Antigos Clássicos História Sedãs Volkswagen

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

O Fusca Itamar foi o retorno do clássico da VW na década de 90, vários anos depois de ele ter saído de linha em 1986.


Não é todo dia que ressurge um clássico que moveu emoções, levou progresso a lugares distantes e foi o automóvel de gerações da mesma família. O Fusca Itamar trouxe de volta parte dessa nostalgia.

Muitos devem ter chorado no dia 31 de outubro de 1986, quando o derradeiro exemplar da Última Série do Fusca saiu de cena para um adeus que, até mesmo para a Volkswagen, seria definitivo.

Porém, as coisas não aconteceram dessa forma. Contrariando a lógica, o clássico mundial voltaria para a Anchieta alguns anos depois.


Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Motivado por um pedido pessoal do chefe de executivo, o VW mais querido de todos e um dos carros mais famosos da história, retornaria com um apelido: Fusca Itamar.

O nome é justo, afinal, foi por conta do mineiro de Juiz de Fora, chamado Itamar Franco, que o Fusca voltou a brilhar.

Não foi um retorno para durar, mas pelo tempo em que ficou, conquistou novos admiradores e fez a felicidade dos velhos.

Fusca Itamar

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

A história do Fusca Itamar começa após o impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992. Itamar Franco, vice, subiu imediatamente para o posto principal da nação no dia 2 de outubro.

Já como presidente da república, Itamar sugeriu à Volkswagen que trouxesse de volta o clássico das décadas anteriores.

Isso aconteceu depois de constatar os altos preços cobrados nos carros mais baratos vendidos no país.

Itamar cobrava um modelo popular que tivesse o mesmo apelo que um dia o Fusca teve. Então, começou a sugerir em entrevistas, o retorno do Fusca.

A própria namorada do presidente, Leslie, tinha um Fusca 1981.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Dizia-se que Itamar queria agradar a namorada. Outra era que ele queria comprar um modelo zero km e não podia. Por fim, até um capricho pessoal para marcar seu governo.

Até então, nada parecia ser sério nesses casos, sendo apenas comentários motivacionais do presidente, que queria apoio do setor automotivo.

Então, em  25 de janeiro de 1993, ele chamou o presidente da Autolatina Pierre-Alan Schmidt. Após a reunião, já estava definido: O Fusca retornaria.

Fusca Itamar – o retorno de um ícone

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

As importações motivadas pelo governo Collor inundaram o mercado com carros realmente baratos, como os russos da Lada.

A imprensa era contra a volta do Fusca. A Autolatina tinha o mesmo pensamento, incluindo a matriz em Wolfsburg.

Só que Itamar tinha uma carta na manga e a lançou no dia 4 de fevereiro, a Lei do Carro Popular.

O IPI caía de 20% para 0,1% para carros 1.0 e com preço máximo equivalente a US$ 6,8 mil. E o Fusca? Brasília abriu uma brecha na regra ao incluir motores refrigerados a ar, podendo estes ter até 1.6 litro. A Kombi, de quebra, virou popular…

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Era só isso que a VW queria ouvir. Investiu US$ 30 milhões na Anchieta e empregou 800 novos trabalhadores.

Em 23 de agosto de 1993, a produção recomeçou.

O próprio Itamar desfilou num Fusca conversível como Juscelino Kubitschek havia feito nos anos 50. Esse carro foi comprado pelo presidente e hoje está num museu em sua memória, na cidade de Juiz de Fora.

Retorno rápido e “ajuste fino”

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

A Volkswagen tinha pouco tempo para colocar o Fusca Itamar no mercado.

Quase num tempo recorde, o projeto teve que se materializar na forma de uma linha de montagem.

O problema era que a Volkswagen não tinha mais o maquinário usado para fazer o Fusca Itamar.

Este havia sido vendido para fornecedores de peças, a fim de sustentar o grande comércio de componentes do modelo no mercado de autopeças.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Foi preciso recomprar todo o ferramental e treinar os novatos em técnicas de construção já em desuso.

A VW teve que recomprar unidades usadas e aplicar as alterações necessárias, circulando como carros de teste disfarçados.

Ao ser lançado, seu preço de Cr$ 700.000 era equivalente na época à US$ 7.200, acima do teto determinado pelo governo. Mesmo assim, tinha os 0,1% de IPI a recolher.

