileira só gosta mesmo de uma proteção governamental. Tiveram tanta proteção que virou esse fantasma.

        • Sino Weibo

          Mas com o pouco que produzem chegam a lucrar 3x mais sim, que outros países, por isso sempre escolhem modelos com possiblidade maior de venda, para lucrar mais.

          • Então por que a Ford está praticamente fechando postos de trabalho aqui? Por que a GM volta e meia fala em encerrar a operação dela no Brasil? Por que não produzir os diversos modelos que importamos de México e Argentina aqui, já que é tão dito que é mais barato produzir aqui e que o lucro é estratosférico? Por que a Honda está com uma fábrica pronta e fechada aqui a anos?
            Essa conta não tem lógica. É um tanto mais complicado que o que se discute na superfície.

            • Sino Weibo

              Simples, para receber mais incentivos do Estado, e para que o governo iniba a concorrência. Pense no que fizeram antes, com Inovar Auto. Até hoje não temos nada claro quanto a um mercado verdadeiramente aberto. A China tem trocentas marcas querendo vir pra cá, pq nenhuma vem, sem representação local, sendo que o Chile tem 22 marcas chinesas e a Argentina 12? Pq eles não confiam mais. Não virão sem parceiros locais, pq não querem se arriscar. Assim como várias marcas como Mazda que não quer saber de Brasil. Se o grupo Gandini não mantivesse a Kia por aqui, ela também já teria saído ha tempos. Aqui só fica quem tem fábrica ou tem parceria com grupos brasileiros.

              • Não é bem assim. Uma empresa mundial, do tamanho da Ford, sabe que esse tipo de blefe, fingir a saída para forçar mais benesses, não funciona em um mercado onde temos mais de uma dezena de players, como é o do Brasil.
                Veja bem, se hoje a montadora americana mudasse tudo, passando a demonstrar um forte investimento no país e passando a percepção de manutenção a longo prazo de suas operações, sua imagem ainda demoraria uma dezena de anos para voltar a níveis que já ostentou outrora. Ninguém vai fazer uma manobra dessas para dar frutos aos concorrentes e “queimar” sua imagem por anos a fio.
                É tudo muito mais profundo e exige uma análise dentro da conjuntura de negócios brasileira, que é uma das piores do mundo mais civilizado.
                Sim, a exigência por protecionismo é real, mas ela está ancorada nas dificuldades imensas impostas por nosso setor público à produção com altos índices de produtividade a custos baixos. Tirar as barreiras alfandegárias sem resolver entraves de ordem econômica reais é suicídio. O caminho para a abertura de mercado passa por mudar drasticamente a eficiência do poder público, com redução na dependência do Erário com relação ao financiamento privado em larga escala, melhoria da infraestrutura, melhoria do sistema jurídico, melhoria do ambiente tributário. Sem resolver essas mazelas, derrubar barreiras alfandegárias indiscriminadamente é relegar o país a ficar aprisionado ao setor primário de economia pela eternidade, com postos de trabalho de pouco valor agregado e parcas taxas de desenvolvimento humano.

                • Sino Weibo

                  Também não acho que tenha de ter uma abertura repentina e completa de uma vez, mas o que fizeram em 2010/11 com Inovar Auto foi um tiro no pé total, ao invés de melhorar fez é piorar a economia, menos concorrência, fortaceleu o cartel, preços mais altos e o que em troca? Algumas parcas melhorias, P&D no país continua ínfimo, estamos na esteira mundial dos carros elétricos, sendo que poderiamos já estar sendo pioneiros em hibridos flex e elétricos (O Gurgel visionário já nos anos 80 queria investir nisso). O pior não é só aumentar taxas pra tudo aqui dentro ficar mais caro, o pior foi botar até cotas de quanto se pode ou não importar, ao invés de deixar o mercado se auto regular, ou de obrigar então as multinacionais a se associar a uma local para produção em escala, transferência de know-how, etc..como a China faz. Não fazemos nem um nem outro, ae fica esse mercado xoxo e sem perspectiva alguma.

