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General Motors planeja uma nova divisão militar

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A General Motors está avaliando a criação de uma divisão militar, chamada GM Defense, de acordo com site Automotive News. A equipe dessa nova divisão já existe e tem trabalhado com o exército americano e a força aérea em pelo menos três projetos. Anteriormente, a montadora desenvolveu uma variante militar da picape Chevrolet Colorado, batizada de ZH2.



Este projeto envolveu especificamente a tecnologia de células de combustível, a fim de avaliar seu potencial para uso militar. Agora, a GM vem com o SURUS ou Silent Utility Rover Universal Superstructure. Trata-se de uma plataforma elétrica com células de combustível e tecnologia de condução autônoma.

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O projeto foi apresentado essa semana para a Associação do Exército dos EUA (AUSA) e, além do uso militar, está previsto também sua utilização comercial. O chassi, de caminhão, apresenta uma evolução das células Hydrotec, desenvolvidas pela GM. Elas ampliam a autonomia para 643 km e o veículo permite discrição no ambiente de combate, preservando também os soldados, já que tem capacidades autônomas.

O SURUS apresenta dois motores elétricos e tração nas quatro rodas, bem como direção nas rodas traseiras. As baterias são de íons de lítio. Por enquanto, a GM ainda é discreta na evolução de sua tecnologia de células de combustível em automóveis e comerciais leves, mas no campo militar, sabe-se que a montadora participou de projetos envolvendo um veículo submarino não tripulado (UUV) para a Marinha dos EUA.

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De volta ao setor automotivo, poucos são os fabricantes que apostam suas fichas no hidrogênio, já que a tendência mundial no momento está toda voltada para o veículo elétrico puro. Toyota e Honda, por exemplo, já lançaram dois modelos focados no uso de células de combustível, mas a segunda não quis se arriscar e ampliou a gama do Clarity com versões híbrido plug-in e elétrica.

A Hyundai também insiste no hidrogênio com o Tucson da geração anterior, que será substituído pela mais atual. Até agora, a marca sul-coreana já acumulou 4,8 milhões de km rodados com os clientes do Tucson Fuel Cell, cortando 1.140 toneladas de CO2. Ao todo circulam 150 unidades desde 2014 somente no mercado americano.

No entanto, apesar dos esforços, um estudo da Transport & Environment apontou que os carros elétricos têm eficiência energética mais de três vezes superior às células de combustível, alcançando 73%, enquanto a tecnologia que envolve o hidrogênio consegue apenas 22%, pouco acima dos motores a combustão interna, que chegam a 13%. Apesar dos fuel cell também armazenarem energia em baterias de lítio, adicionam processos a mais no funcionamento do veículo e, da mesma forma, custo.

[Fonte: Auto News/GM/The Drive]

  • Maycon Farias

    Uau, excelente plataforma.

  • th!nk.t4nk

    Célula de combustível até faz sentido em veículos militares (imagina numa guerra no meio do deserto), mas em carros normais tá a cada dia menos viável. No mais, parece que a “era Trump” anda animando os fornecedores de tecnologia militar :)

    • Ricardo Soares

      Se não me falha a memória, a pickup de guerra desenvolvida pela GM era auto sustentável. Produzia seu próprio hidrogênio. Se isso pudesse ser feito em veículo comercial seria uma grande vantagem aos elétricos

  • Alvarenga

    Deveriam investir no hidrogenio, é uma alternativa mais razoavel que eletrico puro.

    • afonso200

      hidrogenio no meio da guerra, dificil achar um posto heim

      • Alvarenga

        Na guerra não se abastece em posto, kkkkkk. Mas eu me refiro tambem ao uso geral, civil.

        • guilherme

          pelo q sei, hidrogenio é dificil e caro de se conseguir, acaba nao sendo tao viavel assim, a unica vantagem é a velocidade de abastecimento

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Este é o futuro da GM: Mercado corporativo. Não me espantaria se no futuro a empresa licenciar suas marcas de varejo para fabricantes chineses para focar em serviços para grandes empresas e governos,tal qual fizeram IBM, Nokia, Motorola e Alcatel-Lucent.

  • GM vai ser a Weyland-Yutani?

  • NaoFaloComBandeirantes

    Muito interessante.
    Embora eu deteste o assunto guerra, a engenharia militar muitas vezes produz algumas tecnologias muito interessantes.

  • Diego

    O futuro reside nos veículos a Hidrogênio, esses carros exclusivamente elétricos são uma utopia que não terá desenvolvimento devido aos custos, ao impacto ambiental seríssimo que produzem, pura enganação, incluindo a radiação emitida pelas baterias, mas que poucos meios de comunicação tem coragem de relatar.

    • HENRY ME

      Devido lobby dos governos

    • leomix leo

      Baterias de Li-Ion, NiMH e NiCd não possuem qualquer tipo de elemento radioativo em sua composiçao. PORÉM, em seu interior contem elementos altamente tóxicos (metais pesados, tal como o litio, niquel, cadmio, etc), motvo esse que é altamente recomendável jogar essas baterias apenas em locais apropriados, ou entao encaminhá-los para reciclagem.

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