Honda Biz 100: história, anos, motor, consumo (e detalhes)

Honda Biz 100: história, anos, motor, consumo (e detalhes)

Embora tenha deixado de oferecer um custo benefício atraente há anos, a Honda Biz 100 é uma versão da Honda Biz que segue sendo um fenômeno em vendas no Brasil. É um dos veículos mais vendido por aqui.


Um dos grandes sucessos da linha é a Honda Biz 100/Honda Biz 110i, que se posiciona como o modelo mais em conta da gama.

Por algo em torno de R$ 8 mil, o interessado pode levar para a casa uma motoneta bastante prática e econômica, ideal para o dia a dia. A Honda Biz 100/Honda Biz 110i está presente no Brasil há mais de 20 anos e fez e ainda faz história em nosso mercado.

Veja os principais detalhes das quatro gerações da Biz 100/Biz 110i no Brasil:

Honda Biz 100 – primeira geração

Honda Biz 100: história, anos, motor, consumo (e detalhes)

A primeira geração da Biz 100 foi um grande marco na história da Honda no mercado brasileiro.

Nascia em fevereiro de 1998 uma motoneta que logo ganharia o coração dos consumidores de motocicletas no País, marcando presença em praticamente todas as esquinas.

A Honda C100 Biz chegou para substituir a velha Honda C100 Dream.

A então inédita Honda C100 Biz estreou com a mesma proposta de sua antecessora: ser uma motocicleta prática para o dia a dia e ideal para aqueles que estão iniciando no mundo do motociclismo.

Todavia, ela ganhou um visual bem mais moderno e agradável, com linhas mais arredondadas, além de uma gama de recursos que até então não estavam disponíveis no modelo antigo.

O grande destaque da Biz 100 era e ainda é a facilidade de pilotagem. Na época do seu lançamento, a motoneta foi tratada pelos jornalistas como uma moto ideal para iniciantes.

Tudo isso por causa do câmbio de quatro velocidades semiautomático, que dispensa o acionamento da embreagem para efetuar as trocas de marcha – aliás, não há nem o manete de embreagem no punho esquerdo.

Para completar o conjunto, o modelo de entrada da Honda conta com uma posição de pilotagem ideal, com banco largo e guidão mais elevado, permitindo uma posição do condutor como se ele estivesse sentado e não “montado”.

Trata-se de uma das principais características de uma CUB (sigla referente à “Cheap Urban Bike”, ou “moto urbana barata”).

Um recurso de grande destaque presente não só no primeiro modelo, como também nas outras gerações da Biz, é o espaçoso compartimento sob o banco.

Sabe aquela situação incômoda de ter que carregar sacolas, mais o capacete, por todos os lados? No caso da motoneta da Honda, você consegue acomodar o capacete e pequenos objetos no compartimento embaixo do banco, que consegue levar até 10 kg de carga.

O motor é bastante compacto e econômico, capaz de entregar uma dose de potência e de torque ideal para os grandes centros.

Trata-se de um OHC (Over Head Camshaft), monocilíndrico, com comando de válvulas no cabeçote, arrefecimento a ar e de quatro tempos, movido somente a gasolina. Ele consegue gerar até 7,6 cavalos de potência, a 8.600 rpm, e 0,8 kgfm de torque, a 6.000 rpm.

Honda Biz 100: história, anos, motor, consumo (e detalhes)

Junto a este propulsor está um câmbio semiautomático e rotativo de quatro marchas, com embreagem automática. A transmissão permite passar direto da quarta marcha para o neutro com a moto parada.

O conjunto inclui ainda transmissão final por corrente e bateria selada.

Ainda no conjunto mecânico, há suspensão dianteira com garfo telescópico e suspensão traseira com dois amortecedores e freios a tambor nas duas rodas. As rodas são raiadas, de 17 polegadas na frente e 14 polegadas atrás,

Em seu lançamento, a Honda Biz 100 foi oferecida na versão de entrada, com partida a pedal, e na topo de linha ES, que se diferenciava pela partida elétrica e também a partida a pedal.

Logo em seguida, a marca passou a ofertar a Biz 100+, que tinha como base a Biz ES, mas com rodas de liga-leve de três raios, escudo em tonalidade exclusiva e banco com revestimento diferenciado.

