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Gurgel SuperCross, um brasileiro bem antes dos aventureiros

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Gurgel SuperCross

No início dos anos 90, a Gurgel despontava no cenário automotivo nacional com proposta de carros nacionais, baratos e econômicos. No entanto, o novo governo Collor mudou as regras do jogo no setor, abrindo as exportações e concedendo isenção de IPI para carros com motor até 1.0 litro.

Apesar da virada de mesa que acabou por prejudicar sua posição no mercado, a Gurgel continuava a evoluir seus produtos derivados do BR-800 (leia a história da Gurgel). Depois do Motomachine, a empresa lançou o Supermini, tido como uma evolução do primeiro modelo 100% nacional.

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Gurgel Supermini, modelo que deu origem ao SuperCross

Logo depois surgiu uma variante aventureira, em uma época que as montadoras ainda não se preocupavam com uma proposta off-road para carros comuns. Mas a Gurgel por tradição tinha as quatro rodas na lama, fruto de gerações do X-12. Assim nasceu o SuperCross.

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Gurgel SuperCross

SuperCross

O protótipo do SuperCross foi apresentado no Salão do Automóvel de 1992, sendo exposto em versões civil (pintura amarela) e militar (pintura verde). A carroceria era mais longa que a do Supermini e tinha vigias laterais também maiores. A traseira era mais truncada, enquanto a suspensão era elevada.

A Gurgel ainda dotou o SuperCross com pneus de uso off-road 175 SR13 e rodas de aço exclusivas. Protetores laterais pretos e frisos decorativos se destacavam, assim como o estepe na traseira. Havia também um rack de aço no teto. Medindo 3,19 m de comprimento, 1,52 de largura, 1,50 de altura e 2,00 de entre-eixos, o aventureiro nacional pesava somente 738 kg.

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Gurgel SuperCross

Com carroceria feita de plásticos especiais e estrutura de aço tubular, o Gurgel SuperCross tinha suspensão independente na dianteira e eixo rígido na traseira. O motor boxer era o Enertron com 792 cm3, que entregava 36 cv e 5.500 rpm e 6,6 kgfm a 2.500 rpm.

O câmbio manual tinha quatro marchas e a tração era traseira, mas havia a opção da caixa de mudanças “Dual Track”, que permitia duas marchas reduzidas para uso no fora de estrada. O Gurgel SuperCross tinha 40 litros no tanque e altura livre do solo de 175 mm. A capacidade de carga alcançava 350 kg, podendo levar quatro pessoas e pouca bagagem.

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Gurgel SuperCross

Fim

Com a grave crise que se instalou na Gurgel, que não obteve empréstimos junto ao governo e teve o Projeto Delta ignorado pelos governos estaduais de São Paulo e Ceará, a empresa não pôde colocar o SuperCross em produção seriada, tendo seu fim declarado com a falência do fabricante em 1994.

A carroceria do SuperCross, no entanto, chegou a ser usada no modelo Supermini SLX. O modelo era considerado uma perua, assim como o aventureiro. Esta também não sobreviveu ao fim da Gurgel.

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Gurgel Supermini SLX

Pouco tempo depois, outra perua feita no país ganharia destaque no fora de estrada, a Fiat Palio Adventure. Daí em diante, os fabricantes instalados no país buscaram investir no segmento, que existe até hoje. Mas, antes de toda essa onda de carros enfeitados, o Gurgel SuperCross já apontava o futuro.

Agradecimentos ao Lucas Farias.





  • Pedro

    Êhhh… Seria muito legal se o Brasil participasse de maneira ativa no mundo automotivo. Já pensou numa montadora puramente brasileira? Maravilhoso. Mas infelizmente, nesse Brasil de hoje, é meio complicado de se pensar nisso.

  • Mumm Rá

    João Augusto Conrado do Amaral Gurgel: Descanse em paz onde estiver

    • Pacheco

      O cara derrotado pelo Governo que não quis ajuda-lo.

      • Clovislauro

        Até concordo que ele não teve o apoio governamental necessário, mas também acho que mesmo com dinheiro não teria como sobreviver aos avanços tecnológicos sem apoio de outras montadoras. Diz que em 90, a Suzuki se interessou pela Gurgel, pois estavam procurando um fabricante local de carros pequenos para fazer parceria e começar sua operação no Brasil, até mesmo montando carros. Dizem que o Sr. Gurgel não quis nem conversar, que ele não iria se entregar a uma montadora grande. Uma pena! Mas também entendo que logo não sobraria muito dos projetos do Gurgel, isso deve ter deixado o homem bem preocupado, pois ele amava seus carros.

        • Pacheco

          Ele precisava de tecnologia. Muito dinheiro para investir em projetos de ponta e mao de obra pra desenvolver. Todos os carros precisariam sair de linha e recomecar a desenvolver.

        • Gurgelando

          Das presepadas do Collor essa foi a pior. Matar uma das iniciativas empresariais/criativas mais fantásticas já tidas no Brasil. Deixar a Suzuki assumir seria igualmente matar a empresa. A Gurgel e a genialidade de seu criador ficaram apenas para a história :(

        • Tosoobservando

          Se fosse em outro país, com certeza, ainda existiria e seria uma VW ou Renault da vida. Ninguem cria tecnologia sozinho, depende das universidades de ponta, de apoio dos governos (vivem mexendo no cambio ou criando algum tipo de barreira para os de fora) etc.. Nao conheço nenhum projeto grande de montadora que nao teve isso, mesmo em países bem capitalistas. O problema é que o Brasil nao tem nada disso, tecnologia aqui so se for pra urnas eletronicas (ah esqueci, nem isso, elas vem de uma empresa venezuelana) kkk

      • Zé Mundico

        Nem tanto. O Gurgel foi derrotado por ele mesmo.

