
A aparência de Batmóvel em escala reduzida esconde uma máquina elétrica criada para desafiar limites físicos em pistas, rampas e curvas de alta carga.
A McMurtry Automotive apresentou a versão de produção do Spéirling PURE, hipercarro elétrico de 1.352 kg voltado a clientes muito específicos.
O preço parte de US$ 1,3 milhão (R$ 6,8 milhões), cifra alta mesmo para um brinquedo extremo de uso em pista.
Seu maior truque está no sistema de pressão aerodinâmica ativa, capaz de gerar 1.996 kg de carga ao simples toque de um botão.
A McMurtry afirma que o Spéirling pode literalmente andar de cabeça para baixo, graças ao vácuo criado sob a carroceria.

Para transformar o protótipo recordista em produto vendável, a marca aumentou dimensões e fez mudanças importantes no pacote.
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O carro ficou 11% mais longo, 14% mais largo e ganhou entre-eixos 10% maior, abrindo espaço para cabine e bateria ampliadas.
A bateria passou de 60 kWh no protótipo para 100 kWh na versão de produção, mudança essencial para sessões mais longas.
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Spéirling PURE por R$ 6,8 milhões vale pelo downforce com ventoinhas e bateria de 100 kWh?
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Como ocorre em equipes de competição, a McMurtry produzirá um banco sob medida, moldado ao corpo de cada proprietário.
Thomas Yates, cofundador e diretor-gerente da McMurtry, diz que os primeiros compradores com depósito ajudaram a definir a configuração final.
Segundo ele, o retorno desses clientes permitiu transformar um protótipo recordista em um carro de pista extraordinário, utilizável e realmente desejável.
O elemento central continua sendo o Downforce-on-Demand, sistema com duas ventoinhas que sugam o carro contra o solo mesmo parado.
Essas ventoinhas podem girar a até 23.000 rpm, criando um vácuo selado por saias laterais sob o hipercarro.
O resultado é capacidade de suportar 3g em curvas e frenagens, número normalmente associado a protótipos de competição de alto nível.
O som das lâminas lembra uma turbina aeronáutica, e a McMurtry adicionou uma alavanca no volante para controlar a rotação das ventoinhas.
A força gerada pelo sistema se soma aos 1.014 cv entregues por dois motores elétricos, formando um conjunto de aceleração extrema.
Com essa receita, o protótipo do Spéirling já quebrou marcas em eventos famosos, sempre explorando aderência em baixa e média velocidade.
Max Chilton, ex-piloto de Fórmula 1, estabeleceu o recorde da subida de Goodwood em 2022 ao volante do modelo.
Em 2024, ele também superou a marca da subida do Corkscrew em Laguna Seca, reforçando a reputação do projeto.
A ideia de usar ventoinhas para criar aderência remete ao Chaparral 2J de 1970 e ao Brabham BT46B de 1978.
Na Fórmula 1, o conceito apareceu rapidamente antes de ser vetado, mas agora retorna em um produto para clientes de track day.
A versão final também ganhou ventoinhas e saias laterais mais resistentes, pensando em durabilidade durante uso frequente em pista.
As saias podem ser erguidas de forma independente, facilitando a entrada e a saída do carro em reboques.
A recarga da bateria vai de 20% a 95% em 20 minutos, desde que haja temperatura ambiente ideal e carregador adequado.
Para donos preocupados com autonomia em eventos longos, a McMurtry ainda oferece como opcional uma bateria portátil de 100 kWh.
O Spéirling PURE não tenta ser confortável como um supercarro de rua, mas promete ser uma das armas mais radicais para tempo de volta.
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