Governo reduz exigência de economia para 2031 e corta custos das montadoras, com previsão de 4,6% mais combustíveis fósseis

Vista aérea de um complexo de viadutos e rodovias com veículos, árvores e área residencial ao redor.
Complexo viário com intenso fluxo de veículos, em contexto relacionado às novas regras dos EUA para economia de combustível e emissões.

O atual governo americano definiu novas metas de consumo de combustível para 2031, reduzindo o nível de economia em relação às regras estabelecidas na administração anterior dos EUA.

Agora, o Departamento de Trânsito dos EUA determinou que a média a ser atingida em 2031 será de 14,7 km/litro ou 34,9 milhas por galão, o padrão de medição norte-americano.

Esse nível está bem abaixo dos 50,4 milhas por galão (21,4 km por litro) do governo anterior e isso, segundo o Departamento de Trânsito americano representará um aumento nas vendas de carros novos.

O DoT diz que a nova meta reduzirá o custo médio por veículo para os fabricantes em US$ 1.289. No entanto, a medida aumentará os custos de combustível em mais de US$ 1.600 ao longo da vida útil dos carros.

A estimativa do DoT é que o consumo de combustíveis fósseis aumentará em 4,6% até 2050, mesmo que isso signifique maior emissão de poluentes na atmosfera.

Carros menos econômicos tenderão a ser mais simples e mais baratos, pois não terá o “ônus” de um sistema de emissão de poluentes mais eficaz.

Dessa forma, o objetivo do governo é que as vendas de carros novos a gasolina e/ou diesel aumente muito no mercado americano, consumindo assim mais das reservas que o país dispõe para serem queimados.

Além disso, a atual administração da Casa Branca determinou que até 2028, o crédito de emissão de poluentes que as montadoras tradicionais compram de empresas mais eficientes em consumo, acabará.

Esse crédito atualmente beneficia marcas que só vendem carros elétricos, como Tesla e Rivian, liberando assim os fabricantes tradicionais de terem que compensar suas emissões a mais com créditos de outras.

Diante das medidas, as montadoras instaladas nos EUA só tendem a agradecer ao presidente pela ação.

A Alliance for Automotive Innovation, entidade que reúne as Big Three e demais estrangeiras no país, afirmou que o governo “tomou a decisão correta ao alinhar melhor os padrões de economia de combustível com a legislação e as condições atuais do mercado”.

 

 

 

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Escrito por

Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook

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