
A infraestrutura de recarga da Geely já supera o que seus EVs atuais conseguem aproveitar, cenário que prepara a adoção de uma arquitetura elétrica de 1.000 V.
A Zhejiang Geely Holding Group afirma desenvolver essa nova plataforma para reduzir ainda mais os tempos de recarga e ampliar sua capacidade diante da tecnologia flash charging da BYD.
Parte dessa preparação já aparece na rede da Zeekr, que em março somava mais de 2.100 carregadores de conector único instalados pela Geely.
Esses equipamentos alcançam potência máxima de 2.039,4 cv, capacidade que permanece acima do limite que os modelos atuais do grupo conseguem utilizar durante uma recarga.
A diferença entre infraestrutura e veículo ficou evidente nos testes realizados com o sedã Lynk & Co 10 conectado a uma estação de recarga da Zeekr.

Nessa avaliação, o modelo atingiu pico de 1.495,6 cv, número bastante superior ao registrado pelo mesmo carro em uma estação equipada com o sistema flash charging da BYD.
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Usando a infraestrutura da fabricante chinesa rival, o Lynk & Co 10 chegou a apenas 584,6 cv de potência máxima durante o processo de recarga.
O desempenho também chamou atenção pelo tempo necessário para recuperar energia, já que a bateria passou de 10% para 97% em 8 minutos e 42 segundos.
Outra medição mostrou que o sedã saiu de 10% para 80% em 5 minutos e 32 segundos, marca que ganhou ampla repercussão na China.
Representantes do departamento de relações públicas da marca chegaram a informar que o Lynk & Co 10 utilizava uma arquitetura elétrica de 900 V.

Os dados técnicos, porém, mostram que a bateria de 95 kWh possui tensão nominal de 772,8 V, enquadrando o conjunto como um sistema convencional de 800 V.
A própria Geely Holding Group destaca que vem incorporando sistemas de alta tensão de 800 V para obter recargas mais rápidas, maior autonomia e eficiência superior.
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Veículos baseados nessa configuração recebem diferentes componentes preparados para 800 V, incluindo bateria, motores elétricos, controladores de potência, carregadores, fiação e até elementos da carroceria.
O próximo avanço planejado pela companhia de Hangzhou é justamente ultrapassar esse patamar, adotando 1.000 V e trabalhando paralelamente em sistemas de propulsão com tensões ainda maiores.
Essa evolução também permitiria aproveitar de maneira mais completa os carregadores Zeekr já instalados, cuja capacidade permanece parcialmente ociosa diante das limitações dos EVs atuais.
A expectativa indicada pelos testes é que a arquitetura de 1.000 V permita aos futuros veículos da Geely utilizar níveis de potência próximos do máximo oferecido pelas estações.
Caso essa combinação seja alcançada, o grupo poderá superar com folga os atuais 5,5 minutos necessários para levar a bateria de 10% a 80%.
A estratégia coloca a Geely em disputa direta com a BYD pela redução dos tempos de recarga, aproximando a experiência de uso de um EV daquela encontrada em carros a gasolina.






