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Civic LXR vs Fluence Privilège: escolhendo um sedã médio

Civic LXR vs Fluence Privilège: escolhendo um sedã médio

Iniciando a pesquisa para a sucessora da 206 SW que possuímos, visitei quatro concessionárias a procura de dois carros: o Civic LXR e o Fluence Privilège. Este é um comparativo pessoal, por isso, de início, digo que não agradará a todos. Primeiro, fiz uma comparação dos detalhes técnicos depois compartilhei minhas impressões sobre atendimento, vendas, etc. Vamos aos pontos:


Tamanho

Nesse aspecto, o Fluence leva vantagem em todas as medidas. São 4.620mm contra 4.525mm de comprimento; 2.700mm contra 2.668mm na distância entre-eixos; 1.810mm contra 1.755mm de largura e 1.470mm contra 1.450mm de altura. Conforme a avaliação já feita pelo NA tanto no Civic, quanto no Fluence, pessoas de até 1.80m serão melhor recebidas no francês. O volume do porta-malas é maior também na marca francesa, sendo 530L contra 449L. Ambos porta-malas contam com o “pescoço de ganso”, que ocupam bastante espaço das bagagens.

Civic LXR vs Fluence Privilège: escolhendo um sedã médio


Acabamento

O Civic me surpreendeu negativamente. Entrando no carro, a primeira coisa que percebi foram os encaixes do painel, inclusive o do rádio. Tem-se a impressão de que é um material simples e que poderia ter uma qualidade melhor, tendo em vista o valor do veículo. Todo o painel é de plástico rígido, mas a parte superior das portas é revestida com um plástico macio, de melhor qualidade.

Achei o acabamento da porta do Civic melhor que o do Fluence, principalmente na parte do puxador, o qual fazia barulho quando era puxado, dando a impressão de ser de um plástico bem frágil. No Civic, a alavanca do câmbio podia ter recebido mais atenção por parte dos designers da Honda, pois destoa um pouco com o restante do carro.

Civic LXR vs Fluence Privilège: escolhendo um sedã médio

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Entrando no Fluence, não se percebe os encaixes das peças como no Civic. A parte superior do painel é revestida com um plástico emborrachado e a parte debaixo do painel é separada por uma faixa prata sem brilho, igual a que revestia a base do câmbio na versão 2013 (no 2014 é cromada, ficou horrível!).

O volante tem uma boa pegada e é revestido em couro, assim como no Civic, possuindo regulagens de som, controle de velocidade, telefone, etc. O interior em couro claro também é bem agradável aos olhos nos dois modelos.

Conforto e Conveniência

Tanto no francês, quanto no japonês tem-se regulagem de altura somente do banco do motorista e regulagem de altura e profundidade do volante; todas manuais. Os bancos não “vestem o motorista” como no Fluence GT, mas são bem confortáveis em ambos os carros. Gostei mais dos bancos do Fluence, que são do tipo couro “furadinho”.

No Civic, são do tipo “com rugas” e pode-se sentir a costura dos bancos, que ficam bem no meio das costas. Senti falta também de uma regulagem da lombar no Civic, visto que essa parte era um pouco mais saliente no banco. Ambos os carros possuem vidros elétricos nas quatro portas, com função um toque e anti-esmagamento, acendimento automático dos faróis, velocímetro digital (Fluence 2014 somente), console central com apoio de braço, apoio de braço com porta-copos no banco traseiro, bancos traseiros rebatíveis, abertura do porta-malas e tanque de combustível internas, Bluetooth, entre outros.

Diferenciais do Fluence: retrovisores rebatíveis eletricamente, retrovisores externos convexos, retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva, partida sem chave, chave cartão com interface, GPS integrado no painel, saída de ar-condicionado para os bancos de trás, sensor de ré, abertura suave do porta-luvas, porta-luvas refrigerado, sistema de som 3D Arkamys com 4 alto-falantes e 4 tweeters, limitador de velocidade (p. ex, coloca-se 60km/h no limitador, só vai passar dessa velocidade caso se pise o até o fundo do acelerador, onde há um botão que desativa o limitador) entre outros.

Diferenciais do Civic: câmera de ré integrada na tela de 5’’ ao lado do velocímetro, função econ, chave canivete com interface, apoio de braço deslizável, refletores (de gosto muito duvidoso) no porta-malas, faróis de projetor, sistema de áudio de 4 alto-falantes, paddle-shifters, entre outros.

Desempenho

Ambos os carros são equipados com motores 2 Litros Flex, bem “como o brasileiro gosta”. Em relação ao câmbio, ambos são automáticos, sendo o Civic equipado com uma transmissão de 5 velocidades e o Fluence, com a excelente caixa CVT. Ambas as transmissões são boas, mas seria mais adequado se a Honda equipasse o seu sedã médio com o câmbio de 6 velocidades, pois melhoraria o consumo e o câmbio seria melhor escalonado. Apesar da cavalaria menor, o Fluence se sai melhor por possuir mais torque em rotação mais baixa.

Civic LXR vs Fluence Privilège: escolhendo um sedã médio

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Consumo

Tanto o Civic quanto o Fluence já foram testados pelo Inmetro. Porém, até agora o Fluence só foi testado na versão manual. Apesar disso, sabemos que o consumo com o câmbio CVT é melhor por possuir uma relação de marchas infinitas e trabalhar com uma aceleração contínua. É uma tecnologia que não possui engrenagens, diferentemente de um câmbio automático tradicional.

Civic LXR vs Fluence Privilège: escolhendo um sedã médio

OBS.: A última coluna marca Estrada (E) mas representa o consumo com gasolina, portanto Estrada (G).

