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Gol GTS: anos, versões, motores, equipamentos (sucessor do Gol GT)

Gol GTS: anos, versões, motores, equipamentos (sucessor do Gol GT)

Nos anos 80, a Volkswagen lançou uma importante versão esportiva de seu hatch compacto de entrada, o Gol. dando continuidade à versão que surgiu em 1984 para salvar as vendas do modelo.


O Gol GTS surgiu em 1987, mesmo ano em que o produto alcançou pela primeira vez a liderança de mercado, tornando-se o maior campeão de vendas nacional desde o Fusca, liderando por 27 anos seguidos.

Herdeiro do GT, o Gol GTS também deu origem a outro importante modelo, o Gol GTI, o primeiro carro nacional com injeção eletrônica. Mas, a fama de esportivo carburado da Volkswagen permaneceria durante muitos anos após seu fim, tanto que inspirou a marca em duas ocasiões recentes.

Neste artigo, vamos falar do Gol GTS, sua mecânica contida pela VW, assim como o acabamento diferenciado, o estilo marcante e sua performance arrebatadora para a época.


Gol GTS: o nascimento

Gol GTS: anos, versões, motores, equipamentos (sucessor do Gol GT)

Na linha 1987, a Volkswagen fez uma manobra para poder aumentar os preços dos carros, pois o Plano Cruzado com o congelamento de preços, impedia através do Conselho Interministerial de Preços (CIP) as alterações de valores por parte das empresas. Assim, só algo novo para justificar alta da tabela.

Tendo isso em mente, a empresa atualizou visualmente toda sua gama de produtos e renomeou-os para que pudessem ser vendidos como carros novos, incluindo a introdução de mais conteúdo e a eliminação de motores. Em 1986, a montadora já havia colocado um fim ao Fusca e também matou o motor boxer 1600 a ar do Gol.

Neste, o novo visual exterior chegou com renomeação de todas as versões, em especial a GT, que passou a ser designada como Gol GTS. Foi assim que o Gol GTS nasceu em 1987, ganhando novidades em estilo e conteúdo, mas mantendo a mesma mecânica. E como era este esportivo emblemático dos anos 80?

Diferente do clássico Gol GT, o Gol GTS recebia a atualização visual proposta para a família Gol, Voyage, Parati e Saveiro.

Assim, o capô do Gol GTS apareceu alguns centímetros mais baixo, tendo ainda faróis retangulares levemente inclinados, adotando também novos piscas de lente branca envolventes nas laterais.

Gol GTS: anos, versões, motores, equipamentos (sucessor do Gol GT)

A tradicional grade retangular de acabamento preto tinha dois frisos horizontais junto ao logotipo VW em preto. O para-choque do Gol GTS era envolvente, diferente daquele simples visto até então no Gol GT. Ele incorporava filetes vermelhos, suportes para os faróis de milha e faróis de neblina novos, integrados ao conjunto, que era preto.

Esse formato frontal mais cheio foi estendido para as laterais, que ganharam uma moldura protetora de mesmo acabamento e com filetes vermelhos, embora a parte inferior fosse de fato a carroceria pintada de preto. O para-choque traseiro do Gol GTS seguia no mesmo estilo, mas com escape duplo preto, num recorte discreto.

Falando na traseira, o Gol GTS ganhara novas lanternas horizontais maiores e com extensão das lentes em direção à placa, dando ao conjunto uma aparência mais consistente. O nome Volkswagen ao lado do logotipo era uma característica da época, assim como a designação do produto adesivado na tampa do bagageiro.

Esta portava o obrigatório aerofólio preto, que tinha formas bem quadradas, algo que seria suavizado no Gol GTI pouco depois. A indicação 1.8 era indispensável. Na atualização, os retrovisores saíram da base das portas e foram para as colunas A, ganhando em tamanho. Eles eram pretos. Nas colunas B, uma moldura exclusiva com a sigla GTS em vermelho chamava atenção.

Antena elétrica, calhas de chuva e vidros verdes eram outros itens presentes no exterior, bem como o para-brisa degradê e o desembaçador elétrico do vidro traseiro, que vinha com lavador e limpador.

