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Frankfurt: Montadoras dizem ter feito sua parte com carros elétricos

Frankfurt: Montadoras dizem ter feito sua parte com carros elétricos

Deveria ser muito cedo para falar de crise nos carros elétricos, mas essa é a conclusão que o mercado parece estar visualizando neste momento. Em Frankfurt, que neste ano está sendo considerado o salão dos automóveis eletrificados, as montadoras se pronunciaram sobre a questão.


Carlos Tavares, falando oficialmente por todas, disse que as montadoras fizeram sua parte com os carros elétricos. Agora é a vez dos consumidores. O CEO da PSA explicou que apenas a oferta de produto no mercado não será suficiente para que a Europa mude a questão ambiental.

Tavares disse que “ter veículos elétricos nas concessionárias não será suficiente”. Ele apontou que agora é a vez dos consumidores avaliarem a equação ambiental na hora de comprar um carro elétrico. O chefe da Peugeot-Citroën também defendeu que o setor automotivo não seja mais criticado por não estar oferecendo uma oferta considerável de carros com emissão reduzida ou nula.

Frankfurt: Montadoras dizem ter feito sua parte com carros elétricos


Na visão das montadoras, agora é a hora de incentivos mais pesados para atrair o consumidor, ampliação dos investimentos em infraestrutura e uma mobilização da sociedade em torno de uma mobilidade urbana livre de emissões. Ainda assim, o manifesto dos fabricantes não fala das limitações técnicas, algo que ainda é uma barreira para o carro elétrico vencer.

É nessa parte que as coisas ainda precisam evoluir. A baixa autonomia ainda é uma das lombadas que os carros elétricos precisam resolver. Mesmo que os clientes em potencial não precisem do alcance total no dia a dia, muitos ainda ficam receosos quanto à limitação, temendo uma “pane seca”.

Outro ponto que pesa contra os elétricos e híbridos plug-in é o preço elevado, especialmente no ambiente europeu, onde qualquer subcompacto custa bem acima de € 20.000. Por fim, mesmo na Europa, ainda se fala que a infraestrutura não está completa para a demanda de carros elétricos.

E o resultado? No primeiro semestre, os elétricos responderam por apenas 1,5% das vendas no mercado europeu, enquanto os híbridos plug-in não chegaram nem na metade disso.

[Fonte: Auto News]

Frankfurt: Montadoras dizem ter feito sua parte com carros elétricos
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • André Vidigal

    Enquanto os elétricos / plugin continuarem sendo “encaixados” em nicho de luxo, a população em geral não vai conseguir ter acesso !!! Simples e fácil. Precisam incentivos enormes dos governos e posicionamento mercadológico correto das montadoras.

    • dallebu

      O problema é o enorme custo das baterias, aí você vai na concessionária comprar um Corsa e tem a versão normal por 15.000 Euros, e a elétrica por 25~30.000, com os mesmos equipamentos e menos autonomia.

      • th!nk.t4nk

        Vocês estão pensando com a cabeça no Brasil. Na Europa imensa parte das vendas são pra leasing, principalmente de empresas. Isso joga os custos pra baixo no caso dos elétricos, pois estes carros rodam o suficiente pra amortizar custos (gasolina é bem mais cara na Europa do que no Brasil). A empresa analisa o custo mensal, não o preço total do veículo (que ela nunca irá pagar de qualquer forma).

        • 4lex5andro

          Mas se quem posta mora no Brasil, lógico que essa é a referência uai, claro como o céu do nordeste.

          E sobre a gasolina, a UE tem opção do diesel que o Brasil não tem, além de não ser, de fato, tão ‘mais cara’ assim, analisando pelo poder de compra e pureza do combustível.

          • th!nk.t4nk

            Alessandro, o diesel está deixando de ser opçao pra frotistas, pois a entrada no centro das cidades está ficando restrita. E a matéria é sobre o mercado europeu, pois nao há previsao nenhuma pra esses modelos chegarem ao Brasil. Entao tem que analisar com esse ponto de vista, do mercado ao qual eles serão destinados.

        • Wilibaldo

          A gasolina na Europa não é bem mais cara que do Brasil.

          • Tadeu

            Na verdade a gasolina Europeia é consideravelmente mais cara no Brasil, gira em torno de 1,599 o litro(gasolina padrão)*4,70 considerando o cambio de hoje = R$7,51/L. Já a nossa custa em torno de R$3,899 com uma mistura de 25% de etanol, ou seja, considerando o preço da gasolina pura, gira em torno de R$5,19, o que dá uma média de R$116 mais barata por tanque.
            Mas de fato temos que considerar o poder de compra do Europeu que é consideravelmente superior ao nosso.