A Volkswagen anunciou o Fusca Itamar com uma fila de espera de 13 mil pessoas, entre elas celebridades das mais distintas.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

A fábrica tinha espaço suficiente para a linha de montagem, que não exigia uma unidade de soldagem complexa. O besouro retornou com cadência programada de 100 carros por dia ou 20.000 por ano.

Nada mal para um carrinho que ficou sete anos na sepultura.

Embora o Fusca Itamar não fosse assim tão em conta, competindo inclusive em preço com populares mais modernos.

Ele tinha bom valor de revenda, manutenção simples e fácil, oferta enorme de peças, assistência em qualquer lugar e confiabilidade mecânica indiscutível.

Fusca Itamar – pequenas mudanças

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

O Fusca Itamar tinha pequenas mudanças em relação ao modelo de 1986. Vendido como modelo 94, o clássico da VW empregava pneus radias 165/80 R15.

O modelo tinha também cintos de segurança dianteiros de três pontos e o para-brisa era laminado.

A VW teve que introduzir um novo revestimento na parede de fogo (atrás) para reduzir a propagação em caso de incêndio com feltros fenólicos e resina especial.

Ele já havia recebido itens como freios de duplo circuito com discos na frente, revestimentos internos anti-chama e barras estabilizadoras na suspensão dianteira e traseira.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Os bancos foram melhor ancorados, o espelho interno era removível com impacto e as dobradiças e maçanetas ficaram mais resistentes. Até o capô do porta-malas recebeu trava de segurança dupla.

A pintura era melhor e mais durável que a de 1986. As chapas eram galvanizadas nas portas, capô dianteiro e estribos.

Com escape único devido ao catalisador, o Fusca Itamar também chamava atenção pelos para-choques com lâminas na cor da carroceria.

Para atender as normas de emissão da época, a VW aplicou um catalisador ao velho sistema de escape do motor boxer, bem como nova bomba de gasolina, separador de gases, velas mais resistentes e bateria de maior amperagem.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

O novo sistema de escape com filtro antipoluentes ganhou a companhia de um alternador. O motor 1.600 a ar era o mesmo de 1986, mas agora tinha ignição eletrônica mais moderna, sem platinado ou condensador.

A carburação recebe novo ajuste para melhor mistura ar-combustível. Por exigência legal, o Fusca Itamar passou por teste de impacto dentro da fábrica da Anchieta.

O clássico renascido vinha ainda com uma faixa fina em verde e amarelo, percorrendo toda a lateral. Tinha as cores sólidas Bege Arena, Azul Saturno, Branco Star, Preto Universal e Vermelho Sport.

Podia-se adquirir o Fusca Itamar também com pintura metálica: Bege Athenas, Verde Pinus e Prata Lunar. Um logotipo colorido fazia parte do visual.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Por dentro, além dos cintos, o Fusca Itamar tinha como diferencial os bancos com apoios de cabeça ajustáveis. O volante macio era o mesmo do Gol.

O cluster continua a ter instrumentos de 1986, como velocímetro, nível de combustível e relógio analógico.

De série, trazia pneus sem câmara, acendedor de cigarros elétrico, acabamento em carpete (opção nas portas), limpador de para-brisa com duas velocidades, entre outros.

Direção hidráulica ou ar condicionado eram itens impossíveis no Fusca Itamar e em qualquer outro antes dele.

Os opcionais incluíam vidros verdes, janelas traseiras basculantes, desembaçador do vidro traseiro e faróis auxiliares. Havia ainda opção de rádio toca-fitas.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Seu motor 1600 a ar com dupla carburador tinha versão a álcool. Nesse caso, ele produzia 58,7 cavalos a 4.300 rpm e 11,9 kgfm a 2.800 rpm.

Com câmbio manual de quatro marchas sincronizadas, o Fusca Itamar ia de 0 a 100 km/h em 14,3 segundos e tinha máxima de 140 km/h.

Numa época em que o álcool estava em baixa, o modelo fazia somente 8,4 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada.

Pesando 796 kg, o Fusca Itamar media 4,05 m de comprimento, 1,54 m de largura, 1,50 m de altura e 2,40 m de entre eixos, o Fusca Itamar tinha porta-malas quase decorativo.

Ele tinha apenas 141 litros na frente e o “chiqueirinho” era coberto. O tanque mais 41 litros.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Classificado como sedã desde o início, o Fusca Itamar – como o modelo anterior – tinha espaço para cinco pessoas, apertadas.

Ainda com capô curvado, janelas pequenas, lanternas “Fafá” (em alusão à cantora Fafá de Belém), lâminas de para-choque e rodas de aço com o copinho do cubo, o Fusca Itamar tinha somente o básico para a época e ainda assim atraía pelo visual peculiar.

