História Honda Motos

Honda Shadow: história, anos, versões, motores, desempenho, detalhes

Honda Shadow: história, anos, versões, motores, desempenho, detalhes
Honda Shadow

A Honda Shadow é, sem dúvidas, uma das motocicletas mais icônicas já comercializadas pela marca japonesa no mercado brasileiro.

Embora tenha sido descontinuada em 2014, o modelo ainda encanta por onde passa e costuma ser uma das pedidas por quem busca por uma custom entre as motos usadas.


Lá fora, a Shadow iniciou a sua história em setembro de 1983. Já no Brasil, a motocicleta teve seus primeiros exemplares importados em meados de 1994.

Mas ela começou a fazer sucesso no ano de 1995, quando a Honda trouxe a Shadow 600. As coisas melhoraram ainda mais em 1997, ano em que a Honda Shadow 600 se tornou uma moto produzida no Brasil.

Boa parte do seu sucesso foi por conta de uma certa escassez de custom mais em conta no País.


Na década de 1990, os amantes de motociclistas estradeiras precisavam desembolsar uma boa grana para levar uma Harley-Davidson para a casa ou se aventurar com a customização de motocicletas como a Honda CB 450, transformando-a em uma custom ou chopper.

A Shadow foi vendida por longos 16 anos ininterruptos no Brasil.

Durante esse longo período, a custom japonesa esteve presente nas concessionárias da Honda na configuração Shadow 600, entre os anos de 1995 e 2005, e também na Shadow 750, que foi lançada no fim de 2005 e descontinuada em 2014.

Pelo menos por enquanto, a Honda segue sem qualquer representante no segmento de custom no Brasil, que conta, por exemplo com a Suzuki Intruder.

Confira abaixo os principais detalhes da trajetória da Honda Shadow em nosso mercado:

Honda Shadow 600 (1995 a 2005)

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Comercializada no mercado brasileiro entre os anos de 1995 e 2005, esta foi a primeira geração de maior sucesso da Honda Shadow no mercado brasileiro.

Isso porque a Shadow VT 600 foi o primeiro modelo de toda a linha da custom a ser nacionalizada, com produção na planta da marca japonesa em Manaus, no estado do Amazonas.

A produção nacional da Shadow 600 teve início no ano de 1997. Naquela época, a motocicleta era comercializada por algo em torno de R$ 12 mil, um preço um tanto quanto salgado levando em consideração o padrão daquele ano.

A situação era pior devido a alta do dólar, o que afetou diretamente o preço final da custom, visto que ela tinha boa parte dos seus componentes importados de outros mercados.

Porém, de 2003 em diante, o preço da Honda Shadow subiu consideravelmente. A motocicleta passou a ser vendida por mais de R$ 20 mil.

Como toda boa custom, a Honda Shadow 600 priorizava o conforto ao rodar, principalmente na condução em estradas. Entre os destaques, a custom japonesa contava com assento largo e macio para o condutor e guidão também largo (com formato no estilo “chifre de boi”), além de pedaleiras posicionadas mais à frente, proporcionando ao piloto uma posição de pilotagem mais confortável e relaxada.

O motor é um quatro tempos, com dois cilindros posicionados em “V” num ângulo de 52º, 583 cc, três válvulas por cilindro, refrigeração líquida, com alimentação por dois carburadores Keihin 34 mm e comando simples no cabeçote.

Ele tinha capacidade para entregar 39 cavalos de potência, a 6.500 rpm, e 4,9 kgfm de torque, a 3.500 rpm. Junto a este propulsor está um câmbio de cinco marchas e transmissão final por corrente.

Tal aparato oferece potência e força suficientes para uma boa condução, levando em consideração que a Shadow pesa cerca de 200 quilos, afora uma autonomia de aproximadamente 200 quilômetros, graças ao consumo de combustível médio de 18 km/l e o tanque capaz de levar 11 litros de combustível.

Em meados de 2003, o motor da Honda Shadow 600 recebeu alguns aprimoramentos para se tornar mais eficiente. Entre eles, a adoção de carburador de corpo único e bomba de combustível a vácuo.

O objetivo foi atender às normas do Programa de Controle da Poluição de Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

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O conjunto incluía ainda suspensão dianteira com garfo telescópico com 41 mm de diâmetro e 145 mm de curso e suspensão traseira monoamortecida com curso de 90 mm e sete ajustes na pré-carga da mola, além de roda de 19 polegadas com pneu 100/90 R19 na frente e de 15 polegadas com pneu 170/80 R15 e freio dianteiro a disco de 296 mm com pinça de dois pistões na dianteira e a tambor na traseira.

