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GM: Cruise apresenta autônomo Origin pronto para produção nos EUA

GM: Cruise apresenta autônomo Origin pronto para produção nos EUA

A General Motors é ainda uma empresa bastante conservadora, porém, ela já vislumbra um mundo onde vender carro não será mais o negócio final. Nessa estratégia, a Cruise entra como uma parte importante dessa virada de mesa.


A Cruise lidera o projeto do Bolt autônomo e foi a autora de sua versão sem volante, que chocou muita gente quando a GM divulgou. Mas, isso é só o começo. O Origin é a bola da vez para a empresa, que diz abertamente que o produto já está pronto (e entrará) para produção. E o que é?

GM: Cruise apresenta autônomo Origin pronto para produção nos EUA

O Cruise Origin surge como um veículo de transporte urbano elétrico e totalmente autônomo, imerso completamente no Nível 5 de automação, quando não há lugar para um controle humano sobre o veículo. Feito para levar seis pessoas em um lounge convidativo, o produto não será vendido para terceiros.

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É aí que a GM entra. Sem dar muitos detalhes, a Cruise diz que será proprietária dos veículos e terá seu próprio serviço de transporte de passageiros no meio urbano, obviamente centrado em um aplicativo que possibilita “pegar uma carona” num Origin que estiver mais próximo.

GM: Cruise apresenta autônomo Origin pronto para produção nos EUA

Sem motorista, volante ou pedais, o Cruise Origin prioriza os passageiros em um ambiente que deverá ser conectado. Mesmo retrovisores e limpadores de para-brisa foram removidos, afinal, as câmeras de alta resolução, GPS altamente preciso e os lasers da LiDAR – sem contar um poderoso software de fusão de dados – permitem ao carro “ver” ao redor.

De acordo com a Cruise, pessoas e mesmo objetos ocultos pela chuva, escuridão ou névoa podem ser identificados pelo Origin, que assim pode transitar sem problemas num ambiente real.

Pelo visto, esse é o primeiro passo para a GM definitivamente iniciar sua jornada para mudança de negócio, onde no futuro, a propriedade privada será trocada pelo uso de serviços como o do Origin, por exemplo.

Cruise Origin – Galeria de fotos

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Ângelo Luis Lopes Mello

    Os apaixonados por carros podem se preparar, esse é o futuro da mobilidade urbana. E vai demorar bem menos do que a gente imagina… No máximo em 20 anos essa vai ser a realidade das grandes cidades.

    • El Gato!

      E bota “no máximo” nisso. Concordo contigo.

    • Marcos Villela

      Concordo que esse é o futuro da mobilidade urbana individual, apenas apaixonados por carro (e com dinheiro suficiente) terão seu próprio veículo – mais ou menos o que hoje acontece com os proprietários de superesportivos como Ferrari, Porsche e Lamborghini.
      Mas acho que, aqui no Brasil, vai demorar mais tempo – mesmo nas grandes cidades.

    • Luconces

      Sim e não. Vai ser realidade mas nada em alta escala que afete a vida de quem dirige. Metrô, Streetcar e Ônibus ainda serão o padrão.

      Vai ser comum ver um mas nada que afete o dia de quem dirige carro. No máximo vai piorar o trânsito como pesquisas mostram que Uber, Lyft, Turo e car sharing no geral, acabam causando mais trânsito e tráfego.

      O perfil de quem usa um serviço desse é diferente do perfil de quem usa car share ou de quem aluga carro e mesmo de quem possui carro.

      • Ducar Carros

        No terceiro mundo, com seus baixos salários, uma tecnologia dessas talvez só seja aplicável, dentro do horizonte de 20 anos, em algumas situações. O pessoal esquece que não basta ter a tecnologia, tem qe pesar todos os bônus (economia de salário de motoristas) e ônus (custo da tecnologia, maior risco de acidentes, etc).

        Para mim, a principal vantagem dessa tecnologia é para a estrada, imagine um caminhão rodando 24 horas só parando para abastecer? Sem fazer greve?

        • Prosecutor

          “No terceiro mundo, com seus baixos salários”

          Nós temos algumas ilhas aqui no Brasil com altíssima renda.

          O Cruise Origin deve entrar em circulação em São Francisco/CA, cuja renda familiar média é de 92.000 dólares/ano, ou 7.666 dólares/mês, ou ainda 32.000 reais/mês.
          Mas acho que não vale a pena fazer a conversão, pois lá o alguel é em dólar, os alimentos, etc.

          A renda familiar média na Vila Nova Conceição é de R$ 16 mil/mês, Moema R$ 12.500/mês, plano piloto em Brasília R$ 10.500/mês.
          E ainda que se diga que são apenas bairros, em Moema há algo em torno de 80.000 pessoas.

          Então é perfeitamente possível o implemento desses carros autônomos na zona centro-sul de São Paulo, por exemplo (região do Ibirapuera)

      • Al

        Muito dos congestionamentos são causados por duas razões:

        1- Necessidade de reservar grande parte das vias para estacionar carros
        2- Grande diferença na velocidade de deslocamento dos veículos, em grande parte por questões de necessidade ou habilidade de quem o conduz.

        Carros compartilhados convivendo com carros particulares não deve melhorar muito o trânsito, mas a partir do momento em que o padrão forem os carros compartilhados autônomos, que não precisam estacionar e ainda podem interagir com os outros ao redor para o estabelecimento de uma velocidade que otimize o fluxo, a tendência será apenas de melhora.