          • th!nk.t4nk

            Imagine se não. Na Europa a gasolina custa no mínimo 50% a mais. Se abastecer na estrada, 70% a mais. Isso pesa e muito nas contas dos frotistas.

            • Wilibaldo

              Não sei em que local tu vive aí. Mas em andorra pago pela gasolina o valor de 1,13 euro, na espanha dependendo das cidades está 1,30 por litro. Se considerar o cálculo dos colegas (cambio de 4,70) dá um total de R$ 6,11 a gasolina – o que seguindo a mesma proporção fecha R$ 4,25. No Rio Grande do Sul, a gasolina comum está por aqui onde estou R$ 4,49.
              Assim, afirmo, que pra esses locais – e realidade que tenho – a gasolina não é bem mais cara lá do que aqui.

    • danlaradd .

      Incentivo enorme do governo significa outras pessoas, mais pobres, pagarem para que ricos andem em carros elétricos.

      • rafael soares domingues

        Falou tudo.

    • Ducar Carros

      O híbrido plug-in para mim não faz sentido: para fazer sentido ser plug-in, o híbrido tem de ter uma bateria grande e pesada como se fosse um carro elétrico, o que torna seu desempenho/complexidade pior que o de um híbrido comum ou de um elétrico puro.

      • th!nk.t4nk

        Pelo contrário, faz todo sentido. Um híbrido plug-in atual roda entre 50 e 70 km na cidade com eletricidade. Isso é mais do que 90% das pessoas rodam diariamente. E isso com uma bateria pequena, que não aumenta tanto o peso do carro. O custo do veículo também é bem mais próximo de um modelo convencional a combustao.

        • Ducar Carros

          O tempo de carregamento de um híbrido plug-in é quase tão longo quanto o de um elétrico, devido a bateria ser menor (mas maior que a de um híbrido full), e o preço da bateria, bem mais cara que a de um full.

          O híbrido full roda até 20 km por litro na cidade, com ajuda da bateria que é recarregada pelo próprio rodar e pelas freadas. Não é preciso se preocupar em ficar abastecendo em tomadas (e com a infraestrutura), e ele é mais barato que um plug-in.

          Se a pessoa tem a estrutura de carregar o carro em casa, e roda diariamente pequenas distâncias, e não faça frequentemente viagens muito longas, talvez o elétrico (com sua mecânica mais simples) faça mais sentido que um híbrido plug-in, seria uma questão de diferença de preços (levando em consideração a diferença de subsídios).

          O consumidor também tem preferido adquirir um elétrico ou um híbrido full ao plug-in.

          • th!nk.t4nk

            Como assim Ducar? Haha. Cara, o híbrido recarrega super rápido nos totens. Eu não sei que raios de híbridos você anda dirigindo, mas temos uma frota de diversos modelos diferentes aqui na empresa e são uma maravilha. Quanto ao híbrido full, ele é pior negócio na verdade, tanto que está sendo abandonado pela maioria das montadoras. São carros bem mais fracos de desempenho, que não fazem bem nem uma coisa, nem outra. Desde que os PHEV ganharam baterias maiores e mais baratas, o cenário mudou a favor deles.

    • th!nk.t4nk

      Híbridos já saíram da categoria “carro de luxo” no mundo faz tempo. O Toyota Yaris híbrido custa a partir de 18 mil €. Já carro 100% elétrico tem o Renault Zoe por 22 mil. Fora os novos 208 e Corsa, além do ID.3 (que vai partir abaixo dos 30 mil, com espaço interno de um Passat e excelente desempenho). As vendas estão crescendo forte ano a ano, é uma progressão exponencial. O problema é no Brasil, onde o governo não se mexeu até agora pra facilitar as coisas e criar uma boa infra-estrutura de carregamento (mal dão algum incentivo fiscal localmente).

      • 4lex5andro

        Melhor empurrão do governo no Brasil seria zerar impostos de importação (de carros e componentes de motores elétricos).

    • celtiberian

      Incentivo estatal para empurrar algo que as pessoas não querem comprar não faz nenhum sentido. Os elétricos vão dominar naturalmente no futuro pois são carros melhores, com menos partes móveis, mais confiáveis, mais fáceis de manter, não precisa de nenhum empurrão.

  • Cardoso (não aquele)

    Eu acho que as células de combustível serão mais viáveis para reduzir o impacto ambiental sem fazer com que carros fiquem com preços completamente inviáveis.
    Células de etanol como a Nissan está avaliando não precisaria nem de nova infraestrutura.