No início, as vendas até que não foram ruins, com emplacamento médio mensal de 1,5 mil unidades.

O encanto acaba

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Porém, o encanto pela volta do Fusca Itamar foi se desvanecendo e após alguns meses, a Volkswagen já tinha que fazer alterações – não no produto – para melhorar as vendas.

Mesmo mais baratos que os principais carros populares da época, o Fusca Itamar viu os clientes famosos saírem de cena após a compra de seus exemplares.

O marketing da VW teve que se “virar nos 30” literalmente, explorando apelo sentimental e apontando as características que realmente faziam a diferença no Fusca Itamar, só que válidas mesmo 30 anos antes.

Entretanto, nem esses melhoramentos cativaram o público, que nas grandes capitais, começaram a deixar o Fusca Itamar de lado.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Simpático, ele já não tinha mais o mesmo apelo diante de produtos mais modernos, como Corsa Wind ou Gol 1000 (que não era tão moderno como o Chevrolet, mas era novidade).

Numa rápida manobra, a VW redistribuiu a produção do Fusca Itamar.

As unidades começaram a inundar as concessionárias de cidades do interior do país (na foto acima, em uma revenda VW abandonada, ele continua no mesmo lugar desde aquela época).

O objetivo era ir atrás de saudosistas locais e quem ainda precisava de um Fusca para andar na terra.

A manobra deu certo e evitou o pior, antes da hora.

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

Nas cidades grandes, a saída foi focar o Fusca Itamar para frotistas. Sim, os tempos de Sabesp e Telesp com seus fusquinhas pareciam retornar.

Só que nem isso deu jeito. Entrava 1996 e o Brasil estava ainda mais moderno em seu mercado automotivo.

Palio e Fiesta apareciam, assim como o Ka.

Para o Fusca Itamar, não havia como manter um status como de seu irmão mexicano, o Vocho, que duraria até 2003. A Volkswagen jogou a toalha e lançou a Série Ouro.

Fusca Itamar Série Ouro

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)

A pá de cal sobre o Fusca Itamar chegou na forma da Série Ouro, uma edição especial – que era a intenção inicial da matriz alemã – com 1,5 mil exemplares.

Essa edição vinha com faróis de neblina, lanternas fumê, mostradores do painel com fundo branco e revestimento interno do Pointer GTi.

Esse modelo foi vendido em 1996 e a produção encerrada em 28 de junho, após 46 mil exemplares terem saído da Anchieta. Assim, o Fusca Itamar chegava ao fim, discreto e melancólico, sem a festa de despedida como em 1986…

Fusca Itamar: história, anos, equipamentos, diferenças (e detalhes)
Nota média 5 de 5 votos

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Verdades sobre o mercado

    Só no Brasil mesmo para na mesma época que recebíamos o Corsa (corsinha), produto alinhado ao produzido na Europa, tivemos o recém-relançado Fusca… só se justificaria mesmo para uso nos interiores do Brasilsão mesmo… de resto…

    • Claudio Lima

      Discordo. A Fusca fez relativo sucesso na época. Atualmente vale muito mais que qualquer corsa no mercado de usados.

      • Verdades sobre o mercado

        Seu relativo sucesso se deveu a basicamente 2 fatores: robustez para uso no interior (estradas de terra em especial) e fatores emocionais. Fora isso era um carro horrível. Ruim de dirigir, gastador, ergonomia zero. Quanto a valer mais que um Corsa usado deve-se aos mesmos critérios da época: robustez para uso em condições adversas e fator emocional ligado à colecionadores.

  • Rodolfo Deo

    Fez a festa do Itamar e hoje faz dos caçadores/colecionadores de raridades…

  • Yuri Lima

    Onde fica essa concessionária abandonada? O showroom se encontra da mesma forma que na foto? Sério?
    Gostaria de conhecer!

    • Guilherme

      Deve ser a de Estrela-RS.

    • EDU

      Ela fica Localizada em Estrela (RS), a revenda Comercial Gaúcha não abre as portas para o público desde 2002, mas é cuidada com esmero por seu proprietário, que transformou o local em uma espécie de museu fechado. Ele nao deixa ninguem entrar nem da entrevistas.

      • Gabrielch

        Obrigado pela informação EDU… Fiquei realmente curioso. Porque pela foto, apesar de “abandonada” ela parece limpa e bem cuidada.

