
Preço agressivo, dimensões generosas e tração traseira formam a estratégia escolhida pela Geely para transformar o EX2 em um dos principais EVs compactos da Europa.
O modelo encerrou 2025 como o compacto mais vendido do mundo, com 465.775 unidades, segundo dados da Mobility Global, antiga IHS Markit.
Na China, onde é chamado Xingyuan, o EX2 parte de 64.800 yuans (R$ 47.700), valor que ajudou a impulsionar seu desempenho comercial.
A versão europeia se chamará E2 e começará em € 19.990 (R$ 121.900), abaixo dos principais concorrentes diretos atualmente posicionados nesse segmento.
O Renault 5 parte de € 26.290 (R$ 160.400), enquanto o Volkswagen ID Polo custa desde € 24.995 (R$ 152.500).

Outro concorrente é o BYD Dolphin Surf, apresentado no ano passado e oferecido a partir de € 22.990 (R$ 140.200).
Para Zack Zhang, diretor de produtos da Geely Auto Europe, o espaço interno será uma das principais vantagens competitivas do EX2 sobre esses modelos.
O hatch mede 4,135 m de comprimento, ficando 21,3 cm maior que o Renault 5 e 8,2 cm além do ID Polo.
Sua distância entre-eixos chega a 2,645 m, superando a do Renault em 10,5 cm e a do Volkswagen em 5,3 cm.
Outra diferença está na tração traseira, solução incomum entre seus concorrentes, que utilizam tração dianteira, segundo a comparação apresentada pela própria Geely.

Zhang também destacou a suspensão traseira multilink, combinação que a fabricante acredita proporcionar comportamento mais equilibrado tanto na cidade quanto em estradas sinuosas.
Engenheiros na Alemanha e na Suécia dedicaram mais de 7.200 horas ao desenvolvimento europeu, incluindo aproximadamente 720.000 km de testes em oito centros.
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A estreia comercial alemã começou com três versões, sendo a Pro equipada com bateria de 35,4 kWh e motor elétrico de 82 cv.
Essa configuração oferece autonomia WLTP de 252 km e pode cair para € 13.990 (R$ 85.300) caso o comprador receba o incentivo máximo disponível.
Acima dela aparece a Max, oferecida por € 23.990 (R$ 146.300), com bateria de 47,1 kWh e motor de 116 cv.
A autonomia sobe 93 km, chegando a 345 km, enquanto a potência máxima de recarga rápida passa de 60 kW para 80 kW.
A versão Ultra custa € 26.990 (R$ 164.600) e mantém bateria e conjunto mecânico da Max, acrescentando equipamentos de conveniência e acabamento.
Entre os itens estão rodas de 16 polegadas, tampa traseira elétrica, iluminação ambiente e câmera com visão de 540 graus.
De série, o EX2 também traz tela central de 14,6 polegadas, painel digital de 8,8 polegadas e porta-malas de até 1.320 litros.
Há ainda um compartimento dianteiro de 70 litros, ampliando a capacidade destinada a bagagens e pequenos objetos dentro da proposta de uso urbano.
A Geely oferecerá na Alemanha leasing de € 99 (R$ 604) mensais por quatro anos, mediante entrada de € 6.000 (R$ 36.600).
Considerando a entrada, o contrato soma € 10.752 (R$ 65.600), equivalentes a aproximadamente € 224 (R$ 1.400) mensais antes de despesas adicionais.
A fabricante espera manter rentabilidade mesmo enfrentando tarifa europeia de 28,8% sobre EVs produzidos na China, apoiada pela integração de componentes próprios.
Segundo Zhang, baterias, motores elétricos e unidades eletrônicas de controle são desenvolvidos e produzidos dentro do próprio grupo, ajudando a equilibrar custos.
O crescimento europeu já aparece nos números, com 17.283 carros vendidos nos primeiros sete meses, contra apenas 1.316 no mesmo período anterior.
Mais de 3.500 interessados foram registrados no primeiro mês de pré-venda do EX2, que a empresa espera transformar rapidamente em seu modelo mais importante.
A expansão continuará com Starray híbrido plug-in, E5 elétrico e Monjaro PHEV neste ano, antes de a gama crescer para dez modelos em 2027.
Até 2028, a Geely pretende alcançar 16 modelos na Europa e utilizar sua parceria com a Ford em Valencia para ampliar a produção regional.
Esse avanço faz parte de uma meta global de 1 milhão de veículos exportados neste ano, incluindo aproximadamente 400.000 unidades destinadas à Europa.










