Ford História Matérias NA Sedãs

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

Ele surgiu como uma alternativa caseira para substituir o saudoso Ford Del Rey. O Ford Versailles nasceu dentro da Autolatina – joint-venture entre VW e Ford – em pleno 1991.


Junto com a perua Royale, o novo sedã da Ford não tinha nada de novo, em realidade, ele era um VW Santana atualizado da mesma época, mas com uma boa repaginada para se parecer com um carro da marca americana.

O Ford Versailles foi o sedã topo de linha da marca por algum tempo, até a chegada dos modelos Ford Mondeo e Ford Taurus, que tiraram dele seu escasso brilho, afinal, era perceptível não se tratar de um legítimo modelo do oval azul.

Produzido com carrocerias de duas ou quatro portas, o Versailles compartilhou com o VW sua mecânica, que era basicamente centrada nos motores AP 1.8 e AP 2000.

Ford Versailles

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

O Ford Versailles foi um sedã de porte médio que surgiu em 1991. O motivo era que o Del Rey já estava bastante cansado e tecnologicamente obsoleto.

Era necessário substitui-lo e a saída óbvia era explorar o modelo da Volkswagen, o Santana, uma vez que o Passat já havia sido retirado do mercado em 1988.

A Ford já havia feito algo dentro da Autolatina, ao emprestar o Verona para ser convertido em um Volkswagen, que no caso era o Apollo, apesar de ambos também utilizarem mecânica da marca alemã.

Em 1990, a empresa já desenvolvia uma grande atualização para o Santana, que não era bem uma nova geração, mas uma modificação daquela que já era produzida na Anchieta desde de 1984.

Assim, a Ford aproveitou o desenvolvimento para fazer seu equivalente sedã (e também a perua, já que a Quantum também mudaria), chamando-o de Versailles, o nome do famoso castelo real próximo de Paris.

O nome também já havia sido dado a um modelo da Ford, feito na França nos anos 50. Agora, o novo sedã tinha a missão de substituir um carro que foi bastante popular, porém, já não podia mais competir com os demais.

Por uma diferença de quatro anos de lançamento, mas de idade similar, quando se leva em consideração a segunda geração do Passat – que deu origem ao nosso Santana – o Ford Versailles pouco evoluiu.

Quando chegou em 1991, o modelo da Ford tinha apenas duas portas. Ele apareceu na versão GL com motores 1.8 ou 2.0, tendo ainda a topo de linha Ghia, que tinha apenas o 2.0.

Lançado como modelo 92, no ano seguinte, ele ganhou a esperada carroceria de quatro portas, que completava sua oferta. Em cinco anos de mercado, o Ford Versailles teve apenas uma leve atualização no fim da vida.

Ford Versailles – Estilo

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

A Ford não buscou do nada uma influência para moldar seu sedã médio. O Versailles teve parte de suas linhas inspiradas pelos modelos Taurus e Scorpio, respectivamente americano e europeu.

O Ford Versailles aproveitou a maior parte da carroceria do VW Santana, inclusive o mesmo capô. Porém, as mudanças iniciavam nos faróis, que eram ligeiramente curvados na parte interna, junto à grade.

Os piscas separados também eram diferentes do Santana, tendo ainda lentes brancas para ampliar a exclusividade. Os faróis eram monoparabola, mas suficientes para as prestações do carro.

A grade era metade inteiriça, onde ficava o emblema da Ford e era pintada na cor do carro, ficando a parte inferior aberta para arrefecimento do motor.

O para-choque era envolvente e em cor preta, sendo que na versão Ghia, tinha um friso cromado. Além disso, havia um par de faróis de neblina retangulares mais ao centro, como no Santana.

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

 

O protetor tinha também uma abertura na parte inferior para ampliar a refrigeração do motor. Nos para-lamas, que eram praticamente iguais, o Ford Versailles tinha o logotipo do estúdio Ghia, que aqui era famoso desde os anos 80.

O sedã vinha com protetores laterais com frisos cromados no Versailles Ghia, assim como maçanetas e retrovisores pretos. As molduras das portas e batentes, assim como quebra-vento e as colunas B, eram pretos.

As vigias laterais eram grandes e basculantes, mas havia um grande diferencial do Ford Versailles em relação ao Santana, as colunas C pretas. Mesmo na versão de duas portas, elas eram nessa cor para destacar o modelo.