            • Matthew

              Não quer dizer que seja mais barato produzir aqui do que em outros países. A margem de lucro que é maior. O arranjo do mercado brasileiro permite vender tranqueiras como Onix, Ka, HB20, Argo e Sandero pelo dobro do que deveriam custar.
              A Ford está concentrando esforços nas operações de maior rentabilidade. Ka e Ecosport são produtos de baixo custo vendidos a preços absurdos. E agora vão tirar a engenharia do país. A Hyundai já é assim. Aquela fábrica de Piracicaba é só pra inglês ver e obter os benefícios fiscais concedidos a produtores locais. Repare que todos os flagras do novo HB20 foram feitos na Coréia do Sul, porque quase todo o desenvolvimento do produto é feito pela matriz. No Brasil o carro só é montado.Novo Onix foi liderado pela engenharia Chinesa.
              Também acho besteira pensar que abrir o mercado de vez seja a solução. Mas precisamos encontrar soluções mais inteligentes que não o protecionismo burro da produção local. Com os constantes cortes da ciência brasileira, estamos caminhando a passos largos para nos tornarmos um republiqueta de bananas que precisa importar tudo de fora.

              • rodrod

                Concordo.

                PS: sou a favor da monarquia parlamentarista. A familia real esta no Brasil, basta o povo pedir. Quem compara prefere a monarquia… Nos ultimos anos sempre 6, 7 ou 8 paises dentre os 10 c melhores indices de IDH sao monarquias.

                vamos divulga-la!!

        • SDS SP

          Difícil investir em um país com histórico de instabilidade econômica e política. Preferem investir em dívida americana que paga 2% em dólar (moeda de reserva mundial por enquanto) do que aqui. E os que atrevem precisam potencializar suas margens e também fazer lobby junto aos parasitas de paletó lá de Brasília.

    • Janduir

      O que vejo também é que quando só tinha as 4 grandes, tínhamos sei lá, talvez uns 20 modelos de veiculos diferentes. Hoje se brincar, deve ter montadora que tem 20 modelos… Ai vão se destacando aquelas com maior qualidade e preços. O resto vai fechando.

      • Permita-me discordar em parte. Modelos produzidos no Brasil estão se tornando parcos em número. Basta observar a gama das montadoras aqui instaladas hoje.
        – Nissan hoje praticamente produz o Kicks no Brasil, já que o March e o Versa praticamente não vendem mais. E o Versa vai passar a vir do México nessa nova geração que está chegando;
        – Peugeot tem 208 e 2008 produzidos por aqui, mais nada;
        – Citroen tem Aircross, C3 e Cactus em linha na fábrica de Porto Real;
        – Ford tem Ka e Ecosport na unidade baiana;
        – VW tem Gol e família (Voyage e Saveiro), Polo e família (Virtus e T-Cross), além de Up! hoje em produção no país;
        – GM tem Onix e Prisma, Cobalt e Spin, S-10 e acho que é só (acho que ainda produzem a Montana);
        – Hyundai fica em HB20 (hatch e sedã) e Creta;
        – Honda tem City, Fit e H-RV em uma plataforma e Civic em outra;
        – Toyota tem Etios, Yaris e Corolla;
        – Renault é linha Sandero (com Duster e Captur inclusos) e Kicks;
        No mais, temos aí alguma coisa de Mitsubishi, Audi, BMW e Mercedes sendo produzidos por aqui, mas em número bem reduzido, além da operação da CAOA, que funciona em regime de CKD.
        Portanto, é bem fácil de ver como o parque industrial brasileiro está em franca decadência. Raros são os produtos produzidos aqui com maior nível de sofisticação e valor agregado.
        Veja que até a caótica Argentina possui ambiente de produção mais atrativo, acabando por centralizar a produção de modelos mais sofisticados de várias de nossas marcas, relegando os produtos de faixas mais baixas do mercado ao Brasil.
        Portanto, precisamos de mais cuidado nessa avaliação. Se há montadoras com várias opções de modelos, isso se dá graças à importação de grande parte deles. Eu temo que o Brasil siga o rumo da Austrália, onde o parque industrial automotivo simplesmente sumiu. É uma indústria ainda importante, que se não gera um sem fim de empregos diretos, acaba por envolver uma vasta gama de profissionais em fornecedoras, além de incentivar a presença de mão de obra ligada à tecnologia de ponta para o desenvolvimento de projetos locais.