        • ObservadorCWB

          Explica ? Meu pedido é sincero, não consigo ver onde o cara erou. Era um visionário, talvez deslocado no tempo.

          • Zé Mundico

            Voce falou a palavra certa: visionário.

            • Mumm Rá

              Mundico ser visionário é justamente o que trouxe nosso avanço tecnológico em várias áreas

              Além disso Elon Musk também é um visionário

              Ele seria um derrotado por ele mesmo caso a Tesla não desse certo ?

              • Zé Mundico

                Olha, esse assunto é muito longo prá debater aqui, mas o Gurgel era um visionário inflexível e teimoso, radical mesmo. Empresário nenhum vai prá frente dessa maneira, não querendo ver a realidade do mercado e se isolando no seu radicalismo. O Gurgel teve propostas de parceria da Suzuki mas veio com aquele papo de “não me vendo prá ninguém”, “sou independente” e outras baboseiras da auto-suficiencia. Não adianta o cara ser visionário se não mantem uma relação saudável com a realidade e com a viabilidade prática do negócio que ele quer levar para a frente. O Gurgel apostou que poderia fazer tudo sozinho e perdeu.

                • Mumm Rá

                  Sim concordo que esse assunto é extenso portanto vou apenas fazer algumas considerações e encerrar esse diálogo contigo ( Não estou o criticando porque eu entendo e até aceito algumas idéias )

                  ” Empresário nenhum vai prá frente dessa maneira, não querendo ver a realidade do mercado e se isolando no seu radicalismo. ”

                  ” Não adianta o cara ser visionário se não mantem uma relação saudável com a realidade e com a viabilidade prática do negócio que ele quer levar para a frente ”

                  Eu acho que isso ás vezes se chama coragem ou vanguarda empresarial ( se depender da indústria do petróleo todos aqueles que se arriscam em fontes energéticas alternativas ao petróleo serão taxados de radicais ) além disso muitos grandes negócios e empresas surgiram justamente por causa desse radicalismo além de que a ” evolução ” do empreendorismo em forma geral é em função destas radicalizações ( o sujeito teima em tentar seu negócio mesmo que para os outros ou mercado não seja tão favorável )

                  ” O Gurgel teve propostas de parceria da Suzuki mas veio com aquele papo de “não me vendo prá ninguém”, “sou independente” e outras baboseiras da auto-suficiencia ”

                  ” O Gurgel apostou que poderia fazer tudo sozinho e perdeu. ”

                  A Suzuki somente não foi vendida de forma completa por causa da teimosia da família dona desta empresa automobilística ( pelo que sei e posso estar enganado )

                  A questão de ser independente ou ” baboseira ” de auto-suficiência talvez seja em função da perda de poder de decisão acarretando consequencias não desejáveis

                  Como exemplo a dona GM que quando mal saiu da crise vem com ” um papo de comprar ” a Tesla

                  O próprio Elon Musk declarou que se sua empresa fosse vendida faria questão de que na cláusula do contrato de venda para GM esta deveria continuar o desenvolvimento de carros elétricos ( já é sabido embora muitas vezes dito como ” teoria conspiratória ” a GM já sabotou outros projetos de carro elétrico )

                  Talvez esse fosse o medo do João Augusto Conrado do Amaral Gurgel: ao ceder poder de decisão ou permitir participaçao de outras empresas na Gurgel suas idéias ou projetos ficariam em segundo plano ou seriam descartáveis

                  Além disso ela poderia ter recebido ajuda do governo ( não estou falando de benefícios exclusivos ou mamata como o governo faz com as quatro grandes exploradoras automobilísticas ) porque como exemplo a Hyundai/Kia somente existe porque teve ajuda do governo coreano além do que existe muita indústria automobilística ( mas muita mesmo ) que recebe ajuda direta e indireta do governo ( até mesmo nos páises ditos como Capitalistas )

                • Tosoobservando

                  Henry Ford, mesmo quase falindo a Ford duas vezes por ser teimoso (nao queria variar os modelos, nem mesmo a pintura, na epoca do Ford T), foi pra frente. Ah esqueci, a Ford é americana…

                  • Zé Mundico

                    Na boa, mas não adianta ficar comparando pessoas, fatos e épocas diferentes. É outra conjuntura e outras consequencias que não podem ser compararadas.

                    • Tosoobservando

                      Digo o mesmo!

      • jkpops

        Não apenas ele mas também Nelson Fernandes o dono da IBAP e Criador do democrata que seria um sucesso se não fosse a pilantragem da revista 4 rodas juntamente com as montadoras já existentes aqui e o Governo militar e o Jean Pierre Marie Chambrin um engenheiro mecânico francês que se dedicou e conseguiu fazer com que um corcel 1 e um caminhão Dodge andassem com 50% de água e 50% de alcool e o governo deu fim às patentes lacrou a oficina e deu fim a matou chambrin que morreu misteriosamente…. esse é o nosso país de merda se bem que um projeto revolucionário assim poderia gerar até um guerra…

        • Jad Bal Ja

          Dois mitos Gurgel e IBAP nenhum dos dois tinha tecnologia ou capacidade construtiva para se tornar grandes fabricantes. Os carros da Gurgel eram gambiarras e, geral e o IBAP era uma lenda. Não é possível fabricar carros em fibra de vidro em larga escala a preço competitivo.

