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GM confirma fim do Chevrolet Sonic para o mercado americano este ano

GM confirma fim do Chevrolet Sonic para o mercado americano este ano

Mais um Chevrolet de malas prontas nos EUA. Desta, os boatos se confirmaram e a General Motors confirmou que o compacto Sonic sai de cena no mercado americano até o fim do ano.


Sua saída é “devido à queda na demanda”, segundo a montadora de Detroit. Embora para nós ele tenha passado rápido, nos EUA, o Chevrolet Sonic foi muito além de um “compacto importado da Coreia do Sul”, como aqui.

Em 2011, quando chegou ao mercado americano, o Chevrolet Sonic era um dos símbolos do renascimento da General Motors, após a catastrófica situação na crise mundial de 2009.

GM confirma fim do Chevrolet Sonic para o mercado americano este ano

Acompanhado do Volt e de outros modelos de porte menor, como o Spark, o Sonic era a mostra de que a GM poderia se renovar e atender um público que já havia saído dela há algum tempo, os jovens.

Para termos uma ideia do impacto do Sonic, o hatch chegou a ter um comercial no Super Bowl de 2012. Mas, seu melhor ano ainda viria, sendo este em 2015, quando 93.518 exemplares.

Nem coreano e muito menos mexicano, o Chevrolet Sonic para o mercado interno é puramente americano e feito em Orion Township, em Michigan.

GM confirma fim do Chevrolet Sonic para o mercado americano este ano

Contudo, mesmo atendendo aos millennials, o compacto não resistiu à pressão dada pelos SUVs e crossovers, caindo 32% em vendas no ano passado, quando apenas 13.971 foram vendidos.

Outro motivo para sua derrocada foi a redução nos preços da gasolina, o que se agravou especialmente com a “guerra” entre Arábia Saudita e Rússia, que jogou a cotação do petróleo pelo ralo e arruinou o negócio nos EUA.

Assim, quando a gasolina fica barata na “América”, os consumidores correm para os carros grandes, como SUVs e picapes, deixando de lado os econômicos, como o Chevrolet Sonic. Com a Covid-19 então, a pá de cal foi lançada.

GM confirma fim do Chevrolet Sonic para o mercado americano este ano

Este ano, a JD Power ainda elegeu o Sonic como o melhor carro de sua categoria nos EUA. Mesmo assim, seu prêmio de qualidade não o salvou do fim.

Bem-sucedido, o projeto Sonic-Aveo ainda é feito no México e Colômbia, tendo sido fabricado também na Tailândia, Coreia do Sul, China e Rússia.

[Fonte: USA Today]

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Cleidson

    E pensar que aqui deixaram de vender o Sonic pra vender Agile. É triste.

    • Ⓜ️arcelo

      No mínimo, quadruplicaram o lucro colocando lataria nova no corsa velho

    • Andre Cupertino

      Na verdade deixaram de vender Agile e Sonic pra vender Onix.

      • Denis

        Até rimou….. (kkkkk)

      • Andre Pestana

        Verdade. Primeiro veio o Agile, depois chegou o Sonic e logo depois o Onix. Com a chegada do Onix fez a GM do Brasil matar de vez o Argentino Agile e o mexicano Sonic.

    • Paulo Lustosa

      Agile e Sonic saíram de linha aqui no Brasil na mesma época.

      • Denis

        Isso mesmo Paulo. Agile e Sonic deixaram de ser importados no Brasil em 2014 devido a canibalização entre si, e pelo sucesso Onix que vinha sendo superado logo a seguir, se tornando o carro da GM mais vendido do país….. O Agile continuou sendo produzido na Argentina até permanecer no fim de 2016, sendo substituído pela linha Onix 2017 (modelo reestilizado e o antigo Joy). O Sonic continua sendo produzido apenas no EUA e Coreia do Sul, já que abandonou praticamente a América Latina no fim do ano passado, sendo substituído pela nova geração do Onix (projeto GEM).

    • O Sonic e o Agile foram produtos muito distintos em termos de atuação no mercado, e ambos foram muito mal sucedidos no Brasil.
      O coreano chegou aqui muito caro, enfrentou alguns problemas de confiabilidade, principalmente no câmbio automático, e com concorrentes mais baratos e/ou com ar de novidade na época, como 208, C3, Polo (ainda na geração antiga), City… a vida acabou ficando complicada para o GM.
      Já o Agile… acabou sendo um “Corsa piorado” e com design catastrófico feito para encarar o mercado de entrada que contava com o Gol em boa forma (a recém lançada G5 fazia sucesso estrondoso), o Palio, o Uno, dentre outros. Morreu cedo sem deixar saudade em ninguém.
      No fim, a GM seguiu o caminho que o resto do mercado adota hoje, lançando um produto de amplo espectro de atuação em termos de faixas de preço (Onix), o qual veio para dar fim à dupla Agile/Sonic, que nunca chegou a vender perto do razoável no Brasil.