        • Daniel

          Faça esse mesmo exercício com o carros vendido no Reino Unido, quantos de fato são produzidos lá… Se quiser pode fazer com o lista de carros vendidos no EUA…

          • Olha, vão ser ser listas onde constam uma gama bem mais variada de categorias que a nossa, sem dúvidas. O Reino Unido tem o complicador da União Européia e a característica do continente, com países de dimensão limitada e (ao menos até agora) fronteiras abertas. No mais, apenas fiz um adendo ao post do outro amigo que falou em até mais de 20 modelos por marca no Brasil, o que não é verdade, em especial se considerarmos modelos fabricados/montados aqui.
            O ponto é que as fábricas brasileiras estão sendo relegadas à montagem de veículos compactos, com raras exceções. Isso não é algo a ser comemorado, a meu ver.

          • Olha, vão ser ser listas onde constam uma gama bem mais variada de categorias que a nossa, sem dúvidas. O Reino Unido tem o complicador da União Européia e a característica do continente, com países de dimensão limitada e (ao menos até agora) fronteiras abertas. No mais, apenas fiz um adendo ao post do outro amigo que falou em até mais de 20 modelos por marca no Brasil, o que não é verdade, em especial se considerarmos modelos fabricados/montados aqui.
            O ponto é que as fábricas brasileiras estão sendo relegadas à montagem de veículos compactos, com raras exceções. Isso não é algo a ser comemorado, a meu ver.

        • Mindingo

          Permita-me acrescentar.

          O Brasil só monta carros, não desenvolve.

          Não temos as patentes industriais, os segredos, que são o filé mignon da indústria contemporânea.
          Os carros vêm pra cá numa caixa de Lego® e com manual de instruções para montagem. Só isso.
          NEM SEQUER fazemos como a China fazia no passado, a engenharia reversa. Nem isso.
          A tecnologia de hoje é relativa ao desenvolvimento. A manufatura perdeu completamente o valor.

          • Sino Weibo

            Engraçado que os brasileiros quando surge qualquer modelo chinês o que se ve nos coments é “lixo”, “tomara que não venha pra cá”, “tranqueira chinesa”, “cópia barata”, etc… ou seja, enquanto a China ia lá se desenvolvendo, e usou das multinacionais de forma muito inteligente e esperta pra isso (até pq era interesse delas o mercado chinês, eles só fizeram uma barganhazinha), o Brasil fica na contramão e o povo não acorda pra vida, só sabe criticar, criar que é bom nada, e só sabem puxa saco de marcas que a vida toda trataram o país igual lixo, apenas pra lucrar, oferecendo modelos horríveis, sem nada, por preços exorbitantes. Os chineses podem não ter chegado aqui com os melhores carros, mas pelo menos os preços não eram altos, pois tiveram até de aumentar pq até isso o brasileiro usava pra depreciar, que era barato demais, que era ruim pq custava pouco. E muita gente hoje mete o pau nas chinesas pq abandonaram suas operações no país, mas esquece que no meio desse boom a dona Dilma foi lá e mudou todas as regras do jogo, com aquele Inovar Auto absurdo, minou a pouca concorrência que existia (O Brasil já pratica a maior taxa permitida pela OMC, ae o governo aumentou ainda mais a taxa com o IPI sobretaxado, além de cotas pra importar),. O mercado brasileiro viverá um loop infinito, pois é da cultura do país, não tem jeito. Agora os asiáticos tem outra cultura e aprendem rápido.