Mas, para deixar o GT na lembrança, a Volkswagen trocou as rodas de liga leve aro 14 polegadas no Gol GTS, que acabaram ganhando um acabamento integral diamantado, com círculos de refrigeração que lembravam “gotas d’água” e com cobertura (com chave) para ocultação e proteção dos parafusos. Os pneus continuavam os mesmos 185/60 R14.

Gol GTS: interior estiloso

Gol GTS: anos, versões, motores, equipamentos (sucessor do Gol GT)

Como a Volkswagen sabia que a CIP não deixaria aumentar os preços no ano seguinte, a empresa decidiu não atualizar o interior do Gol e dos demais membros da família, algo que só aconteceu em 1988. Assim, o ambiente do Gol GTS era praticamente igual ao do Gol GT, tendo o painel de instrumentos ainda oriundo da Variant II.

Retilíneo, o conjunto do Gol GTS tinha mostradores analógicos bem distribuídos e de cor amarela, incluindo entre os itens, conta-giros, voltímetro e manômetro do óleo, além de nível de combustível e temperatura da água. Junto com ele, agora havia o volante de “quatro bolas” do Santana GLS (ex-CD).

Além disso, o vetusto painel de 1980 também recebia um filete vermelho, bem como tinha um conjunto mais completo, com alto-falante embutido, porta-luvas com chave, comandos de ar-condicionado, difusores de ar centrais e rádio AM-FM com toca-fitas.

Outra característica do Gol GTS era a alavanca de câmbio curta e tinha capa tipo sanfona, mas apenas a partir do modelo 88 é que a tradicional “bola de golfe” apareceu. O console era bem simples no modelo 87.

Gol GTS: anos, versões, motores, equipamentos (sucessor do Gol GT)

No caso dos bancos, estes eram bem envolventes e com mescla de cores sóbrias que agradava. Além disso, eram feitos pela Recaro. Os apoios de cabeça eram ajustáveis e os assentos dianteiros tinham extensor para apoiar melhor as pernas. Estes bancos eram uma das coisas mais legais que haviam no Gol GTS.

Nessa época, com as mudanças de visual, o Gol GTS media 3,846 m de comprimento, 1,601 m de largura, 1,375 m de altura e 2,358 m de entre-eixos. O espaço interno não era dos melhores, dada a pouca altura do carro, mas isso era uma benção nesse esportivo, que não tinha nenhuma pretensão familiar, diferente das demais versões, que foram punidas por isso.

Atrás, o espaço era ainda pior, com a inclinação do teto e colunas C, mas caía bem à proposta do Gol GTS. O porta-malas tinha 273 litros sem o estepe colocado inclinado. Apenas o Gol BX (com motores 1300 e 1600 a ar) teve a primazia de oferecer o espaço completo sem interferência do pneu sobressalente, já que este ia no cofre do motor.

O tanque tinha 55 litros, suficientes para seu consumo.

Gol GTS: motor com algo a mais

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O Gol GTS herdou do GT o motor AP-1800S. Este propulsor de quatro cilindros e refrigerado a água já era um vovô em 1987, tendo sido gerado pela Auto Union quando esta pertencia à Daimler-Benz em meados dos anos 60, pouco antes de ser vendida para a Volkswagen, mas só estreou no Audi 100 em 1969.

Nessa época, 1987, o propulsor já estava em seu terceiro ciclo no Brasil, tendo agora biela longa, diferente das duas gerações anteriores. O “AP” se tornou famoso por suportar grandes cargas de energia em preparações com turbo, sendo ainda hoje desejado por conta disso.

Ainda com carburador de corpo duplo, comando acionado por correia dentada, pistões de 81 mm e seu longo curso de 86,4 mm, medidas que se tornaram conhecidas por qualquer amante de carros nos anos 80, o AP-1800S movia as 8 válvulas com tuchos mecânicos (com trabalhoso ajuste das pastilhas, diga-se de passagem).

