
Os custos para manter um carro estão levando muitos americanos a reorganizar deslocamentos cotidianos, combinando compromissos, reduzindo trajetos e procurando combustível mais barato antes de abastecer.
Um novo levantamento da LendingTree mostra que 81% dos americanos já mudaram algum hábito por causa das despesas relacionadas à condução ou ao transporte.
Entre os entrevistados, 20% afirmam dirigir menos do que há um ano, e 64% desse grupo apontam o preço elevado da gasolina entre os principais motivos.
A média nacional do combustível chegou a US$ 4,07 (R$ 21) por galão, valor US$ 0,93 (R$ 5) superior ao observado um ano antes.
Essa diferença representa alta de 29,6%, movimento atribuído em grande parte ao conflito e ao impasse envolvendo o Irã durante o período analisado.

Mesmo diante dessa elevação, 34% dos participantes afirmam que estão dirigindo mais atualmente do que faziam no mesmo período do ano anterior.
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A tendência aparece com maior força entre integrantes da geração Z, dos quais 56% relatam aumento no uso do carro durante os últimos 12 meses.
Entre pais de crianças e adolescentes com menos de 18 anos, 52% também dizem estar dirigindo mais, contrariando a tendência de redução encontrada em outros grupos.
A estratégia mais comum para economizar é reunir diferentes tarefas em um número menor de viagens, alternativa adotada por 38% dos participantes da pesquisa.
Outros 31% dizem simplesmente ter reduzido o volume total de deslocamentos, enquanto 28% pesquisam postos mais baratos antes de decidir onde abastecer.

Parte dos entrevistados também passou a evitar determinadas viagens, adiou a compra de um veículo ou postergou serviços de manutenção devido às despesas.
Os gastos mensais mostram diferenças consideráveis, já que 10% dos participantes afirmam desembolsar US$ 1.000 (R$ 5.200) ou mais com transporte.
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Na outra ponta, 30% gastam menos de US$ 100 (R$ 521) mensais, formando o maior grupo individual dentro das faixas apresentadas pelo estudo.
Outros 26% ficam entre US$ 100 e US$ 249 (R$ 1.300), enquanto 20% desembolsam mensalmente de US$ 250 (R$ 1.300) a US$ 499 (R$ 2.600).
A faixa mais elevada imediatamente abaixo dos US$ 1.000 reúne 14% dos entrevistados, com despesas situadas entre US$ 500 (R$ 2.600) e US$ 999 (R$ 5.200).
Esses números, porém, precisam ser interpretados considerando que somente 68% dos participantes afirmaram dirigir e ter acesso regular a algum veículo.
Essa composição pode puxar a média de despesas para baixo, já que uma parcela relevante da amostra não depende diretamente de um carro no cotidiano.
O mesmo fator ajuda a contextualizar outro dado curioso: 29% dizem compartilhar caronas aproximadamente uma vez por semana como parte de sua rotina.
A prática é especialmente frequente entre integrantes da geração Z, grupo relativamente jovem no qual uma parcela dos participantes pode não possuir veículo próprio.
Assim, combustível mais caro e outras despesas ligadas ao transporte não reduzem necessariamente o uso do carro para todos, mas já alteram hábitos de grande parte dos americanos.