          • Há vários modelos com boa nacionalização em seu desenvolvimento, amigo. Inclusive diversos que sequer possuem produção em qualquer outro país. Para ficar em alguns poucos, Onix, Prisma, Spin, Gol, Voyage, Saveiro e HB20, que estão entre os mais vendidos.
            Atualmente a PSA tem trabalhado forte em novos modelos a serem montados sobre a plataforma PF1 que serão exclusivos para o mercado da América do Sul, a serem fabricados em Porto Real.
            Há divisões inteiras de design nas filiais brasileiras, sendo que inclusive o Ecosport que está sendo vendido em diversos mercados mundo afora, nasceu aqui.
            Agora, sim, isso vem se acabando aos poucos. É ruim e se baseia em falta de competitividade de nossa indústria, muito por conta do ambiente precaríssimo de negócios que vivemos por aqui.
            Eliminar nossa indústria é um caminho perigosíssimo e sem volta. Abolir levianamente impostos de importação visando carros mais baratos é um caminho simplista e sem amparo nenhum em uma lógica de desenvolvimento futuro da nação.
            Sim, a indústria brasileira recebe proteção via barreiras fiscais de origem histórica para compensação de sua falta de competitividade. Só que os motivos para esta característica é que são ignorados pela maioria dos que pregam a crucificação do empreendedor: enquanto o governo não sanear suas contas visando possibilitar um sistema tributário menos caótico, uma melhoria da rede de infraestrutura, uma melhoria na formação de mão de obra via investimento de qualidade em ensino, a queda do custo do dinheiro (é alto porque o governo toma quase todo o capital disponível no nosso sistema bancário para rolagem de suas dívidas, desequilibrando a oferta/procura para o tomador privado de empréstimos), isso sem falar em proporcionar alguma segurança jurídica por parte do nosso caótico judiciário, dentre outras mazelas, a baixa produtividade continuará a ser uma barreira intransponível para o nosso desenvolvimento.

            • Sino Weibo

              A america latina toda age diferente e eles tem carros de todo o mundo, inclusive usados, muito melhores que nós, vc vai em qualquer pais vizinho e ve uma variedade enorme, até o Mexico nisso tem muito mais competitidade que o Brasil.

              • O México tem uma indústria automobilística pujante, com produção de muitos modelos exportados para os EUA.
                Os demais países da América Latina é complicado servir de exemplo, já que nenhuma pode ser apontada como seguidora de um bom caminho em termos econômicos.
                Talvez apenas o Chile pode ser utilizado como exemplo nação relativamente equilibrada em termos econômicos. Entretanto, o tamanho diminuto da população, a posição geográfica e especialização em outras indústrias, torna simplesmente impensável a implantação de uma montadora.
                O problema é que a economia brasileira tem uma dinâmica onde a indústria automobilística tem grande peso na economia, ao contrário de outros países latino-americanos. Talvez o México seja aquele que mais se assemelhe ao nosso exemplo, com produção automotiva compondo importante parcela do setor secundário de economia local.

                • Sino Weibo

                  O México tem acordos de livre mercado com mais de 40 países. Eles se garantem! E outra, até montadoras chinesas já abrem no México para vender para toda a América. A diferença é uma montadora enfrenta toda a burocracia brasileira pra vender praticamente so para o Brasil e algus poucos países. Já o México e outros como a Colômbia atraem fábricas que querem colocar sua produção e aproveitar os acordos que eles tem, que são muitos. Não acordos ideológicos pra sustentar algumas ditaduras que não compram nada, como vinhamos fazendo, mas acordos com países que efetivamente vão comprar a produção deles.

                  • É isso. Concordamos então que o ambiente de negócios no nosso país perde longe para o de vários outros, como o México. Era esse o meu ponto.
                    Já a Colômbia, em termos de indústria automobilística é quase nula. Estive por lá ano passado e a frota, além de envelhecida ao extremo, é quase toda importada.

                    • Sino Weibo

                      Mas a Colômbia esta tentando mudar isso, acho que até aproveitando essa crise na Venezuela, antes eram eles que recebiam a maioria das fábricas, agora a Colômbia está tentando puxar pra lá, mas é um processo longo.