          • Tosoobservando

            Não é possivel aqui na bananalandia, mas em outros países tem varias marcas surgindo com propostas distintas que vingam. Alias isso que vc fala varias pessoas devem falar da Tesla atualmente, e o kra ta mostrando o contrario!

      • ObservadorCWB

        Brasil é o país que mata o contribuinte. Querem implantar um socialismo onde tudo é de todos…mas que falta papel higiênico.

      • Diogo

        Isso é conversa. O Gurgel foi altamente beneficiado pelos governos militares, que compravam frotas de X-12 para equipar as forças armadas e furgões G-800 para a Eletrobras (Itaipu) e teve várias vantagens fiscais. O IPI reduzido para carros abaixo de 1.0 foi por causa dele. E esse número foi proposital por causa do motor 1050 da Fiat. O que ele não contava era a redução do deslocamento do motor Fiasa.
        Ele faliu pela teimosia. Adotava soluções inovadoras por um lado e ficava preso a soluções antiquadas por outro. Era contra motores a álcool, uso de injeção eletrônica, parceria com fabricantes internacionais, entre outras coisas.
        Realmente foi traído por alguns governantes, mas chorou muito no colo do governo ao invés de andar sozinho.

        O povo reclama da “força” que o governo atual dá para a Friboi, mas a Gurgel fazia quase a mesma coisa nos anos 70 e 80. Era uma outra Friboi, mas sem a corrupção. Dois pesos e duas medidas?

  • leandro

    Nisso temos q agradecer o Collor, já pensou minis carroças dessas com motor de 36 cv trancando as nossas congestionadas ruas

    • Tosca16

      Já pensou se tivéssemos uma industria automobilística nacional forte para concorrer com as multinacionais ? Sério, era um compacto urbano, desempenho aceitável para época e com economia de combustível…

      • Aires Jone

        Gostei da sua maneira de pensar. É sempre bom valorizar produtos nacionais!!! Muita pena que não deu certo este projecto.

      • Tosoobservando

        Seriamos hoje tipo um Japão, so isso! Sem mais..

    • Pacheco

      Na época estava no mesmo nivel da concorrencia. Foi em 91 q ele perdeu mercado.

      Se tivesse recebido incentivos e ajuda do governo, hoje poderia ser uma grande montadora, presente em varios paises e desenvolvendo veiculos de qualidade.

      • Tosca16

        Ele não olha o peso total do veículo, como se muito carro da época tivesse esse desempenho todo …

        • Pacheco

          Exatamente… na epoca esse carro atendia as necessidades. Não eram os motores de hoje e muito menos a construção, aerodinamica e ruas de hoje.

          Meu pai conta de um tempo que colocar 80km/h na Anchieta com o Fusca era adrenalina pura. Uma vez chegou a 120km/h e achou que o carro ia explodir e morrer.

          Nem mesmo os Dodge, Opala, Maverick e Landau andavam nessa velocidade.

          Hoje qualquer carro 1.0 da 130km/h facil, faz curvas com segurança e freia bem.

          • Tosca16

            Sim sim, bom, outros tempos … hoje eu posso montar protótipo com motor de uma moto 250cc e ter relativamente o mesmo ou até melhor desempenho que este motor da Gurgel, o que não quer dizer que eram ruins nem fracos, só que a tecnologia evoluiu… já me deparei com alguns Gurgeis mexidos, bom, o motorzinho tem suas limitações mas é bastante elástico .

            • Pacheco

              Era uma outra epoca da industria. Quem aqui não lembra dos Puma, o Miura e tantas outras empresas que fabricavam veiculos com chassi dos VW.

              O Puma GTB 2 era o sonho de consumo do meu pai. O 4.1 do Opala. Parece um furacão, mas ele não andava mais q um Compacto 1.4 atual.

              • Tosca16

                E beberão kkkkkk … Eu gostava muito dos PUMA GTB, mas meu coração sempre foi do Maveko, FORD é FORD como já diziam … E se duvidar o Gol GT 1.8 andava mais que o GTB 4.1 (originalmente falando); veja aqui dados de uma revista: ” Volkswagen investiu forte no mais apetitoso 1.8 8V refrigerado a água. Equipado com o comando de válvulas mais brabo do Golf GTi europeu, o motor rendia bons 99 cv de potência e 14,9 kgfm de torque. Graças ao peso relativamente baixo de 930 kg, o GT arrancava até os 100 km/h em 9,7 segundos e encostava nos 180 km/h”

                • Pacheco

                  Pois é… o Maverick GT V8 tinha motor pra roncar e acelerar, mas na primeira curva ele sofreeeeee… kkkkk

                  O Gol GT realmente era top na epoca. O GTi 2.0 8V quadradinho foi uma revolução.

                  Temos que lembrar que tinha muito carro com motor V8, pesado e grande que tinha freios a tambor nas 4 rodas.

                  E uma epoca que o servofreio era opcional ou inexistente em certos modelos.

          • Daniel dos Santos

            Dodge, Maverick nao andavam nesta velocidade?

            • Tosca16

              Ele exagerou mas quis dizer com segurança e tal …

            • Pacheco

              Andava 20 min assim e fervia. E nao freava rapido.

              Meu pai teve um Opala 4.1 e um Charger (acho q era Charger) V8 e conta q fervia facil e só parava com oração. Kkkkk

          • DiMais

            motores 1.0 da época estavam na faixa de 45cv/50cv, então sendo um 800cm³ com 36cv não estava fora da realidade.

            • Pacheco

              E era um dois cilindros a ar. Imagino esse cara com grana e tecnologia.