  • aletp

    Ainda vou ter um 1996 série ouro vermelho dakar, o clássico dos clássicos.

  • Marcio Mentzingen

    Um grande retrocesso na indústria automotiva brasileira!

  • Evaldo Avelar Marques

    Nessa época ainda não era obrigatório retrovisor do lado direito?

    • Gabriel Molina Pinheiro

      Eu acho que não. Acredito que só passou a ser obrigatório em 1997.

      • MauroRF

        Foi em 1999, junto com os apoios de cabeça nos bancos traseiros para projetos novos.

        • Dod

          Isso. Em 1995 o Gol bola e em 1996 Fiesta e Palio foram lançados em suas versões mais básicas com apenas o retrovisor esquerdo, sendo oferecido o direito como opcional. Reza a lenda que o Corsa só não foi lançado “mono-retrovisor” porque alguém do alto escalão achou que ficaria muito feio, já que os retrovisores dele eram de certa forma integrados ao desenho da carroceria.

          • MauroRF

            É verdade! Se não me engano, não vi nenhum Ka de primeira geração sem espelho do lado direito. Ele e o Corsa. O Corsa ficaria ridículo sem ele. Em 1999, eles obrigaram a colocar o espelho direito em todos os carros, apoio de cabeça no banco traseiro para projetos novos (é por isso que tem Uno 2012 básico por exemplo sem) e, se não me engano também, cinto de três pontos para os passageiros laterais do banco traseiro (mas o cinto podia ser fixo, e não me lembro se também só para projetos novos ou se para todos). O que eu sei que era obrigatório para todos era o espelho do lado direito.

            • Dod

              O Ka de primeira geração veio com dois retrovisores porque ele foi lançado aqui como um produto de imagem acima do Fiesta. Mesmo o Fiesta era difícil ver um só com um retrovisor, a maioria dos compradores colocavam o direito como opcional. Já Gol 1.0, Palio ED e Uno i.e. era bem comum, uma vizinha minha comprou um Palio ED bege em 1996, logo assim que lançaram, e ele tinha uma tampona de plástico no lugar do retrovisor direito, eu achava aquilo muito ridículo.

              Apoios de cabeça traseiros foram exigidos só em 99 mesmo, para projetos novos..por isso o Celta 2001 que foi um dos carros mais pobres já feitos aqui os tinha de série, enquanto que as versões básicas do Corsa B e pasme, ASTRA GL E VECTRA GL anos 99/00/01, não possuíam os apoios de série. O Palio Fire morreu em 2016 e ainda tinha os apoios como parte de um pacote opcional denominado Celebration.

              • MauroRF

                Ah, então eu estava certo em relação ao retrovisor do Ka, rs.

                Nossa, e como lembro dessa tampa plástica no lugar do retrovisor, ficava ridículo, e não só no Pálio.

                É mesmo, não tem Celtinha sem os apoios, em contrapartida, no Uno e no Pálio Fire foram opcionais até saírem de linha. O mesmo para o Corsa Classic. Os Astras e Vectras eu não sabia disso, PQP, economizaram até nesses carros (tá certo que era as versões GL, mas não precisava fazer esse tipo de corte nesses carros).

                • Dod

                  Astra e Vectra GL eram PELADOS de dar pena. Básicos, não possuíam vidros ou travas elétricas, ar condicionado ou som, era tudo opcional, o que vinha de série era a direção hidráulica e só. As rodas eram de ferro apenas com calota central (que cobria só os parafusos). Sem exageros, eram tão simples quanto um Corsa Wind. Uma tia minha teve na época uma dessas unidades peladas do Vectra, era bizarro.

                  • Cristian Dorneles

                    Astra teve até aro 13 no lançamento.

          • Verdades sobre o mercado

            Era vendedor de css VW na época do lançamento do Gol Bola e não tenho certeza, mas creio que até o Gol 1000i básico tinha retrovisores dos 2 lados, porém sem o controle interno dos mesmos.

        • Cristian Dorneles

          E cintos de 3 pontos traseiro.

      • Cristian Dorneles

        Em 1999 passou a ser obrigatório.

  • Marcus Vinicius

    Talvez se a Série Ouro fosse introduzida no Fusca Itamar desde o início da sua produção teria feito mais sucesso e vendido mais.

