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Hidrogênio ganha novo impulso com mudança de política na China

Hidrogênio ganha novo impulso com mudança de política na China

O governo da China mudou sua política em relação aos carros movidos por hidrogênio e agora dará subsídios para que veículos com células de combustível possam ampliar sua presença nas ruas e estradas do país.


Trata-se de mais um esforço do governo de Pequim para reduzir as emissões de CO2 de origem veicular e promover o uso dessa tecnologia no país. A China quer melhorar a cadeia de suprimentos e ampliar a presença do hidrogênio na indústria local.

Como maior mercado do mundo para veículos eletrificados, embora não seja a região que mais consuma carros elétricos – primazia da Europa, no momento – a China abre com o hidrogênio, uma terceira frente para ajudar na redução da poluição atmosférica, que está em níveis elevados no país.

Hidrogênio ganha novo impulso com mudança de política na China

O impulso do governo tem como objetivo criar uma rede de infraestrutura nacional com postos de reabastecimento e uma logística segura para distribuição do produto, que é feito sob pressurização.

Marcas como Honda e Toyota já anunciaram que pretendem produzir carros com células de combustível no país, apoiando a decisão de Pequim de fomentar esse novo mercado.

A Hyundai é outra que também vai apostar neste novo mercado chinês. Estas três marcas foram as que mais investiram nesse combustível nos últimos anos, embora BMW e Mercedes-Benz tenham tentado seguir nesse mesmo caminho.

Hidrogênio ganha novo impulso com mudança de política na China

Mais recentemente, a Daimler decidiu apostar no hidrogênio para caminhões, seguindo os passos da Nikola. Não se sabe ainda se o programa chinês será abrangente até este setor, contudo, os automóveis poderão acabar recebendo adição de uma ou duas marcas de luxo estrangeiras.

Na própria China, espera-se a entrada de algumas marcas importantes nesse segmento, possivelmente muitas delas sob imposição de Pequim.

Se a demanda realmente aumentar, isso pode atrair outros fabricantes estrangeiros, como a Nikola, por exemplo, embora o mercado de picapes na China não tenha a mesma expressividade do americano.

[Fonte: Reuters]

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

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