        • Augusto

          Só corrigir, não é Montana, e sim monstrana!

    • Tiago Bastos

      Aparentemente não compensa manter um polo de engenharia num país que não cresce. Melhor mandar tudo pra China. É a escala do negócio.

      • Matthew

        Não é tão simples assim. Desde sempre o Brasil é meio que uma zona, atravessamos a crise dos anos 1980 e mesmo assim continuamos a desenvolver alguma coisa aqui dentro. Os chineses aceitaram amplamente o Corsa sedã e o VW Santana, ambos desenvolvidos pela engenharia local das respectivas montadoras. Meriva de primeira geração teve grande participação da engenharia brasileira em seu desenvolvimento e foi lançada antes aqui do que na Europa.

        Mesmo nos EUA, GM e Ford estão abrindo mão dos carros de passeio porquê eles sempre terão nas picapes grandes uma reserva de mercado. Toyota, Honda, Nissan, Mazda dão uma surra nas marcas locais no mercado de carros de passeio. Porém o veículo automotor mais vendido nos EUA é a série F, num volume sem paralelo no mundo, e cuja margem de lucro é muito maior do que qualquer carro convencional. A própria legislação norte-americana de consumo e poluentes é mais branda com as “trucks”. O único modelo asiático com alguma relevância neste segmento é a Toyota Tundra, e mesmo assim não chega nem aos pés da F-series ou da Chevy Silverado.

        Os indianos têm se especializado em carros compactos de baixo custo como Etios e Kwid. Imagino que a engenharia brasileira teria vocação para hatches e derivados do segmento B, como Argo, Onix, Ka, mas com projeção global, não restritos ao Mercosul. O problema maior disso tudo é que a indústria instalada no Brasil é de capital estrangeiro. As decisões estratégicas são tomadas fora do país, e os caras podem simplesmente boicotar as operações locais. Nos últimos anos o governo brasileiro abriu as pernas pra indústria automobilística. Foi o setor que mais se beneficiou da reforma trabalhista, sempre tiveram uma série de isenções fiscais, aquela m* de Inovar-Auto teve amplo apoio por parte deles, fechou o mercado interno para concorrência externa, agora esses canalhas “retribuem” com o desmonte completo de toda a estrutura de engenharia no país.

    • Ducar Carros

      Com a redução da quantidade de modelos vendidos aqui, não se justifica manter esse campo de provas dentro da cara estrutura Ford. Melhor terceirizar (alô reforma trabalhista) e pagar por hora quando for testar seus modelos.

      Terceirizada, poderá atender outras montadoras e, eventualmente, abrir para o público “brincar” com seus carros.

      • Mindingo

        Eles já estão fazendo isso.
        A Toyota demonstrou interesse em alugar esse campo de provas, e os trabalhadores ficaram possessos porque a Ford negou, ante os testes do Territory.
        Claro que a Ford tem o segredo industrial pra proteger, mas isso já é consequência da burocracia (ou seria burrocracia) exagerada e lentidão dessas multinacionais globalizadas em resolver problemas e dar andamento nos negócios.
        O tal campo de provas já teve os nomes da Ford suprimidos e será uma empresa própria.

  • carnero

    Parabens a gestão!
    Henry Ford deve estar orgulhoso…

  • ocampi

    A Ford tendo coragem para fazer o que for necessário para manter o mínimo.

  • Chap

    Tatuí lamentavelmente não terá mais serventia alguma para a Ford aqui no Brasil, o desenvolvimento dos carros que serão vendidos futuramente por aqui está por conta dos asiáticos. Quase todos os funcionários relacionados a provas, controles, testes gerais e tudo mais já foram demitidos.

    • SDS SP

      GM está no mesmo caminho também. Abriu PDV em São Caetano e no campo de provas em Indaiatuba.

    • Brutus

      Antigamente os chineses papavam a mão-de-obra, porque tinham oferta de mão-de-obra barata e toda aquela história do custo Brasil nos fazia perder pra eles.

