Honda anuncia fim de motores a combustão em 2040

Honda anuncia fim de motores a combustão em 2040

Em 2040, a fábrica da Honda em Sumaré, interior de São Paulo, não estará mais produzindo motores flex para os modelos de seu portfólio na ocasião. Embora estejamos falando do futuro, essa decisão foi tomada agora.


No Japão, a Honda anunciou esta semana que encerrará a produção de motores a combustão de forma global até 2040. Ou seja, possivelmente, bem antes dessa data, as linhas de motores como L, P e R devem ficar na memória.

Embora seja uma ferrenha defensora da hibridização, a Honda reconhece que a eletrificação é um caminho sem volta e que não dá para seguir sozinha, fazendo seus motores a gasolina ou diesel, por mais eficientes que sejam.

Enquanto outras marcas se preparam para o fim de pistões, bielas, virabrequim e válvulas, a Honda ainda deve abraçar bem seus propulsores até pelo menos meados da próxima década.

Contudo, a marca japonesa busca a neutralidade de carbono até 2050. Nesse caminho, mesmo aqui no Brasil, ela já deu passos importantes antes mesmo de pensar em acabar com o i-VTEC.

As fábricas da Honda no Brasil usam energia de parques eólicos próprios no Sul e Nordeste. Além da sustentabilidade na produção, a empresa terá uma gama de carros elétricos a partir de uma plataforma específica, chamada e:Architecture.

Honda anuncia fim de motores a combustão em 2040

Anunciado por Toshihiro Mibe, CEO da Honda, o novo plano estratégico inicia com a eletrificação do portfólio europeu até o fim de 2022, como a Toyota está fazendo agora. Em 2030, a marca promete 40% das vendas globais, subindo para 80% em 2035 e 100% em 2040.

Nos EUA, a parceria com a GM irá acelerar a eletrificação do portfólio da Honda e Acura, enquanto promete 10 novos carros elétricos para a China até 2026. O e:Prototype é o primeiro dessa leva de produtos próprios, sendo ele uma releitura energizada do Novo HR-V.

Falando no SUV compacto da Honda, o modelo chegará à Europa com propulsor híbrido de 131 cavalos e essa era a expectativa aqui também.

Contudo, o lançamento do Accord e:HEV jogou um balde de água fria em quem esperava pelo crossover híbrido flex. A Honda planeja apenas três modelos híbridos importados para o Brasil.

Espera-se, pelo menos, que ela esteja escondendo o jogo diante da Toyota, mas se não for o caso, será uma decepção realmente. No Brasil, o que se diz atualmente é que o futuro está ligado à hibridização flexível, mas com etanol dominando.

A colocação de data da Honda e de outros fabricantes, já dá uma ideia de quando o brasileiro não poderá mais comprar carro flex zero km.

[Fonte: Autocar]

 

 

 

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.