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Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Gol GTI. O esportivo em tons de azul e cinza que foi o primeiro carro nacional com injeção eletrônica. Ele foi a continuação de um sucesso que começou em 1984 e que evoluiu rapidamente até alcançar a posição de destaque no mercado nacional.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)


O icônico esportivo da VW esteve presente (como se deve) em duas gerações do Gol, morrendo de forma inglória na terceira.

Só no modelo popularmente chamado de Gol G7 é que ganhou uma releitura conceitual (Gol GT), que satisfez parte dos fãs, mas não se materializou em um produto final.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)


O Gol GTI vivenciou os últimos dias de um mercado fechado às importações desde 1976 e em que apenas quatro grandes marcas prevaleciam, sendo elas VW, GM, Ford e Fiat, nessa ordem.

Apesar de que na época, havia emblemáticas menores, como Gurgel e Puma. Mas, é preciso contar a história que levou à ele, desde o início, para se entender os motivos pelos quais o Gol GTI se tornou um ícone do mercado automotivo nacional.

E como toda origem, precisamos ir até o primeiro GTI, que se tornou uma referência – especialmente para a Europa – em 1976, quando surgiu como o primeiro hot hatch. De lá para cá, o Brasil sofreu influência dessa veia esportiva da VW, mas não sem alguns fracassos.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

GTI, a origem

O “Gran Turismo Injection” surgiu na gama do Volkswagen Golf de primeira geração em 1976, mas assim como veremos mais adiante, o motivo de seu surgimento foi devido a um fracasso, na verdade fortes críticas sobre o Beetle GSR, uma proposta esportiva para o besouro em 1973.

Assim, para apagar o fogueira, um grupo secreto surgiu dentro de Wolfsburg.

Uma equipe de oito pessoas que trabalhou num projeto fora da fábrica para criar uma versão esportiva do Golf, que havia sido lançado em 1974.

Era tão secreto que tiveram de usar a base do Scirocco – mais antigo – e não chamaram a atenção, trabalhando à margem de serviços oficiais da VW até que no começo de 1975, apresentaram o Golf GTI.

O novo carro foi imediatamente aprovado e fora construído por um pequeno grupo, que somou nove pessoas ao fim do projeto, de onde surgiu de tudo, desde o motor EA827 com injeção K-Jetronic da Bosch, chassi com reforços estruturais, interior em xadrez Tartan (o último membro entrou para criar esse DNA particular do GTI), entre outros.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Aparecendo em Frankfurt no mesmo ano, era para ter sido apenas 5.000 exemplares do Golf GTI, somente para a VW entrar no campeonato de turismo, mas o sucesso foi instantâneo.

Diferente do que ocorreria no Brasil, essa versão não veio para salvar o modelo, mas para extinguir as críticas sobre o Beetle GSR.

De qualquer forma, foi com o Golf que surgiu a icônica sigla, que se perpetua até hoje e que foi copiada por outras marcas. Mas e no Brasil dos anos 80, haveria um GTI também? A resposta era não.

Sem tecnologia disponível, a injeção eletrônica não estava ao alcance do país naquela época, o que só ocorreria 13 anos depois através de outro GTI, um bem brasileiro.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Gol GT / Gol GTS

Esse segundo carro esporte era o Gol GT. No entanto, como dito acima, ele chegou para salvar a lavoura do próprio modelo. Diferente do Beetle GSR, o compacto brasileiro – que surgira em 1980 como resposta ao futuro do próprio Fusca, sendo assim seu sucessor (o que de fato ocorreu em termos comerciais) – nasceu sendo exatamente o oposto.

Embora tivesse boa dirigibilidade, porte adequado, porta-malas espaçoso para a época e um estilo próprio da VW, o Gol foi colocado no mercado com mecânica a ar, usando o 1300 do Fusca na dianteira.

Dessa forma, o carro simplesmente não andava como se devia. Mesmo com a troca rápida de motor, agora um 1600 de dupla carburação que tirou o estepe (momentaneamente graças a um revendedor VW) do cofre, o Gol continuava manco e isso já era 1981.

Com a chegada do sedã Voyage com motor 1.5 a água, o peso sobre o hatch era enorme, ampliado ainda com a presença da perua Parati.

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Então, o futuro do Gol parecia bem sinistro.