Nas dimensões, ela tem 2,35 metros de comprimento, 85 centímetros de largura e 1,12 m de altura, com entre-eixos de 1,60 m, altura do banco de 69 cm e altura mínima em relação ao solo de 14 cm.

Como citamos acima, o peso a seco da Shadow é de 200 kg. A motocicleta usa um chassi tipo berço duplo em tubos de aço.

Quando era comercializada, a Shadow 600 podia receber uma série de acessórios extras oferecidos pela própria Honda.

Entre eles, o suporte do encosto traseiro, encosto traseiro para o garupa, suporte de para-brisa, emblemas dourados, protetor de radiador, para-lama cromado, capa do filtro de ar, placa decorativa no encosto, entre outros.

Não estranhe se você ver por aí alguns exemplares da custom rodando com uma espécie de bolsas laterais, que são chamadas de “alforjes”, produzidos em couro.

Esses alforjes são posicionados nas laterais da Honda, na região do assento do garupa, que possibilita acomodar pequenos objetos durante uma viagem – eliminando a necessidade do uso de uma mochila de costas para o condutor.

Uma das principais concorrentes da Shadow 600 era a Yamaha Virago 535.

Também produzida em solo nacional e de origem japonesa, a custom rival oferece um motor V2 de 535 cc, refrigerado a ar, que neste caso rende 46,2 cv e 4,8 kgfm, com câmbio de cinco velocidades e transmissão final por eixo cardã.

Seu preço era semelhante ao do modelo da Honda.

Honda Shadow 750 (2005 a 2014)

Primeira Shadow 750 em 2005

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Foi em outubro de 2005 que a Honda tirou do mercado a Shadow 600 para lançar a nova geração da custom.

Agora como Honda Shadow 750, a motocicleta estradeira evoluiu em praticamente todos os sentidos e ganhou um visual bem mais sofisticado, além de um motor maior e mais potente e novos recursos.

A Shadow 750 estreou com o conceito de design “Custom Classic”. Ao contrário da geração anterior, que era um misto de custom com chopper, a então nova geração assumia um visual exclusivamente custom.

Ela recebeu formas mais envolventes e uma série de componentes cromados.

Entre os destaques, a nova Shadow trouxe escapamento de grande diâmetro, do tipo 2×1, com componentes cromados. O acabamento cromado está presente também nas carenagens do farol e painel e ainda nos espelhos retrovisores.

Nos demais itens, conjunto óptico dianteiro com farol de refletores multifocais, lentes transparentes e lâmpada halógena 60/55W e traseiro com lanterna e piscas mais realçados.

Fora isso, o novo modelo da Honda ganhou para-lamas dianteiro e traseiro bem mais proeminentes, em especial o traseiro, que avança mais em direção ao chão.

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Como complemento, a Shadow 750 ganhou um velocímetro posicionado em cima do tanque de combustível (de 14,3 litros), de forma a não atrapalhar a visão do motociclista.

Ele tem outros recursos como hodômetro de cristal líquido com dois trips, além luzes indicadoras de farol alto, neutro, piscas, pressão do óleo e temperatura do líquido de arrefecimento.

O motor da Shadow 750 é um OHC (Over Head Camshaft), com comando de válvulas no cabeçote, de 745 cm³, dois cilindros em “V”, quatro tempos, três válvulas e duas velas por cilindro e arrefecimento a líquido.

Ele rende 45,8 cv, a 5.500 rpm, e 6,42 kgfm, a 3.000 rpm. Ou seja, a moto ficou bem mais potente e “torcuda”.

Este propulsor oferece ainda carburador a vácuo, do tipo VE-Type e diâmetro de Venturi 31,3 mm, sistema de ignição transistorizada e radiador em alumínio.

Ele trabalha em conjunto com um câmbio de cinco marchas e transmissão final por eixo cardã (antes a moto tinha transmissão por corrente), que garante uma melhor distribuição de potência, menos ruído e vibrações e menos manutenção.

A Shadow 750 recebeu também um novo chassi do tipo berço duplo de aço, além de suspensão traseira duplo-amortecida com cinco posições de ajuste da tensão da mola.

As suspensões, inclusive, ganharam capa protetora cromada na dianteira e traseira.

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Ela é equipada também com a chave de ignição HISS, tradicional entre os modelos mais caros da Honda, que é dotada de um chip que possibilita à motocicleta detectar que aquela chave é a certa – assim como nos carros.