              • DiMais

                e hoje a Fiat tem seu moderno e premiado 0.9 Twin Air (na Europa), alguém lembra do Gurgel e suas ideias ‘malucas’?

              • Daniel

                Correção: 2 cilindros refrigerados a agua!
                Bloco de aluminio-silicio levissimo.
                O que estrangulava o motor era o unico carburador longe dos cabeçotes… tinha um prototipo com 2 carburadores e envenenado que fazia bonito.
                Tem um cara que instalou injeção multiponto num Enertron… diz ele que o resultado é muito desempenho e 22km/l no etanol! (E, não duvido disso)

                • Pacheco

                  Eu tinha lido que era o motor do Fusca cortado no meio… a ar. Bom saber q era a água.

                  • Jackson

                    Também pensei que o motor fosse a ar, mas video do Tosca16 aparece uma luz espia de termômetro de água.

                  • Daniel

                    muita gente acha isso… compartilha algumas peças como pistão e bielas… mas, o motor é mais que isso. O sistema de ignição também é bem peculiar, sem distribuidor. O motor foi bastante elogiado na época, até pela Porsche!

                    • Pacheco

                      Eu li uma vez q ele não tinha correia de comando. Alternador e bomba d’água era ligado direto ao motor.

                    • Daniel

                      Os primeirissimos realmente não tinha. Mas isso gerava um problema, em marcha lenta ele não conseguia carregar a bateria, ele teve que fazer um recall e colocar correia na relação 2:1. O meu é o numero 347 e já veio com a correia.
                      veja a diferença nas fotos abaixo

                  • Tosca16

                    Quem ia usar os motores da Gurgel era a Kahena, famosa por ser concorrente da Amazonas com as 1600cc mecânica VW; pena que antes de mandar os motores a Gurgel faliu… tentaram mandar para a China mas até hoje não fabricaram os motores de 800cc . Tentaram até fazer um protótipo mas não foi para a frente …

          • Jad Bal Ja

            Desculpe mas os carros da Gurgel nunca atendeu as “necessidades” se comparado com o que o mercado oferecia. O BR-800 e seus derivados eram carros toscos, com soluções técnicas beirando a gambiarra pura e que chamais atingiriam capacidade de produção em larga escala.

            • Edson Fernandes

              Por acaso esse metodo de construção dos carros da gurgel prometiam naquela epoca leveza e, muito desempenho, economia sem exatamente um motor “enorme” né?

              O Gurgel era turrão, esse era o problema. Qualquer coisa que insinuasse “parceria” era um insulto para ele, portanto, muitas vezes a marca “morreu” por culpa dele.

              Mas saiba que o mercado em 1991 não tinha a estrutura que o Gurgel oferecia. Essa “gambiarra” era mais segura que projetos “de renome” tipo o Gol. Lembrando que não era incomum nessa epoca o Gol com motor Ap600 trincar o tunel podendo gerar sérios problemas na estrutura do carro.

              • Jad Bal Ja

                Desculpe mas o método de construção não tinha nada de revolucionário ou econômico. O BR-800 custava caro para fabricar, fibra de vidro não se presta para produção em larga escala pois sua produção é basicamente artesanal e tem baixa precisão.

                E de que adiantava a carroceria ter baixo peso se o carro tinha que carregar um pesadíssimo eixo cardã (que era do Chevette) num carro que não fazia nenhum sentido ter tração traseira?

                • Edson Fernandes

                  Se observar mesmo assim nao perdia tanto e era mais economicos que os demais carros “mil”. Veja que mesmo assim ele conseguia considerando powertrain, algo dificil até para os dias de hoje.

      • Tosca16

        Se fosse assim, 10 a 0 no design do UP . Fico imaginando como seria um BR800 2016.

        • Marcos Souza

          Bem melhor que o up

        • Pacheco

          Isso foi baseado no 500 né?

          • Tosca16

            Baseado ou não ficaria bastante bonito …

        • invalid_pilot

          VW Up! é igual o Curinthia : Ame-o ou Odeie-o

          Tudo é comparado a ele kkkkk

          • Bruce Wayne

            Isso na cabeça de fanboys VW que acham que a VW inventou a roda e quase tudo.

            • Tosca16

              isso é verdade, tudo é colocado como design referência e ergonomia …

            • invalid_pilot

              Olha ai a polemica kkkk

      • leandro

        Mesmo em 91 não acredito que estava no nível da concorrência, já tinha uno, Monza, gol, etc bem consolidados e muito mais modernos, até mesmo o fusquinha q era o pai desses Gurgels já estava aposentado e o motor boxer restrito as kombis mas já 1600 com carburador duplo chegando nos 65 cv.
        Vejo muito saudosismo, isso é bom, mas de todas as nacionais só a Agrale resistiu ao tempo e resistiu por mérito dela, todas outras tiveram suas chances e vingar só dependiam delas.

        • Tosca16

          São propostas distintas, como carro urbano ele estava bem a frente de sua época; o que limitou muito ele foi o fator preço com a isenção dada aos 1.0 pelo governo posteriormente, e como até hoje o brasileiro não sabe distinguir muito bem a proposta bem, sabe qual foi a escolha dos consumidores . Atrelado a isso vem o preconceito com o produto nacional, como de praxe sempre foi; a Agrale sofre isso até hoje com os caminhões, mesmo usando motor Cummins e câmbio Eaton, imagina só …

          • Jad Bal Ja

            Existiam carros urbanos muito melhores no resto do mundo. O Uno por exemplo era de 83! E o Gurgel pagava menos IPI que os outros 1.0. O governo triou uma taxa de IPI para carro de menos de 800 cm³ a qual só o Gurgel atendia. Todo mundo esqueceu disso. Não adianta era um carro tosco, um projeto totalmente ultrapassado.