      Mas isso ficou na história. HOJE, eles estão papando o filé mignon do negócio, que é o DESENVOLVIMENTO tecnológico, pau a pau com Estados Unidos, Europa e Coreia.

      Os anos de cópia barata acabaram. Hoje eles são desenvolvedores de primeiro nível.

      E o Brasil agora quer entrar na onda que os chineses surfaram antigamente, que é baratear a nossa mão-de-obra na expectativa de não morrer de fome.

      Desgraça pouca é bobagem

  • zekinha71

    Alguém tem ideia de quanto vale esse campo de provas?

  • G. de F.

    Jogar fora toda a experiência dos funcionários, acumulada em anos e anos de desenvolvimento, estudo e trabalho???? Logo, logo o Sr. CAOA faz uma oferta no espaço também e leva! Quem viver, vera!
    Juro que queria ouvir qualquer notícia boa sobre a Ford, mas, ultimamente, parece um loop infinito de desmonte da marca no Brasil. Sinceramente, hoje, quem investe em um Ford zero, diante de noticias assim????

    • Brutus

      Seria interessante se a CAOA fabricasse um carro da categoria do Ka no Brasil.
      Mas isso no novo padrão de qualidade, porque o QQ não vale o preço de uma CG125

    • Tiago Bastos

      Sr CAOA se bobear leva em dinheiro vivo já que não tem conta em banco

    • Daniel

      Toda experiencia de funcionários que não estão sendo capazes de oferecer produtos rentáveis no mercado…

  • Brutus

    As montadoras automotivas criaram uma bolha no Brasil, e os preços dos carros chegaram a um nível que não há mais sustentabilidade.
    A Ford só vive de Ka e Ranger mediante venda direta.
    E grande parte desses Ka mediante descontos pras locadoras.
    Claro que não sobra dinheiro pra investir em novos produtos, fazer desenvolvimento local etc. Vão enxugar as operações e trazer projetos prontos da China.
    Mas antes vão deixar a bomba estourar, pra poder pedir pro João Doriana uma ajudinha nas negociações da planta, sempre com a justificativa da parte social dos empregados.
    Uma coisa é certa: a podridão que existe nos sindicatos se repete na diretoria dessas empresas. Por isso eles brigam tanto, é um covil de abutres de ambos os lados.

  • Básico Mau

    estive no campo provas TATUI EM JANEIRO 2012,graças a um concurso feito pela F O R D , LINDO COM VARIAS PISTAS , LA EU E O GRUPO TIVEMOS OPORTUNIDADE DE VER (EM ARGILA) o NOVO ECO <<< que seria lançado em agosto do mesmo ano, lamentável FORD em franca decadência …….******* uma das coisas que me chamou atenção numero de unidades do ECOSPORT 4 W D, que tinha em TATUI, comoo eu tinh a na época um ECOSPORT 4 WD 2010, E RARAMENTE ENCONTRAVA OUTRO IGUAL VIBREI. RSRSRSR

  • Tiago Bastos

    A Ford não demora a sair do Brasil. Nunca tratou o país com respeito então que vá logo.

    • Mindingo

      Nenhuma montadora trata o Brasil e os brasileiros com respeito.
      E nós seguimos sendo o “gado´´ que sustenta os gigantescos salários impublicáveis dos CEOs.
      O fato é que a falta de montadora nacional selou para todo o sempre a desgraça no ramo automotivo aqui no Brasil.

      • Danilo Pelucio

        Quantos funcionários emprega a industria de veiculos no Brasil? Quanto produzem em impostos para o governo?

    • Racer

      Olha….a história da Ford é bem antiga, e de certa forma não dá pra dizer que ela sempre foi assim.

  • Mindingo

    A China catava todos os empregos (ainda que sub-empregos), mediante o uso de mão-de-obra barata.

    Adquiriram know-how e hoje papam o filé mignon da indústria de tecnologia de igual pra igual com EUA, europa e Coréia do Sul – que é o desenvolvimento de produtos com alto valor agregado (eletrônicos, carros e tal).