Na época, o Fusca ainda era líder de vendas, mas já sofria a pressão pela idade. O consumidor queria algo moderno e o hatch tinha tudo para oferecer isso, exceto motor. Então, a VW decidiu fazer o mesmo que a matriz em 1974. Para apagar as críticas ao carro, criou uma versão salvadora de imagem, a GT.

O interessante é que na época, todas as versões do Gol eram 1600 a ar e então eis que surge, com direito a mega evento em Interlagos, o Gol GT, que foi desenvolvido para fechar a boca dos críticos.

Para começar, colocaram o motor 1.8 com dupla carburação e comando esportivo usado no Golf GTI alemão da época.

Com isso, a potência foi para empolgantes 99 cavalos com 14,9 kgfm. Nota-se que na época, o Gol a ar tinha apenas 66 cavalos.

Mas, o carro andava tão bem que logo surgiram as suspeitas de que na verdade ele era bem mais potente, sendo esse um artifício da VW para não pagar mais IPI, que mudava de alíquota acima de 100 cavalos.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Mesmo com quatro marchas, o Gol GT “voava” de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos e chegava perto dos 180 km/h. Para a idade média dos anos 80, isso era realmente bom, muito bom.

A suspensão era mais rígida, tinha barra estabilizadora maior, freios mais potentes, escape esportivo e rodas de liga leve aro 14 iguais às do Passat GTS Pointer, que acabara de surgir também.

O interior tinha bancos Recaro que marcaram seu DNA estilístico como o Golf GTI, tendo ainda volante diferenciado, assim como instrumentação mais completa. O aerofólio traseiro com spoiler dianteiro e conjunto ótico completo, faziam o Gol GT realmente atraente para os jovens brasileiros.

Na época, o principal rival era o Ford Escort XR3, que era mais fraco, apesar de mais elegante.

Logo ganharia o câmbio manual de cinco marchas para não mais esgoelar próximo da velocidade final. O Gol GT salvou o modelo do fracasso e de quebra se posicionava ao lado do Passat GTS Pointer não como um rival, mas como complemento.

No ano seguinte, em 1985, o Gol finalmente adotou o novo motor AP600 1.6 a água e o motor 1600 a ar seria abandonado em definitivo no ano seguinte.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Foi em 1986, um ano de grandes perdas para o mercado brasileiro, que morria também o Gol GT. Em 1987, porém, surge o Gol GTS com visual renovado e a mesma cavalaria, sempre suspeita de ter 105 cavalos, o que de fato ocorria.

A linhagem esportiva da VW estava assegurada no ano em que o Gol se tornou o segundo VW a liderar o mercado, um ano após o Fusca adormecer no sono de sua primeira morte.

O Gol GTS tinha molduras envolventes da frente até atrás, rodas aro 14 diamantadas com as famosas “gotas d´água” e com os mesmos pneus 185/60 R14 do GT. A frente foi a primeira atualização de estilo do modelo, enquanto o interior recebia o mesmo volante do Santana GLS.

No ano seguinte, morria o Passat e com ele o outro esportivo da Volkswagen, o GTS Pointer.

Sozinho, o Gol GTS não ficaria assim por muito tempo. Ainda em 1988, a Volkswagen teria até que driblar de certa maneira a chamada Lei da Informática por causa de um componente importado que seria fundamental para a próxima jogada.

Antes, porém, o GTS havia ganhado um novo interior, com painel mais moderno, que abandonava o estilo surgido em 1977 com a Variant II.

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Gol GTI

Em 1988, a Volkswagen estava em pé de guerra com a General Motors para ser a primeira marca a lançar um carro com injeção eletrônica no Brasil. A Chevrolet preparou o Monza 500 EF para o começo de 1989, mas a VW botou seu novo esportivo no Salão do Automóvel de 1988. Este? O Gol GTI, que dessa forma se tornou o primeiro a ter injeção eletrônica na história brasileira.

O Gol GTI surgia como um sucessor do Gol GTS, mas não imediato. O motivo era que sua produção era limitada em 2.000 unidades por ano, devido à Lei de Informática, que proibia a importação de componentes computadorizados.

Graças a um acordo com o governo, a VW só podia importar, via Bosch, essa quantidade de dispositivos de injeção.

Visualmente, o Gol GTI se diferenciava do GTS pela cor Azul Mônaco, que era exclusiva e única opção.