Elas eram bem retas e obrigavam as vigias laterais, seja no duas portas ou no quatro portas, a ter uma queda vertical acentuada, que às faziam ser diferentes das janelas laterais e vigias usadas no VW.

Um peculiaridade é que as colunas C possuíam uma moldura preta semi-envolvente sobre as janelas laterais, algo que foi até o fim da vida do produto.

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

Mais um ponto que fazia o Ford Versailles ser único era a traseira. O sedã da marca americana precisava seguir o layout de outros carros da marca para não ficar totalmente perdido.

Assim, a Ford determinou que ele teria um porta-malas mais alto e com tampa quase reta, seguindo até a extremidade da carroceria, onde era cortada abruptamente.

Tal como no Volks, a tampa descia até o para-choque, cortando as lanternas horizontais que, no entanto, eram unidas por uma lente sobre a placa, que ficava no porta-malas.

Com partes em laranja (piscas) e branco (luz de ré e acabamento), as lanternas vermelhas chamavam atenção pelo conjunto vistoso, digno de um Ford americano.

A tampa vinha com fechadura e nomenclatura parcialmente cromada, mas com o logotipo da Ford colocado à direita do carro. O para-choque preto e com friso cromado (Ghia, pois na GL era preto), envolvia toda a parte traseira.

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

As rodas eram de aço com calotas na versão GL e de liga leve na Ghia, sendo estas parcialmente treliçadas. Eram de aro 14 polegadas nos dois casos, mas com pneus 185/65 R14 na GL e 195/60 R14 na topo de linha.

Se por fora ele ainda parecia um Ford, por dentro, os clientes da marca americana, tinha certa decepção. O Versailles era integralmente um Santana, mas a montadora fez algumas mudanças para amenizar o efeito.

Um deles foi o revestimento dos bancos, que eram aparentemente melhores que os do Santana. A Ford ainda queria manter a boa reputação em montagem e qualidade dos materiais, alguns dos quais permanecem inalterados até hoje.

Para manter o DNA da Ford no Versailles, a marca simplesmente incorporou ao sedã os bancos que eram do Escort, mas isso ocorreu só a partir de 1994.

Assim, com revestimento em veludo, apesar do retrocesso, o ambiente ficava mais aconchegante e elegante.

O painel era basicamente o mesmo do Santana, mas com modificações para atender os clientes da Ford. Nisso, por exemplo, os difusores de ar eram mais baixos ao centro.

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

Outra modificação foi o reposicionamento dos comandos do ar condicionado e do rádio com toca-fitas e display digital. O Ford Versailles ganhou instrumentação com padronagem da marca.

Já o volante tinha dois raios e parecia simples demais para um carro que queria ser topo de linha, ainda mais da Ford. Porém, o mesmo desenho seguiria pela marca até mesmo dentro da década de 2000…

Com veludo nos bancos e portas, o Ford Versailles era um carro bem confortável e que atendia bem na época.

Ele vinha com vários itens de conforto, como ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos (com comandos dos traseiros ao centro), travas elétricas e retrovisores com ajustes igualmente eletrificados.

A carroceria de quatro portas mantinhas as portas originais no Santana, mas devidamente acabadas (mais por dentro) para atender o padrão Ford de qualidade.

Atualizações

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

Em 1993, o Ford Versailles passou a ter para-choques na cor do carro, o que ajudava bastante a vender o produto. Nesse ano, a injeção eletrônica podia ser adquirida no motor 2.0 a partir da versão GL.

No seguinte, a Ford introduziu o teto solar elétrico como item opcional para a versão Ghia, o que conferia mais requinte e status ao produto. As colunas deixaram de ser pretas.

A Ford começou a vender o Taurus e o Versailles não queria perder a majestade, mas os bancos do Escort não foram bem recebidos por muita gente. Os clientes podiam pedir cores diferenciadas nos para-choques, na altura dos frisos.

Em 1995, o Ford Versailles sofreu mudanças importantes, que já anunciavam o fim da Autolatina. O sedã executivo não tinha mais versão de duas portas e outras peças foram modificadas.

Os faróis, por exemplo, passaram a ser os mesmos do Santana, enquanto a grade oval parecia ser a mesma peça usada pelo chamado “Escort europeu”, que estava sendo feito pela Autolatina.

