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Freightliner eCascadia: dois caminhões elétricos da Daimler nos EUA

Freightliner eCascadia: dois caminhões elétricos da Daimler nos EUA

O grupo alemão Daimler possui algumas marcas de caminhões, entre elas a americana Freightliner. Após a japonesa Fuso lançar seu caminhão elétrico eCanter, sendo essa marca de propriedade da empresa europeia, agora é a vez dos veículos pesados movidos por energia surgirem no mercado dos EUA, através da linha eCascadia e do eM2, um caminhão menor.


Um dos modelos mais famosos e vendidos nos EUA, o Cascadia agora passa a dispor de uma variante elétrica, que agrega motor elétrico de 740 cavalos e baterias de lítio de 550 kWh, suficientes para prover autonomia de 400 km ou 320 km no modo de recarga rápida, que dura 90 minutos e repõe 80% da capacidade das células.

O caminhão elétrico tem capacidade para tracionar 36 toneladas, sendo assim um modelo da Classe 8, a mesma do Tesla Semi. Porém, este último tem autonomia bem superior ao eCascadia, com alcance de até 800 km. Ou seja, simplesmente o dobro. De qualquer forma, a Freightliner vê futuro em sua opção nessa faixa de tonelagem e até tem um modelo menor para distribuição e entrega de cargas, o chamado eM2 106.

Freightliner eCascadia: dois caminhões elétricos da Daimler nos EUA


Este é um caminhão de chassi longo de 26 toneladas de PBT e três eixos, que é equipado com motor elétrico de 487 cavalos, tendo ainda baterias de lítio de 325 kWh, que fornecem autonomia de 370 km. Numa parada para recarga rápida, que demora 60 minutos, são repostos 300 km. A Freightliner pretende fabricar 30 unidades no total para distribuição aos clientes mais próximos, que provavelmente se tornarão os primeiros compradores dessa nova dupla de elétricos.

A Daimler está buscando rapidamente desenvolver novos modelos de caminhões elétricos para suprir uma redução drástica da oferta de diesel, visto que os automóveis com esse combustível já está se reduzindo. Na Europa, pensa-se inicialmente desenvolver os híbridos plug-in movidos por diesel, a fim de manter o velho combustível devidamente em uso por um prazo maior.

Além da Tesla e da Daimler, outros fabricantes de caminhões se apressaram em lançar produtos nesse mercado, inclusive a Volkswagen no Brasil, que apresentou o eDelivery com autonomia de 200 km. O grande desafio desse mercado, no entanto, é o custo elevado das células das baterias e a capacidade de carga dos caminhões elétricos. Como o óleo combustível é ainda fundamental no transporte de cargas, abandona-lo agora é impensável.

Nos EUA, a Nikola Motors desenvolveu seu modelo One baseada em outra tecnologia, a de células de combustível com alimentação por hidrogênio líquido, prometendo uma rede nacional de postos para recarga dos tanques pressurizados.

[Fonte: Electrek]

Freightliner eCascadia: dois caminhões elétricos da Daimler nos EUA
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  • th!nk.t4nk

    Pela autonomia, o menor está bem adequado pro trânsito urbano. Já o grande vai precisar melhorar o alcance, pois nos EUA as distâncias são enormes. Um híbrido nesse caso supriria melhor as necessidades até resolverem essa questao.

    • Uau!

      Uma paradinha de 1h a cada qse 400km até q não cai mal

    • Marcelo Nascimento

      Mas com pernas de 300/400km e paradas de quase 1h para descanso, a evolução das recargas rápidas podem fazer com que o destino seja alcançado.

  • zekinha71

    E aqui 1113 jogando fumaça cancerígena na cara do povo pelo país inteiro.

  • Cardoso (não aquele)

    Caminhões assim, com essa autonomia mesmo, seriam ótimos para trajetos dentro da cidade no Brasil.

    Menos consumo de diesel, menos fumaça fedida de caminhão nas cidades, e acostumaria o brasileiro com veiculos elétricos, que por aqui fazem mais sentido do que veículos movidos a combustão.

    Se essa recente crise do diesel aqui no Brasil não fazer o governo acordar, a coisa só vai piorar. O dólar continua subindo, e o preço do petróleo voltou a subir tambem. Mudar para veiculos eletricos no Brasil vai ser uma questão de necessidade econômica e não ambiental como é na Europa.

    • El Gato Negro

      Entretanto, acredito que a solução mais rápida e acessível financeiramente seria a reestruturação da malha ferroviária para o transporte de cargas.
      Claro, se tivéssemos um Governo de verdade.

      • Louis

        Como isso é projeto de longo prazo, e político banânio não consegue enxergar prazo maior que 4 anos, então esquece…
        Outra, ferrovia não chama voto, o que chama é construir estádios. Né não, Luladrão?

        • El Gato Negro

          Você realmente acha que seria mais rápida a entrada de uma frota elétrica completa do que a revitalização da malha viária? Tô perguntando de boa mesmo, para saber tua opinião. Eu acho isso quase utópico, visto que o lobby da indústria do petróleo seria imenso. A malha ferroviária caminha junto com os caminhões que utilizam motor à combustão. Mas estes seriam substituídos no caso da frota elétrica.
          Mas enfim… estamos na Banânia. Não vai acontecer nem uma coisa nem outra. É deprimente…

          • Louis

            A frota elétrica também vai demorar, mas não depende tanto do governo. Será financiada por pessoas físicas e iniciativa privada, não precisa de desapropriações, aprovação de IBAMA, Funai, etc, etc… Basta o governo não atrapalhar…

        • Matafuego

          A destruição das ferrovias foi um projeto de longo prazo tb. Começou com Getúlio Vargas (o petróleo é nosso) e ganhou velocidade com JK (50 anos em 5). Engana-se quem acha que FHC acabou com as ferrovias na privatização – esse foi só o golpe de misericórdia.

          Mas vc tem razão ao dizer que ferrovia não dá voto. Um político dificilmente irá conseguir inaugurar uma ferrovia em 4 anos.

  • Lareiro

    Mas caminhões pesados como esse são mais usados em rotas interestaduais, não? E os EUA com uma dimensão gigantesca, me parece complicado o cara andar 300km e parar por 1:30h para abastecer. Muitas vezes nem sai do estado e já tem que parar por tanto tempo.

    • Louis

      Acho que enquanto a autonomia for pequena, este tipo de caminhão servirá para aplicações específicas, em pouco tempo a autonomia aumenta e os custos diminuirão.

    • Guilherme Batista

      Realmente não serão viáveis pra esse tipo de aplicação, mas consigo ver algumas, como por exemplo, caminhões cegonha, que por vezes tem que transportar automóveis de portos para as concessionárias. Com uma estrutura legal, daria pra recarregar as baterias no tempo de carga/descarga dos veículos.

  • tiago

    Nossa que bateria gigantesca!
    O tesla model s de 85 kWh possui 7.104 “pilhas” da panasonic.
    Esse cascadia possui aproximadamente 6,5 x mais capacidade, logo, aproximadamente 46.000 baterias.
    Acho que seria mais negócio colocar uma bateria bem menor e carregar ela com uma turbina a gás.

  • Louis

    Pesquisei no Reclameaqui, bem esquisita esta empresa, parece ser empresa de golpista….

  • Unknown

    E nem por planejamento a longo prazo.

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