        • Tosca16

          Voltando a falar da Agrale, a cabine dos caminhões Agrale é uma das melhores do mercado, sendo que foi aprovada em testes de colisão; além do mais a estrutura tubular é exemplo em segurança, dada as proporções da mesma. Resultado: Até hoje o consumidor tem preconceito com a cabine de fibra e por isso a Agrale teve que investir numa cabine menor, de aço, só para agradar os consumidores, um total retrocesso da montadora com esta tal família A de caminhões .

          • Tosca16

            Sem dúvidas a cabine antiga que ainda continua na gama de produtos é bastante superior, quero ver as vendas agora, já que era exigência do consumidor uma cabine mais simples e de aço como tanto queriam …

        • Pacheco

          Ate por que ela foca num segmento diferente.
          E mesmo assim sofre bem.

      • Daniel

        Na verdade o Gurgel nunca perdeu mercado… ele nem dava conta de produzir o que vendia! Até hoje teve quem não recebeu os Gurgel que comprou…
        O problema é que ele tomou uma baita rasteira dos Governadores Ciro Gomes e Fleury que não honraram com a promessa de emprestimo para a compra de maquinario para produção das caixas de cambio. Isso, e os altos investimentos para o Delta e a fabrica no Ceara, acabaram quebrando a empresa. Nunca foi problema com os carros ou não vender…

      • Jad Bal Ja

        O Gurgel nunca esteve no mesmo nível da concorrência. Isso é ufanismo. Seus carros eram uma grande gambiarra. O Gurgel ate tinha algumas boas ideias, mas era teimoso e não tinha nem tecnologia nem capacidade de produção. Eu cheguei a ver um SuperCross ao vivo na época que ele veio a Brasília, tinha todos os defeitos do Supermini. Simplesmente um carro tosco. Sem falar que é impossível ter uma produção em larga escala com carros de fibra de vidro.

    • J_Eduardo

      Na Europa nesta mesma época a Fiat e várias outras empresas faziam carros pequenos e ainda havia modelos 4×4 menores que o Fiat UNO. Na França até hoje existe um mercado especial de micro carros. E isso para não dizer que poderíamos ter tido outras vantagens como mais avanços nos veículos feitos pelas estrangeiras, um mercado com clientes mais maduros, pois mais concorrência, tendo um cara como O gurgell nele faria o mercado crescer e amadurecer e possivelmente hoje teríamos uma empresa veiculos nacionais tal como China, Índia, Rússia e vários outros países em desenvolvimentos possuem e nós não….

      • Tosca16

        Recentemente aqui teve uma matéria de uma fabricante iraniana, só como exemplo …

        • J_Eduardo

          No programa do Joias sobre Rodas eles transformaram um PANDA 4×4 para uma versão mais radical de uso 4×4 que ficou bem legal. No programa tb disseram que em muitos hotéis dos Alpes e cidades do interior da Itália eles ainda usam o carrinho dos anos 90 pela sua versatilidade…

          • Guilherme Eduardo

            Eu vi esse programa! Ficou legal mesmo!

          • invalid_pilot

            Existe Panda 4×4 novo ainda na Europa justamente pra esse público que mora fora de grandes centros e as vezes precisa encarar neve e etc

          • Jackson

            Morei na Itália e Panda lá é um ícone. Melhor 4×4 para enfrentar a neve nas estreitas estradas e ruas italianas

      • Jackson

        A cruz que carregamos são os governos, independente de partido.

    • Marcos Souza

      Esse motor era o que ele tinha disponível pra colocar no carro. Se o carro fosse lançado hoje com um motor de 750cc de moto e esse peso, ele ia deixar muito carro 1.0 comendo poeira.

    • Daniel

      Amigo, já dirigiu um Gurgel. um Gurgel original, não esses fuçados e detonados por vários “professores pardais”?

      Em casa temos um BR 800 89 todo original, nosso desde novo! Dentro da proposta dele de carro urbano pratico e econômico não tinha pra ninguém! 17-18km/l na cidade e 22-25,5km/l na estrada!
      estacionar é facílimo. O carro é ágil.. os números não empolgam… mas, lembre-se que o carro é levíssimo! no caso do meu, são 650Kg!
      Meu BR tem 32cv… na epoca, os 1.0 tinham 40cv, mas pesavam 200Kg a mais.
      Esses 32/36 cv são com um unico carburador, se a gurgel tivesse continuado, logico que estaria com injeção multiponto e outras tecnologias. Teve até um prototipo do Enertron “envenenado” com trabalho nos cabeçotes, maior taxa e dupla carburação… segundo relato de um dos pilotos de teste, a 190km/h perderam o vidro traseiro e qse perderam o controle… segundo ele, ainda dava pra ir mais um pouco…

      Agora, sobre trancar rua… dai que vc se engana… E muito! o carrinho se mexe qse como uma moto no transito congestionado. Muitas vezes meu pai deixava a Caravan em casa pra ir de Gurgel pra encarar o transito!

      • Pacheco

        Por isso q eu acho que hoje em dia a Gurgel poderia ser uma das grandes.

  • Tosca16

    Depois falam mal da Gurgel; muito afrente de sua época, por isso que não obteve o sucesso que poderia ter tido… Eu fico sinceramente observando, como é que o governo traz o Fusca de volta ao mercado e não isentivou a fabricação dos BR 800 e SuperMini.