  • th!nk.t4nk

    Olha me parece melhor que MOIA atual (que é uma Transporter modificada). A VW deixou claro que o objetivo com o MOIA é ter um mini-bus totalmente autônomo dentro de alguns anos, mas se a GM conseguir sair na frente com essa ideia, seria fantástico. Um problema que vejo no MOIA é levar apenas 6 pessoas por vez (apesar de que com bastante conforto). Pro serviço se tornar mais dinâmico e lucrativo, penso que é necessário conseguir levar mais gente (pelo menos 10 pessoas, quem sabe). Torço muito pra que a GM dê a largada pra essa corrida, pois os robôs da Tesla sairão possivelmente caros demais pra popularizar o serviço mundo afora.

    • Gustavo

      Vejo espaço para os dois. Ônibus urbanos autônomos e táxis urbanos autônomos. São propostas diferentes. Realmente a posse de carros particulares vai se tornar rara, o que é também bom para a redução de trânsito e acidentes. Sem motoristas fazendo besteira na rua, a chance de acidentes e engarrafamentos reduz muito. No entanto as profissões de motorista de onibus, taxi e de carro de aplicativos está com os dias contados.

      • th!nk.t4nk

        Verdade. Por sorte devem surgir muitas vagas pra operar e manter estas frotas, desenvolver tecnologias, enfim. Mas o sujeito vai precisar estudar obrigatoriamente pra isso. As vagas que não exigem conhecimento só tendem a diminuir.

  • leitor

    Pra que carro? As pessoas podem fazer tudo de casa. Pra que pessoas? As máquinas podem fazer tudo.
    Se deixar assim vamos viver pra comer e dormir. até que se possa descartar. Se adoecer de algo não contagioso deixa morrer. Se for contagioso, deixa viver pra levar mais outros. Se não houver um pacto global pode chegar nesse ponto. Carro é até o de menos. Mas até onde isso pode ir é complicado. Nos EUA se desestimula a imigração para não tomarem empregos dos americanos. E isso vai fazer o quê?

  • CanalhaRS

    Nas grandes cidades, que vivem engarrafadas, seria um descanso para as pessoas em seus trajetos rotineiros.
    Mas nunca mais poder dirigir um carro é algo meio assustador pra mim.

    • th!nk.t4nk

      Uso o modo semi-autônomo do meu carro mais na estrada, pra falar a verdade. Por aqui o trânsito das cidades não é tão ruim quanto no Brasil, entao prefiro eu mesmo no controle. Na estrada ligo o modo autônomo quando tem tráfego pesado, ou quando tá limitado por conta de alguma obra, ou em estradas secundárias (pista simples) quando tô atrás de um caminhão e não há meio de ultrapassar logo (ou se tem uma fila de caminhoes e sei que nao vai adiantar passar um ou outro). Bom, essa é a vantagem de um sistema que dá pra ligar e desligar. No futuro quando decidirem tirar a direçao dos carros de passeio é que o bicho vai pegar, mas isso deve demorar muito ainda.

      • Gustavo

        Para mim será um processo natural, com os autônomos a praticidade e facilidade de você se deslocar sem preocupação com trânsito, estacionamento, acidente e manutenção, as pessoas vão naturalmente preferir usar os serviços. Sem contar que não só o custo ja tende a ser baixo, mas quanto maior a adesão, mais barato fica e a queda nas vendas tb vai deixando o custo de produção do carro mais caro. Em algum momento o carro a motorista, por assim dizer, se torna economicamente inviável e restrito a produtos de nicho.
        Não sei se 20 anos é suficiente, mas acho que ainda chegamos a ver isso acontecer.

        • Prosecutor

          É claro que as pessoas vão gostar.
          Ainda mais que eles pretendem usar esse Cruise Origin em São Francisco / Califórnia, cidade com renda familiar média na casa de R$ 35.000/mês.
          Renda média.
          Então, há alguma dúvida de que os jovens filhos dos ricos vão aderir prontamente?

    • Al

      Na maioria dos contextos já não podemos mais dirigir nossos carros…

      Gosto muito de dirigir, mas… se for pra ficar em congestionamento, lombada, valeta, semáforo a cada 100m, manter 50 ou 60km/h com radar em toda parte, ou ter uma rodovia livre pela frente e ter de manter 80km/h pra não tomar multa, deixa pro computador dirigir, que eu tenho coisa melhor pra fazer, ou posso até dormir no caminho.

    • Al

      E não só nas grandes cidades… nas grandes viagens também. Imagina aquela viagem de 1000km, que a gente tem de parar pra dormir, leva 2 dias… que nada! Sai de casa 9 da noite, dorme no carro e 9 da manhã do dia seguinte já está lá, pronto para um passeio turístico ou uma reunião de negócios.

      Pode encomendar meu carro autônomo! Vou querer com poltrona leito!

  • Al

    Vamos então às 2 perguntas mais importantes:

    1- Vai ser autônomo de verdade? Não vai ser desses autônomos de araque que o motorista tem que estar o tempo todo vendo se o carro dirige direito, né? Pelo menos a matéria declara que é LVL5. Ele já é assim, ou há intenção que um dia seja? Até entendo que nos primeiros estágios de desenvolvimento é o que dá pra fazer, mas eu não pagaria a mais para trocar meu posto de motorista pelo de vigia noturno.

    2- Caso seja autônomo de verdade, tem com poltrona leito?

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