  • Fanjos

    “Fusca” bom foi o 2.0T, praticamente um Golf GTI mais carismático, eu gostaria de ter tido um =(

    • Verdades sobre o mercado

      Esse sim…

  • Fusca Noventa E Cinco

    Pois bem, eu nesta época não tinha grana, quebrado mesmo!!! Hoje compraria fácil uma fusqueta zero KM. Cuido do meu, já bem usadinho, fabricado em 94, com bastante dificuldade, devido a ausencia de boas peças de reposição.. O aftermarket do Brasil beira a malandragem.

  • O_Sabichão

    O Fusca teve sua época e seu tempo.
    O fato é que em 1994, 1995, o Fusca Itamar foi um fracasso.
    Barulhento, beberrão, de durabilidade mecânica pra lá de questionável… Já não fazia mais sentido.
    E chegou a custar 7,5 mil dólares, o mesmo preço do moderníssimo (relativamente ao Fusca) Corsinha Wind.

  • Rafael Straus

    Populismo automotivo.

    Não sei como até agora o Bolsonaro não pediu para voltarem com o Opala…

    • Dan RF

      hahahahahahahahaha. Boa!

    • Racer

      Seria melhor voltar com a Veraneio…..

      • Verdades sobre o mercado

        Mais coerente…

      • fabio

        Em falar em Veraneio,me lembrei quando o Coronel Erasmo Dias deixava a tampa do porta malas aberto,o porta malas esvaziava mas enchia os cemiterios !!!! kkkkkkk

      • 4lex5andro

        Veraneio Vascaína no caso kkk

  • Cosi fan Tutti

    É sempre assim, desde a época do império, quando D. Pedro II achava que o Barão de Mauá era exibido e queria dar um passo maior que as pernas industralizando o Brasil, que para a alteza era e tinha de se manter agrário, até este exemplo do Fusca Itamar! Outro governante retrocedento ao invés de diminuir os impostos para que as montadoras fizessem algo mais moderno e barato, ou até mesmo barateassem o Corsa Wind e concorrentes que chegassem, até mesmo um Uno, me inventa de relançar Fusca? Infelizmente o Collor além de corrupto foi um péssimo governo e abriu pra importação rápido demais, e deu no que deu, se tivesse feito tudo gradualmente, a economia teria melhorado e o Brasil se modernizado, e sem Itamar.

  • afonso200

    ta loko, que retrocesso

  • Dod

    A volta dessa ratoeira da década de 40 foi uma das coisas mais bizarras que já aconteceram no mercado automotivo mundial de todos os tempos. Só no Brasil mesmo pra isso acontecer.

    • Claudio Lima

      Discordo. A volta do Fusca fez relativo sucesso na época, a VW não teve prejuízo e, atualmente, deve ser um dos carros de maior valor no comércio de usados em relação ao ano e categoria.

  • Fábio Henrique

    Otima materia, nao sabia deste ressurgimento do fusca nos anos 90, mto menos que chegou a concorrer com o Corsa. Ainda vou procurar como ele sobreviveu no mexico ate 2003.
    (Vw desde aquela epoca dando alguns foras em preços)

  • MauroRF

    Um fato interessante: as primeiras unidades do Fusca Itamar eram todas a álcool, só não me lembro quando passaram a vender a versão a gasolina.

    Eu lembro bem dessa época do relançamento do Fusca, o ex-presidente Itamar veio aqui ao ABC na fábrica da VW, fizeram um estardalhaço na época.

    Falando do Fusca, foi um erro relançá-lo. O Gol 1000 não custava tanto a mais e era um carro bem melhor, isso dentro da própria VW. Em 93, antes da vinda do Corsa, a GM vendeu o Chevette L com motor 1.6, após o fracasso da versão Júnior. Se fosse comprar um carro popular zero em 93, compraria ou o Escort Hobby 1.6 ou o Chevette L. Em 94, minha opção seria o Corsa, anos-luz à frente da concorrência.

    Que tem um Fusca Itamar hoje bem conservado tem um excelente carro de colecionador.

  • Julio Cesar Santos

    essa época foi estranha teve chevette 1.0 , escort 1.0 e fusca todos fracassos isso mostra que uma canetada de politico não rege o mercado .

    • Claudio Lima

      Discordo. Nenhum deles foi fracasso de vendas. Atualmente o Fusca tem valor alto no mercado de usados, principalmente o Itamar.

      • Eduardo 1981

        Por uma questão histórica ora bolas. E pela escassez também. Por produto em si nada valeria.

