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GM: como reduzir custos dos carros elétricos para ter lucro até 2021

chevrolet-bolt-ev-detroit-2 GM: como reduzir custos dos carros elétricos para ter lucro até 2021

A General Motors ganhará dinheiro com carros elétricos até 2021, segundo afirmou a própria CEO da montadora, Mary Barra, se dirigindo aos acionistas. Mas, de acordo com a Reuters, a executiva ocultou os detalhes do plano para tornar os carros elétricos viáveis por um custo menor.



Ouvindo ex-executivos, funcionários atuais, especialistas do setor automotivo e fornecedores, a agência internacional teria descoberto a estratégia da GM para avançar rapidamente nesse novo mercado e oferecer produtos com preço competitivo, além de ganhar dinheiro com isso. Atualmente, suspeita-se que a empresa esteja bancando em torno de US$ 9.000 por exemplar vendido do Chevrolet Bolt, que até está vendendo bem.

O plano consiste em seguir duas direções diferentes até 2020. A GM continuaria a investir em utilitários esportivos, picapes e motores a combustão na América do Norte, como um modelo de negócio separado. Na China, a empresa criaria uma divisão exclusivamente focada em carros elétricos e serviços de mobilidade. Ou seja, a operação nos EUA continuaria da forma como está, enquanto uma “General Motors Electric” surgiria no gigante asiático.

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O motivo do investimento na China seria o segredo para obter lucro com os carros elétricos. Barra estaria buscando junto ao sócio local, a gigante chinesa SAIC uma forma de produzir carros elétricos com custo menor. A ideia é desenvolver produtos compartilhando plataforma e um design simples, de rápida criação, a fim de reduzir o tempo de gestação e os custos nos projetos de novos produtos. A escala de produção de alto volume reduzirá as despesas gerais e permitirá que os automóveis do grupo sejam mais baratos.

Além disso, outra fórmula para a busca de lucro com carros elétricos na GM é a redução do tamanho das fábricas e mão de obra. De acordo com o revelado na investigação, estas fábricas serão menores, reduzindo o tempo de sua construção e os custos de operação. Não haverá também plantas de produção de motores, o que já reduz enormemente os investimentos. Mas e a bateria?

Atualmente a bateria EMC 1.0 que o Chevrolet Bolt utiliza tem custo estimado entre US$ 10.000 e US$ 12.000, o que chega a um terço do preço de venda do modelo nos EUA. Segundo o ex-engenheiro da GM, envolvido nesse projeto e no desenvolvimento do Volt, o custo cairá para US$ 6.000 em 2020, o que ajudará a compensar o fim dos incentivos fiscais dados por Washington.

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O segredo para essa redução, além da escala, é a retirada do cobalto – que atingiu sua maior cotação essa semana – e sua substituição pelo níquel, que permitirá até aumento da densidade das células. Mais barato, o metal garantirá um custo menor para a bateria, que é a parte mais cara de um carro elétrico. Oficialmente, a GM diz que o custo por kWh – que hoje é de US$ 145 – cairá para US$ 100 em 2020.

A empresa também trabalha em sistema de gerenciamento de energia e refrigeração para as plataformas elétricas, que terão ainda diversos itens do tipo “plug & play”, reduzindo os custos de desenvolvimento e produção. Apesar de tudo, a GM não estaria reinventando a roda, mas apenas aprimorando o que já existe para tornar a operação rentável.

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Diferentemente da Tesla, que gasta US$ 1 bilhão a cada trimestre para manter um portfólio de produtos de alto valor agregado, a GM quer é investir menos e ganhar mais com volume a preços competitivos, já que conhece bem todo o processo da cadeia global e pode fazer milhares ou milhões de carros elétricos anualmente sem ter que enfrentar problemas logísticos e de produção, como acontece na empresa de Elon Musk. A previsão é eletrificar 5 crossovers, 2 minivans e 7 SUVs até 2020, além de lançar 10 novos modelos totalmente elétricos.

Por ora, não se sabe como a GM pretende produzir parte desses novos carros nos EUA, onde os custos são evidentemente muito maiores que na China. Talvez o modelo de fábrica criado com a SAIC seja implementado na América do Norte, reduzindo uma boa parte dos custos operacionais.

