Grand Vitara: anos, versões, motores, equipamentos (em detalhes)

Grand Vitara: anos, versões, motores, equipamentos (em detalhes)
Suzuki Grand Vitara

O Vitara foi um grande marco na história da Suzuki no mercado mundial e ainda se posiciona como um dos carros mais importantes na gama da marca japonesa.

Conhecido a partir da sua segunda geração como Suzuki Grand Vitara, o utilitário-esportivo foi um dos primeiros modelos da marca para esta categoria a ostentar um interior mais confortável para rodar na cidade – seus antecessores eram focados mais no off road.


Antes do Vitara, a Suzuki oferecia o Samurai, um jipe de porte compactos que foi desenvolvido com base nos “key cars” de até 1,3 metro de largura oferecidos a partir da década de 1950 no Japão.

Por conta disso, o Suzuki Samurai não era lá essas coisas quanto à segurança e capotava muito fácil. Tanto é que, ao ser comercializado pelos EUA, o NHTSA (órgão que regulamenta a segurança de trânsito na terra do Tio Sam) logo barrou as vendas do Samurai por lá.

Essa medida praticamente obrigou a Suzuki a desenvolver um novo jipe que seguisse o padrão de boa parte dos mercados. E então surgiu o Suzuki Vitara, conhecido também como Suzuki Escudo (nome em alusão à moeda portuguesa antes do surgimento do Euro) ou Suzuki Sidekick (para o mercado americano), que foi apresentado mundialmente em julho de 1988.

Ao todo, o Suzuki Vitara conta com quatro gerações já comercializadas pela marca asiática. A atual e quarta geração do utilitário-esportivo foi lançado no fim de 2014, sendo introduzido no Brasil em meados de 2016.

Por outro lado, a segunda e terceira gerações do Suzuki foram batizadas como Grand Vitara, inclusive no mercado nacional.

Suzuki Vitara chega ao Brasil em 1991

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Embora muitos não saibam, a primeira geração do Suzuki Vitara chegou ao mercado brasileiro e foi inclusive um dos primeiros carros importados a chegar ao País após a liberação das importações de automóveis anunciadas pelo governo Collor em maio de 1990. O utilitário-esportivo começou a ser vendido por aqui em setembro de 1991.

A primeira geração do Suzuki Vitara era praticamente um jipe com apelo para o fora-de-estrada, mas com uma série de recursos para possibilitar o rodar na cidade com o mínimo de conforto possível. Tanto é que o jipe de primeira geração conta com carroceria construída sob chassi de longarinas.

Para garantir o conforto aos ocupantes, o novo Vitara estreou com suspensão com molas helicoidais na dianteira e na traseira – os jipes 4×4 anteriores da Suzuki eram dotados de molas de lâmina. Na dianteira, suspensão independente McPherson. Na traseira, suspensão com eixo rígido.

Importado do Japão, o primeiro Vitara foi comercializado nas carrocerias de duas e quatro portas.

A primeira configuração podia ser adquirida no modelo normal fechado com teto rígido e fixo de aço, chamada de Metal Top, ou também numa “conversível”, batizada de Canvas Top, que contava com uma capota de lona que podia ser aberta para tornar a cabine mais arejada. Já o Vitara de quatro portas estava disponível somente no modelo fechado (batizado de Sidekick).

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Esses primeiros modelos eram equipados com um motor 1.6 litro de quatro cilindros a gasolina, com oito válvulas e carburado, capaz de desenvolver 74 cavalos de potência e 12,5 kgfm de torque.

A partir do ano de 1993, o Suzuki Vitara importado do Japão passou a contar com injeção eletrônica multiponto no lugar do carburador convencional. Graças a essa mudança, o modelo de duas portas ficou mais potente, com 80 cavalos. Já o Vitara de quatro portas adotou o 1.6 16V também injetado, mas com 96 cv.

O Suzuki Vitara de primeira geração tinha câmbio manual de cinco marchas para todas as versões, ou a opção de transmissão automática de três velocidades para o Vitara 1.6 8V ou de quatro relações para o Vitara 1.6 16V. A tração era traseira ou 4×4 com reduzida, esta última um opcional.

