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França privatiza fiscalização eletrônica de velocidade

radar-double França privatiza fiscalização eletrônica de velocidade

A fiscalização eletrônica de velocidade não é bastante criticada somente no Brasil. Países como França, Espanha e Portugal, por exemplo, possuem várias notícias referentes até mesmo a abusos na verificação dos limites em vias públicas e rodovias, com direito à multa por olhar para um radar e mesmo dispositivos ocultos ou disfarçados para pegar os desavisados.



Na França, o governo decidiu privatizar a fiscalização por radares em ruas e estradas. A mudança para a iniciativa privada irá ampliar o número de viaturas que portam radares móveis de 400 unidades para 1.400 veículos. O programa privado de fiscalização começou a ser testado em fevereiro na Normandia e agora é nacional. Estimativas falam em aumento de 900 milhões de autuações por ano para 2,2 bilhões com esse aumento do número de radares.

O temor de muitos motoristas é que haja uma verdadeira indústria da multa, visando primeiramente a aplicação de multa em detrimento da segurança. Antes, a imposição de multas por excesso de velocidade era de responsabilidade dos agentes oficiais de trânsito. Recentemente, começou a funcionar na França o radar de pedestre, um sistema de fiscalização que registra o veículo que não parar diante da faixa de pedestre quando alguém está atravessando. A multa pela infração é de 135 euros com 4 pontos na licença de dirigir.

radar-transformer França privatiza fiscalização eletrônica de velocidade

Diante da repercussão negativa, o Ministério do Interior da França disse que os radares fixos, pelo menos, serão posicionados em locais bem visíveis. O governo diz que pelo menos 248 radares fixos serão instalados somente em locais realmente perigosos. Dados de registro, revelam que 660 pessoas morreram nas estradas francesas em 2016. Desse total, 500 envolveram automóveis e 160 motocicletas.

Outro temor dos motoristas franceses que andam acima do limite é o chamado radar NK7, usado na Bélgica. Rumores dizem que ele será introduzido na França também. Trata-se de uma tecnologia avançada que utiliza redes 4G e WiFi, que pode ser escondido em qualquer lugar, até mesmo atrás de uma lixeira, como ocorre no país vizinho. De alta resolução, ele capta mesmo os veículos em velocidades que os radares comuns não pegam.

A França também ficou famosa por um carro-radar, que possui plataforma elevada para fiscalização de trânsito, que mais lembra um Transformers. Pesando 1.900 kg, o veículo pode elevar sua cabine em 5 segundos e possui câmeras de alta resolução com longo alcance para registro de excesso de velocidade. O país ainda dispõem de outras tecnologias para o monitoramento de trânsito e que agora estarão nas mãos de empresas privadas.

[Fonte: Observador.pt]

 

  • zekinha71

    Morreram 660 pessoas e estão preocupados, aqui morre 50K e não estão nem aí.

    • João Cagnoni

      E quando alguém faz algo já aparecem milhões de infratores reclamando que levaram uma multa enquanto estavam correndo.

    • Rodrigo

      Eu lembro que uma das falácias do Radard em São Paulo era que os radares inteligentes (aqueles que lêem as placas dos carros) era auxiliar na recuperação de um veículo roubado ou mesmo localizar um veículo em situação de emergência. Até hoje nunca ouvi uma estatística sequer de um único veículo recuperado ou rastreado por esse motivo.
      Em compensação as multas…

  • Daniel

    A gente reclama dos radares (com razão muitas vezes), mas sempre tem lugar “pior” hahaha…

    • Felipe

      Heheh… Mas existe uma pequena diferença, @disqus_7xZBi6BW3L:disqus:

      França: “O temor de muitos motoristas é que haja uma verdadeira indústria da multa…”
      Brasil: “A certeza de todos os motoristas é de que já há uma verdadeira indústria da multa…”

      … E aqui, nem privatizado esse sistema foi.

      • Daniel

        Pois é… eu fiquei pensando como uma situação dessas seria no Brasil. Eu, particularmente, sou a favor da privatização de determinadas empresas/operações, mas acho que fazer isso com os radares aqui no Brasil seria algo totalmente impraticável.