[Fonte: Reuters]

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  • JOSE DO EGITO

    Pessoal vamos usar o PETROLEO ate acabar depois a gente PENSA……

    • CanalhaRS

      Esse parece ser o mote do mr president Trump.

    • Handlay P.B.

      Tinha que ser alguém da antiguidade para falar uma marmota dessas… Sim, isso é zoeira.

  • Antonio

    ‘A GM continuaria a investir em utilitários esportivos, picapes e motores a combustão na América do Norte, como um modelo de negócio separado. Na China, a empresa criaria uma divisão exclusivamente focada em carros elétricos e serviços de mobilidade.’

    Isso já diz o modo de como a indústria automobilística se comportará no futuro.
    China na vanguarda da produção de automóveis elétricos, produzindo enormes quantidades.
    Resta saber como se comportará no futuro a indústria americana com anacrônicos carros a combustão.

    • Handlay P.B.

      A China, com o aparente afã de sua sociedade e com o governo chinês premindo cada vez mais as montadoras a fazerem carros elétricos, pode ter um futuro auspicioso.

  • Schack Bauer

    A tesla que abra o olho. O mercado não vai mais ser terra virgem pra eles como até agora foi.

    • Handlay P.B.

      A VW está investindo US$ 85 bilhões em carros elétricos que certamente não terão problemas de logística, de montagem e atrasos de entregas como os automóveis de Elon Musk. Musk tem que consertar todos os problemas que a Tesla enfrenta se não quiser definhar no mercado mundial.

      • Ricardo

        A Tesla fechou o ano de 2017 com recorde de vendas e 40% de valorização das suas ações. Ao contrário da GM ela já tem lucro operacional com carros elétricos pois tem fabricação própria de baterias, que é o principal componente do carro elétrico. A questão é que ela está investindo mais do que o lucro que ela tem na venda dos carros. Por isto é que ela ainda depende de capital externo. A Amazon também adota esta mesma estratégia e até hoje não dá lucro pois prefere expandir.

    • th!nk.t4nk

      Mas o próprio Elon Musk disse que o objetivo dele nao era competir com as grandes a médio prazo, e que seriam inevitalmente ultrapassados dentro de poucos anos pelos tradicionais players do mercado. Eles estao de olhos bem abertos sim, o plano é trabalhar em nichos onde possam inovar, e nao virar uma GM ou Toyota da vida. Aliás, tudo indica que a liderança nos elétricos será é da VW dentro de poucos anos, junto com as empresas chinesas.

  • No_Name

    Na hora que as baterias se tornarem viáveis financeiramente nenhuma fabricante de carros desejará fabricar modelos de passeio com motor a combustão. A concepção de um carro movido a eletricidade é muito mais simples e barato que fazer um carro movido a combustível com motores e transmissões cada vez mais complexos e com centenas de peças.

    A GM é esperta, quer concentrar os elétricos na China pois a mão de obra e os custos em geral são muito menores e assim diminui o prejuízo por unidade fabricada, sem contar que por ter outra fabricante associada eles podem compartilhar o projeto básico para ser utilizado nos carros da SAIC e assim diluir os custos de desenvolvimento dos programas.

    • Handlay P.B.

      Muitos criticam os carros elétricos se baseando em suas fraquezas atuais. Porém, com o afã dos governos em construir fontes energéticas abnóxias ao meio ambiente e das montadoras em engendrar tecnologias inócuas a natureza e que garantam eficiência aos automóveis a energia estes podem ter um futuro auspicioso no primeiro mundo e tornar os carros a suco de dinossauro anacrônicos.

    • Ricardo

      Se a GM fosse esperta investiria em uma fábrica de baterias. Se não investir vai ficar na mão dos poucos fornecedores de bateria e vai ver o lucro do carro ir para o fornecedor da bateria. Não se esqueça que a GM entrou em concordata alguns anos atrás e só não faliu porque teve ajuda do governo americano.

  • Daniel

    A GM já sabe como lucrar com eletricos: Basta vendê-los no Brasil!!! A gente paga! hahaha

  • afonso200

    aqui temos a tecnologia FLEX< kkkkkkkkkk

  • Handlay P.B.

    Podem ter design simples desde que sejam futuristas. Apesar de muitos criticarem os carros elétricos com o afã das marcas na engenharia, os automóveis a energia podem se tornar rentáveis, serem abnóxios ao meio ambiente e ter um futuro auspicioso no primeiro mundo no futuro.

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