Um fato curioso é que a Suzuki vendeu também o Suzuki Sidekick, que nada mais era o Vitara em sua versão para o mercado norte-americano, importado, obviamente, dos Estados Unidos. Ele tinha algumas diferenças em relação ao modelo japonês.

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O nome Sidekick foi usado para designar o Vitara na carroceria de quatro portas até o ano de 1995. Após esta data, ele passou a se chamar somente Vitara. Há alguns exemplares raros do Sidekick de duas portas importado pela Suzuki em 1993, com motor 1.6 8V e teto de aço.

Em 1995, a Suzuki trouxe o Sidekick em uma série limitada com teto Canvas Top, carroceria de duas portas, motor 1.6 16V, câmbio com a quinta marcha mais longa e alguns recursos extras, como luzes de direção dianteiras em tom alaranjado e separadas dos faróis e lanternas traseiras com luzes vermelhas.

Ainda no ano de 1995 chegou ao mercado o Suzuki Vitara 2.0 V6, exclusivamente na carroceria de quatro portas. Este modelo tinha um motor de seis cilindros, 24 válvulas e injeção eletrônica, capaz de gerar 136 cavalos de potência e 17,5 kgfm, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas e tração 4×4.

A primeira geração do Suzuki Vitara foi vendida no Brasil até o ano de 1998, quando foi substituída pela segunda geração da linha, agora conhecida como Suzuki Grand Vitara.

Grand Vitara no Brasil em 1998

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A segunda geração do Vitara deu o ar da graça em janeiro de 1998. E foi a partir daí que ele passou a se chamar Suzuki Grand Vitara em diversos mercados, inclusive no Brasil.

O modelo começou a ser vendido em nosso mercado em setembro do mesmo ano e se destacava por ser maior, mais refinado, mais espaçoso, mais potente e também mais caro.

Em comparação com o antigo, o novo Grand Vitara estreou com 16 cm a mais no comprimento, 14,5 cm a mais largura e 5 cm a mais na altura – comparando as configurações de quatro portas. Além disso, o visual do novo SUV era bem mais agradável, com formas mais arredondadas, estepe preso na tampa do porta-malas (esta com abertura lateral), entre outros.

A primeira leva do Suzuki Grand Vitara foi anunciada com motor 2.0 litros 16V a gasolina. Esta unidade, da família J, tem bloco de ferro, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas e correia dentada, capaz de gerar 128 cv e 17,7 kgfm.

Junto a ele, um câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro velocidades e tração traseira ou 4×4 de engate temporário e com reduzida.

Havia também o 1.6 16V a gasolina, este com 94 cavalos de potência e 13,8 kgfm de torque, com câmbio manual de cinco velocidades e tração 4×4.

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A segunda geração do Grand Vitara era importada do Japão. Todavia, a partir de outubro de 2000 a marca passou a traze-lo da Argentina. Com isso, a Suzuki conseguiu “driblar” o aumento da cotação do dólar e também reduzir a carga tributária.

Com a versão argentina, ele estreou outra opção de motorização, a 2.0 litros turbodiesel, com até 110 cavalos e 25,5 kgfm, também com transmissão manual de cinco marchas e sistema de tração 4×4.

Visando fortalecer sua gama de utilitários-esportivos, a Suzuki anunciou a chegada do Grand Vitara XL7, uma versão ainda maior do SUV que se diferenciava pelo interior capaz de acomodar até sete pessoas. Este modelo começou a ser vendido em outubro de 2001.

Com 56 centímetros a mais no comprimento, passando para 4,70 metros, o XL7 oferecia um pequeno banco extra no porta-malas para acomodar duas pessoas a mais. Todavia, o visual deixou a harmonia um pouco de lado em detrimento do maior espaço interno.

Por aqui, o XL7 foi oferecido com um motor V6 de 2.7 litros a gasolina, capaz de render até 173 cavalos de potência e 23,6 kgfm de torque, combinado ao câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro velocidades e tração traseira ou 4×4, esta temporária e com reduzida.