As molduras laterais e para-choques do Gol GTI passaram a ser de cor cinza, mas as rodas “gotas d’água” continuavam as mesmas. As lanternas eram fumê e o aerofólio tinha um formato mais arredondado nas extremidades.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Por dentro, os bancos Recaro do Gol GTI eram cinzas e sem cores fortes, contribuindo para um interior estranhamente mais sóbrio que o do Gol GTS.

Na mecânica, o Gol GTI adotou o motor AP2000 dos Santana e Quantum, mas com o sistema de injeção eletrônica e mais alguns modificações, que incluíram tuchos hidráulicos, além de abastecimento apenas com gasolina, a cavalaria deu um bom salto.

Eram 120 cavalos a 5.600 rpm e 18,4 kgfm a 3.200 rpm, o que permitia ao Gol GTI com câmbio manual de cinco marchas, ir de 0 a 100 km/h em 10 segundos e ter máxima de 173 km/h.

Note que os números são inferiores aos do antigo Gol GT, por exemplo. De qualquer forma, além de ser rápido, era também econômico e exclusivo. Isso fez com que seu preço fosse exorbitantemente mais caro que o Gol GTS.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Em 1990, o Gol GTI recebeu mais uma atualização visual para a linha 1991. As linhas exteriores na parte frontal foram suavizadas com novos faróis, grade, capô e para-lamas. Mas a sensação mesmo foi a roda “Orbital”, cujo desenho era o mesmo do conceito Orbit da Volkswagen. Esse modelo de roda virou uma febre entre os amantes da marca até os dias atuais.

Mas, na época havia também as clássicas e elegantes rodas BBS raiadas.

Tanto Gol GTS quanto Gol GTI se beneficiaram da atualização de estilo no começo dos anos 90, porém, algo estava bem evidente naquela altura. A entrada de importados no país começou a ganhar força e volume.

Entretanto, o Gol GTI continua sem modificações até 1994, exceto pela introdução da direção hidráulica em 1993.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Gol GTI de segunda geração e GTI 16V

Em 1994, o Gol passou a ter sua segunda geração após 14 anos de existência. As mudanças foram enormes em relação ao antigo, da qual só a plataforma era a mesma, modificada para ter um entre-eixos maior e com linhas bem mais arredondados, o que lhe valeu os apelidos de “Gol bola” e “Gol bolinha“.

A frente deste Gol G2 esportivo ficou mais baixa visualmente com um capô mais curvilíneo para passar a impressão de ser um carro de motor transversal, mas o propulsor continuaria em longitudinal até 2013. Este até foi recuado 3 cm para caber no novo cofre, mas o posicionamento provocaria uma mudança visual bem chamativa algum tempo depois.

No caso do Gol GTI, a nova geração mostrou-se um recomeço, mas o fim de linha para o GTS, pois agora a injeção eletrônica era mandatória e não havia mais espaço para carburadores eletrônicos, como o que o velho esportivo usava até então.

A sigla GTi original passou para GTI e o esportivo chegou com para-choques, protetores e saias laterais na cor da carroceria.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Mais limpo visualmente, o Gol GTI de segunda geração vinha com tudo novo, inclusive as lanternas, que eram compactas e levemente escurecidas.

O para-choque traseiro do Gol GTI tinha uma vistosa luz de neblina e o escape tinha boca única, mas enorme e visível silencioso. O aerofólio agora era no teto e a frente recebia faróis de dupla parábola, além dos faróis de neblina.

As rodas de liga leve do Gol GTI atualizado ainda eram aro 14 polegadas e com pneus 185/60 R14, mas o desenho era novo, tendo cinco raios e pequenos parafusos decorativos.

Na grade, o vistoso logotipo GTI era maior que na traseira. O motor AP2000 com injeção multiponto (novidade) tinha 109 cavalos e 17 kgfm por causa do catalisador. Apesar da final em 185 km/h, ia de 0 a 100 km/h apenas em 11,2 segundos.

Assim como nas demais versões, o interior do Gol GTI era novo, com painel mais arredondado e chamava atenção para um volante triangular com buzina circular e um cluster analógico com mostradores de fundo branco. Tinha até porta-fita cassete.

A carroceria era de duas portas e os bancos continuavam esportivos da Recaro.

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Então, em 1995, a Volkswagen decidiu-se por um Gol GTI mais forte e dessa vez levou o clássico ao seu suprassumo. Embora a gama de importados da VW já tivesse a tecnologia, o esportivo se tornou o primeiro da marca no país com cabeçote de 16 válvulas.

