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GM apresenta detalhes de seu plano para carros autônomos que começa em 2019

chevrolet-bolt-autonomo-3 GM apresenta detalhes de seu plano para carros autônomos que começa em 2019

Dan Ammann, presidente da General Motors, apresentou aos investidores os planos da montadora para os carros autônomos, maior aposta da empresa no momento. Para a gigante, o futuro é uma frota de táxis autônomos em serviços de compartilhamento e ou de transporte por aplicativo, como Uber e Lyft, esta última parceira da GM.



Ammann revelou que, financeiramente, a mudança de rumo trará aos investidores várias “centenas de milhares de dólares” em receita, considerada “vitalícia”. Atualmente, o preço médio da GM é de US$ 30.000 no mercado americano e o lucro obtido após a venda é muito pequeno, relativo aos serviços de pós-venda através dos concessionários. Ou seja, o que se ganha após a venda vem da venda de peças aos distribuidores, que também vão buscar algum dinheiro nessa operação.

Obviamente, os serviços financeiros da GM e de qualquer fabricante trarão mais algum lucro, mas fora isso, o que se vendeu, não volta mais. Até os revendedores podem fazer mais com a revenda de carros usados. No entanto, no modelo apresentado por Ammann, a venda para consumidores finais poderá ficar em segundo plano muito em breve.

Apesar de que no momento o lucro da GM vem mesmo das vendas de picapes e utilitários esportivos, cada vez maiores dentro e fora dos EUA, a ideia é que os serviços de transporte garantam margens muito melhores para a montadora. Chuck Stevens, diretor financeiro da General Motors disse: “potencialmente maior [o serviço de robô-táxi] do que o nosso negócio atual, com melhores margens”.

Para Stevens, a GM pode obter 40% do custo das viagens com carros autônomos. Para que isso ocorra, a montadora busca reduzir o custo em dólares por milha percorrida dos atuais US$ 2,50 para menos de US$ 1,00 em 2025. Isso significa margens de lucro entre 20% e 30%. O diferencial em relação ao atual modelo de negócios, que é produzir e vender ao cliente final, é que a montadora pode obter receita com o carro autônomo fabricado por toda a vida útil do veículo.

Mas, como já mencionado, os custos precisam ser enxutos. Por conta disso, a GM comprou a empresa Strobe, que produz radares laser de tecnologia LiDAR. Para o futuro da condução autônoma, a tecnologia é fundamental para o carro “ver” o ambiente a sua volta. O objetivo é reduzir o custo dos atuais US$ 20.000 por veículo para apenas US$ 300. Segundo a montadora, a Strobe reduzirá o custo do sensor em 99%.

Em relação à produção de carros autônomos, Ammann revelou que o Chevrolet Bolt com tecnologia da Cruise Automation -que agora é parte da GM – pode ser feito em qualquer planta da empresa, reduzindo assim enormemente os custos de produção, pois não precisaria de uma fábrica dedicada. “Somos a única empresa que tem isso sob um mesmo teto”, disse o presidente da GM. Já Mary Barra, CEO da companhia, diz que os prazos para os carros autônomos não serão em anos, mas em “trimestres”.

A GM vê grandes centros, densamente ocupados, como os principais mercados para os carros urbanos e a capacidade do fabricante de atende-los de forma rápida e em larga escala é uma vantagem que os rivais não têm. O plano atual da GM é vender um milhão de carros elétricos por ano a partir de 2026, mas já anunciou 20 modelos plugados até 2023. Por ora, Ammann ou Barra não falam como serão introduzidos os robô-táxis da empresa no mercado dos EUA. Podem ser vendidos como Cruise ou mesmo receber as marcas do grupo.

[Fonte: Autoblog]

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