Com 1.781 cm3 e taxa de compressão de 12:1, abastecido exclusivamente com álcool nessa época, o AP-1800S dava ao Gol GTS uma relação peso-potência de 9,70 kg/cv e uma potência específica de 55,59 cv/litro.

Montado em longitudinal, junto com o câmbio manual de cinco marchas curtas, que entregavam uma performance invejável, o esportivo Gol GTS tinha o melhor que se podia encontrar na época.

Gol GTS: anos, versões, motores, equipamentos (sucessor do Gol GT)

Com bloco de ferro fundido e comando auxiliar do distribuidor e bomba d´água no bloco, o AP-1800S tinha cabeçote de alumínio com comando “bravo” 049G, que dava ao propulsor um impulso maior que o desejado pela VW. Se hoje os clientes do up! TSI se surpreendem com relatos de 130 ou 132 cavalos no 1.0 TSI, os mais antigos sabem bem que isso nunca foi novidade.

Por questão tributária, já que na época, o IPI incidia sobre a potência dos carros, a Volkswagen mais uma vez encontrou uma forma de driblar as regras, declarando que seu Gol GTS tinha somente 99 cavalos a 5.600 rpm e 14,9 kgfm a 3.600 rpm. Na prática, porém, o fato foi “denunciado” por revistas especializadas, que calcularam entre 105 e 110 cavalos a potência do esportivo.

Outra que seguiu a mesma estratégia foi a General Motors com o motor Família II 2.0 OHC do Monza, que declarava 99 cavalos, embora em realidade tivesse 110 cavalos. Hoje, a declaração de potência do popular da VW tem outro sentido, o comercial.

Nos anos 80, qualquer novidade automotiva tinha sempre um motivo político-tributário por trás.

Assim, o Gol GTS podia levar seus 960 kg de 0 a 100 km/h em 11 segundos e com máxima de 167 km/h, suficientes para a diversão naqueles tempos. O consumo era de 6,4 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada. De condução esperta, o hatch esportivo era tido como um carro de desempenho muito bom, com boas respostas do AP, assim como de direção e freios.

A suspensão, sempre bem acertada, permitia até extrapolar com curvas feitas em três rodas, enquanto o câmbio de engate curto, macio e preciso levava o giro nas alturas, extraindo o máximo do AP, que não tinha limite de corte.

Em resumo, o Gol GTS tinha uma performance invejável para a ocasião, o que lhe ajudou a construir uma boa reputação, originada no anterior.

Atualizações

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Em 1988, o Gol GTS ganhou um interior novo, com painel devidamente mais moderno, inspirado no do Passat de 1985, trazendo assim um layout visto até hoje nos carros da Volkswagen, com dois grandes mostradores analógicos, sendo um para o velocímetro e outro para conta-giros ou relógio.

Tinha relógio digital e medidores de temperatura da água e nível do combustível dentro dos mostradores maiores, além de novas luzes-espia. As teclas de faróis e outros itens agora eram satélites e perto dos dedos do motorista.

Difusores de ar, comandos de climatização e rádio ficavam agrupados verticalmente, assim como o console passou a ser integrado e com comandos adicionais, bem como porta-objetos.

A alavanca tipo “bola de golfe” chamava atenção no Gol GTS, e o ambiente mais sóbrio começa, a se impor, apesar dos bons bancos Recaro mais escuros. Vidros elétricos também davam ao esportivo mais conforto. Até os tapetes eram personalizados.

E assim, o Gol GTS se manteve até 1990, quando surgiu a terceira renovação exterior.

Gol GTS: anos, versões, motores, equipamentos (sucessor do Gol GT)

Nesse ano, o Gol GTS adotou o estilo popularmente conhecido como “chinesinho”, onde o capô foi novamente rebaixado e os faróis retangulares ganharam contornos arredondados junto à grade, que adotou diversos filetes horizontais.

As lentes amarelas nos piscas chamavam atenção. O para-choque não mudou, mas viria a ter cor cinza com filetes vermelhos.