      • Paulo Lustosa

        Problema crônico do Sonic é o antichamas, que quando estraga joga muito óleo pro coletor de admissão, e pessoas desavisadas acabam pensando que os anéis dos pistões abriram o bico, sendo que é apenas uma limpeza de tbi e a troca da tampa de válvulas que resolve tudo.

        • É… mas o câmbio automático de 6 marchas da GM em começo de carreira andou dando trabalho pra muita gente. Um amigo meu mesmo comprou um sedã preto metálico. Com pouco mais de 6 meses de muita dor de cabeça com o câmbio, vendeu o carro e não quer GM nem de graça, mais. Acabou pegando birra da marca pelo mau tratamento da questão em garantia.

          • Paulo Lustosa

            As unidades coreanas automáticas eram fogo, mas os mexicanos já tinham isso resolvido por serem as mesmas unidades adotadas no Onix, Cobalt e a galera toda. Problema é que a GM tem muito concessionário ruim e aí queima o filme até com os modelos mais básicos.

            • É o mesmo problema da VW: muito complicado controlar a qualidade do serviço em uma rede muito ampla.

      • MarcioMaster

        Na verdade o Sonic e sua versão sedan sempre venderam entre 1000 e 1500 unidades por mes, o que era um bom numero para um importado e não poderia vender mais por causa das cotas. Quem matou foram exatamente essas cotas, pois tinham que trazer a tracker, começando a era dos SUV…rss

    • vicegag

      É o que eu sempre digo, aqui quase sempre se busca entregar o pior é mais barato, cobrando por um produto de qualidade, é óbvio que as empresas buscam maximizar os lucros, mas nesta região extrapolam, fazem até downgrades de produtos.

    • Rael Core

      Na verdade, o Sonic veio pra cá para subsitiuir o… ASTRA!
      Sim, foi essa a “jogada” da GM na época: Trocar um médio já antigo por um compacto “premium” “novo”.

  • Rodrigo

    Guardada as devidas proporções, um dos carros mais divertidos de dirigir que eu já tive. Pena que o consumo não era lá grandes coisas.

    • Corujinha Feliz

      Pois é, eu quase comprei um zero km em 2012, mas pelo valor (era 59mil o sedan, e o Cruze LT completo estava 66) fui no Cruze. É o mesmo motor do Cruze 1.8, só que nesse 1.6.

      • Rodrigo

        Eu comprei o meu em Dez/12 (já como 2013) ao preço de um Ônix LTZ 1.4 que tinha sido lançado a pouco tempo e tinha ágio ainda por cima.

        • Corujinha Feliz

          Excelente! Com certeza muito mais carro que o Onix.

  • Raul Mafra

    É de se admirar de estar em pleno 2020 ainda no mercado norte americano, já pro brasil seria interessante tê-lo com motor turbo, em vez de agile e cobalt

    • Paulo Lustosa

      O Cobalt era derivado do Sonic sedan e tinha espaço interno bem maior, o Sonic Sedan era tão apertado quanto o Prisma e tinha porta-malas bem pequeno.

      • Raul Mafra

        Pois mais um motivo pra se admirar como que estavam em linha no mercado americano ehhehe, lá tudo gigante

  • Fellipe Z

    acho que se eu vi um carro desse em um ano na rua foi mto

  • Denis

    O ultimo facelift do Sonic (2017) ficou mais bonito quanto o anterior de 2012. Uma pena que não acompanhamos ao passo do modelo norte americano.

  • Alaor

    Existe uma discussão por lá sobre a possibilidade da ida do Onix Plus fabricado no México, para preencher a lacuna deixada pelo fim de Sonic e Cruze na base do mercado.

    • radiobrasil

      Será que o consumidor americano comprará carro “chinês” da GM? Tenho minhas duvidas…

      • Sino Weibo

        Eles já compram modelos na Buick e até na Cadillac, vindos da China.

  • wilson

    Na minha opinião, a maioria das empresas acabam precipitando em lançar veículos sem avaliar o mercado e as condições econômicas de cada país. As vezes esses veículos nem passaram por testes rigorosos de segurança, economia e durabilidade, conforme determina as leis…

    • Paulo Lustosa

      O Sonic gabaritou o NHTSA e teve classificação como boa no Small Overlap do IIHS e lá nos EUA é conhecido por ser um carro pequeno com a mecânica mais potente que as dos concorrentes e um acabamento interno condizente com a proposta dele.

  • Eu pensei que ele ainda tinha aquele painel de moto. Só o volante que achei grande.

    • Bruno Luis

      O vendido no Brasil tinha, em 2017 tiraram.

  • Henrique12

    Sempre achei lindo esse carro, e todo mundo que eu conhecia achava horrível kk.

