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França cria programa com incentivos de até € 7.000 para carros novos

França cria programa com incentivos de até € 7.000 para carros novos

O governo da França seguiu o exemplo da Alemanha e também resgatará sua indústria automobilística diante da crise imposta pela pandemia de coronavírus, que já matou mais de 28,5 mil pessoas no país.


Com o mercado em queda de mais de 80% e a indústria com produção recuada no mesmo percentual, o governo de Emmanuel Macron decidiu criar um “super” programa de socorro para o setor automotivo.

Antes de chegar às fábricas, o programa começasse por desovar mais de 400 mil carros que estão parados nos pátios. Para isso, Paris criou um bônus para compra de carros novos e também usados.

O valor, não revelado, será logicamente pequeno, abrangendo tanto carros a gasolina (feitos entre 1997 e 2005) e diesel (entre 2006 e 2010). Carros híbridos e híbridos plug-in usados terão bonificação maior. Entre os novos, os elétricos terão € 7.000 para pessoa física e € 5.000 de desconto para jurídica.

O fundo para mover as vendas será de € 1 bilhão e incluirá até 200.000 carros elétricos e híbridos. Os híbridos plug-in novos terão € 2.000 de bônus, mas haverá um limite geral de € 45.000.

No lado da indústria, Macron disse que 250.000 funcionários do setor pediram auxílio desemprego durante a quarentena em 1.500 fábricas. Para eles, o governo concedeu € 300 milhões em ajuda.

França cria programa com incentivos de até € 7.000 para carros novos

Para as montadoras, a França tem € 8 bilhões de socorro, sendo que € 5 bilhões irão para a Renault, mas apenas se esta se comprometer a aumentar o valor agregado na produção nacional, chegando a 240.000 veículos.

Também deve produzir motores elétricos em Cléon, manter empregos, não fechar as fábricas de Maubeuge e Douai, bem como participar do Programa Europeu de Baterias, que é apelidado de “Airbus das baterias”.

Na PSA, serão 450.000 carros por ano para ter ajuda do governo. Terão ainda € 200 milhões para peças e componentes, bem como um fundo de € 600 milhões (€ 100 mi de cada fabricante nacional e o restante do governo) para pesquisa e inovação.

Até a Valeo, onde Macron fez o anúncio, receberá injeção de € 40 milhões (de um total de € 100 mi) para hibridização de 48V. Mais € 150 milhões serão destinados para projetos futuros. O governo quer a França produzindo um milhão de carros elétricos por ano até 2025 e pretende ter 100.000 mil pontos de recarga extras até 2021.

[Fonte: L´Argus]

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Cleber

    Enquanto isso, aqui, estamos sem sequer a sombra de um plano desses, o que é preocupante. Tomara que dê resultado para eles.

    • zekinha71

      Como que não tem plano, o plano é aumentos semanais pra cobrir o rombo no exterior, quer plano melhor que esse.

  • McLovin

    Plano comunista dos ecologistas europeus para empurrar goela abaixo o carro elétrico.

    • Chasseur

      A questão ecológica é secundaria, o que realmente importa para eles é ficar livre da dependência energética do barril de pólvora que é o oriente médio e alcançar a autossuficiência, algo muito importante para quem almeja ser potência.

      • Fábio

        Eu tb acho que o viés ecológico é somente uma justificativa para a população aceitar mais facilmente a idéia. O objetivo de fato é econômico. Além de ficar menos dependente de um combustível totalmente importado no país, é uma bela oportunidade para as fabricantes atualizar toda a frota do país. Olha que jogada.

        O problema é somente para quem for pagar por tudo isso, que é o cidadão comum que não tem escolhas.

        • Chasseur

          Não só econômico, mas também geopolítico. A Rússia é grande exportador de gás para os europeus e usa isso para manipular decisões dentro da UE. Uma matriz energética mais verde vai diminuir a influência russa no continente e dar condição da Europa “falar grosso” com Putin. Até lá, os governos devem ficar quietinhos para não ter que tentar convencer a população que o aquecimento a gás no próximo inverno vai ser bem mais caro por uma razão de soberania.

  • Fellipe Z

    O país tá fudido pelo endividamento público, mas vamos dar mais subsídio que que tem, vai dar bom. Quem não para de beber, nunca tem ressaca. O problema é que uma hora dorme e tem que acordar.

  • Andre Henrique Melo

    No Brasil toda vez que Governo coloca bedelho faz besteira.Comprar carro zero? Nessa situação. Vários fatores devem ser considerados. Salva-se empregos endivida o Estado. Salva emprego endivida o consumidor que na grande maioria somente acha que e paga boleto esquecendo das demais gastos em manter um carro. Um calculo bem básico. Anda 30 KM por dia de carro? Resposta sendo não invista seu dinheiro em outra coisa.

  • andinmoraes

    Acesso a crédito?? hahaha
    Desde quando o Estado produz algo?
    O que vão fazer é deixar de cobrar absurdos de impostos dos pagadores

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