As famosas rodas “orbitais” criaram uma legião de fãs no tuning até os dias atuais. Outra moda que o Gol GTS impôs ao mercado. na traseira, a tampa do bagageiro ficou mais suave. Também na linha 1991, o esportivo teve a potência declarada reduzida para 97 cavalos, mas com torque de 14,7 kgfm.

Na ocasião, passou-se a utilizar no Gol GTS a gasolina como combustível e o catalisador foi obrigatoriamente adicionado. A sigla GTS adesivada e o “1.8S” estampado davam o tom da proposta do esportivo nos anos 90.

Isso sem contar o aerofólio arredondado do GTI e as lanternas fumê, que deixavam o hot hatch bem legal. Após 1994, o Gol GTS deixou de existir por mudança de geração do produto e da obrigatória injeção eletrônica.

Gol GT

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O Gol nasceu em 1980, mas devido ao uso do motor boxer 1300 e depois 1600, ambos a ar, associado com uma crise econômica, o hatch tinha tudo para virar um mico. Porém, em 1984, a Volkswagen decidiu elevar o status do modelo com o Gol GT.

Esse esportivo recebia um motor 1.8 com 99 cavalos e um câmbio manual de quatro marchas.

O visual era de um esportivo de época, com direito a spoiler frontal, faróis de milha, volante de quatro raios do Passat TS, rodas esportivas com raios em “V”, faróis de neblina, tampa traseira em preto com a sigla GT adesivada no vidro e bancos esportivos Recaro.

Chegou a ter opção de câmbio de cinco marchas para uma condução mais econômica.

Gol GTI

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Em 1989, a Volkswagen introduzia no mercado – embora com apenas 2.000 unidades iniciais – o Gol GTI, o primeiro carro nacional com injeção eletrônica. Seu motor AP-2000 era um 2.0 com 120 cavalos, que dava ao esportivo um desempenho muito bom.

Ele evoluiu até o Gol G3, ganhando no caminho um 2.0 16V de 146 cavalos, embora mantenha a versão de 8 válvulas.

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Domenico Monteleone

    Essa frente 1987-1990 é gol que tem mais cara de coisa velha.

    • Verdades sobre o mercado

      O GTS (e GTI) desta frente são os mais tradicionais, nem o GTI bolinha tem tanta representatividade.

    • Peter Bishop

      isso cham design clássico, coisa velha é carro com podres e motor fumando

      • Dario Lemos

        E você acha que essa geração mimimi entende de alguma coisa?

  • Verdades sobre o mercado

    O Gol GTS 87 ainda tinha retrovisores na base da porta igual ao do GT. Apenas na linha 88 com a chegada no novo interior é que os retrovisores foram para a coluna A.

  • Marcelo Nascimento

    Ah, esses bancos Recaro… Como eram bons comparados aos bancos dos outros carros!!!

    • mjprio

      Que falta fazem. Aquele veludo era muito mais gostoso e nao te fritava como o couro. Fora que eram muito bonitos e ergonômicos e o logo “Recaro” dava maior requinte

    • Alex BH

      Meu pai teve uma F-1000 SR cabine dupla que tinha bancos Recaro… Ô saudades….

      • Marcelo Nascimento

        Original? Não sabia que pickups tinha recebido esses bancos.

        • Bruno Alves

          Souza Ramos né… Acredito que fazia parte da adaptação. Visto que era considerado um carro de luxo.

          • Alex BH

            Exatamente, Souza Ramos! Ela competia coma Engerauto, e praticamente eram as únicas pick-ups cabine-dupla da época, de extremo luxo. A do meu pai era SR Deserter 1, com a frente de F-1000 com grade preta (não era a com bizarra frente de Del Rey), saia-e-blusa marrom e dourada, com uma linha vermelha. O interior era de veludo marrom. Era turbo diesel MWM, extremamente econômica e potente. Lembro que a parte de trás, como não tinham 4 portas, era difícil para acessar, mas cabiam 4 adultos tranquilamente! E o sistema de som Bosch com toca-fitas auto-reverse, auxiliado por um equalizador Tojo e módulo de potência? Só quem viveu essa época sabe do que falo…

            • Ernesto

              Nessa época todo mundo queria o Toca-fitas Rio de Janeiro!