Mas, para montar um 2.0 16V importado da Alemanha dentro do cofre do Gol GTI, ainda mais com o coletor de admissão invertido, a Volkswagen foi obrigada a adicionar um novo capô com ressalto bem proeminente na parte central, o que foi acompanhado de uma campanha de marketing de gosto duvidoso…

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

O visual do Gol GTI 16v tinha um discreto “16V” na tampa traseira e novas rodas de liga leve de cinco raios com aro 15 polegadas e pneus 195/50 R15.

Por dentro, bancos em couro preto ou vermelho, que se fazia presente também na alavanca de câmbio, cintos e em partes do volante. Com 145 cavalos e 18,4 kgfm, o Gol GTI 16V tinha tudo para andar muito, indo de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e tinha máxima de 206 km/h.

O Gol GTI 16V tinha também freios ABS e suspensão traseira com barra estabilizadora. A embreagem era hidráulica e o câmbio tinha marca ré sincronizada. Em 1997, o modelo ganhou a companhia da perua Parati GTI 16V, desejada por muitos até hoje.

Ela foi uma fiel companheira do hatch até o malfadado GTI do Gol G3.

Gol GTI 8v e 16v: história, motores, equipamentos (e detalhes)

Gol GTI G3, o genérico

Em 1999, o Gol GTI (G3) assumia um ar mais genérico com a perda dos elementos estéticos que o diferenciava dos demais.

O motivo era que a VW simplesmente passou a oferecer todos os itens visuais e equipamentos da linha Gol em todas as opções de motor, incluindo o esportivo, que virou um carro comum, mesmo com motor 2.0 16V.

Como qualquer versão podia virar GTI e com o novo 1.0 16V Turbo de 112 cavalos e 15,8 kgfm, o foco mudou e o célebre esportivo morreu silenciosamente sem deixar pistas.

E com ele, uma época de ouro do mercado brasileiro. Hoje é raro e vale um bom dinheiro.

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Navaman

    Ainda lembro do ronco do Gol GT, quando em marcha lenta, carro que me fazia torcer o pescoço na rua quando guri.

    • Jefferson

      Tive o prazer de ter um 85/85 prata. Hoje em dia, só o Golf GTI para proporcionar prazer similar!

  • th!nk.t4nk

    Que me desculpem os fãs, mas o Gol 1994 (bola) pra mim era muito sem-graça e não foi um substituto à altura do Gol caixa. E por sua vez, o GTI dele era uma baita gambiarra, com aquela bolha no capô. Enfim, pra mim o único GTI “real” foi o original mesmo. Os GT/GTS também marcaram muito.

    • Ford Opala Attractive 200TSI

      Concordo. Gol GTI só o quadrado mesmo!!

      Mas o Gol bola/G3 era melhor que esse Gol G5/G6 atual, que foi o mais sem graça de todos.

    • Ricardo

      Já para mim o GTi 16V foi o mais foda de todos, pelo super desempenho e modernidade, adoro a bolha no capô.

      • Franco da Silva

        A bolha e a máxima acima de 200. Isso era o máximo para um carro nacional.

      • MügenFear

        sem contar que 150cv pra época era um senhor número, a minha geração favorita também

    • Phantasma

      De fato o bolinha nunca teve mesmo o apelo do quadrado. O interior do GTI quadrado era muito superior aos Gols normais , No bolinha as únicas diferenças eram os bancos e o volante, mas o acabamento no geral era o mesmo do resto da linha. A bolha no capô era realmente discutível, mas o desempenho compensava, não fez mais sucesso pq o mercado mudou com a abertura das importações. Quando saiu o G23 em 1999 acabou o encanto de vez, interna e externamente.

      • REDDINGTON

        O quadrado é o mito de fato.

    • Franco da Silva

      Acho que isso depende da idade. Lembro do lançamento da geração com a “bolha” e foi fantástico para quem não podia dirigir e só colava pôster da 4R no quarto.

      • Vitor

        Ao meu ver isso vai muito da idade de quem comenta mesmo. O GTI bolinha era bom também e o 2.0 16V não existia na versão quadrada.

        • th!nk.t4nk

          Então, eu vivi as 2 épocas (já passei dos 30) e gostava de ambos. Mas o primeiro GTI marcou mais, definitivamente. Isso foi perceptível nas vendas, o GTI bola era um carro bem raro de se ver nas ruas, enquanto o caixa foi uma febre. E na época do caixa, ele realmente se diferenciava no desempenho. Já o bola era só mais um entre tantos com motores fortes, e apanhava até dos FIATs infelizmente.