        Criariam uma agência para “fiscalizar a fiscalização”, aí rolaria muito mais falcatrua do que já existe nesse meio. Realmente não funcionaria bem aqui hehehe…

        • Rafaelprado

          Basta colocar um pagamento base, e o restante como bonus conforme redução de acidentes..

      • Deadlock

        Na França é melhor privatizar mesmo. Logo os carros serão autônomos por lá e adeus industria de multas. E ainda a empresa vai ter o “direito” de falir, porque privada, e eles não precisarão sustentar uma empresa tornada obsoleta pela tecnologia. Já na banânia…

        • Anderson Lopes

          Não é preciso evoluir tanto em tecnologia para seguir as regras de transito. Existe sistemas mais simples: limitadores de velocidade, mapa de radares e velocidade e outros que agregam ambos… Se o veiculo não for totalmente autônomo o motorista ainda pode escolhe entre deixar o sistema no automático ou manual. Isso se não burlarem o sistema autônomo para tirar “vantagens” no transito.

          • Deadlock

            É verdade, a evolução virá em etapas, talvez haja necessidade de aperfeiçoar a infraestrutura.

      • Renato Duarte

        Lembrando que a França não tem diferença alguma em relação ao Brasil no que se refere a corrupção.

        • Felipe

          Pode haver muita corrupção por lá, mas dizer que não há diferenças em relação ao Brasil é exagero, @disqus_4EzgCsQM2f:disqus.

      • Dario Lemos

        Nem será privatizado. Você acha que as prefeituras gostariam de perder essa forma de arrecadação?

        • Felipe

          Jamais!
          Se nem em áreas privatizadas de rodovias estaduais e federais a fiscalização fica à cargo das concessionárias das vias, nunca que os governos (municipais, estaduais e federais) vão largar este ouro!

        • Guilherme

          Não se perde a arrecadação. A empresa fica com uma “comissão “ sobre as multas, não é tudo pra ela.

  • V12 for life

    Indústria da multa brasileira fazendo escola.

    • Aristeu Junior

      a matéria prima dessa industria é a ignorância brasileira

  • Felipe

    Radares fixos, radares móveis, NK7, “carros radar”…
    O Brasil “inventou moda”, daí os franceses pegam a idéia, aperfeiçoam e terceirizam!
    Não quero pensar em como essa idéia aperfeiçoada e terceirizada seria usada no Brasil.

  • Wagner Lopes

    Corrupção tem até no Japão…a diferença é que lá não tem um “esperto” em cada esquina querendo fazer o seu…

    • ObservadorCWB

      Mas no Japão quem é descoberto muitas vezes se suicida. Aqui vira Presidente da Banânia.

    • Marcio Souza

      Sim, porém aqui no Brasil tem muito mais por que não tem leis severas.

  • Eduardo Edu

    Só tem um jeito de quebrar a indústria da multa: não levando mais multa.

    • klaus

      eu ia falar isso

    • Franco da Silva

      Sim! Falam em “indústria”, mas não vejo radares “desregulados” ou algo assim. Eles estão sempre aferidos pelo INMETRO (até pq isso deve dar $$). É igual ao medo do radar que vai fazer a média de velocidade.
      Aqui no RS, há uns anos apareceu o radar com alcance de mais de um 1 km. Não tem jeito, não dá pra saber quando vai ser multado. Tem que andar na linha.
      Pode ser “chato”? Pode ser, pra gente que gosta de carros. Mas, como disse o colega ali num comentário acima, com 50 mil morrendo todo ano, tem que mudar.

      • Eduardo Edu

        Não estou criticando a lisura do processo, mas sim a questão de oportunidade de negócio. É uma grande oportunidade trabalhar nesse mercado, pois cobrar que os condutores andem na lei num ambiente desmoralizado e sem credibilidade reflete na rentabilidade que tem. Então só tem um jeito de quebrar esse ciclo, é andar na lei de velocidade nesse sistema desacreditado.