  • Verdades sobre o mercado

    Não se discute a robustez de um Fusca, mas racionalmente é um carro horrível. Ruim de dirigir, gastador, um projeto da década de 30 ! Não dá para comparar nem com seus “concorrentes” menos modernos da época: Gol quadrado, Escort Hobby e Uno. Quanto ao valor de revenda está ligado ou à critérios emocionais de coleção ou para uso no interior, onde estava uma das poucas vantagens do Fusca: sua robustez.

    • Raimundo Nonato

      Eu sou um gearhead, não tenho dúvida que um carrinho de plástico com ar condicionado, direção hidráulica, vidro elétrico e etc é mais suave de dirigir. Mas isso são características de carros que na melhor das hipóteses ganha o título de carro comum!
      Agora se vc quer um carro divertido a história já muda, eu felizmente já tive a oportunidade de dirigir muito Fusca bom e posso garantir que pode mesmo não ter conforto, mas é sim muito divertido de guiar.
      A vida é muito curta para passar dirigindo um carro sem graça.

      • Eduardo 1981

        Bah, eu achei uma porcaria dirigir um fusca. Pior carro que dirigi na vida. Até o chevette, que já era ruim, conseguia ser melhor.

        • Raimundo Nonato

          Então vc tá no site errado, aqui é pra quem gosta de carro. Pra mim se tem motor não é porcaria, pode me dar que vou acelerar

          • Eduardo 1981

            Estou no site certo amigão. Gosto de carros, e de carros bons! Fusca é um projeto de baixo custo datado da década de 30! Nem tem como ser melhor que algo mais moderno (qualquer coisa).

            Não precisa se ofender só porque tu tens ou teve um fusca. Até porque, até aqui, só tu gosta de dirigir essa joça, todo o resto abomina. Inclusive os compradores de 1995 – 1996, que preferiram, Gol´s, Corsa´s e Uno´s.

            Está todo mundo errado? Só tu está certo? Se for partir dessa lógica, quem está no site errado és tu.

            • Raimundo Nonato

              Quem gosta de carro, gosta de carro. Não fica escolhendo…
              Igual tem quem gosta de mulher e quem não gosta de mulher, não fica escolhendo

      • leitor

        O fusca que tive, modelo 1976, mesmo com todos os problemas de bater e falta de opcionais, posso dizer uma coisa. Não era desconfortável assim.

    • leitor

      Critérios emocionais contam na venda de qualquer carro e muito. Se tirar isso os carros esportivos seriam os primeiros a sair. E hoje as SUVs estão em alta por isso mesmo. E quanto a ser horrível, depende muito de quem vê. Já vi alguns reformados, sem essas descaracterizações fortes, que chamavam atenção pela beleza.

      • Verdades sobre o mercado

        Minha frase sobre o horrível não ficou boa. Horrivel refere-se a aparência, e na verdade quis dizer que era um carro ruim de dirigir, alto consumo, um veículo antigo, que não fazia mais sentido ser produzido na década de 90. Quanto ao Fusca em si não tenha nada contra ele, muito pelo contrário, admiro bastante os modelos bem conservados, desde que não descaracterizado.

        • leitor

          Realmente os problemas do carro em termos de tecnologias deixavam a desejar. Não me vejo comprando um carro sem direção assistida nem sem o ar condicionado. Mas pra se livrar do ônibus em certos horários de pico ou de espera, tá valendo.

  • Verdades sobre o mercado

    Todas as Big 4 faziam esta safadeza. Escort, Uno, Gol e Chevette também tinham o espelho do lado direito como opcional ou acessório nas versões de entrada.

  • Robinho

    pior que carro que ja dirigi na vida, sei que existem verdadeiros apaixonados pelo Fusca, mas eu não sou, é horrível em tudo, salvando somente a mecânica simples e barata.

  • leitor

    Cintos dianteiros de 3 pontos o que tive modelo 1976 já tinha.

  • 4lex5andro

    Tanto o Fusca, como a Kombi (que de fato, deveria ter saído de linha naquela época tb, mas durou até recentemente) são projetos antiguíssimos e que já atenderam a sua época, com suas qualidades com durabilidade e robustez, que eram o bastante no seu tempo.

  • Guilherme Tokuno

    gosto muito do fusca, cara é um dos carros mais confiáveis que existe, nunca me deixou na mão, viajo sempre com ele.
    O erro da VW do Brasil, PRA VARIAR, é economizar em tudo, se tivesse sido lançado com suspensão mcpherson ( dos fuscas gringos) e a injeção eletrônica do modelo mexicano, acredito que daria pra levar o carro mais adiante.

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 13 anos. Saiba mais.

Notícias por email