Quando foi lançada, em 1998, a Biz 100 partia de R$ 2.199. Esta cifra era inferior a da antiga Honda C 100 Dream, que saiu de linha por R$ 2.539. Ela podia ser encontrada nas cores amarelo, vermelho e dois tons de azul.

Porém, quando saiu de linha, no ano de 2005, a Honda C100 Biz tinha preço de R$ 3.499 para o modelo Biz básica com partida a pedal, R$ 3.928 na Biz ES com partida elétrica e R$ 4.351 na Biz+ com rodas de alumínio.

A primeira geração da Honda Biz 100 foi descontinuada em 2005, para dar lugar à segunda geração da CUB.

A nova Honda Biz 125, como o próprio nome indica, abandonou o motor 100 cc para adotar um 125 cc, também monocilíndrico, mas agora com 9,1 cv e 1,06 kgfm. A novidade chegou em agosto daquele ano por a partir de R$ 4.796.

Honda Biz – segunda geração

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Como mencionado no parágrafo acima, a Honda Biz de segunda geração estreou como um projeto totalmente novo em relação ao primeiro modelo da CUB.

A motoneta foi totalmente reformulada e, entre as principais novidades, abandonou o motor de 100 cilindradas para adotar um 125 cc.

O novo modelo chegou ao mercado brasileiro em agosto de 2005. O motor passou a ser um 124,9 cm³, com até 9,1 cavalos de potência, a 7.000 rpm, e 1,06 kgfm de torque, a 4.000 rpm.

Ou seja, um ganho de até 34% em relação ao antigo 100 cc. A transmissão seguiu com quatro marchas, rotativa, com embreagem centrífuga.

A Honda anunciou a nova Biz 125 com preço inicial de R$ 4.796 na versão KS com partida a pedal e R$ 5.455 no modelo ES com partida elétrica.

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Em fevereiro de 2006, foi a vez da Honda Biz 125+, dotada de pintura exclusiva, rodas de liga-leve em alumínio com seis raios, freio a disco dianteiro, partida elétrica, painel de instrumentos exclusivo com hodômetro e indicador do nível de combustível num display digital, entre outros.

Ela custava R$ 6.070.

Uma das principais mudanças sofridas pela Honda Biz 125 de segunda geração foi a adoção do sistema de injeção eletrônica de combustível, sendo a primeira motocicleta de baixa cilindrada a contar com tal tecnologia.

Ela chegou em setembro de 2008 para atender o Promot 3.

Além disso, a Honda Biz adotou retoques no visual, com um escudo frontal mais largo, afora um banco mais confortável, pedal do câmbio renovado e mais prático e novas opções de cores. Os preços variavam entre R$ 5.147 e R$ 6.480.

Honda Biz 100 e Biz 110i – terceira geração

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A terceira geração da Honda Biz deu o ar da graça no início de 2011. Porém, como em time que está ganhando não se mexe, a marca lançou a nova CUB também só com motor 125 cc.

Uma das grandes novidades foi a adoção do sistema flex no conjunto mecânico, além do visual totalmente renovado.

Pouco mais de um ano depois, em julho de 2012, a Honda resolveu relançar a Biz 100. O modelo seguia o mesmo padrão da Biz 125, se diferenciando com o motor de 100 cc herdado da irmã menor Pop 100.

Ela chegou nas versões KS e ES, com preços de R$ 4.710 e R$ 5.290, respectivamente, nas cores preto, vermelho e rosa metálico.

A Biz 100 é equipada com um motor OHC, monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a ar, de 97,1 cc. Ele desenvolve 6,43 cavalos de potência, a 7.000 rpm, e 0,71 kgfm de torque, a 4.000 rpm.

A taxa de compressão é de 8,8:1 e a relação diâmetro x curso do pistão é de 50 x 49,5 mm.

Um dos principais pecados do modelo, porém, é a ausência da injeção eletrônica, com alimentação feita por carburador com venturi de 15,9 mm de diâmetro. Ela também não traz a tecnologia bicombustível.

O conjunto inclui ainda catalisador para reduzir a emissão de gases poluentes. O câmbio é um semiautomático de quatro marchas com embreagem do tipo centrífuga e multidisco banhada em óleo.

Durante os testes, a Honda Biz 100 foi capaz de entregar consumo médio de cerca de 40 km/l.

Ou seja, com o pequeno tanque de combustível com capacidade para 5,5 litros, a Biz mais “fraca” consegue entregar autonomia de mais de 200 km.