    Quando se fala que carros elétricos são ambientalmente corretos ignora-se a produção de baterias, a mineração dos materiais necessários para se produzir as baterias, e a origem da energia elétrica para carregar essas baterias, que no Brasil é em maioria renovável mas não é assim em todos os outros lugares do mundo.

    • Mr Tony

      Sou da mesma opinião: células de combustível até surgir uma bateria com longa duração e acessível. Sei que não é o caso, mas estou fazendo o meu cofrinho aqui pra meter a mão num Kicks E-power. pra mim já será uma pusta evolução.

    • BuffyDawn Summers

      Não existe nada ambientalmente correto para uma espécie que se tornou uma praga, como a raça humana. Por exemplo, pincéis de maquiagem 😂😂 podem ser feitos de material sintético, leia-se plástico, e ai tem o mimimi contra o plástico. Eles tb pixem ser feitos de pelos naturais, mas ai tem o mimimi do livre de crueldade e proteção animal (apesar dos animais não serem mortos).

  • Bandit

    Pessoal fica cobrando incentivos de governo, montadora e etc, porém no mundo real não é assim que as coisas funcionam, o mercado se autoadapta a um produto se o mesmo for superior em todos os sentidos como preço e qualidades tecnicas, coisa que o elétrico não supre atualmente, na realidade quem deseja os eletricos são burocratas ambientalistas e não os consumidores, ou seja o estado querendo ditar regra como sempre.

    • celtiberian

      O elétrico é tecnicamente superior já, quem gosta de carro é só andar em um Tesla pra ver (quando estiver nos EUA ou Europa para em uma loja e faz test-drive). Model X leva até 7 pessoas e bate certas lambos no 0-100. Muito menos partes móveis, não precisa nem ter câmbio. Única peça que desgasta igual carro a combustão são amortecedores. Baterias bem divididas e bem gerenciadas duram muito mais que a vida do carro. Questão é basicamente de preço.

  • SDS SP

    “Ele apontou que agora é a vez dos consumidores avaliarem a equação ambiental na hora de comprar um carro elétrico”…

    Muita gente vai olhar para o bolso primeiro. Sabemos que é fácil para aqueles que têm grana sobrando e com alguma consciência ambiental se aventurar na eletrificação, mas o consumidor médio, antes de mais nada, precisa colocar comida na mesa e pagar suas contas.

    Eu trabalho no segmento automotivo há quase 10 anos, um setor que se acostumou com pesados subsídios estatais para viabilizar novos projetos que não seriam viáveis em condições normais de temperatura e pressão.
    Fiquei com uma impressão de que estão esperando uma mãozinha a mais do governo

    • José Eduardo D’Acampora Guazzi

      Se no geral a variante hibrida ou eletrica tivesse valor equivalente a maioria poderia pensar em comprar, mas nao é o que acontece infelizmente. Vamos avaliar o caso do Corolla agora aqui, acredito que ele pode mostrar que no mesmo preço o povo vai querer, mas infelizmente ainda fica para uma parte menor da população que já pagava mais de 100 mil num carro. Torço realmente para que a toyota pense num Yaris Hibrido por aqui nem que seja com motor 1.3

  • THM

    E a Fiat ja anunciou baterias Samsung para o novo 500e. Imaginem se “forem como” as de alguns smart dessa empresa, que com 6 meses de.uso passam 2 horas para carregar 30%. Sera que irao dar a famosa desculpa de.o carro caiu a 15% de bateria?

    A corrida eletrica foi bancada pela União Europeia e pela iniciativa da VW depois da.presepada que aprontou. As outras não querem ficar atras, mas.correm reclamando.

    Os americanos nao estao dando muito cabimento

  • José Eduardo D’Acampora Guazzi

    Se nem a europa esta conseguindo absorver esse tipo de veiculo em auto volume, são bem dos cara de pau de ficar ditando regras de como cada local deve se comportar, visto que mesmo a produção de cana ainda ser poluente, se pensarmos em volume global de veiculos nossa solução flex já fez mais em redução de poluentes que os hibridos.

  • Talvez a maioria dos consumidores já descobriram a balela que é a estorinha do aquecimento global… ops!!! Agora é “mudanças climáticas”.

  • Lucas de Lucca

    Vão morrer antes de nascer. Adoro.

    • rafael soares domingues

      Tapa na cara do establishment!