          • Vitor

            Você não está errado. Mas o primeiro GTI apareceu numa época de mercado nacional mais fraco e sem os importados.
            O Bolinha apareceu quando o consumidor já tinha a referência de vários modelos nacionais e importados. Um contexto muito mais rico de opções e referências de qualidade e estilo.

    • Vitor

      Pra se destacar nos anos 80 também não precisava muito. Mas sim foram carros que alcançaram o seu lugar na história automobilística brasileira.

  • Pete Alves

    GTi que realmente causou impacto foi só o quadrado – e muito em razão do atraso generalizado da nossa indústria . As gerações seguintes foram só mais um em um mercado já mais acostumado a carros de melhor desempenho como Vectra Gsi, Omega CD, Tipo sedicivalvole Tempra e Uno Turbo etc

    • th!nk.t4nk

      Exatamente. Quem viveu as 2 épocas sabe bem disso.

  • REDDINGTON

    Nunca gostei de carros da VW e muito menos do Gol. Mas esse GTI cereja, com a famosa bolhinha no capô a la Eclipse era sonho de consumo… Um vizinho tinha uma Parati GTI cereja, como eu a namorava…

    • Xandy Paiva

      Hoje em dia confesso que tenho um ranço da VW, justamente pela coisa da identidade visual ( todos os carros são muito parecidos ), e também pela coisa de ” é um VW ” então pague mais por menos …., sendo assim, hj pra mim somente o Golf eu acho coisa linda na VW. Mas confesso que antigamente o Gol tanto GTS como o GTI, eram sonho de consumo, apesar de eu nem ter idade pra dirigir, assim como o Corsa GSI ( deveriam faxrr uma matéria dele TB ).

  • Eng Turbo

    Em 2010 um colega comprou um Gol GTi 1993, unico dono, por 14k. Um ano depois vendeu por 20k. Na sequencia, foi vendido por R$30k e hj esse mesmo colega ta tentando recomprar por 50k, porém o atual proprietário não vende.
    Encontrar um GTi inteiro, bem conservado e com um minimo de procedência é difícil, e quando acha, o valor é inacreditável.

  • Franco da Silva

    A geração da “bolha” teve até Parati GTI!

    • Alvaro

      É verdade, raríssiiiiimo. Aliás, há versões bem raras de se ver (pelo fato de muitos já estarem “desfigurados”) do bolinha como o Gol TSI 1.8 / 2.0; Gol GLSi 2.0; Parati GLSi 2.0 e Saveiro TSi 2.0

      • Franco da Silva

        Parati GLSi era um negócio! Huahua
        Coisas de adolescente.

        • Ernesto

          Eu tive uma Parati 2.0 1999/2000, prata, completa, com aquelas rodas de liga leve aro 15 originais!
          Andava muito bem, era uma delícia! Mas roubaram ela nem sei como. Na época eu acho que botaram ela numa plataforma e foram embora.

    • MügenFear

      a G3 também teve GTI mas são igualmente raras.

      • th!nk.t4nk

        O único GTI que realmente fez sucesso foi o primeiro. Os demais perdiam em desempenho pros concorrentes.

        • Alvaro

          Ah apesar que o GTI 16V foi marcante, quando o GTI “convencional” foi ofuscado pelo Corsa GSI, foi responsável por retomar o posto de nacional mais veloz e manter ela por um bom tempo.

  • catucadão

    grande carro sem duvidas

  • marc west

    O AP só chegou à linha Gol em 1986. Em 84/85 era o MD-270.

    • heliofig

      Mas mesmo o MD-270, só o 1.5 do Voyage

      • marc west

        Os Gol S e LS do modelo 85 usavam a versão 1.6 do MD, o chamado “Torque”.

  • heliofig

    Faltou falar que o Gol GT só existia a álcool, bem como o Escort XR3 e 95% da frota ciclo Otto produzida na década de 80.
    Quando saiu o Gol GTi, houve certas críticas por só ter versão a gasolina, por causa da injeção eletrônica, importada e que não era resistente ao álcool. Numa época em que todos queriam só carros a álcool, isso era um erro de marketing, porém limitado pela técnica e, como dito na matéria, restrições tributárias da época.

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