    • Pacheco

      Interesses politicos amigo… não tenha duvidas disso.

      A Gurgel poderia ser grande hoje.

      • Tosca16

        Eu não tenho nada contra o Fusca, elogio sua história e tenho colegas até do Clube do Fusca mas sinceramente nem eles conseguem me explicar o que leva uma pessoa, para não dizer algo pior, trazer de volta na década de 90; um carro que tinha sim suas qualidades mas totalmente enxertado numa época onde o mesmo não mais fazia sentido de existir, totalmente na contramão do mercado.

        • DiMais

          lobby meu caro

          • Tosca16

            Sinceramente não acredito que um jovem compraria um FUSCA 0km, nem para ser o seu primeiro carro nos anos 90; um adulto que já possuiu o modelo tudo bem, mas de resto não, preferiria um Uno .

            • DiMais

              “1993, por sugestão do então presidente Itamar Franco a empresa voltou a fabricar o modelo, apelidado popularmente de Fusca do Itamar. Itamar queria a fabricação de carros populares (compactos) e sugeriu que o Brasil precisava de um carro como o Fusca. Foi aprovada então a Lei do carro popular, que previa isenções de impostos para os carros com motor 1.0 e também para os que tivessem com refrigeração a ar, sendo assim o Fusca e a Kombi, embora tivessem motores de 1.6l, foram incluídos.” – abriram uma brecha na lei apenas para incluir Fusca e Kombi (os únicos beneficiados com motorização acima de 1.0)

              • Tosca16

                Que sinceramente foi uma aberração; o BR800 e Supermini atenderiam bem mais que o Fusca, além de serem nacionais de fato …
                Sério, tinha algo melhor para atender as grandes cidades ? Compacto, simples e eficiente, era bastante econômico para os padrões da época, até hoje tem donos dizendo fazer entorno dos 20km/h de gasolina .

                • pedro rt

                  acho q a melhor maneira de enfrentar a crise daquela epoca nao era ter voltado a fabricar nem fusca nem ter falido a gurgel, ele merecia receber investimento do governo pra fzer carros melhores, todos os modelos eram confiaveis mas muito ruim de acabamento, e qualidade

                  • Pacheco

                    Pior que ja tentaram retomar a empresa com dinheiro do BNDES e nada.

                    • Victor Hugo

                      Claro que não. Emprestaram para a pobre VW.

              • Jackson

                Politicagem e interesses pessoais do Itamar. Duvido que ele como presidente aceitaria se deslocar por Brasília em um Fusca. No mínimo tinha um Diplomata, Monza, Santana para levar ele nos deslocamentos diários.

            • pedro rt

              quem era jovem nessa epoca preferia uno e gol, minha prima msm era jovem nessa epoca “eu era criança e me lembro disso” e comprou seu 1° carro, um gol 1000 por 5mil reais um 0km na epoca… mas em 94 a historia mudou, todo mundo q era jovem corria atras do corsa…

              • T1000

                me lembro do gol 1000 0km na faixa dos 8~9k. O 0km inclusive era vendido com ágio, de forma que um usado era o preço de um 0km na tabela. Como opções tinha o chevette, escort, o uno e o fusca. Ter um corsa wind, era fila de espera de 60 dias, e um mega ágio. Fusca e gurgel eram carros que ninguém queria ou de gente com muito pouco dinheiro.

        • Jackson

          Aos 18 anos quando tirei a carta, fiz com um Fiat 147, bah que carrinho. Bueno, um dia sem Fiat me deram o Fusca. Que desgraça, não conseguia estacionar aquele ovo, não conseguia calcular as laterais e a traseira, péssima visibilidade. Naquele dia, o instrutor desistiu de baliza e ficamos somente dirigindo pelas ruas. Falei para ele, se tiver novamente Fusca, não faço aula.

  • DiMais

    ainda hoje seria tão moderno quanto Kwid e Mobi.

  • R1 – o comentário nº1

    O visual dele é bem contemporâneo, o problema era a carroceria torta por causa da fibra. Podemos considerar o Suzuki Jimny seu sucessor.

    • Pacheco

      Considero esse o Sucessor do Niva.

  • Zé Mundico

    Além da qualidade discutível , a Gurgel não tinha escala de fabricação suficiente para abastecer o mercado. Mesmo com a produção a todo vapor, a Gurgel não agregava valor aos seus carros, pois os motores eram da VW ,bem como muitas peças da suspensão e transmissão. Claro que foi louvável a iniciativa do Gurgel, mas aqueles carros quadrados feitos de fibra nunca iriam fazer frente a VW, Ford,GM e Fiat .
    E até onde eu lembro, o Itamar não era tão bôbo de colocar dinheiro público na mão do Gurgel, ainda mais depois da presepada que o Collor tinha feito. Seria muito risco para pouca vantagem.

  • André Martani

    …pois é, hoje vemos o Smart, Mini Cooper e o 500, como carros de nicho, caros e pra poucos.
    Impressionante a falta de apoio que Amaral Gurgel teve do nosso governo. Vejo neste caso uma historia quase idêntica a do Tucker, infelizmente.

  • Minerius Valioso

    Sem endossar o nacionalismo ilusório do carro nacional, faço algumas críticas.

    Fora os jipes com a mecânica VW, nunca trocaria um Uno Mille ou um Escort Hobby por qualquer modelo de entrada de passeio da marca, que insistiu em conceitos ultrapassados em um mercado recém-aberto às importações.