Contudo, no dia 31 de março de 2003 a Suzuki anunciou o encerramento das atividades de importação e distribuição da sua gama de automóveis no Brasil.

Tal medida foi tomada após a desvalorização do real (com a alta do dólar) em 2002 e a dificuldade em manter a competitividade nos preços perante à concorrência.

Grand Vitara: anos, versões, motores, equipamentos (em detalhes)

Apesar disso, o Grand Vitara não foi totalmente descontinuado no Brasil. Os fãs do modelo ficaram amparados pelo Chevrolet Tracker, que nada mais era que o Grand Vitara com a gravatinha dourada da marca norte-americana.

O Tracker começou a ser vendido no Brasil em março de 2001 e contava com um motor 2.0 litros turbodiesel de origem Mazda (com apenas oito válvulas, comando de válvulas simples no cabeçote, injeção eletrônica, bloco de ferro, cabeçote de alumínio, turbocompressor e intercooler), com até 87 cv e 22 kgfm, câmbio manual e tração 4×4.

Tal propulsor, porém, era fraco demais. Ele foi substituído em 2002 por um 2.0 litros turbodiesel de 16 válvulas com duplo comando de válvulas no cabeçote, agora com 108 cv e 25,5 kgfm.

O Chevrolet Tracker permaneceu em linha até outubro de 2004, quando foi descontinuado devido ao dólar caro demais.

Porém, com a baixa na cotação da moeda, o utilitário-esportivo volta a ser vendido, mas agora com um 2.0 16V a gasolina de 128 cv e 17,7 kgfm (o mesmo já usado pelo Suzuki), câmbio manual e tração 4×4. Este modelo foi oferecido até 2009.

Terceira geração do Grand Vitara no Brasil em 2008

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Após um hiato de cinco anos, a Suzuki anunciou o seu retorno no Brasil. Agora aliada ao grupo Souza Ramos, a fabricante de automóveis fez sua reestreia com o lançamento da terceira geração do Grand Vitara em outubro de 2008.

A terceira geração do Grand Vitara chegou por aqui com um atraso de cerca de três anos frente ao mercado asiático. O novo modelo ficou bem maior e mais moderno, agora para brigar com SUVs como Hyundai Tucson, Dodge Journey, Toyota RAV4 e Honda CR-V.

Diferente dos antigos que eram construídos sob chassi, o novo Grand Vitara estreou com uma construção monobloco, como nos carros de passeio convencionais.

Há também o motor em posição longitudinal, diferente dos outros modelos 4×2 da categoria que usam motor transversal.

Ele ficou maior que sua antiga geração, com 4,5 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,69 m de altura e 2,64 m de distância entre-eixos. O porta-malas, por sua vez, tem capacidade para 700 litros, podendo chegar a 2.000 litros com o banco traseiro rebatido.

Importado do Japão, o novo SUV chegou ao Brasil em versão com motor 2.0 16V a gasolina, capaz de gerar 140 cv e 18,7 kgfm, com transmissão manual de cinco marchas ou automática de quatro velocidades e tração 4×4. O preço era de R$ 89.700 para o modelo manual ou R$ 94.700 para a configuração automática.

De série, o Grand Vitara oferecia airbag duplo freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, ar-condicionado automático, volante multifuncional, rodas de liga-leve de 17 polegadas, sistema de som com CD changer para seis discos e MP3 player, computador de bordo com nove funções, direção hidráulica, entre outros. Como opcional, a marca oferecia bancos revestidos em couro por R$ 1.800.

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Todavia, o motor 2.0 litros era insuficiente para empurrar os 1.644 kg do modelo. Tanto é que a Suzuki lançou em abril de 2009 o Grand Vitara V6, para sua posicionar como a versão mais potente do SUV médio. O modelo, também importado, tinha preço inicial de R$ 119.900.

Sob o capô, um motor 3.2 V6 a gasolina, com duplo comando de válvulas, capaz de gerar 232 cv e 29,6 kgfm. Este propulsor trabalha com uma transmissão automática de cinco marchas e tração 4×4.

