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Harvard: pesquisadores desenvolvem pneu que se autorrepara

pneu-sulco Harvard: pesquisadores desenvolvem pneu que se autorrepara

O mercado mundial de pneus pode ter uma reviravolta interessante nos próximos anos. Imagine um pneu que sofre um rasco enorme ou um furo dos grandes em sua banda de rodagem. Agora, pense como seria legal se ele pudesse resolver a situação por conta própria. Para muitos, a resposta parcial ao problema seria o chamado Run Flat, que permite ao veículo se apoiar sem pressão sobre os ombros do pneu, garantindo a manutenção da rodagem de forma segura.



Mas, pesquisadores da Universidade de Harvard desenvolveram algo que vai muito além. Trata-se de um novo tipo de borracha que se autorrepara. Com este material, um pneu poderia inflar-se novamente e recompor totalmente a banda de rodagem sem qualquer concerto e sem deixar marcas na superfície de contato.

Ao contrário de outros materiais regenerativos, essa tecnologia de Harvard não necessita de água para fazer o processo. Um pneu normal tem borracha composta por polímeros conectados uns aos outros através de ligações covalentes permanentes, que não se comunicam novamente uns com os outros após a ligação ser quebrada, no caso um furo na estrutura do pneu.

Mas, nesse novo tipo de borracha, existe uma ligação covalente reversa após essa quebra, fazendo com que os polímeros se juntem novamente, sendo ligados por uma corda molecular, segundo a empresa. Assim, um prego ou qualquer material com capacidade de furar, não estaria avariando a borracha, mas atravessando livremente sua estrutura molecular que, após a saída do metal, se recomporia sem deixar vestígios da passagem do corpo estranho.

Dessa forma, um pneu poderia recompor sua banda de rodagem ao passar por buracos e estilhaços metálicos que por ventura provocassem danos ao material rodante. Ele simplesmente voltaria a sua forma original e devidamente calibrado. Agora, a tecnologia passa por processo de patenteamento e logo mais deverá ser oferecida aos fabricantes de veículos.

O invento em Harvard é só mais um entre vários experimentos que andam sendo feitos por lá com ou sem parceria dos fabricantes de automóveis. Um deles busca ver além da coluna A, sendo uma tecnologia em desenvolvido conjunto com a Toyota. Outra pesquisa da famosa universidade americana tem relação com a empresa Waymo, divisão de automação da Alphabet, grupo controlador do Google.

Nesse caso, os pesquisadores trabalham em um capô deformável para carros autônomos, uma medida de proteção extra para pedestres. No entanto, este é bem mais sofisticado que as peças feitas em material deformável encontradas no mercado, que ainda podem contar com airbags externos para proteção da cabeça do pedestres, evitando que a mesma bate no para-brisa. O material se deforma automaticamente em instantes antes do impacto completo da vítima, reduzindo assim as lesões.

[Fonte: Actualidad Motor]

 

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