Nas dimensões, ela tem 2,5 metros de comprimento, 94,2 centímetros de largura, 1,09 m de altura e 1,63 m de entre-eixos, com altura do assento de 66 cm e distância mínima do solo de 13 cm.

A Honda ficou mais pesada, passando para 239 kg a seco.

Ainda em comparação com a sua antiga geração, a Honda Shadow 750 ganhou em conforto, devido à nova posição de pilotagem, e também em potência, visto que o motor maior entrega números superiores e ainda trabalha de forma linear e entrega uma boa dose de torque em baixas e médias rotações (dispensando trocas constantes de marcha).

Estes reajustes foram muito bem-vindos para a Shadow, já que o piloto deste tipo de motocicleta não prioriza tanto o desempenho, mas sim o prazer de pilotagem.

Por outro lado, a Shadow não é uma moto muito indicada para o dia a dia, visto que ela esquenta consideravelmente e, por ser baixa, tem o guidão na mesma altura dos retrovisores da maioria dos carros (o que pode implicar no trânsito).

Em 2005, a Shadow 750 foi anunciada por R$ 29.980. Ela concorria com a Yamaha Dragstar 650, com motor de 40 cv e 5,2 kgfm, que custava R$ 25 mil.

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Shadow 750 ganha injeção eletrônica em 2008

Até então carburada, a Honda Shadow passou a contar com injeção eletrônica de combustível PGM-FI em maio de 2008, como novidade para a linha 2009.

Tal novidade foi introduzida para atender às normas da terceira frase do Promot.

Com as alterações, a Honda precisou promover ainda outras mudanças no sistema de escape da custom.

A saída de gases, que antes era única, foi duplicada para acomodar os sensores de oxigênio que monitoram a combustão dos dois cilindros de forma individual.

Entretanto, o motor de 745 cilindradas seguiu gerando 45,5 cv e 6,5 kgfm.

A motocicleta ganhou também novos pedais de câmbio e de freio, pedaleiras com base de alumínio em formato de plataforma (para acomodar os pés do piloto como um todo) e um novo cluster na mesa do guidão que exibe as indicações de farol alto, piscas e de reserva de combustível.

No visual, a Shadow ganhou emblemas tribais no para-lama dianteiro e no tanque de combustível.

A Shadow 750 na cor cinza metálico ganhou um estilo “retro-cruiser”, com grafismos com emblema 3D cromado nos para-malas. Já a Shadow 750 azul metálica adotou grafismos em formato de chama no para-lama dianteiro e tanque.

A Shadow 750 2009 foi anunciada por R$ 29.890.

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Shadow 750 2011 com novo visual e freios C-ABS

A última grande mudança sofrida pela Honda Shadow no mercado brasileiro foi na linha 2011, anunciada pela Honda em janeiro de 2011.

Uma das principais alterações da moto foi a adoção de um visual mais clássico, inspirado nas motos de estilo chopper, resgatando parte das linhas da antiga Shadow 600.

Na realidade, o que a Honda fez foi somente mudar a versão da Shadow vendida por aqui. Antes, a Shadow 750 era comercializada e produzida localmente na versão “Aero”, com visual mais custom.

Em 2011, passou a ser oferecida na configuração “Spirit”, mais chopper. Ambos os modelos eram vendidos simultaneamente nos Estados Unidos, juntamente com outras duas variantes.

Tal medida foi tomada pela Honda como forma de tentar reanimar as vendas da Shadow por aqui.

O modelo Shadow 750 inicial não vendeu tão bem por conta do visual carregado demais e a pilotagem mais pesada, devido à roda dianteira de diâmetro menor e pneu de perfil mais alto.

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A então nova Shadow 750 2011 nada mais era que uma versão mais “enxuta” do modelo antigo. Tanto é que, com os acessórios a menos, perdeu 18 quilos.

O novo visual se resume em para-lamas mais compactos, assento menor, escapamento cromado duplo, tanque em formato de gota (com 0,2 l a mais, indo para 14,6 l), farol mais compacto, lanterna traseira embutida no para-lama e guidão mais alto e estreito.

A roda passou de 17 para 21 polegadas, com pneu de 120/90 para 90/90. As pedaleiras do piloto, por sua vez, adotaram um formato convencional, dispensando o formato tipo “plataforma”.

Fora isso, a distancia entre-eixos da motocicleta foi ampliada em 16 mm, passando para 1,65 metros, ao passo que o comprimento, largura e a altura passaram para 2.430 mm, 835 mm e 1.125 mm, respectivamente, ante os 2.503 mm, 920 mm e 1.125 mm do modelo antigo.