Para justificar a cifra mais alta, o Suzuki Grand Vitara V6 também era mais equipado, com seis airbags, controle de estabilidade, assistente de partida em rampas, controle de descida, chave presencial Smart Entry System, partida do motor por botão, faróis em xênon com ajuste automático de altura, teto solar elétrico, sistema de som com cinco alto-falantes, bancos em couro, entre outros.

O Grand Vitara V6 foi vendido até fevereiro de 2011.

Para a linha 2013, o Suzuki Grand Vitara recebeu suas primeiras mudanças visuais e novos equipamentos. Com preços entre R$ 72.914 e R$ 90.025, o Grand Vitara 2013 trazia uma grade frontal redesenhada, novos para-choques, rodas de liga-leve com novo desenho e nova opção de cor Bronze.

Já na lista de equipamentos, ganhou como incremento o teto solar (inédito no modelo 2.0) e o sistema Brake Override de freios, que consegue reconhecer quando acelerador e freio são pressionados simultaneamente e elimina a atuação do acelerador para garantir a segurança.

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O motor seguiu o mesmo 2.0 16V de 140 cv, com câmbio automático de quatro marchas, mas agora com a opção de tração 4×2 ou 4×4.

Entre as demais linhas anunciadas até a sua descontinuação no mercado, o Grand Vitara 2015 fez a sua estreia com a nova versão Limited Edition (R$ 96.290), com carroceria na cor bronze e acabamento bege, e também a Special Edition (R$ 95.790), esta sem o estepe pendurado na tampa do porta-malas e com um kit socorro com compressor e borracha líquida para pequenos reparos em caso de furo no pneu.

Já o Grand Vitara 2016 trouxe uma das versões mais exóticas da gama. Batizado de Grand Vitara 4Sport, o modelo era ofertado por R$ 95.990 com câmbio manual e R$ 104.990 com câmbio automático e trazia uma nova suspensão, com molas e amortecedores Ironmann, aumento no vão livre do solo de 5 cm também pneus ATR de uso misto.

Além disso, o Grand Vitara 4Sport tinha pintura grafite nos para-choques, grade frontal, rodas de liga-leve, molduras das caixas de roda, parte inferior das portas laterais e capa dos retrovisores. Um visual bastante peculiar, digamos.

A terceira geração do Suzuki Grand Vitara foi vendida no Brasil até o início de 2017. Ou seja, ele durou cerca de nove anos no mercado nacional. As últimas unidades do carro foram vendidas com preços entre R$ 85.900 e R$ 113.800. Ele saiu de cena para dar lugar ao novo Vitara de quarta geração.

Suzuki Vitara chega à sua quarta geração no Brasil em 2016

A quarta geração do Suzuki Vitara é o atual modelo à venda no Brasil. Ele chegou em 2016 e apresentou um reposicionamento para a linha Vitara. O carro foi rebaixado e agora compete com os crossovers compactos, como Honda HR-V, Nissan Kicks e Hyundai Creta.

Ele é bem menor que o antigo Grand Vitara, com 4,17 metros de comprimento, 1,77 m de largura e 1,61 m de altura, com entre-eixos de 2,5 m. O porta-malas, por sua vez, tem capacidade para 375 litros. Além disso, é menos refinado e espaçoso.

As versões mais acessíveis foram anunciadas com motor 1.6 litro aspirado, capaz de gerar 126 cavalos de potência e 16,7 kgfm de torque, com câmbio manual ou automático.

Grand Vitara: anos, versões, motores, equipamentos (em detalhes)

Já os mais caros usam um inédito 1.4 turbo de 146 cv e 23,5 kgfm, com injeção direta de combustível, sempre com transmissão automática de seis marchas.

Nas duas versões mais caras, o novo Suzuki Vitara oferece a opção de tração All Grip, com quatro modos de condução que alteram a tração de duas para quatro rodas.

Os modelos mais caros ainda são equipados com recursos como central multimídia com tela de 10 polegadas e conexão WiFi, teto solar duplo com abertura panorâmica, sete airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, sensores de luz e chuva, chave presencial, entre outros.

Os preços da atual linha do Suzuki Vitara vão de R$ 114.990 a R$ 165.990.

Galeria de fotos do Suzuki Grand Vitara

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.