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

O modelo adotou novas rodas de liga leve e retrovisores eram novos e na cor do carro, assim como para-choques levemente modificados. As saias laterais eram curvadas para melhorar a aerodinâmica.

Na traseira, as lanternas passaram a ser arredondadas na parte interna, sobre a tampa do bagageiro, que fora atualizada também. As lanternas ganharam lentes fumê e um aerofólio na cor do carro, foi colocado sobre o porta-malas.

Por dentro, o volante passou a ter quatro raios, enquanto o cluster ganhou nova grafia. Na versão Ghia, tinha rádio com CD player.

Com 4,572 m de comprimento, 1,686 m de largura, 1,417 m de altura e 2,548 m de entre eixos, o Ford Versailles tinha 559 litros de volume no porta-malas que, por ser mais alto, tinha 19 litros a mais que o Santana.

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

No ano de 1996, o Versailles viu seus últimos dias. O sedã médio da Ford estava cedendo o espaço para o Mondeo, que chegava da Europa com motores mais modernos (Zetec 1.8 e 2.0) e uma arquitetura recente.

Com o fim da Autolatina em 1995, o Ford Versailles respirou por pouco tempo, já que a marca americana estava ávida em retirar o antigo portfólio compartilhado com a Volkswagen para ter um lineup mais europeu.

Dessa forma, o Versailles não poderia continuar sendo feito na Anchieta e assim deixou o mercado junto com sua perua Royale.

Ford Versailles – Motores

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

O Ford Versailles chegou ao mercado nacional em 1991 com dois propulsores, sendo eles da família AP da Volkswagen. A versão GL vinha com motor 1.8 ou 2.0, enquanto a Ghia vinha somente com o 2.0 litros.

Na época, o motor AP 1.8 do Versailles era carburado, tendo corpo duplo em versões com álcool ou gasolina. Com 1.781 cm3, o robusto propulsor da VW tinha cabeçote em alumínio com oito válvulas, acionadas por correia dentada.

Tendo bloco de ferro fundido, o AP 1.8 era um motor forte e que dava o desempenho esperado, mesmo tendo 92 cavalos e 14,9 kgfm, obtidos em rotações baixas.

Abastecido com gasolina, o oficialmente chamado AP-1800, empurrava bem os 1.130 kg do Ford Versailles GL, que ia de 0 a 100 km/h em 13,7 segundos e tinha velocidade final de 171 km/h.

Com câmbio manual de cinco marchas, sempre muito bom, o sedã da Ford fazia 9,5 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada, o que era muito bom para um carro considerado grande na época.

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

Seu tanque tinha 72 litros, o que lhe garantia uma autonomia teórica de 972 km! Isso era bom para percorrer estradas com poucos postos confiáveis naquela época.

Contudo, se o cliente quisesse mais desempenho, ele podia partir para o Ford Versailles 2.0. Este era oferecido nas versões GL e Ghia. O propulsor era o AP-2000 da Volkswagen e tinha 1.984 cm3.

Maior e mais forte que o AP-1800, no entanto, ele vinha em duas versões, sendo uma carburada e oferecida de série nas duas versões citadas.

Dessa forma, o propulsor da VW rendia apenas 105 cavalos com gasolina, lembrando que em 1992, a onda do álcool esfriava e a gasolina estava voltando com força, o que renderia um movimento de conversões ao longo dos anos 90…

Ele entregava 105 cavalos e 17 kgfm, o que dava ao Ford Versailles 2.0 a liberdade de ir de 0 a 100 km/h em 12,2 segundos e máxima de 172 km/h. O consumo de gasolina era de 9 km/l na cidade e 13 km/l na estrada.

Ford Versailles: a história do irmão gêmeo do Santana na Autolatina

Opcionalmente, o Ford Versailles Ghia podia ter injeção eletrônica, que elevava a potência para 120 cavalos. Este ainda podia ter transmissão automática de três marchas.

O Ford Versailles podia ter também, na versão Ghia, freios com sistema ABS, o que trazia mais segurança durante a condução.

Em 1996, a injeção eletrônica chegou a toda a linha, abraçando tanto o AP-1800, quanto o AP-2000. No entanto, nessa época, a Ford havia cedido para a VW um sistema de injeção próprio, monoponto.