    Agora o Brasil vai ter que se contentar com a fase anterior da China: barateando sua mão-de-obra para um regime de semi-escravidão, na tentativa de não morrer de fome.

    O Brasil até tem um forte setor de serviços (quem não é bombardeado por moçoilas oferecendo “design de sobrancelha´´ no Youtube??), tal qual os países desenvolvidos — “seja empresário de si mesmo”.

    O problema é que se o povão não tem empregos, quem vai pagar pelos serviços?! Basta sobrevoar as capitais brasileiras (todas, sem exceção) e observar que a favelização do País é um fato inexorável.

    • Ducar Carros

      Impossível o Brasil competir por baixos salários com países como Bangladesh, Camboja, Filipinas e Mianmar, que tem o câmbio superdesvalorizado (não têm produtos relevantes exportáveis) e uma pobreza gigante. Até os chineses estão transferindo suas fábricas intensivas em mão de obra para lá.

      Mas não duvido que em breve venha a proposta de se reduzir o salário mínimo no Brasil, como já defendeu um conhecido economista da PUC-Rio, para estimular o emprego.

      • Mindingo

        Vamos ter que reduzir os salários, sob pena de morte por inanição.
        É como dizem os economistas do governo: “se o trabalhador tiver muitos direitos, a empresa vai falir´´.
        Eles não estão brincando, é sério

  • Pedrov154 #BATDAT

    Ford cavando a própria cova…

  • 🅰🅽🅳🅴🆁🆂🅾🅽 – 🆂🅿® ✅

    A Ford só vende Ka e Ecosport praticamente, carros novos são desenvolvidos lá fora, não tem o porque de manter isso daí ocioso para agradar sindicato ou manter um punhado de funcionário na ativa mexendo no WhatsApp o dia inteiro.

  • CanalhaRS

    A Ford parece aquelas cenas de filme em que o avião está caindo e precisam jogar toda a bagagem fora para ele voltar a subir, hehehehehe….

  • Jose Antonio

    Essas montadoras já tiveram tantas mamatas no brasil só de incentivos fiscais então, das 4 mais antigas qual oferece o mesmo produto aqui que oferece em suas matrizes nenhuma aqui são sempre produtos caros e de baixa qualidade.

  • Marcio Souza

    É triste ler esse tipo de notícia por dois motivos: mais pessoas desempregadas e menos gente trabalhando em P&D no país. E infelizmente cada vez mais as montadoras estão deixando de investir em desenvolvimento de novos produtos no país. O Rota 2030 dá essa liberdade de pra investir em Indústria 4.0 ou P&D. O Brasil está caminhando para se tornar um país de mão-de-obra operária que apenas monta veículos. Isso o governo tem q intervir, pois as marcas desenvolvem seus carros fora e vem apenas vender aqui, cheias de benefícios fiscais? Sei que é uma liberdade de mercado, mas temos mão-de-obra para isso e está sendo sucateada, assim como os cursos de engenharia e áreas correlatas.

    • Renato Almeida

      Sou profissional de engenharia, trabalho no segmento e só posso confirmar que a pesquisa e desenvolvimento no Brasil está com os dias contados. Praticamente nenhuma montadora e quase nenhum sistemista desenvolve mais nada no país. Os carros que o brasileiro compra hoje foram 100% desenvolvidos no exterior, com forte presença da Ásia. Acho que a participação de peças produzidas fora do país também tende a crescer nos próximos anos. Lamentavelmente, o fechamento do campo de provas de Tatuí é questão de tempo. Esta semana a GM iniciou a desmontagem da área de engenharia em São Caetano. Dezenas de colegas com 10, 20, 30 anos de experiência foram demitidos. Os planos como o Rota 2030 só servem para manter fartos subsídios à indústria, com retorno à sociedade altamente questionável.

  • Coffinatorᴮᴿ

    A saída da Ford no Brasil é entregar o controle ao CAOA. Se isso tivesse sido feito desde o tempo do Nhecosport, as amebas não teriam destruído a companhia.

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