Combustíveis Ecologia EUA Tecnologia

Hidrogênio: nova liga de alumínio pode resolver difícil logística do combustível

toyota-mirai-18 Hidrogênio: nova liga de alumínio pode resolver difícil logística do combustível

Embora muitos brasileiros, em especial paulistanos, já tenham andado a bordo de veículos movidos por hidrogênio, talvez a maioria nem se dê conta de como é difícil, caro e perigoso o manuseio desse combustível, que torna sua logística impraticável na maioria dos países. Com exceção do Japão e EUA (Califórnia), carros equipados com células de combustível são extremamente raros por conta da falta de infraestrutura.



O processo de produção, armazenamento, distribuição e abastecimento de hidrogênio no momento não é viável economicamente nem mesmo nos países citados. Sem ajuda dos governos locais, dificilmente os veículos “fuel cell” conseguiriam estar nas ruas, prontos para o consumidor. Hoje, poucas marcas exploram esse nicho de mercado, sendo as japonesas Toyota e Honda com seus Mirai e Clarity, assim como a coreana Hyundai com o Tucson, para citar os mais destacados.

Essa dificuldade com o hidrogênio é refletida na própria indústria automotiva, pois muitos projetos de carros movidos por células de combustível foram colocados de lado em prol do carro elétrico, que praticamente assumiu o título de carro do futuro, até pouco tempo atrás, atribuído ao hidrogênio. Mas, para esses fabricantes que ainda têm esperança nessa fonte alternativa e ecológica em relação ao petróleo, uma luz verde acendeu repentinamente e, o mais interessante, de forma acidental.

Uma nova liga de alumínio mostrou-se muito importante para o hidrogênio como combustível do futuro. Durante um experimento de rotina, Aniti Giri e especialistas do Laboratório de Pesquisas de Aberdeen, no litoral do estado americano de Washington, inseriram água em um novo material de alta resistência. É relatado que em contato com o líquido, o metal começou a borbulhar de forma quase imediata e, em análise rápida, descobriu-se que o gás liberado se tratava de hidrogênio puro.

Normalmente, o alumínio oxida muito rápido e isso impede qualquer outra reação. A reação continuou de forma sustentável durante todo o experimento. Os pesquisadores ficaram surpresos com a descoberta, que pode mudar o destino do combustível no mercado mundial. Isso porque o novo metal surge agora como uma alternativa ao atual complexo armazenamento do combustível para seu uso posterior.

honda-clarity-12 Hidrogênio: nova liga de alumínio pode resolver difícil logística do combustível

Substituindo baterias de lítio

A alta pressurização do hidrogênio líquido é necessária tanto no armazenamento quanto no transporte. Mas, com esse liga de alumínio, as coisas mudam de figura, não só na logística e consequentemente na infraestrutura, mas também a bordo dos carros. Alumínio e água são fáceis de transportar, pois são estáveis e podem ser armazenados em qualquer lugar. Experimentos anteriores já buscavam algo semelhante, mas falharam ao exigir altas temperaturas e seu rendimento ficava abaixo de 50%.

Em processo de patenteamento, a nova liga é composta por grãos finos de alumínio e uma nanoestrutura com outros metais, que obviamente não foram detalhados pelos pesquisadores. Tanto óxido quanto hidróxido de alumínio e hidrogênio puro podem ser produzidos pelo novo metal em reação com a água. Além de obter esses elementos químicos, a liga de alumínio também tem alta densidade energética, conseguindo em menos de 3 minutos quase 100% de eficiência.

Comenta-se que esse novo alumínio permite até a substituição de baterias de lítio, já que sua densidade é superior ao das células atuais de íons de lítio e que pode ser utilizado em qualquer momento, diferentemente dos armazenadores de energia dos carros elétricos atuais, que precisam de horas para serem carregados. O mesmo deve acontecer com os caros e volumosos tanques pressurizados dos carros “fuel cell”, já que o combustível irá diretamente para as células. Além disso, pode-se medir o abastecimento de água, diferentemente do hidrogênio líquido, que é de difícil aferição nas bombas.

Ou seja, basta adicionar água que o carro com “células de alumínio” pode sair rodando imediatamente. As implicações no mercado de carros deverá ser enorme quando o novo metal estiver disponível em escala industrial. Por enquanto, ele aparece como uma promessa muito boa para os defensores do hidrogênio como combustível final. Este, limpo e abundante na natureza, produz eletricidade e água após reação nas células de combustível.

[Fonte: Inovação Tecnológica]

 

 

 

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros por mais de 11 anos. Saiba mais.

Notícias por email

Send this to a friend