  • O que acabou com o Sonic no Brasil foi aquele visual xunado dos faróis, das lanternas traseiras e do painel em detrimento do preço e do público a que foi dirigido. A VW já tinha tomado bomba com a primeira geração do Fox por causa de visual barato em um carro que era bem mais caro que um Gol e a GM não aprendeu com o erro da rival. Se a GM tivesse tentado uma segunda vez com o Sonic assim mais refinado com certeza teria tido êxito.

    • Paulo Lustosa

      Sonic nunca competiu com Fox, concorrente dele era New Fiesta, Polo de quarta geração em fim de vida e Fiat Punto, e vendeu menos que esses por conta da oferta preço vs quantidade de equipamentos, que mesmo dando uma melhorada depois que passou a ser importado do México, já foi o suficiente pra arruinar a reputação do carro. Mas o carro tinha suas virtudes, principalmente pelo acabamento interno e suspensão que era bem acertada.

      • Não guri, eu citei o exemplo do Fox de primeira geração pelo visual barato que ele tinha, com um painel simples demais tal como o do Sonic, é claro que o Fox não competia com o Sonic, até porque aquele primeiro Fox é bem de antes do Sonic, mas a situação dele com o Gol foi semelhante à do Sonic com o Onix aqui no Brasil, assim como o Fox I era mais caro que o Gol G3 e parecia mais despojado, o mesmo acontecia com o Sonic em relação ao Onix.

        • Paulo Lustosa

          O Sonic não era mais despojado internamente que o Onix, nunca foi pra falar a verdade. As texturas de plástico eram melhores, os comandos de vidros e retrovisores elétricos eram melhores posicionados e os arremates de acabamento eram bem melhores, além do desenho do painel em si ser melhor que o adotado no Onix. O que matou o carro foi a oferta de equipamento vs preço dele, devido a ele ser importado, mas ele era superior ao Onix não somente em equipamentos, acabamento e qualidade construtiva, mas em mecânica também. Por sinal o Sonic usava computador de bordo em todas as versões com mais informação que o que o Onix LTZ possuía, sendo o mesmo sistema que foi adotado no Cobalt quando foi lançado, coisa totalmente diferente do Fox, que tinha painel bastante simples e de acabamento ruim e piorado em relação ao mesmo carro exportado para a Europa.

  • Rick Wakeman

    Pelo menos nisso estamos na frente dos EUA, já despachamos essa velharia do mercado há tempos, enquanto nos EUA ele ainda existe.

    • Paulo Lustosa

      Ruim que aqui no Brasil ele foi substituído por um produto inferior, que era o Onix da época, que mesmo sendo derivado da base do Sonic, era bastante simplificado.

      • Rick Wakeman

        A GM mudou tudo nessa época. Acabou com toda a linha, Corsa, Sonic, etc …nunca vi algo parecido. E pelo visto recuperou as vendas, pois hoje ela lidera, com um hatch, um sedan e um suv, apenas.

  • Zé Mundico

    Tive a oportunidade de andar num carrinho desses por vários dias em Portugal uns anos atrás. Por lá é conhecido como Aveo e vem da Coréia. De outra vez, aluguei um Skoda Fabia, bem mais resolvido, embora também genérico.
    É aquela coisa, é um carrinho simplório e bem genérico mesmo, durinho, pouquinho, fraquinho e sem muita potência. Nas subidas era uma canseira só. Penei para subir serra e ultrapassar caminhão de mudança. Quando muito poderia substituir o Corsa mas nada além disso.
    Acho que aqui no Brasil a GM quis meter ele como premium mas não colou. Era carrinho popular mesmo.

    • Guilherme Cavalcanti

      Tive um Sonic até o ano passado, modelo 2014, e troquei num Renegade. Sinceramente, acho o Sonic muito melhor “montado” que o Jeepinho. O Sonic com 60mil KM, todo original ainda, e eu só escutava o barulho do motor e pneus na pista, já o Renegade com seus 10mil km não posso afirmar o mesmo (e não é uma particularidade do meu exemplar, é mal do carro mesmo). Curiosamente, não me vejo trocando o Renegade por nenhum de seus concorrentes, apenas pro modelo diesel, um Compass, ou mudando de categoria de carro.

    • Paulo Lustosa

      Questão de mecânica aqui no Brasil era 1.6 16V, problema foi o preço.

      • Zé Mundico

        Pois é, mas lá era a diesel, não lembro se era 1.3 ou 1.4, mesmo assim era meio fraquinho na rampa.

        • Paulo Lustosa

          Tinha um 1.3 Multijet de 70 cv que era motor Fiat por sinal, bem fraquinho.

  • Alexander Farias

    vendo o q já passou pelo brasil esse chevy koreano foi até bom

  • oscar.fr

    É um carro caro, tu tem mais incentivos para comprar um usado que um compacto zero.

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