  • New World

    A transição será lenta, mas, acontecerá nos próximos anos, pq a tecnologia eletrica ficará mais barata, com a produção em massa de várias montadoras e subsídios dos governos europeus, a venda de carros novos à combustão será eliminada, Noruega será o primeiro país europeu que não vai vender carros novos à combustão

  • Ducar Carros

    Na verdade, a mensagem é para os governos, que estão impondo metas percentuais de vendas de elétricos que são inviáveis de cumprir.

    A tecnologia elétrica é cara, e ainda tem problemas sérios a resolver, como a curta autonomia e alto tempo de recarga, fora a questão da sustentabilidade das baterias. O consumidor médio, claro, não vai pagar mais caro por um carro que tem uso mais restrito.

    Ao invés de impor a substituição pelo elétrico ao consumidor de carros de passeio, os governos deveriam focar nas frotas urbanas (ônibus, táxis, caminhões de lixo, carros de aplicativos), que só rodam na cidade, distâncias não tão longas, e que podem sempre recarregar à noite e usando a mesma fonte de carregamento. É o que uma cidade chinesa está fazendo, como mostrou o Fantástico. Para os demais, a substituição pelos híbridos não plug-ins já seria muito positiva, enquanto os problemas dos elétricos a bateria não são resolvidos.

    • Também acho que o foco deveria ser os veículos maiores e até os mais antigos, que são mais poluidores. Com relação aos veículos atuais, menos poluidores, a substituição seria mais natural, conforme as baterias forem evoluindo e ficando mais baratas.

  • Johnny Cage

    não vai existir eletrificação nenhuma pois os países exportadores de petróleo precisam se manter com a venda do combustível fóssil. Os elétricos vão continuar caros; o mais próximo do consumidor comum seriam os híbridos como novo corolla, fusion e similares com relação custo x beneficio mais próximo da realidade.

  • afonso200

    os fusion 2010 ja com 9 anos ja viciaram as baterias,,,, e dai vai trocar ??? 45mil reais, é o preço do carro…..e as baterias valem o mesmo, hehehehe, ainda bem que é hibrtido, pode usar nesse caso só o motor a combustao

  • fabio

    Acho que a mudança mais complicada da história da humanidade vai ser essa dos veículos elétricos por causa do meio ambiente. Começando pelo motivo contrário mais ridículo, tem aqueles que não vão querer saber de andar com veículo que não ronca, porque adoram encher o saco dos outros, e não vão querer engolir a ideia de não poderem mais fazer isso, rssssssss. E terminando pelo motivo contrário mais complicado, tem o que o Johnny Cage mencionou, os países que precisam se manter com a venda do combustível fóssil. Até o veículo elétrico substituir o veículo à combustão, se é que um dia vai chegar a isso, o planeta ainda vai piorar muuuuuuuuuuito.

    • Essa mudança tem sido complicada porque ela tem sido forçada pelos governos. Não é uma transição natural de mercado por evolução tecnológica, como aconteceu com as TVs de tubo para o LCD.

  • fsjal

    o que vai ser dos carros elétricos ou híbridos, pouco me importa, contanto que não venham encher o saco dos carros a combustão

  • rafael soares domingues

    “ter veículos elétricos nas concessionárias não será suficiente(…) É, principalmente quando essa questão ecológica não passa de uma histeria idiota e completamente artificial.

    Carro elétrico tem 110 anos de defasagem.

    É óbvio que não passam de um pretexto para continuar com essa tirania enérgica que se impõe sobre a humanidade há duzentos anos.

    To vendo a hora que um maluco vai criar uma tecnologia perfeitamente replicável e em semanas derrubar esse império.

  • BuffyDawn Summers

    Por mim, longa vida aos carros movidos a petróleo. Aliás, hoje ñ teria dinheiro para comprar um carro que preenchesse meus requisitos de segurança, imagine pagar o dobro para ter um elétrico para o vizinho ver.

  • Francisco Vieira de Bem

    Em dezembro do ano passado eu comprei um SUV compacto por 65.000,00 0km. Se houvesse uma opção híbrida ou elétrica de um Hatch compacto pelo mesmo valor, eu compraria o hatch. Acredito que eu não seja o único a fazer esse tipo de sacrifício. o problema é que montadores e governos ainda não chegaram num entendimento para que o elétrico/híbrido alcance a faixa de preço que o consumidor amplo pode pagar.

  • mark dc

    ” é para o consumidor pesar a decisão ambiental”… sim claro, que questão??? na europa energia gerada a carvão, alguns eólica e aqui seria um desastre pq já pagamos taxa extra pra tudo!! chegaríamos à bandeira preta … quanto iria custar o KW/H ????
    ligamos um ar condicionado e pronto , foi a conta pro espaço , fora os apagões!!! pfffffffff!!

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