
A busca por preços iniciais mais baixos levou a Hyundai a uma escolha incomum: alguns de seus modelos mais novos deixam o painel digital do motorista fora da configuração básica.
A ausência envolve o Ioniq 3, primeiro hatch compacto elétrico da linha, e o novo Elantra, chamado de Avante no mercado doméstico da Coreia do Sul.
Nos dois casos, o display retangular de 9,9 polegadas instalado sobre o painel e diretamente diante do motorista passa a depender da versão ou de um opcional.
Para receber esse equipamento, o comprador precisa escolher uma configuração superior que já o inclua ou acrescentá-lo separadamente pela lista de itens disponíveis.
Na Coreia do Sul, o painel de 9,9 polegadas acrescenta 350.000 won ao preço do Avante, mesmo sendo um elemento básico de interação durante a condução.

A situação do Ioniq 3 segue lógica semelhante no Reino Unido, onde o display estreito de instrumentos aparece somente a partir do segundo nível de acabamento.
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As imagens oficiais divulgadas até agora mostram tanto o Ioniq 3 quanto o Avante equipados com o componente, embora as configurações de entrada não o tragam.
O curioso é que essa economia acontece justamente durante a estreia de uma nova geração de telas centrais bem maiores dentro dos carros da marca sul-coreana.
Chamado Pleos Connect, o sistema de entretenimento e conectividade funciona sobre o Android Automotive OS e inaugura uma nova arquitetura para diferentes modelos do grupo.
Sua maior aplicação até agora aparece no sedã Grandeur, modelo de topo que recebeu uma tela de até 17,9 polegadas na estreia realizada anteriormente neste ano.

Produtos posicionados abaixo dele utilizam formatos menores, caso do novo Elantra e do Ioniq 3, equipados com telas centrais de 12,9 ou 14,6 polegadas.
O Tucson de próxima geração também adota o Pleos Connect e compartilha a solução de painel estreito, ampliando a presença dessa nova disposição interna da Hyundai.
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O que precisaria mudar para o painel de 9,9 polegadas virar padrão nos dois Hyundai?
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Ainda assim, a fabricante não abandonou completamente os comandos físicos, mantendo botões para diversas funções usadas com frequência em vez de concentrar tudo dentro de menus digitais.
Os modelos mais recentes equipados com Pleos Connect, porém, aparentam trazer menos comandos tradicionais do que outros Hyundai, reforçando uma mudança gradual na organização das cabines.
A decisão contrasta com fabricantes que eliminaram totalmente o painel diante do motorista e passaram a concentrar velocidade e outras informações apenas na tela central.

Pelo menos na Hyundai, o comprador ainda pode acrescentar o display de 9,9 polegadas, embora sua ausência nas versões básicas gere uma combinação pouco habitual.
Essa estratégia chama ainda mais atenção porque telas digitais de instrumentos deixaram há tempos de ser exclusividade de versões sofisticadas e passaram a cumprir funções cotidianas.
A expansão do Pleos Connect será ampla, já que a Hyundai pretende instalar o sistema de nova geração em aproximadamente 20 milhões de automóveis até o fim da década.
A tecnologia também chegará às marcas irmãs Kia e Genesis, deixando de ser uma solução restrita aos veículos vendidos diretamente com o emblema da Hyundai.
Entre os próximos candidatos está o Sportage de nova geração, que poderá se tornar o primeiro Kia equipado com Pleos Connect ao chegar em 2027.

Esse caminho parece especialmente provável porque o Tucson equivalente já utiliza a plataforma, indicando como o novo sistema deve avançar pelas diferentes linhas do grupo.
Mesmo preservando controles físicos e oferecendo o painel digital como alternativa, a Hyundai transforma um item normalmente considerado elementar em equipamento dependente da configuração escolhida.
Resta saber se a mesma política será mantida quando Ioniq 3 e Elantra alcançarem mais mercados ou se o display de 9,9 polegadas passará a ser padrão.