    E falo mais: nenhum tipo de empresa merece subsídio do governo. Grande ou pequena. Ninguém é obrigado à financiar uma empresa que não gosta.

    Os empreendedores brasileiros têm que seguir o exemplo de personalidades como Soichiro Honda (ou André Lefèbvre), que seguiu seu projeto de vida sem desistir dos seus sonhos, sem ser teimoso em usar conceitos velhos, de fato inovando.

    • invalid_pilot

      Concordo com seu comentário

      Esses carros de fibra da Gurgel foram sucesso nos 70, começo dos 80 (quando nosso mercado era fechado e precário), nos 90 já eram ultrapassados (se hoje reclamamos de Palio Fire, não acho louvavel enaltecer esses carros de fibra)
      Empresa faliu porque não se modernizou e insistiu nesse tipo de carro, aposto que se ela existisse hoje venderia qualquer projeto chinês com nome Gurgel

      • Pacheco

        O design e as limitações dos projetos eram enormes mesmo. Mas ele realmente era inovador. Não se esqueça que a Gurgel ja testava veiculos elétricos no Brasil.

        • Jad Bal Ja

          Nem isso tem nada de inovador, carros elétricos já existiam antes mesmo dos carros a explosão. É fácil fazer um carro elétrico, o difícil é fazer baterias que durem. Gurgel simplesmente pegou um motor elétrico e ligou em umas baterias, pouco mais que um carrinho de golfe.

    • Daniel

      “nenhum tipo de empresa merece subsídio do governo. Grande ou pequena. Ninguém é obrigado à financiar uma empresa que não gosta.”

      Já viu qtos milhoes, VW, Ford, Fiat, GM, e cia pegam por ano no BNDES?
      A Gurgel não teve essa “mão na roda”

      • Eduardo

        Isso não quer dizer que elas merecem… Afinal, nós emprestamos dinheiro a elas e o que recebemos em troca? Carros “meia-boca” e caríssimos.

        • Daniel

          “Fundado em 1952, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e, hoje, o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira.

          Para isso, apoia empreendedores de todos os portes, inclusive pessoas físicas, na realização de seus planos de modernização, de expansão e na concretização de novos negócios, tendo sempre em vista o potencial de geração de empregos, renda e de inclusão social para o País.

          Por ser uma empresa pública e não um banco comercial, o BNDES avalia a concessão do apoio com foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. Incentivar a inovação, o desenvolvimento regional e o desenvolvimento socioambiental são prioridades para a instituição.

          Os instrumentos de apoio financeiro incluem o financiamento; a concessão de recursos não reembolsáveis a projetos de caráter social, cultural e tecnológico; e instrumentos de renda variável. Saiba mais sobre os produtos e linhas de apoio financeiro.

          O BNDES oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, assim como linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano.

          Em situações de crise, o Banco também tem fundamental atuação anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia. O BNDES está presente para apoiar o crescimento do País onde é necessário.”

          Lendo isso, faz mais sentido o BNDES financiando uma Gurgel do que financiando uma VW. Inclusive com “concessão de recursos não reembolsáveis a projetos de caráter […] tecnológico”

      • Minerius Valioso

        Sim, e isso prova o parasitismo que as corporações praticam aqui no Brasil. BNDES é uma estatal que financia máfias corporativistas e ainda inflaciona a moeda.

        • Tosoobservando

          Isso ocorre so no Brasil?

          • Minerius Valioso

            Nos EUA ocorre algo parecido, mas o nível deles não é igual os daqui não.

  • Tosoobservando

    Na China esta Gurgel teria sido capitaneada pelo Estado e hoje estaria com parceiras a rodo e fabricando minivans, suvs, etc..
    Todo governo tem esse dilema, investir em tecnologia propria ou comprar pronto dos estrangeiros, imagina se os coreanos pensassem assim, hoje nao teria Samsung, LG, Hyundai, Kia (ficariam comprando so produtores japoneses). E olha que a Coreia ficou um bom tempo com restrições importações, pra que eles conseguissem a sua propria industria, mas investindo em tecnologia propria, educaçãoe tc.. tanto que a Hyundai nem motor fazia no inicio, usava Mitsubishi. Hoje a Hyundai é maior que a Mit kkkk

  • Daniel

    Só uma correção. A Gurgel surgiu na decada de 60. E o BR 800 surgiu no final de 88. Em 7/9/87 os prototipos (então como 280M) foram apresentados no desfile da independência.

  • Ricardo

    Como sempre, faltou apoio e investimento em pesquisa nacional pelo nosso governo!

  • Ailton Maschio Gomes

    Penso que se a gurgel tivesse tido incentivo, como tem as estrangeiras e não precisava ser na casa de bilhões, hoje poderíamos ter uma grande montadora nacional. Mas imagina por baixo dos panos, quanta propina não rolou para dificultarem a vida da gurgel!

    • Kid Nero

      Olha, sabendo como funcionam as coisas no nosso país, graças a deus que o governo não colocou dinheiro público na Gurgel, pois senão teríamos hoje mais uma estatal deficitária fabricando carros ultrapassados e servindo de cabide de empregos para os companheiros fazerem a festa com pixuleco. Esse nacionalismo boboca e ufanista de chiqueiro é que está levando o povo para o buraco. Infelizmente, saiu mais barato a Gurgel ter quebrado do que ser mais um ralo do nosso dinheiro.

      • Alligator

        240 milhões de divida foi o rombo da Gurgel

      • Tosoobservando

        Mas nao é isso que acontece com as montadoras que fabricam aqui, parceiras do governo (BNDEs que o diga)????