  • JFaria

    E esse Gol prata com os faróis e setas cristais (pararelas/xuning) ?? Coisa horrível!
    Sem contar no para-choque sem os faróis de neblina. Poderiam ter colocado apenas fotos dos Gol’s originais.

    • Verdades sobre o mercado

      sem os farois de neblina e com estas setas parece que era uma versão inferior e foi feito um “ãpigreidi”

    • Alex BH

      Que lixo! Repare que as orbitais também são paralelas. Tirem essa foto daí que tá matando a matéria!

      • Orbital gomão, famosa entre os donos de Saveiro e Gol G3…

    • Parece que o estagiário digitou “GOL GTS” no Google images e pegou as primeiras que achou.

      Achou esse aí, com kit farol/pisca “cristal” do mercado livre, kkkkkkkkkkkkkk

  • Verdades sobre o mercado

    Conta-se que quando o Gol GT estava por ser lançado a VW não tinha ainda a solução para que o carro tivesse um desempenho realmente diferenciado, pois o 1.8 “normal” não conferia um desempenho tão superior em relação ao 1.6 e temia-se que o mercado rotulasse o GT como um esportivo “pero no mucho”. Foi então que um engenheiro da VW trouxe da Alemanha em sua bagagem de viagem o comando de válvulas que gerava um maior tempo de abertura das válvulas, e foi a solução para a criação do AP-800S.

    • Edson Fernandes

      Legal essa referencia!

      Me lembro que não tinha muito por onde fugir. Era comando bravo, relação encurtada de marchas e nos modelos carburados, poderia utilizar carburação dupla(que sempre tinha que regular).

      Me deixa triste que nenhum carro atual utilize bancos diferenciados ou ao menos de marcas tradicionais. No muito muda-se padronizaçao para estampar o tipo de produto.

      • Verdades sobre o mercado

        Torçamos para que Polo/Virtus GTS de produção venham com os bancos dianteiros da versão exposta no Salão de SP.

      • Paulo Lustosa

        Os AP são todos carburadores duplos, porém o que diferenciava o AP1800S do AP1800 tradicional era que o AP1800S somente saia com carburador Brosol-Pierburg 2E7, que no início quando foi lançado o Santana, era importado, e depois foi nacionalizado pela Brosol, já os AP1800 comuns inicialmente era apenas com o 2E7, depois saíram também com o Weber 495 TLDZ como uma opção e acabava sendo igual a loteria, exatamente como era nos CHT, que nos E-Max tradicionais, e posteriormente AE-1600 (quando teve a autolatina e os carburadores ganharam segundo estágio a vácuo), podia sair tanto com o Weber 460 quanto com o Solex H30-34 BLFA, enquanto o E-Max Formula somente saia com o Weber 460. A diferença de carburadores no caso dos esportivos contra os tradicionais devido ao cabeçote diferente (apenas no CHT) e o comando mais bravo (no caso dos dois), os gicleurs, agulhas e até difusores e borboletas (no caso do CHT) tinham medidas e calibragens diferentes pra se adequar a cada proposta.

        • Edson Fernandes

          Me lembro que tinha uma briga imensa por conta de ajustes.

          Mas obrigado pela historia e lição sobre eles. E pensar que de gol o mais proximo que cheguei a ter era o GTI…

  • Valdek Waslan

    Parabéns NA pela matéria publicada. Like.
    .
    VAMOS FALAR SÉRIO?
    Eu olho algumas fotos, matérias de carros antigos…
    COMO ERA NO MÍNIMO ESTRANHO O INTERIOR DOS CARROS.
    Gente, eu vejo cada coisa…
    E os volantes?
    Eu vejo cada volante antigo que quando de bom humor eu digo “- Credo!”
    O interior dos carros melhorou muito.
    NÃO ESTOU DIZENDO QUE OS CARROS ERAM FEIOS OU RUINS, NÃO É ISSO, MAS O PAINEL… OS VOLANTES.
    Claro… toda regra tem sua exceção, mas no geral… caramba.
    O bom, velho, renovado e ainda vivo, GOL.