Com essas mudanças, o centro de gravidade ficou mais baixo, deixando a moto mais fácil de ser manuseada e com maior estabilidade em altas velocidades.

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Outra novidade foi a opção dos freios Combined-ABS, como um equipamento a parte por R$ 3 mil a mais.

Tal recurso evita o travamento das duas rodas em frenagens mais bruscas e também distribui a força de frenagem entre a roda dianteira e a traseira.

Quando equipada com os freios Combined-ABS, a Shadow ganha também freio traseiro a disco, em vez do freio a tambor da versão de entrada.

O motor seguiu sem mudanças, sendo um dois cilindros em “V” de 745 cc, capaz de entregar até 45,5 cv e 6,5 kgfm, com câmbio de cinco velocidades e transmissão final por eixo cardã.

Seu preço era de R$ 28.880 para a versão Standard e R$ 31.880 para a C-ABS. A Honda podia ser encontrada nas cores preto e vermelho metálico.

Na época, a Shadow competia com outras japonesas como Kawasaki Vulcan 900 Classic, de R$ 30 mil, Suzuki Boulevard M800, de R$ 32,9 mil, e Yamaha XVS 950 Midnight Star, de R$ 32,3 mil.

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Fim de linha da Honda Shadow em 2014

Sem deixar substituta, a Shadow abandonou as concessionárias da Honda no fim de 2014.

A motocicleta teve seu fim de linha decretado em Manaus (AM) por conta das baixas vendas e também da ampla concorrência no mercado de custom, com diversos modelos também produzidos em solo nacional.

Para se ter uma ideia, no seu último ano de vendas, a Honda Shadow conseguiu emplacar somente 516 exemplares.

Como efeito de comparação, a Yamaha XVS 950 Midnight Star vendeu 836 unidades, enquanto a Harley-Davidson 883 fechou com 733 vendas.

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Leonardo Andrade

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

  • Ubiratã Muniz Silva

    A Shadow sempre foi uma moto muito honesta.

    Não era a mais potente ou a mais torcuda das “custom” (se excluirmos as Harleys, as Suzuki costumavam ser melhores que as Hondas nesse quesito) mas entregava um bom conjunto.

    A pilotagem era mais “divertida” nas 600 e nas últimas 750 (Spirit), por conta da posição das pedaleiras. Já os modelos Aero (os “do meio”, com pára-lamas mais fechados, meus amigos chamam de “Paralama de Indian”) não eram tão ágeis quanto os modelos mencionados anteriormente, mas entregava conforto inigualável (tanto pra piloto quanto para garupa) para as customs de sua faixa de preço.

    Até hoje ainda são muito procuradas como “entrada” para as custom V-Twin de maior porte.

    Apesar de eu gostar das grandes cruisers americanas (H-D e Indian) eu lamento que as marcas japonesas tenham abandonado esse segmento no mercado brasileiro. Hoje a “custom” mais barata (43 mil reais!!!) é a Iron 883 da H-D, que é uma moto sem garupa de fábrica, desconfortável e miúda, cujos únicos predicados são o motor “torcudo” e o brasão no tanque. E quem quer custom mas não gosta de Harley-Davidson (tem muito customzeiro nesse perfil) hoje está praticamente sem alternativa, só resta a “modernosa” Vulcan 650, que nem V-Twin é, perdendo bastante do visual clássico (e que é tão miudinha quanto a HD 883).

    Hoje o mercado de motocicletas estaria muito receptivo a uma moto como a Yamaha Bolt, ou uma Shadow 750 Aero por um preço interessante. A Shadow Aero entrega muito mais que uma Iron 883 e nos EUA custa 1500 dólares a menos. E mais, se as marcas japonesas quisessem mesmo oferecer custom no Brasil, nem precisavam desses modelos maiores com preço próximo ao de Harley-Davidson. Uma Rebel 500 (oferecida pela Honda nos EUA) seria uma alternativa interessantíssima para o mercado nacional, em uma faixa de cilindrada não atendida por nenhum modelo do segmento. Se não me engano o motor é o mesmo da CB500.

    Claro, sempre vai ter aquele que prefere uma “HD Sportster usada”, mas tem muito consumidor que prefere uma moto nova, e tem até mesmo aqueles do meio custom que não gostam de Harley-Davidson.

    Hoje a marca de Milwaukee nada de braçada e sem qualquer concorrência. Até a Indian foi embora daqui.

  • Marcus Vinicius

    Honda Shadow merecia um sucessor como alternativa americana harley-davidson

  • Luano Tanaka

    Se não me engano, nem a Suzuki Intruder existe mais. Foi substituída por uma chinesa.

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