
Trocar um pneu na beira da estrada continua sendo visto como tarefa para quem cresceu com menos telas e mais prática no porta-malas.
A nova pesquisa global encomendada pela Autotrader UK coloca a Geração X no centro da confiança dos motoristas quando o assunto é trocar pneu.
O levantamento ouviu mais de 3.000 condutores em 15 países e revelou um dado duro para os jovens nos Estados Unidos.
Nenhum participante norte-americano escolheu a Geração Z como primeira opção para assumir o macaco e resolver a troca de pneu.
Entre os entrevistados dos EUA, 67% apontaram motoristas da Geração X, faixa de 46 a 61 anos, como os mais confiáveis nessa tarefa.

A desconfiança não fica restrita ao público norte-americano, já que Reino Unido, Portugal e Austrália também deram 0% à Geração Z.
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Na média global, os jovens conseguiram apenas 2% de apoio, enquanto a Geração X liderou com 57% da confiança para a troca.
O curioso é que a própria Geração Z enxerga suas habilidades de maneira bem mais otimista do que os demais motoristas avaliados.
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No Reino Unido, 43% dos jovens dizem saber trocar um pneu, mesmo em uma era em que muitos carros já nem trazem estepe.
Nos Estados Unidos, 29% dos integrantes da Geração Z afirmam se sentir capazes de fazer o serviço sem depender de outra pessoa.

A distância entre autoconfiança e percepção externa ajuda a explicar por que os jovens aparecem tão mal colocados no estudo.
O levantamento também sugere que a Geração Z não ignora a manutenção, mas aprende por caminhos diferentes dos usados por gerações anteriores.
Em boa parte dos países, os jovens são os que mais buscam orientação em redes sociais, YouTube, TikTok e ferramentas de IA.
Os Estados Unidos fogem desse padrão, pois os millennials lideram o uso de redes sociais para dicas automotivas, enquanto a Geração X aparece à frente na IA.
A pesquisa ainda menciona, em outro contexto, robôs de IA de US$ 4.900 (R$ 25.500) por mês mirando funções pagas a US$ 17 (R$ 88) por hora.
Apesar da fama ruim, mais de 80% dos jovens que tentaram algum conserto em quase todos os países disseram não ter piorado a situação.
A exceção é a África do Sul, onde quase metade da Geração Z relatou ter deixado a falha mecânica mais difícil de resolver.
Entre os países avaliados, os EUA deram 67% à Geração X e 0% à Geração Z, enquanto Portugal marcou 64% e 0%.
A Holanda registrou 63% para a Geração X e 2% para a Geração Z, e a Irlanda deu 62% à Geração X e 0% à Geração Silenciosa.
A Espanha repetiu 62% para a Geração X e 0% para a Geração Silenciosa, enquanto o Reino Unido marcou 61% e 0% para a Geração Z.
Nova Zelândia, Grécia e Alemanha também escolheram a Geração X, com 60%, 59% e 56%, deixando a Geração Silenciosa com 0%, 0% e 2%.
Austrália, Itália, Canadá e França mantiveram a preferência pela Geração X, com 58%, 56%, 55% e 53%, respectivamente.
Na ponta inferior, Austrália deu 0% à Geração Z, Itália 1% à Geração Z, Canadá 1% à Geração Z e França 1% à Geração Silenciosa.
Polônia colocou a Geração X em primeiro com 50% e a Geração Silenciosa em último com 1%, enquanto a África do Sul preferiu millennials, com 46%.
As faixas usadas no estudo definem Geração Z como nascidos de 1997 a 2012, millennials de 1981 a 1996 e Geração X de 1965 a 1980.
Baby boomers aparecem como nascidos de 1946 a 1964, enquanto a Geração Silenciosa reúne condutores de 1928 a 1945.
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