    • Peter Bishop

      Esse antigo dá de 10 a zero aos que vieram entre 1994 e 2015 principalmente no interior

    • MarcioMaster

      Então, tive um carro desses à epoca e recentemente dei uma volta em um GTS, acho que 1991 e pensei, que M.., que troço ruim de dirigir, que motor curto (bom torque, mas não gira), que decepção. Como os carros evoluíram, mesmo os mais singelos 1. nada são melhores.

      • Valdek Waslan

        “MOTORISTICAMENTE” falando (se é que pode se dizer assim), a evolução é enorme…
        Você pega carros antigos com motor 1.6 que hoje é cavalaria e torque de 1.0.
        E aí eu acho engraçado alguns reclamarem dos carros atuais dizendo que os carros antigamente eram mais econômicos, POMBAS É ÓBVIO ISSO!!!
        Eu me lembro até hoje de uma vez assistindo ao Jornal Nacional quando o Cid Moreira chamou atenção para uma matéria: “Apartir de agora, quem estiver dirigindo a 100 e disser que está a 80Km/h vai ser multado…” Isso era para falar dos radares que estavam estreando nas estradas brasileiras.
        Então 80Km/h para a época, era a velocidade máxima. E se você pegar um FUSCA mais antigo, você vê pelo velocímetro a velocidade máxima qual era.
        Enfim…
        Evoluiu… motor e interior.

        • Paulo Lustosa

          A única coisa que o 1.0 aspirado não alcançou de 1.6 antigo refrigerado a água foi o torque, estes, apenas motores 1.3-1.4 conseguiram atingir.

      • Fernando Gabriel

        A verdade verdadeira, sem demagogia ou fanatismo, é que foram bons carros na época deles. Não é possivel de forma racional, comparar com os atuais, que são superiores, sim. Lembrar que este GTS marcou época é louvável, mas, que fique por lá.

      • Paulo Lustosa

        Estranho, pois o AP 1.8S em perfeitas condições gosta muito de girar, digo isso porque já dirigi um Escort XR3 1.8 e uma das coisas que elogio dele é a elasticidade.

        • Valdek Waslan

          Eu acho que toda evolução é válida… Mas eu leio, ouço e vejo algumas críticas que me fazem rir. Por exemplo…
          – Volante – O atuais, alguns são criticados por não serem de couro. Poucos, mas até pouco tempo atrás alguns condenavam volantes por não terem aqueles calombos.
          Aí eu penso no volante da Kombi. Penso nos volantes fininhos do fusca. A buzina era uma aste.
          – Terceiro apoio de cabeça – Aí eu acho engraçado as pessoas fazerem medições, apresentações e falam assim: “- nitidamente aqui atrás somente dois adultos e uma criança!”. Aí critica por não ter o terceiro apoio de cabeça. Ué… mas se for criança precisa? Aí eu lembro dos carros que o encosto do banco era quadrado. Não tinha nenhum apoio de cabeça. Como eu disse, evolução é bem vinda e é item de segurança.
          – Bancos – Já vi algumas análises onde o apresentador diz: “- Eu não achei esse banco confortável”… Aí eu lembro de como era legal sentar em uma Kombi com banco de couro e em cada curva era uma escorregada. Quando criança tudo é diversão.
          – Plástico Duro – “- Não mas o painel é cheio de plastico duro!”. Pô… tem que ver a categoria do carro… os carros antigamente eram assim… O fusca tinha a lataria no painel. A Kombi, idem….
          Enfim….
          Claro que toda evolução é válida.
          É gostoso pegar em um volante macio.
          É importante o terceiro apoio de cabeça e o cinto de três pontas.
          É bom sentar em um banco confortável e bonito
          É legal um painel macio…
          Mas eu só acho engraçado as pessoa condenarem os carros atuais que são mais rápidos, são mais seguros (toda regra tem sua exceção) e não olham para trás.
          Enfim… Mas claro… eu prefiro os atuais.