Esta alteração fez com que o 2.0 tivesse a potência reduzida de 120 cavalos (líquidos) para 112 cavalos. No 1.8, a potência era de 99 cavalos.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Fernando

    Eu lembro que na época, a Ford levou uma unidade ao então presidente Collor, a fim de amenizar a frase dele, que no Brasil, só havia carroça, a fim de liberar as importações.Ele andou no carro, agradeceu e disse que o Brasil ainda continuava a ter carroça.Eu particularmente, achava o Versailles, Monza e o Santana ” Robocop” os melhores carros nacionais, o acabamento do Versailles era melhor que do Santana, mas achava o Santana mais bonito externamente.A VW matou a Royale, não permitindo que uma perua daquele tamanho tivesse versão 4 portas no início, a fim de ” proteger” as vendas da Quantum.

    • leitor

      Cara de pau da Ford daqui levar um carro feito no Brasil sendo que a mesma fabricava carros de outro nível para vendas na Europa e EUA. Bastaria o presidente perguntar como é a venda desses mesmos carros por lá.

  • O Santana já era um carro de respeito, como Versailles ganhava um charme extra, mas para quem viu o Sierra, o Scorpio Europeu e o Taurus, não tinha mais como achar o Versailles moderno…

    • Victor Freire

      lembrando que o sierra era contemporâneo do passat b2, vulgo santana. a revolução mecânica da ford veio com o mondeo mesmo, em 93. o scorpio acho que não teria lugar no brasil. talvez o granada pra concorrer com o opala, mas o scorpio tinha design controverso.

      na minha opinião, a ford deveria ter lançado o taunus quando o maveco saiu de linha em 80, e se quisesse um carro maior pra substituir o landau, teria lançado o ford falcon xe, australiano, com motor thriftpower 250. a produção poderia ser compartilhada com os argentinos pra reduzir custos. em 86/87, teria lançado o sierra (nas versões sedã e wagon) junto com os hermanos, substituindo os dois modelos, ou mantendo o xe pra substituir pelo falcon ea em 89.

      • Verdade, mas eu me referia ao Scorpio contemporâneo do Santana, aquele último Scorpio dos anos 90 era escabroso kkkk Uma vez um americano me disse que entre os anos 70 e 80 a Ford estava à beira da falência, os recursos estavam tão escassos que ela teve que direcionar tudo para seus grandes projetos da época que viriam a ser seus carros chefes na Europa e EUA, nesse período eles literalmente abandonaram o Brasil, a Ásia levou sorte porque por lá a Mazda cobriu a Ford com o Festiva, Laser e Telstar, já aqui… não fosse a VW talvez a Ford ainda esticaria a vida do DelRey até a chegada do Mondeo…

  • Carlos

    Muito interessantes essas matérias sobre carros do passado recente. Parabéns.

  • Murilo Soares de O. Filho

    Sempre achei esse carro um mal gosto só em design, falar a verdade, nem o Santana era um primor, mas era o que tinha pra época. Quanto a mecânica, um pouco melhor que Ford para os padrões nacionais. A Ford do Brasil nesta época tinha um padrão de acabamento muito bom, porém mecânica não era seu forte.

    • mjprio

      O que nao se justificava, pois tinha bons motores, principalmente na Europa.
      A montadora americana sempre estragou bons projetos por causa disso, como por exemplo
      Deixar de trazer o Taunus nos anos 70
      Com o Maverick, optar pelo obsoleto BF184, em vez de, por exemplo trazer os 188/221 CID do Falcon argentino( e que chegaram a equipar o Maverick nos EUA) ou mesmo o 250 da mesma família.
      Deixar de equipar o Del Rey com o excelente 2.3 OHC, que ja havia sido atualizado na Europa e na Argentina com o Sierra.
      Por fim trazer o Fiesta, com aqueles motores Kent fraquinhos demais.

      • Raimundo Nonato

        O fiesta quando veio tinha motor Endura. Opcionalmente na versão topo de linha já era o Zetec

        • mjprio

          O Endura é esse Kent a que me referi. Projeto ultra datado pra um carro que se dizia descolado e inovador.
          Tudo o que vc relatou foi muito pertinente. É incrível que uma empresa como a Ford, cuja trajetória é histórica, com 2 frentes de produtos ( o line-up americano e europeu) acabou se rendendo a uma estratégia de mercado confusa e equivocada ao longo do tempo.

        • MauroRF

          A Ford conseguiu a façanha de trazer um de seus motores mais obsoletos e um de seus mais modernos no mesmo carro (Endura e Zetec).