  • Gian

    Propositalmente ou não, a pessoa que desenhou o primeiro Crossfox se inspirou no Gurgel SuperCross.
    Cores, pneu na tampa, bagageiro no teto e até o nome.

    Mesmo que seja uma inspiração inconsciente.

    • Daniel

      E esse aqui:

  • Senhora Liberdade

    o problema da gurgel é nao ter se adaptado a nova realidade que o mercado automotivo enfrentava na epoca

    • Alligator

      Qual realidade, ter sido enganado pelos governadores do Ceará e São Paulo, ou ter se ferrado com a nova alíquota de veículos 1.0, ou ainda se quebrado pela liberação dos importados resultando na chegada de Ladas por preços muito próximos aos seus veículos, sem falar também da greve dos fiscais da receita federal que barrou as importações de caixas de câmbio provenientes da Argentina

      • Senhora Liberdade

        Se ela realmente desejava manter se no mercado, iria mudar seu modelo de negocio para sobreviver. Nao é obrigação de governo nenhum manter empresas que caem na bancarrota

        • Tosoobservando

          Fale isso para o governo americano, que salvou a GM, a Ford, e a Chrysler, com polpudos emprestimos, para que eles nao ficassem sem montadora nacional. Ou para os europeus que estao socorrendo suas principais montadoras nessa crise atual do dieselgate e outras… Não vou falar da Coreia que fechou o mercado por decadas para que Hyundai, Kia, Asia, Daewoo motors etc.. melhorassem, como o Japão manipula o cambio para que os japoneses so comprem carros nacionais, ou como a China vem fazendo obrigando as multinacionais a fazer joint-ventures com marcas locais pra tocar tecnologia. É parece que o mundo todo sabe a receita, menos o Breijl..

  • Jackson

    Eta carrinho que andava, mantinha os 77 < 80 numa boa.

    • Tosca16

      Sim sim, muito tranquilo e sereno. É só saber dosar o pé, ter cuidado e não abusar demais .

      • Pacheco

        Rodando legal hein. E deve estar bem cuidado.

    • Daniel

      cara, tenho que achar um video quando levamos o carro pra Curitiba… meu pai subindo a serra a 90km/h pedindo passagem pra carro novo, eu acompanhando atras e minha irma filmando… hehehe

  • Victor Hugo

    E esse velocímetro digital?

    • Tosca16

      Tecnologia meu caro kkkkk; pelo que diz o proprietário é pressão do óleo, temperatura e conta-giros …

      • Victor Hugo

        Sem falar dos elétricos que o Gurgel estava desenvolvendo. Pode ser aí o boicote que ele recebeu, devido ameaça à Petrobras.

        • Tosca16

          Não podemos esquecer que o Gurgel foi obrigado a abandonar o carro elétrico e era ferrenho opositor ao pro-álcool !

  • Victor Hugo

    Nessa época nos tínhamos o incrível fusca. Se for ver esses carros eram mais tecnológicos, já que buscavam o que busvamos hoje, economia, ergonomia no trânsito, agilidade…

    • Tosca16

      Eu digo, tínhamos o UP já na década de 90 …

      • Daniel

        bem isso. Tenho vontade de comprar um up pra fazer companhia pro meu BR 800! :)

        • Tosca16

          São dois carros iguais na proposta, só que com a diferença tecnológica de anos de diferença …

          • Daniel

            Sim, isso que é o legal, mais de 20 anos de diferença e o mesmo conceito. Até esteticamente eles se lembram…

  • Daniel

    o carrinho anda direitinho!

  • Daniel

    Um detalhe legal do Supercross é que ele tinha 5 vidros eletricos. Os das portas dianteiras, os laterais traseiros e o vidro traseiro. Baixando todos ele virava um carro estilo “safari”
    Só não tinha o parabrisas rebativel como do MotoMachine

  • jkpops

    A toyota sim quis se associar à gurgel mas o dono da gurgel no meu ver deu um vacilo poderia ter feito um contrato de xclusidade na produção dos veiculos toyota e tambem da distribuição de peças seilá tambem se os japas aceitariam mas talvez hj teriamos uma montadora nacional na ativa pois na época a toyota só tinha o nicho da bandeirante não vendia seus carros por aqui …

  • Rude Voleur

    Duas décadas depois ainda continua mais bonito que o Etios Cross :x

  • Victor Hugo

    Sem contar que o Sr. Gurgel já trabalhava em carros elétricos naquela época.

  • Retrato do Papai

    parece até que o carro tem controle de cruzeiro, fica estável nos 77~79km/h… nos carros mais modernos é complicado manter uma velocidade assim sem o sobe-desce, qualquer toque no acelerador faz o carro ganhar velocidade (imagina quem tem que andar a 50 km/h nas marginais de sp)

  • Tosoobservando

    A Fordo precisou sim, foi a unica que nao teve suas ações e seu controle adquirido pelo governo para salva-la. Mas pegou emprestimos sim, dos Eua e Canada.

    • Senhora Liberdade

      Mas o próprio governo dos EUA e o problematizador da crise 2008, essas multinacionais estavam sempre de mãos dadas com o establishment. E voce esta desviando o assunto que a Gurgel, um assunto interno do brasil, o certo e toda empresa se esforçar para não depender de governo algum, e ir contra o corporativismo.

      • Tosoobservando

        Estou falando do que países serios fazem pra ter industria nessa area, coisa que o Brasil nao faz e alias prefere ficar dependente de multinacional. Pq sera que nos rankings os países mais ricos sao exatamente aqueles que tem industria automotiva?



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