          • Paulo Lustosa

            Cara, não estou criticando o rapaz que teceu os comentários sobre ter achado o motor do Gol GTS curto, apenas falei que achei estranho ter achado o motor curto, pois passou por minha mão um Escort com o mesmo motor desse Gol, que pela configuração que o Escort tinha, tanto em câmbio quanto em ajuste de ponto, comando mais bravo ainda que o do Gol e sistema de escapamento bem menos restrito, além de coeficiente aerodinâmico que certos veículos de entrada não possuem, e o que eu elogiava muito era o fato do motor ser elástico e ter um desempenho atraente mesmo pros dias atuais, ao contrário do mesmo Escort com motor CHT 1.6, que apesar de uma agilidade incomum em baixa rotação devido ao torque de quase 14kgfm, não gosta de girar alto, principalmente pelo pico dos seus 80 cv ser a 5000 rpm e o motor ser varetado, diferente do AP-1800S, que de fábrica nos Escort XR3 1991 a álcool, que era no caso do que dirigi, tinha 110 cv a 6000 rpm e 16,7 kgfm de torque, exatamente a mesma coisa que um Cobalt atuamente possui, que é o carro que eu possuo hoje, e curiosamente anda mais que o Cobalt e o motor gosta de girar mais que o GM 1.8 do Cobalt, e tem bancos por sinais mais anatômicos e com mais regulagens que o do Cobalt, inclusive com regulagem de apoio lombar, que vejo quase nenhum carro nacional usando.

            • Valdek Waslan

              Não… mas eu nem pensei nisso… Eu só desenvolvi mesmo o tema. Não acho que você tenha criticado e mesmo que tenha feito, qualquer crítica construtiva e educada eu acho que é sempre bem vinda. O que eu escrevi foi mesmo pensando nas criticas que são feitas aos carros de hoje. Valeu, um abraço.

  • Tommy

    O GTi G3 era mais um Gol “de luxo” do que esportivo, era realmente um sleeper, por que a aparência externa era a mesma de um Gol 1.0 16v com opcionais, o público não curtiu, e com Polo e Golf na jogada não fazia mais sentido ter um Gol tão completo, potente e caro. Uma pena, mas o Polo GTS parece ter resgatado essa aura do Gol GT/GTS dos anos 80, ele é uma versão realmente diferenciada mas sem exageros estéticos, só o suficiente pra ser único.

    • Fabão Rocky

      É exatamente isso q eu já falei por aqui. Os esportivos de antigamente eram mais exclusivos. Tinham bancos Recaro e muitos outros detalhes diferenciados das versões comuns. Bom exemplo disso além do Gol é o Astra GSi q n passava de um Astra comum como todos os outros, ao contrário de seu antecessor, o Kadett GSi q era completamente diferente dos outros Kadetts.

  • Fernando Gabriel

    Em 1992, possuir um Gol GTS era das duas uma: Ou estava no caminho certo para chegar a um GTi ou, não deu para chegar a um GTi.

  • Wagner

    Grandes lembranças, só quem foi da época sabe. O ronco do escapamento era inconfundível. Tínhamos um GT 84 de 4 marchas… era divertido .

  • Fernando Souza

    Meu primeiro carro, um 1988, uma máquina que fazia inveja em todo mundo, fiquei com ele até 1994. troquei as rodas depois de um tempo por umas tipo palito, e o cabeçote era rebaixado, não tinha prá ninguém.

  • mjprio

    Taí um carrinho que eu babava nele desde pequeno. Acho que estes modelos me fizeram apaixonados por carros desde os idos de 1986 quando depois de aprender a ler devorava as “4 rodas” e as “Oficinas mecânicas” da vida. Era Gol GT, Fiat 147 Racing,Chevette GP, Monza SR, etc..Tiveram seus dias de glória

    • Ernesto

      Não se esqueça do Passat GTS Pointer!

  • Marcus Vinicius

    Ainda têm o vídeo do Reginaldo de Campinas

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