Estabilidade

Enquanto o Fluence é mais ajustado para o conforto, o Civic tem uma pegada mais esportiva. Ambos possuem a suspensão firme, sendo mais perceptível no sedã da marca japonesa; não é algo que chega a ser desconfortável. O Fluence está equipado com Pneus Continental 205/55 R17 e eixo de torção na traseira, enquanto o Civic vem com Pneus Bridgestone Turanza 205/55 R16 e multilink.

Civic LXR vs Fluence Privilège: escolhendo um sedã médio

Segurança

Se você tinha alguma dúvida em qual carro escolher, sua dúvida acaba por aqui. Enquanto o Fluence vem de série, em todas as versões, com 6 airbags, o Civic intermediário vem somente com o que a lei manda: airbag duplo e ABS.

Civic LXR vs Fluence Privilège: escolhendo um sedã médio

Vendas e pós-venda

Como disse no início do texto, visitei 4 concessionárias de Porto Alegre, sendo 2 (de 3 disponíveis) da Renault e 2 (de 2 disponíveis) da Honda.

1ª – Renault: Antes de ir, liguei para ver se havia o Fluence Privilège para test-drive. O vendedor confirmou e fomos lá. Analisamos bem o carro, era um Privilège com Pack Premium (Xenon + Teto) na cor “vermelho fogo”, a mais bonita a meu ver. O vendedor estava aparentemente meio nervoso, parecia ser novo na loja. O test-drive foi com percurso estendido, bem justo, podendo analisar bem o comportamento do carro. Na hora de analisar os preços, a surpresa: R$ 83.790 com o Pack Premium era o preço inicial.

Perguntei sobre o preço do site e ele afirmou que era preço sugerido, que não incluía impostos do estado, que seria difícil conseguir aquele preço, etc; aquela história de sempre. Eu queria na cor vermelha, mas as únicas cores disponíveis eram branco e prata. Perguntei sobre a cor e ele disse que não vendia muito, que preto, prata e branco eram melhor de revenda… coisa de vendedor. Agradeci e fui embora. Obs. Em outra ocasião, logo no lançamento, a mesma concessionária já cobrava o preço acima do site. Acredito que essa seja uma forma de perder possíveis clientes que tem o hábito de pesquisar.

2ª – Honda: Saí da Renault pensando “Agora eu entendi porque o Fluence vende tão pouco”, mas chegando na Honda, foi a mesma coisa. A vendedora parecia que estava atendendo por obrigação, fazendo um favor. Esperava bem mais do atendimento. Fizemos o pequeno test-drive, senti o carro e fomos aos preços. R$77.610 era o preço inicial, sendo que naquele dia tinha uma promoção de algumas unidades nas cores preto e prata (sempre!) por R$74.000, apenas R$990 abaixo do valor sugerido do site. Se eu quisesse a cor branca ou cinza, o preço-base era o da concessionária. Agradeci e fui embora.

3ª – Renault: Ainda no mesmo dia, domingo, 17h30min, fui à outra concessionária da Renault, desta vez, fazer o test-drive num Dynamique CVT (mesmo conjunto mecânico do Privilège) e conversar com o vendedor sobre a versão que me interessava. Fizemos o test-drive, percurso tamanho regular e chegando na loja, fomos aos preços. R$74.360 era o preço inicial sem os opcionais, R$78.550 com opcionais, igualzinho ao do site. Falei que queria a cor vermelha, mas o vendedor balançou a cabeça negativamente… Só tinha branco. Perguntei sobre possibilidade de encomenda e me foi dito que a Renault não trabalha sob essa possibilidade e que não haveria previsão de chegada. Perguntei sobre o Fluence GT e ele falou que ainda havia uma unidade 13/13 e que estava com desconto, por R$77.500 na cor “Preto Nacré”, nada de vermelho também. Combinei de fazer um test-drive no outro dia, visto que o carro do test-drive estava na 3ª loja que não cheguei a visitar. No outro dia, fiz o test-drive para tirar a dúvida. Achei o carro espetacular, principalmente pelo câmbio manual e pelo motor, mas ainda é cedo para decidir.

4ª – Honda: Por último, fui em outra concessionária Honda. O atendimento foi regular, fiz o test-drive, novamente no EXR (mesmo conjunto mecânico do LXR) e fomos aos preços. Mesmíssima coisa da outra concessionária: R$77.610 o preço inicial do LXR, mas o vendedor não me informou de promoção alguma. Ele me passou também o valor da versão top, R$89.110, e do modelo de entrada manual e automático, R$68.690 e R$73.110. Agradeci pela atenção e fui embora.

Conclusão

Tendo em vista a lista de equipamentos, o conforto, a economia e principalmente a segurança do Fluence, o Civic já não é mais uma opção. Não vou decidir de imediato a compra do carro, ainda mais por não ter a cor que eu quero. Vou esperar os próximos lançamentos como o Sentra e o Focus (ou quem sabe até o Golf) para tomar uma decisão mais correta.

Não faço questão de câmbio automático, por isso acho que seria interessante a Renault oferecer o Privilège com câmbio manual. Seria interessante, pois não ficaria mais aquele abismo de valores entre a Dynamique CVT e a Privilège CVT. Tendo em vista que a Renault cobra R$5.730 somente pelo câmbio, a Privilège manual custaria R$68.630. O que eu queria mesmo era outra perua, mas como não há opção, um sedã é a melhor escolha.

E você, pegaria qual veículo e por quê?

Por Eduardo Pruvinelli

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