      • afonso200

        verdade, com o Azera V6, ou o camaro V8 de final de semana, se é 80 é 80, se é 110 é 10, nao ultrapasso os limites, cravo o cruise control e deixo ali….. na cidade a mesma coisa, é 40, to andando a 40

    • celso

      Você escreveu certo por linhas tortas.
      O correto é “andar dentro da lei”

    • Deadlock

    • Rodrigo

      Tem a contra-indústria da multa: você paga eles eliminam os pontos e as multas…

    • José Barbosa

      hahahahah…
      Meu caro, pode apostar que se o brasileiro médio quisesse fazer isto, em pouquíssimo tempo veríamos limites ridículos de velocidade país afora, tudo em nome da “segurança do trânsito”.

  • Louis

    Não sei como são remuneradas as empresas privadas de fiscalização. Mas não pode é remunerar de acordo com o número de multas aplicadas, senão é óbvio que vira indústria de multas.
    O ideal seria remunerar pelo número de radares em funcionamento, aí não há motivos para multar a toa.

    • Mas se colocar um radar a cada km significa que é praticamente impossível desobedecer o limite de velocidade. Quando as pessoas falam em indústria da multa não significa radares irregulares , e sim uma quantidade absurda de radares em um pequeno trecho. Ou radares escondidos, que teoricamente também não são irregulares, já que a rodovia possui um limite de velocidade.

  • Zé Mundico

    Mas de certa forma aqui no Brasil já é privatizado pois os Detrans contratam empresas para instalação e manutenção dos equipamentos eletrônicos. Os Detrans indicam os lugares para instalação e a empresa entrega mensalmente um “relatório” com as infrações cometidas.
    Já estive na Europa várias vezes e lá eles controlam mesmo a velocidade nas vias locais. São cidades antigas com ruas e calçadas estreitas. Não dá prá correr muito não. Toda cidadezinha tem radar na entrada, na saída e em locais com muito movimento de pedestres.
    Já nas rodovias o limite pode chegar até 120 km/h para automóveis.

  • George

    Radar em Portugal é raro, viu? Existe sim, mas nem se compara com o que ocorre aqui no Brasil. E vá pegar a A1 entre Porto e Lisboa para ver o que é correr rsrs

    • Zé Mundico

      Na A8 que vai a Nazaré a velocidade é praticamente livre. Mas a estrada é totalmente fechada, isolada por guard-rail e parece um tapete.

    • celso

      Desculpe, mas juro que achei que você iria fazer uma piada de português, rsrsrsrs

      • George

        rsrs Grande.. depois de conhecer Portugal fica claro que a gente que é toda a piada rsrs
        Das estradas aos carros, viu? r

  • durango

    Estado esquerdopata abrindo as pernas para imigrantes e tacando no r… do cidadão (pagador de impostos).

    • Huang Sen

      Que mané esquerda, Macron é a cara da “nova direita” que o Doria tanto paga pau. Aliás, o mesmo Doria que está “aperfeiçoando” os radares se SP…

      • durango

        O Mané não sou eu. Esquerda enrustida

  • Anderson Lopes

    “multa por olhar para um radar” Putz! só poderia ser no Brasil. Ops! Só que não!

  • Mas privatizar não é a solução dos problemas? Numa hora dessa não tem como destilar um pouco de ironia kkkk.

  • Racer

    Aí sim, vai virar uma indústria….

  • Rafaelprado

    O grande problema nas estradas da frança é a variação de velocidade, na maioria das vezes mesmo em estradas duplicadas pode se ter 4, 5 variações entre 70, 90, 110, 90, 70. em trechos relativamente pequenos, de 10KM

    já nas estradas de mão simples de 50, 70, 90… em trechos ainda menores..

    Isso me rendeu tres multas….

  • Luiz Pereira

    “…mesmo dispositivos ocultos ou disfarçados para pegar os desavisados.” Na Alemanha o padrão são os dispositivos e policiais disfarçados, a a repercussão nos jornais é sempre FAVORÁVEL à esse tipo de ação. Diferente dos brasileiros “espertos”, lá é claro que quem desrespeita as leis deve ser multado e ponto.

  • Marcio Souza

    Eu apoio o uso de radar, mas o uso aqui é desvirtuado, é apenas pra gerar renda e não para salvar vidas (condutor ou pedestre). Essa mudança de administração dos radares, passado para a iniciativa privada, fará com que os franceses comecem a repensar o uso do carro, pois não existe empresa que não gere lucro.

  • Darwin Luis Hardt

    isso sim que eu chamo de indústria da multa.

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