A respeito do visual, a Biz 100 se diferencia da Biz 125 de terceira geração pelos piscas dianteiros e traseiros com lentes na cor âmbar, enquanto que a motoneta com motor maior e mais potente tem lentes brancas.

Além disso, o motor e os logotipos da Biz 100 são totalmente pretos.

Há também outras diferenças, como o painel de instrumentos que vai até 100 km/h e tem grafismo branco (enquanto o da 125 tem velocidade final de 125 km/h) e um recorte no escudo frontal para acessar o carburador e a torneira da reserva de gasolina da Honda Biz 100.

O conjunto inclui chassi do tipo monobloco construído em tubos de aço, suspensão dianteira com garfo telescópico com 100 mm de curso e suspensão traseira com dois amortecedores e braço oscilante com 86 mm de curso, freio a tambor nas duas rodas (130 mm de diâmetro na frente e 110 mm atrás), roda dianteira de 17 polegadas com pneu 60/100 e roda traseira de 14 polegadas com pneu 80/100 e dispositivo de segurança no miolo da chave (Suttle Key).

Tempos depois, em janeiro de 2016, a Honda Biz 100 saiu de cena para a chegada da Honda Biz 110i. Ainda baseada na terceira geração, a CUB passou a contar com um motor maior e com injeção eletrônica, que foi implementado também na Pop 110i.

A Honda Biz 110i ganhou um propulsor OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar, com 109,1 cm³, capaz de entregar 8,3 cavalos de, a 7.250 rpm, e 0,89 kgfm de torque, a 5.500 rpm.

Atrelado a ele está um câmbio semiautomático rotativo de quatro marchas e com embreagem centrifuga semiautomática.

Ele é abastecido sempre com gasolina e traz o sistema de injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection) da Honda.

Tal propulsor passou a atender as normas da segunda fase do PROMOT 4 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares).

Afora o novo motor, a Biz 110i chegou com outras novidades, como piscas com lente de cristal, compartimento sob o assento mais espaçoso e um painel de instrumentos com novo grafismo, agora com fundo na cor preta.

A Honda Biz 110i estreou em versão única, com partida elétrica de série, nas cores preta e vermelha.

O preço sugerido era de R$ 7.090 – ou seja, mil reais mais cara que a antiga Biz 100 carburada, vendida até então por R$ 6.006. A motoneta tinha garantia de três anos e óleo grátis nas primeiras sete revisões.

Honda Biz 110i – quarta geração

Honda Biz 100: história, anos, motor, consumo (e detalhes)

Eis a atual e quarta geração da Honda Biz 110i. A motoneta vem ficando cada vez mais moderna de geração em geração e ocupa o posto de uma das motocicletas mais vendidas no Brasil.

Se destaca pela praticidade e economia. Porém, já não é tão barata: a atual Biz 110i parte de salgados R$ 7.828, enquanto a Biz 125 (mais potente e completa) chega a R$ 9.686.

A atual versão da Biz 110i foi anunciada em dezembro de 2017 juntamente com a Biz 125.

A nova geração também foi totalmente reformulada, ganhando um visual mais moderno e agressivo, painel de instrumentos digital na versão mais cara, compartimento sob o banco ainda maior e até sistema de freios combinados nas duas versões.

Honda Biz 100: história, anos, motor, consumo (e detalhes)

Um dos destaques da nova Honda Biz 110i é justamente o sistema de freios CBS (Combined Brake System). Com ele, ao acionar o freio traseiro, o dianteiro também entra em ação com até 30% da sua capacidade de frenagem.

Em comparação com a geração anterior, a Biz de quarta geração manteve o chassi tipo monobloco em aço tubular, mas agora com materiais mais rígidos e com novos processos de soldagem.

A suspensão também segue a mesma da anterior, apenas com uma nova calibração no conjunto dianteiro.

Honda Biz 100: história, anos, motor, consumo (e detalhes)

Outra novidade é a extinção do pedal de partida, agora somente elétrico, devido a melhorias no sistema de recarga da bateria.

Porém, isso pode ser um problema caso a bateria arreie, já que a Biz 110i não tem manete de embreagem e você dificilmente conseguirá faze-la pegar “no tranco”.

O motor é o mesmo da geração antiga, monocombustível e com injeção eletrônica de combustível, capaz de gerar até 8,33 cv e 0,89 kgfm, com câmbio de quatro marchas.

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.