    • RPM

      Na verdade,as 4 grandes cagavam para o consumidor Brasileiro….eu sempre torço para que percam cada vez mais mercado aqui no Brasil e tenhamos mais players,por isso não falo mal dos carros Chineses,por ex.
      Fico bobo de ver nos sites automotivos,a galera com torcida por Ford,VW,fiat e GM….enquanto vendiam carros bons lá fora,nadaram de braçada aqui vendendo carroças….enfim

    • 🅰🅽🅳🅴🆁🆂🅾🅽 – 🆂🅿® ✅

      Mecânica da Ford Br na época (sem contar a Auto Latina) se resumia ao CHT que era de origem Renault, só depois com a vinda de alguns modelos mais novos e a linha ZETEC e Rocam (1.0 8v, 1.6 8v, 1.8 16v e 2.0 16v) que melhorou bastante essa situação.

  • RKK

    Um Santana com suspensão macia.

    • Janduir

      Ao menos no dirigir, eu não vi diferença no acerto (ambos são macios na minha opinião)…

  • 🅰🅽🅳🅴🆁🆂🅾🅽 – 🆂🅿® ✅

    Ele era de uma época que o nosso mercado se resumia a GM, VW, Ford e Fiat, os médios eram Monza, Santana, Del Rey (depois Versailles) e Tempra, quem reclama de falta de opção agora não viveu aquela época que sinônimo de carro bom era importado, com a abertura do nosso mercado aos “prazeres” importados vimos a diferença do que vendiam aqui e lá fora, acho que foi nessa cochilada das montadoras daqui que vieram outras como as japonesas e depois de um tempo tomaram conta desse segmento e não largaram mais.

  • Dellano Araújo

    Tive a felicidade de ser proprietário de uma Royale Ghia tirada zera em 94….q carro espetacular! Parecia um tapete voador na estrada!

    • MauroRF

      O Versailles Ghia, idem, tive o prazer de “ghiar” um no trânsito urbano e também em estradas, pois meu pai teve um na segunda metade dos anos 90. O bicho andava e com maciez e conforto.

  • marcosCAR

    Belo carro… Um desses em perfeito estado e com ar + teto elétrico e injeção eletrônica teria com orgulho.

  • Rogério R.

    Uma coisa que achava curiosa na época era que o Versailles era mais caro do que o Santana, o carro que lhe deu origem. Uma coisa que achava estranho no Versailles era a falta de harmonia entre a coluna C e a traseira, já que as colunas C foram pensadas primeiramente para a traseira arredondada do Santana 2 e que no fim, na minha opinião, não combinou muito com a traseira quadrada do Versailles. esse detalhe não me agradava no sedan da Ford. E para piorar a situação do design estranho do Versailles, vieram carros com design que realmente chamavam a atenção nas ruas como o Tempra, o Vectra e os importados Alfa 155, 164 e Renault 19 sedan. Os sedans da BMW e Mercedes-Benz eram outro nível bem acima.

  • MauroRF

    Tenho excelentes lembranças desse carro. Em 94, quando tirei a CNH (tirei com 18 anos), meus pais tinham uma Parati e um Versailles GL 92 1.8 SEM DH. E então o novo motorista aqui tinha que aprender a manobrar e dirigir em uma das duas barcas (a Parati era menor trambolho), mas logo percebi que o Versailles era muito melhor e mais confortável que a Parati GL 88 da época. Meu pai gostou tanto do carro que depois trocou por um Versailles GL 2.0 93, agora com ar, DH e ABS (sim, no 93, o ABS era opcional no GL 2.0 também). Esse era bem mais confortável que o já confortável 1.8 92. No final de 95, ele trocou por um Ghia 2.0 95/96 com a lanterna menor e as novas rodas de liga, era um azul bem bonito. Este era completo, tinha CD, um som forte de fábrica para a época, só não tinha o câmbio automático. Meu pai ficou com essa “barca” até 2002 e diz até hoje ter se arrependido de vender este último.

  • Fabiano Navas

    Uma correção
    “No seguinte, a Ford introduziu o teto solar elétrico como item opcional para a versão Ghia, o que conferia mais requinte e status ao produto…”
    O teto solar era um opcional disponível tanto para os GL, quanto para os Ghia. Inclusive na Royale (ainda 2P), bem como nos Santana e Quantum GL.

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 13 anos. Saiba mais.

Notícias por email